Internacional

Alemanha defende União Europeia de duas velocidades para acelerar decisões do bloco

A Alemanha pretende defender a criação de uma União Europeia de duas velocidades como forma de destravar a tomada de decisões e impulsionar o desempenho econômico do bloco. A proposta prevê que um grupo central de países avance mais rapidamente em políticas estratégicas, enquanto os demais acompanham o processo em ritmo próprio.

Proposta busca romper paralisia na UE

“Este é o momento de uma Europa de duas velocidades”, afirmou o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, durante evento promovido pelo jornal Welt, nesta terça-feira (27), em Berlim. Segundo ele, o modelo permitiria tornar o continente mais forte, competitivo e menos dependente de fatores externos.

Grupo central reuniria seis grandes economias

De acordo com uma carta de Klingbeil obtida pela Reuters, Alemanha e França articulam a criação de um novo formato de cooperação entre as seis principais economias da União Europeia. O grupo incluiria ainda Polônia, Espanha, Itália e Holanda.

O ministro alemão convidou seus pares desses países para uma videoconferência marcada para esta quarta-feira, com o objetivo de definir uma agenda concreta voltada ao fortalecimento da soberania, da resiliência econômica e da competitividade europeia.

Redução de dependências externas está no centro do debate

A iniciativa surge em meio aos esforços da UE para diminuir a dependência de matérias-primas estratégicas importadas de países como a China, além de enfrentar riscos associados a tarifas comerciais, fragmentação dos mercados globais e impactos sobre crescimento econômico e investimentos.

“Diante de um cenário geopolítico cada vez mais imprevisível, a Europa precisa se tornar mais forte e mais resiliente. Manter o status quo não é uma opção”, escreveu Klingbeil na carta enviada aos ministros.

Agenda inclui euro, defesa e mercados de capitais

Segundo o documento, a reunião desta quarta-feira deve funcionar como um “pontapé inicial” para o novo formato de cooperação, com a previsão de um encontro presencial à margem da próxima reunião do Eurogrupo.

A proposta apresentada inclui quatro eixos principais:

  • avanço da união dos mercados de capitais;
  • fortalecimento do euro;
  • maior coordenação dos investimentos em defesa;
  • garantia de acesso a matérias-primas essenciais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jana Rodenbusch

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Economia

Crescimento econômico da zona do euro continua lento em agosto, mostra PMI

O volume de novos pedidos aumentou pela primeira vez desde maio do ano passado, embora apenas ligeiramente

A economia da zona do euro continuou a expandir em ritmo lento em agosto, com o crescimento mais fraco do setor de serviços compensando a melhora na produção industrial, apesar do primeiro aumento no volume geral de novos pedidos desde maio do ano passado, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto do HCOB para a zona do euro, compilado pela S&P Global, subiu de 50,9 em julho para 51,0 em agosto, marcando um pico recorde de 12 meses, mas ainda indicando um crescimento apenas modesto. A marca de 50,0 separa o crescimento da contração.

O volume de novos pedidos aumentou pela primeira vez desde maio do ano passado, embora apenas ligeiramente, já que a demanda interna compensou a queda dos pedidos de exportação, que diminuíram pelo ritmo mais rápido desde março.

“Andar de bicicleta muito devagar pode fazer você tombar. Esse é o risco que a zona do euro enfrenta. Sim, a economia vem crescendo desde o início do ano, mas o ritmo é dolorosamente lento”, disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.

“As tensões políticas na França e na Espanha, a incerteza em torno do acordo comercial entre a UE e os EUA e os problemas contínuos no principal setor automotivo não estão ajudando.”

A UE e os EUA fecharam um acordo comercial no final de julho, mas apenas a tarifa básica de 15% foi implementada até o momento.

O setor de serviços viu o crescimento desacelerar para um ritmo marginal, com seu PMI caindo para 50,5 em agosto, em comparação com a máxima recorde de quatro meses de 51,0 registrado em julho.

O setor industrial apresentou o seu aumento de produção mais forte em quase três anos e meio, proporcionando um ponto positivo.

O crescimento geral do nível de emprego acelerou, atingindo um pico recorde de 14 meses, com as empresas de serviços aumentando o número de funcionários, enquanto as fábricas continuaram a reduzir o quadro de pessoal.

Entretanto, as pressões sobre os preços se intensificaram em agosto, com os custos de insumos aumentando pelo ritmo mais rápido desde março e as empresas elevando seus preços pela taxa mais acentuada em quatro meses, o que pode complicar as perspectivas de inflação do Banco Central Europeu.

A inflação geral no bloco subiu um pouco em agosto, para 2,1%, permanecendo em torno da meta de 2% do BCE e, provavelmente, reforçando as expectativas de que as taxas de juros permanecerão inalteradas no curto prazo.

Fonte: InfoMoney

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Economia

Indústria da zona do euro encolhe mais do que o esperado em junho, mas PIB cresce no 2º tri

A produção industrial da zona do euro caiu mais do que o esperado em junho, mesmo com crescimento econômico geral no segundo trimestre, contrariando as opiniões de que a união monetária de 20 países permanece resiliente às consequências de uma guerra comercial global.

A produção industrial caiu 1,3% em junho sobre o mês anterior com uma grande queda na Alemanha e a fraqueza da produção de bens de consumo, pior do que a expectativas de retração de 1,0%, mostraram dados do Eurostat nesta quinta-feira.

Além da surpresa negativa, o Eurostat também revisou sua estimativa de crescimento da produção para maio de 1,7% para 1,1%, sugerindo que a tendência subjacente é mais fraca do que se pensava.

Enquanto isso, o PIB cresceu 0,1% no segundo trimestre sobre os três meses anteriores, em linha com a estimativa preliminar, e o emprego aumentou apenas 0,1% no trimestre, em linha com as expectativas em uma pesquisa da Reuters mas abaixo dos 0,2% nos três meses anteriores.

Uma série recente de indicadores relativamente positivos alimentou a narrativa de que o consumo está mantendo o bloco resiliente às tensões comerciais, mas números mais recentes, como encomendas à indústria e uma leitura importante de confiança da Alemanha, contrariaram essa visão.

Ainda assim, os investidores continuam apostando em uma recuperação modesta com base na premissa de que o recente acordo comercial da UE com os EUA proporciona a certeza necessária e que os planos da Alemanha de aumentar acentuadamente os gastos orçamentários darão suporte ao crescimento.

É por isso que os investidores financeiros acham que o Banco Central Europeu pode ter terminado de cortar as taxas de juros e que as autoridades vão esperar uma queda temporária na inflação abaixo da meta de 2%, já que as pressões sobre os preços no médio prazo já estão se acumulando.

Fonte: MSN

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Industria

Zona do euro: crescimento fica estagnado em junho com serviços e indústria em baixa

O setor de serviços mostrou apenas um pequeno sinal de melhora e o setor industrial não apresentou nenhum

A economia da zona do euro ficou estagnada em junho pelo segundo mês uma vez que o setor de serviços mostrou apenas um pequeno sinal de melhora e o setor industrial não apresentou nenhum, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (23).

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da zona do euro da HCOB, compilado pela S&P Global e visto como um bom indicador de crescimento, registrou em junho a mesma taxa de 50,2 vista em maio.

Essa leitura fica um pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, e abaixo da expectativa de 50,5 em uma pesquisa da Reuters.

“A pesquisa PMI preliminar de junho para a zona do euro foi consistente com a estagnação da economia”, disse Jack Allen-Reynolds, da Capital Economics.

“A fraqueza na atividade foi ampla, com o índice de serviços subindo para apenas 50,0, enquanto o índice de manufatura caiu.”

A atividade empresarial na Alemanha, a maior economia da Europa, voltou a crescer, já que o setor industrial registrou o maior aumento no volume de novos pedidos em mais de três anos.

Porém, na França, a atividade contraiu ainda mais, já que a fraqueza tanto no setor industrial quanto no de serviços atingiu a segunda maior economia da zona do euro, informou a S&P Global nesta segunda-feira.

A demanda geral no bloco retraiu pelo 13º mês, embora de forma moderada, com o índice de novos negócios subindo de 49,0 para 49,7.

O PMI de serviços subiu para 50, acima da leitura final de maio de 49,7, como a pesquisa da Reuters havia previsto.

Mas o otimismo entre as empresas de serviços aumentou e o índice de expectativas de negócios saltou de 56,2 para 57,9, um recorde de quatro meses.

O índice do setor industrial, que tem estado abaixo de 50 desde meados de 2022, manteve-se em 49,4, contra expectativas de um aumento para 49.8. Um índice que mede a produção e que alimenta o PMI Composto caiu de 51,5 para 51,0.

Fonte: InfoMoney

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