Portos

Porto de Santos incorpora novos trabalhadores da estiva e amplia participação feminina

O Porto de Santos passou a contar com 47 novos trabalhadores portuários avulsos da estiva, diplomados pelo Órgão de Gestão da Mão de Obra do Trabalho Portuário (OGMO/Santos) no dia 16 de janeiro. A cerimônia de diplomação foi realizada na sede da entidade e oficializou a entrada dos profissionais na categoria.

Inclusão feminina avança no setor portuário

Entre os formandos, três são mulheres, representando um avanço importante na inclusão feminina no trabalho portuário, historicamente marcado pela predominância masculina. A presença feminina reforça o movimento gradual de diversificação da mão de obra no maior porto da América Latina.

Processo seletivo teve seis etapas

Os novos estivadores foram aprovados em um processo seletivo rigoroso, conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento e Capacitação (IDCAP). A seleção contou com seis fases, incluindo prova objetiva, avaliação de títulos, teste de exigência física, avaliação psicológica, análise documental, comprovação dos requisitos legais e exame médico.

Formação técnica focou segurança e qualificação

A capacitação técnica foi ministrada pelo Centro de Excelência Portuária de Santos (CENEP) e concluída em dezembro de 2025. O curso priorizou a qualificação profissional, a segurança nas operações portuárias e a preparação dos trabalhadores para as demandas atuais do complexo portuário santista.

Renovação da mão de obra fortalece operações

Segundo o diretor executivo do OGMO/Santos, Evandro Schmidt Pause, a iniciativa contribui para a renovação da mão de obra portuária e fortalece a sustentabilidade das operações. Em junho de 2025, outros 276 trabalhadores já haviam sido diplomados, sendo 13 mulheres.

“O ingresso de novos profissionais promove a oxigenação da categoria e prepara o Porto de Santos para as demandas presentes e futuras”, destacou o dirigente.

Vagas resultam de acordo coletivo

As novas admissões foram viabilizadas por meio de uma convenção coletiva de trabalho, firmada entre o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP) e o Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (SINDESTIVA). O acordo reforça a relevância do diálogo entre operadores, trabalhadores e a gestão portuária.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Konda

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Estivadores do Porto de Santos protestam contra abertura de concurso para contratar mão de obra

Estivadores do Porto de Santos se reuniram na Rua Amador Bueno, em frente ao prédio onde funciona o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), para protestar contra a convenção coletiva celebrada entre a entidade patronal e o sindicato da categoria, que permite a abertura de processo seletivo para a contratação de mão de obra.

“É revoltante, é uma injustiça”, reclama o estivador Marcelo Venâncio. “Essa vaga é nossa.Eles têm que nos reconhecer”.

A manifestação ocorreu na manhã da última sexta-feira (11) e deve ser retomada nesta terça (15). Segundo os estivadores, eles foram informados de que os representantes do Sopesp só poderiam atendê-los nesta data após retornarem de Brasília. A maioria dos manifestantes afirmou para A Tribuna que trabalha nos terminais que ficam fora do porto organizado de Santos desde 2017 e, agora, eles querem ser incluídos no cadastro do órgão gestor de mão de obra.

No fim de setembro, os sindicatos dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva) e dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) assinaram uma convenção coletiva de trabalho (CCT), que deve abrir 600 vagas de cadastro no Órgão de Gestão de Mão de Obra do Porto de Santos (Ogmo Santos). O problema é que essas vagas devem ser preenchidas, justamente, via concurso público.

“A gente acha incorreto, porque a gente já trabalha na função. Eles vão abrir um concurso público para empregar o pessoal que nunca trabalhou na área portuária e não tem a menor experiência”,afirma Halison Vaz dos Santos, matriculado no sindicato da estiva e porta-voz dos manifestantes.Outra crítica é que o processo deve ser aberto para todo o país. “Esse concurso público, em tese, vai empregar o pessoal de outros estados e nós aqui da região vamos ficar desempregados”.

Luta por reconhecimento

Segundo Halison, diversas tentativas de negociação com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo já foram realizadas. Tanto que, agora, os manifestantes contam com o apoio do advogado Luiz Antônio Passos da Silva, que representa os estivadores. “A única coisa que eles querem é justiça. Eles estão há mais de oito anos no Porto de Santos, não no porto organizado, mas às margens, prestando serviço”, diz.

O advogado acrescenta que os estivadores podem trabalhar em apenas um terminal fora do porto organizado e, com o cadastro do Ogmo, os profissionais poderiam trabalhar em 40. A mão de obra é necessária, mas, até o momento, não foi reconhecida. “Eles querem fazer um concurso que abrange o Brasil todo e o edital não tem o requisito experiência. Estão abrindo vagas para pessoas que nunca estiveram no Porto de Santos, nunca estiveram em um navio”, afirma Luis Antônio.

O que diz o Sopesp

A Tribuna procurou o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) para ter um posicionamento sobre o protesto. No entanto, em nota, o sindicato afirmou que não se manifestará sobre o assunto.

Fonte: A Tribuna
Estivadores do Porto de Santos protestam contra abertura de concurso para contratar mão de obra: ‘A vaga é nossa’ (atribuna.com.br)

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