Exportação

Programa Elas Exportam amplia vagas e inclui setor de serviços na 6ª edição

O Programa Elas Exportam chega à sexta edição com novidades. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos anunciaram nesta segunda-feira (2/3) a abertura do edital 2025, que marca a expansão da iniciativa e passa a incluir empresas do setor de serviços. As inscrições seguem abertas até 31 de março.

Criado para fortalecer a presença de mulheres no comércio exterior, o programa agora terá edições anuais e ofertará 120 vagas para empresas mentoradas.

Expansão para TI, audiovisual e games

A principal novidade desta edição é a inclusão de 30 vagas destinadas a negócios dos segmentos de Tecnologia da Informação (TI), audiovisual e games, refletindo o crescimento dos serviços digitais na pauta exportadora brasileira.

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a ampliação acompanha a transformação do comércio global, em que áreas criativas e tecnológicas ganham protagonismo e ampliam oportunidades de internacionalização para empresas lideradas por mulheres.

Dados recentes mostram que, em 2025, as exportações brasileiras de serviços atingiram o recorde de US$ 51,8 bilhões, sendo 65% referentes a serviços entregues digitalmente. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico aponta ainda que os serviços representam cerca de 40% do valor agregado das exportações de manufaturados do Brasil.

A iniciativa também dialoga com ações como o painel interativo ComexVis Serviços, lançado pelo MDIC para dar transparência aos números do setor.

Como participar do Elas Exportam 2025

As inscrições estão abertas em duas frentes:

• Seleção de empresas mentoradas
• Banco de Mentoras

Podem se candidatar como mentoradas empreendedoras e líderes de empresas formalizadas e em operação no mercado nacional, que ainda não tenham experiência relevante em exportação, mas desejem se preparar para acessar o mercado internacional.

Para atuar como mentoras, é necessário ter experiência comprovada em comércio exterior, negócios internacionais ou internacionalização de empresas, além de vínculo profissional ativo com organização pública ou privada.

O Banco de Mentoras, regulamentado por edital publicado no Diário Oficial da União em fevereiro de 2025, continua válido. As integrantes atuais serão consultadas sobre a permanência no programa.

Capacitação e política pública

O Programa Elas Exportam integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e o Programa Mulheres e Negócios Internacionais da ApexBrasil. A proposta é desenvolver competências técnicas e socioemocionais voltadas à internacionalização, por meio de mentorias individualizadas e capacitações especializadas.

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, destaca que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a presença de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior brasileiro.

O programa conta com apoio do Banco do Brasil e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, além de parcerias com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a ICC Brasil, no âmbito da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual. A avaliação de impacto é conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Resultados e reconhecimento internacional

Desde a criação, o programa já contemplou 219 empresas mentoradas e envolveu 196 mentoras em todas as regiões do país. Em 2025, a iniciativa recebeu o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, concedido pela Organização Mundial do Comércio, na categoria Mulheres Empreendedoras.

Entre os casos de sucesso estão a Ôdecasa Bordados, que realizou sua primeira exportação para a Itália; a Wecare Skin, que passou a vender para a Suíça; e a Eri Candle, que estruturou uma linha voltada ao mercado internacional e institucional.

Com a ampliação para o setor de serviços e a consolidação como política pública, o Elas Exportam reforça a estratégia de diversificação da base exportadora e de promoção da equidade de gênero no comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Internacional

Maquila de serviços no Paraguai deve ultrapassar 50 mil empregos formais

O setor de maquila de serviços no Paraguai mantém trajetória de crescimento e projeta superar a marca de 50 mil empregos formais nos próximos meses. A expansão consolida o segmento como um dos principais motores de geração de trabalho qualificado e de atração de investimentos estrangeiros no país.

Crescimento impulsiona economia e exportações

Dados recentes divulgados por representantes do setor indicam que a maquila de serviços tem ampliado sua relevância dentro da economia paraguaia. O modelo abrange atividades como tecnologia da informação, suporte técnico, marketing digital e outros serviços especializados voltados principalmente ao mercado internacional.

Com isso, o Paraguai fortalece sua base exportadora de serviços, reduzindo a dependência de setores tradicionais e ampliando a oferta de soluções com maior valor agregado.

Geração de empregos qualificados

Além do impacto econômico, a expansão do regime de maquila favorece a inserção de profissionais em áreas estratégicas. O avanço do setor abre espaço para capacitação profissional, desenvolvimento de novas competências e acesso a oportunidades em segmentos mais tecnológicos e competitivos.

A expectativa de ultrapassar 50 mil postos formais reforça o papel do segmento como alternativa relevante para o mercado de trabalho paraguaio.

Fatores de competitividade

Empresas que operam sob o regime de maquila de serviços apontam como diferenciais os custos operacionais competitivos, o ambiente regulatório favorável e a disponibilidade de mão de obra qualificada em áreas-chave.

Esses elementos fortalecem o posicionamento do Paraguai como destino estratégico para a instalação de operações voltadas a serviços globais, ampliando sua competitividade no cenário regional.

FONTE: ABC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CCBP

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Comércio Exterior

MDIC lança painel inédito sobre comércio exterior de serviços no Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentou uma nova ferramenta oficial voltada ao acompanhamento do comércio exterior de serviços. Lançado em celebração ao Dia do Comércio Exterior, o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços) reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e de outros países.

Transparência e apoio à formulação de políticas públicas

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas públicas voltadas à competitividade do setor de serviços. A plataforma permite consultar valores anuais atualizados de exportações e importações de serviços, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores econômicos e parceiros comerciais.

Serviços ganham espaço no comércio internacional

Para o presidente em exercício e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Segundo ele, os serviços representam uma fronteira cada vez mais estratégica do comércio internacional.

De acordo com dados da OCDE, cerca de 40% do valor adicionado às exportações brasileiras de manufaturados está relacionado a serviços incorporados, o que reforça a importância de estatísticas acessíveis e comparáveis sobre o tema.

Integração ao ecossistema digital do comércio exterior

As informações nacionais disponibilizadas no painel têm como base os dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços se soma a outras plataformas digitais do governo, como o Comex Stat e o Comex Vis, oferecendo gráficos, indicadores e análises interativas que facilitam a compreensão do desempenho do comércio exterior brasileiro.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou que o setor de serviços tem participação crescente nas trocas internacionais e papel central na competitividade da economia brasileira, especialmente na identificação de oportunidades em novos mercados.

Exportações de serviços batem recorde

Entre os dados de destaque apresentados na ferramenta, está o desempenho das exportações brasileiras de serviços, que alcançaram o valor recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025. Desse total, 65% correspondem a serviços prestados digitalmente, evidenciando o avanço da digitalização e o potencial competitivo do Brasil nesse segmento.

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex/MDIC, a consolidação dessas informações em um ambiente visual e interativo contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e fortalecer a atuação do Brasil no comércio internacional de serviços, além de apoiar empresas e entidades na prospecção de novos negócios.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Lemes / MDIC

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Exportação, Gestão, Informação, Investimento, Logística, Mercado Internacional

Conselho Nacional aprova 4 projetos para a ZPE de Cáceres; 140 empregos serão criados

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou, nessa quarta-feira (9), quatro novos projetos industriais em ZPE.

Entre eles está um empreendimento no Mato Grosso destinado à produção de tábuas, blocos e decks de madeira de teca, que será a empresa – âncora da ZPE de Cáceres.

O projeto da empresa TRC prevê a geração de 140 empregos diretos e investimentos totais de R$ 24 milhões, assegurando a viabilidade econômico-financeira da administradora da ZPE.

ZPE de Pecém – CE

Além disso, o CZPE aprovou o maior projeto de produção de hidrogênio verde em larga escala do Brasil, a ser instalado na ZPE de Pecém, no Ceará. Como contrapartidas, o projeto vai utilizar bens e serviços nacionais e investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Estratégica para a transição energética, a iniciativa faz parte do plano de criação de hub de produção de hidrogênio verde no Ceará. O projeto da Brasil Fortescue Sustainable Industries Ltda prevê R$ 17,5 bilhões em investimento, com capacidade de produção de 1,2 gigawatts (GW), por ano, podendo chegar a 2,1 GW em uma possível segunda fase do projeto, que está alinhado à Missão 5 (Bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas) da Nova Indústria Brasil (NIB).

“O Brasil tem todas as condições para ser o grande protagonista da transformação ecológica que o mundo inteiro busca. E este projeto, com investimentos significativos, é um grande passo nessa direção. A ZPE de Pecém se torna um símbolo dessa nova era, onde a indústria e a preservação do meio ambiente caminham juntas”, afirma o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A resolução do CZPE que autoriza a implementação da empresa na ZPE de Pecém foi assinada nesta quarta-feira pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em reunião com o governador do Ceará, Elmano de Freitas.

A previsão é que o projeto gere mais de 9 mil postos de trabalho diretos e indiretos. A fase de implementação deve começar ainda neste mês de outubro. O início das operações está previsto para agosto de 2028.

ZPE de Bacabeira – MA

Outra iniciativa de transição energética foi autorizada na reunião do CZPE. Foi aprovado o projeto industrial destinado à produção de querosene de aviação renovável (SAF), diesel comum e renovável, diesel marítimo (MGO) e gasolina. A refinaria modular de combustíveis será a empresa âncora da ZPE de Bacabeira (MA), garantindo a operacionalização dessa nova ZPE, criada na última reunião do conselho, em 22 de maio.

O projeto prevê investimentos da ordem de R$ 8 bilhões e a geração de 2.300 postos de trabalho nas fases de implementação e operação.

ZPE de Parnaíba – PI

A instalação de indústria de fabricação de féculas e amidos vegetais, para exportação, foi aprovada para a ZPE de Parnaíba (PI). O projeto prevê envolvimento da indústria com agricultura local. A região do baixo Parnaíba é uma das principais regiões produtora de mandioca do Piauí́ e Maranhão.

A estimativa é que o projeto gere cerca de 40 empregos diretos e 500 indiretos. O investimento previsto é de é de R$ 40 milhões.

Exportação de Serviços

O Conselho das Zonas de Processamento de Exportação também aprovou a lista de serviços qualificáveis ao regime das ZPE, que será colocada em consulta pública ainda neste mês. Foram definidas 76 atividades, com base da Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS).

Para a construção da lista foram considerados alguns dos serviços mais exportados pelo país, na modalidade em que o prestador está no Brasil e o consumidor do serviço está no exterior. A partir desses critérios, foram selecionados serviços de base tecnológica e que utilizam mão de obra qualificada para aproveitar as inovações tecnológicas, de alto valor agregado e relacionados à Missão 4 – Transformação Digital, da Nova Indústria Brasil.

O que são Zonas de Processamento de Exportação

As ZPE são áreas criadas com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento da cultura exportadora, a difusão tecnológica e reduzir desequilíbrios regionais. As empresas que se instalam em tais espaços têm acesso a tratamento tributário, cambial e administrativo específicos para promover a maior competitividade de seus produtos no mercado internacional.

A produção no espaço da ZPE, destinada à exportação, garante às empresas suspensão do recolhimento de IPI, Pis-Cofins, Imposto de Importação e AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) na aquisição de máquinas, equipamentos e instalações e também para insumos e matérias primas, com a conversão em isenção ou alíquota zero no caso de posterior exportação do produto final.

O CZPE é órgão deliberativo presidido pelo MDIC. Fazem parte do Conselho representantes da Casa Civil da Presidência da República e dos ministérios da Fazenda, da Integração e do Desenvolvimento Regional, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Planejamento e Orçamento, de Portos e Aeroportos e dos Transportes.

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