Exportação

Exportação de carne bovina do Brasil cresce 16,4% em janeiro e amplia receitas

A exportação de carne bovina do Brasil iniciou o ano em ritmo acelerado. Em janeiro, os embarques somaram 278 mil toneladas, alta de 16,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em termos financeiros, o desempenho foi ainda mais expressivo: as vendas externas renderam US$ 1,416 bilhão, avanço de 37,9% na mesma base de comparação.

Os números têm como base dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos.

China lidera compras e amplia participação

Principal destino da carne bovina brasileira, a China respondeu por uma fatia significativa dos negócios no primeiro mês de 2026.

As vendas ao país asiático alcançaram US$ 650,33 milhões, crescimento de 44,9% frente a janeiro de 2025. O volume embarcado chegou a 119,96 mil toneladas, avanço de 31,6%.

Com isso, a China concentrou 43,10% do volume total exportado e 45,9% da receita gerada pelo setor no período.

Limite de cota pode restringir embarques

Apesar do bom desempenho, a Abrafrigo alerta que as exportações para a China ao longo de 2026 estarão condicionadas ao limite de 1,1 milhão de toneladas, estabelecido após a adoção de medidas de salvaguarda comercial pelo governo chinês.

Segundo a entidade, os embarques que excederem essa cota poderão ser taxados em 55%, o que tende a reduzir a competitividade da proteína brasileira acima do teto permitido.

Estados Unidos ampliam compras

Os Estados Unidos mantiveram a posição de segundo maior importador da carne bovina do Brasil e ampliaram significativamente suas aquisições em janeiro.

Considerando também os subprodutos bovinos, as vendas totalizaram US$ 193,74 milhões, alta de 39,41%.

Quando analisada apenas a carne bovina in natura, o crescimento foi ainda mais expressivo: 92,7% na comparação anual, atingindo US$ 161,6 milhões.

União Europeia registra retração na carne in natura

A União Europeia reduziu as compras de carne bovina in natura no início do ano. No entanto, a queda foi compensada por maior demanda por produtos como carne industrializada e sebo bovino fundido.

No consolidado, o bloco europeu — terceiro maior mercado da proteína brasileira — movimentou US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 26,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Outros mercados em destaque

Após China, Estados Unidos e União Europeia, aparecem como principais compradores:

  • Chile
  • Emirados Árabes Unidos
  • Egito
  • Países Baixos

De acordo com a Abrafrigo, 99 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira em janeiro, enquanto 40 reduziram seus volumes importados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Abiec

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China pode atingir cota em setembro, alerta Cepea

O Brasil pode alcançar já em setembro o limite da cota de exportação de carne bovina para a China, caso o ritmo atual de embarques seja mantido. O alerta foi divulgado por pesquisadores do Cepea, com base nos dados de janeiro, mês em que o país asiático concentrou 46,3% das exportações brasileiras da proteína.

Do total de 258,94 mil toneladas de carne bovina enviadas ao mercado externo no período, quase metade teve a China como destino. O cenário é ainda mais intenso em Mato Grosso, onde 57,5% das 83,06 mil toneladas exportadas seguiram para o país asiático, representando um crescimento de 89,23% em relação a janeiro de 2025.

Cotas chinesas e tarifas adicionais

Em dezembro, o Ministério do Comércio da China (Mofcom) definiu que, em 2026, o Brasil poderá exportar até 1,106 milhão de toneladas de carne bovina sem tarifa extra. O volume que ultrapassar esse teto estará sujeito a uma sobretaxa de 55%, tornando a operação menos competitiva.

As cotas já estabelecidas indicam aumento gradual:

  • 2027: 1,128 milhão de toneladas
  • 2028: 1,154 milhão de toneladas

Janeiro registra recorde de embarques

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, apenas em janeiro de 2026, o Brasil enviou 119,63 mil toneladas de carne bovina à China, o maior volume já registrado para um mês de janeiro. Desse total, 47,76 mil toneladas tiveram origem em Mato Grosso.

Segundo o Cepea, se esse ritmo for mantido ao longo do ano, o país tende a esgotar a cota chinesa ainda no terceiro trimestre, antecipando impactos sobre preços, logística e contratos internacionais.

China lidera compras da carne brasileira

Em 2025, Mato Grosso exportou 978,32 mil toneladas de carne bovina para 92 países. A China respondeu por 536,92 mil toneladas, consolidando-se como principal destino da proteína. A Rússia, segunda colocada, adquiriu apenas 58,84 mil toneladas, evidenciando a forte concentração no mercado chinês.

Governo propõe controle das exportações

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encaminhou, na última sexta-feira (6), um ofício à Câmara de Comércio Exterior (Camex) sugerindo a criação de um sistema de controle das exportações de carne bovina para a China.

A proposta prevê:

  • Distribuição proporcional da cota conforme o histórico de vendas das empresas
  • Escalonamento trimestral dos volumes autorizados
  • Melhor gestão do limite imposto pelo mercado chinês

A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Valor Econômico.

Setor avalia impactos e alternativas

Para o presidente do Sindifrigo-MT, Paulo Bellicanta, a salvaguarda chinesa é legítima e demonstra proteção ao produtor local. No entanto, ele ressalta que o desafio está na adaptação das regras à dinâmica do comércio brasileiro, que opera com contratos firmados e prazos curtos entre produção, embarque e entrega.

Já a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) chama atenção para a restrição global da oferta de carne, causada pela redução do rebanho em grandes produtores, como os Estados Unidos.

Segundo o diretor técnico da entidade, Francisco Manzi, a medida chinesa pode incentivar o Brasil a diversificar mercados. Ele também defende o fortalecimento do consumo interno, destacando que um aumento de três quilos por habitante ao ano já compensaria boa parte da restrição imposta pela China.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Exportação

Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem quase 30% e alcançam 92 países em 2025

Mato Grosso registrou em 2025 um dos resultados mais expressivos da sua história na exportação de carne bovina, fortalecendo a presença internacional do produto e consolidando o estado como referência no comércio global da proteína animal. O desempenho positivo reflete o avanço da pecuária mato-grossense em volume, valor e diversificação de mercados.

Volume exportado e receita batem recorde

Ao longo de 2025, os embarques de carne bovina de Mato Grosso somaram 978,41 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), crescimento de 28,86% em relação a 2024. A receita alcançou US$ 4,11 bilhões, alta de 53,82% no comparativo anual, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O estado exportou para 92 países, reforçando sua posição entre os principais fornecedores globais da proteína. O preço médio da carne bovina mato-grossense foi de US$ 4.201,24 por tonelada, o segundo maior da série histórica acompanhada pelo Instituto.

Abates acompanham ritmo das exportações

O avanço das exportações veio acompanhado de um novo recorde no número de abates bovinos. Em 2025, foram abatidas 7,46 milhões de cabeças em Mato Grosso, aumento de 1,44% em relação ao ano anterior. Somente em dezembro, cerca de 607 mil animais foram encaminhados para os frigoríficos, impulsionados pela maior oferta de gado terminado em sistemas intensivos e pela demanda externa aquecida.

Para Rodrigo Silva, coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea, os números refletem a solidez do setor. “Batemos recorde em abates e em exportação, mostrando a força da pecuária de Mato Grosso e a diversificação de mercados, com destaque para Chile, Rússia e países do Oriente Médio”, afirma.

China lidera compras da carne mato-grossense

A China manteve a liderança como principal destino da carne bovina de Mato Grosso em 2025. O país importou 536,96 mil TEC, volume 52,69% superior ao de 2024. Com isso, a participação chinesa nas exportações do estado avançou de cerca de 46,3% para 54,8%.

Na sequência, a Rússia ocupou a segunda posição entre os compradores, com 58,8 mil TEC, enquanto o Chile ficou em terceiro lugar, com 47,1 mil TEC. Já os Estados Unidos, impactados pelo aumento de tarifas, reduziram as importações para 21,2 mil TEC, caindo para a oitava posição no ranking. Em 2024, o país havia sido o terceiro maior comprador.

Investimentos sustentam crescimento do setor

Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho de 2025 é resultado de um trabalho contínuo da cadeia produtiva. “Mato Grosso vem colhendo os frutos de anos de investimentos em sanidade, qualidade e profissionalização da pecuária. Estamos preparados para atender mercados cada vez mais exigentes, com volume, eficiência e responsabilidade”, destaca.

Animais jovens ganham espaço nos abates

Outro ponto de destaque em 2025 foi o aumento da participação de animais jovens nos abates. As categorias de até 24 meses totalizaram 3,22 milhões de cabeças, crescimento de 17,55% no ano, representando 43,24% do total abatido no estado. Segundo Rodrigo Silva, o movimento reflete a intensificação dos sistemas produtivos, além de avanços em melhoramento genético e nutrição.

Mercado ajusta escalas e mira novos destinos

No curto prazo, as escalas de abate apresentaram recuo de 11,60%, ficando em média em 13,31 dias, influenciadas pela maior oferta recente de animais e pelo ritmo das indústrias. A expectativa do Imea é de maior equilíbrio em 2026, com impactos na reposição.

Além de fortalecer mercados tradicionais, Mato Grosso avançou na abertura de novos destinos, como o Marrocos, em 2024, e a Guatemala, em dezembro de 2025. Para o Imac, a diversificação é estratégica para reduzir riscos e ampliar a estabilidade do setor.

Mesmo com ajustes pontuais nos preços no mercado interno, o cenário segue sustentado pela qualidade do rebanho e pela ampliação do acesso a novos mercados. “Mesmo com exportação forte e consumo doméstico aquecido, os preços não subiram como esperado devido à oferta elevada. A qualidade do rebanho e a diversificação de destinos sustentam o cenário”, conclui Rodrigo Silva.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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