Transporte

Evergreen encomenda 23 navios porta-contêineres de médio porte com entregas entre 2028 e 2029

A Evergreen Marine confirmou a encomenda de 23 navios porta-contêineres de médio porte, com entregas previstas entre 2028 e 2029. O novo programa de construção será executado em estaleiros chineses e amplia a estratégia de crescimento e renovação da frota da armadora, segundo informações divulgadas pela Alphaliner.

Estaleiros chineses concentram o novo programa de construção

Os contratos foram distribuídos entre os estaleiros Yangzijiang Shipbuilding e CSSC Guangzhou Wenchong Shipyard. As encomendas serão formalizadas por meio da Evergreen Marine (Asia), subsidiária da companhia registrada em Singapura.

O plano contempla:

  • 7 navios de 5.900 TEUs, que serão construídos pela Yangzijiang Shipbuilding;
  • 16 navios de 3.100 TEUs, que ficarão a cargo do estaleiro Guangzhou Wenchong.

Com essa nova rodada de investimentos, a Evergreen passa a contar com uma carteira total de 53 navios encomendados, considerando pedidos anteriores.

Propulsão convencional com foco em flexibilidade futura

Apesar de optar por propulsão convencional, a Evergreen pretende que as novas embarcações sejam preparadas para adaptações futuras, possibilitando a conversão para combustíveis alternativos, como metanol ou gás natural liquefeito (GNL). A medida segue a tendência do setor marítimo de buscar maior flexibilidade diante das exigências ambientais e regulatórias.

As primeiras entregas estão previstas para meados de 2028, com conclusão do cronograma ao longo de 2029.

Valores variam conforme porte e especificações técnicas

De acordo com a armadora, os valores dos contratos variam conforme o tamanho e o nível de especificação de cada navio:

  • Entre US$ 67 milhões e US$ 82 milhões para as embarcações maiores;
  • Entre US$ 46 milhões e US$ 56 milhões para os navios de menor porte.

O custo final dependerá das soluções técnicas e dos equipamentos definidos para cada unidade.

Projetos consagrados no segmento de médio porte

O estaleiro Guangzhou Wenchong será responsável por uma variante do projeto “Wenchong Swan 3100”, modelo já conhecido pela Evergreen. Atualmente, a armadora opera 11 navios dessa classe, identificados internamente como “Classe Ever-V”.

Já a Yangzijiang Shipbuilding costuma trabalhar com projetos desenvolvidos pelo Instituto Chinês de Projeto e Pesquisa de Navios Mercantes (MARIC). Nesse segmento, o modelo “MARIC Hercules 6000” é frequentemente adotado, embora o projeto final das novas unidades ainda não tenha sido oficialmente confirmado.

Fonte: Mundo Marítimo (com informações da Alphaliner).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO MUNDO MARÍTIMO

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Internacional

Estaleiros chineses impulsionam frota global de GNL (gás natural liquefeito)

Os estaleiros chineses estão se posicionando para alcançar, em 2025, um recorde na entrega de navios para o transporte de Gás Natural Liquefeito (GNL). Esse combustível — o fóssil de crescimento mais rápido no mundo — impulsiona projetos-chave para as cadeias logísticas energéticas.

Um dos principais estaleiros do país entregará dez metaneiros em 2025, como parte de uma carteira de 60 navios avaliada em 21 bilhões de dólares, com entregas programadas até 2031. No cenário global, a frota operacional já supera 830 unidades, e mais de 100 novas entregas são esperadas em 2025.

Um dado logístico relevante é a redução do tempo de construção para 15 meses por unidade, graças a uma cadeia de suprimentos nacional que cobre 80% dos componentes. Isso melhora a previsibilidade e a eficiência nas entregas, consolidando a China como um ator-chave na expansão dessa frota estratégica. O país passará de representar 7% para 15% da frota global de GNL — embora ainda atrás da Coreia do Sul.

Na América Latina, a Argentina avança no desenvolvimento de unidades flutuantes de liquefação vinculadas a estaleiros asiáticos. Elas permitirão a exportação de gás de Vaca Muerta a partir de 2027, integrando o país às rotas internacionais de GNL e dinamizando sua infraestrutura portuária e terrestre.

O crescimento da frota de GNL implica desafios logísticos nos portos de destino, que precisarão se adaptar aos requisitos técnicos desses navios. Além disso, reforça o papel do transporte marítimo na transição energética global, com implicações diretas para portos, rotas e regulamentações.

Fonte: Todo Logística News

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