Negócios

GWM anuncia nova fábrica de veículos no Espírito Santo com capacidade de 200 mil carros

A GWM confirmou a construção da sua segunda fábrica de veículos no Brasil, desta vez em Aracruz, no Espírito Santo. O complexo será instalado em uma área de 1,7 milhão de metros quadrados no Parque Industrial da cidade e terá capacidade produtiva anual de até 200 mil carros, superando a unidade de Iracemápolis (SP), que não possui estamparia.

O projeto prevê um ciclo completo de produção, incluindo estamparia, soldagem, pintura e montagem final, consolidando o empreendimento como o mais moderno da montadora no país.

Investimento bilionário e geração de empregos

A nova fábrica integra o pacote de investimentos de R$ 10 bilhões da GWM no Brasil, anunciado em 2022 e válido até 2032. Durante a construção, a expectativa é criar de 1.500 a 3.500 empregos. Após a operação plena, o complexo poderá gerar até 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a chegada de fornecedores à região.

Expansão acelerada após a fábrica paulista

A decisão de instalar uma unidade no Espírito Santo reforça a estratégia de crescimento da GWM no mercado brasileiro. Em agosto de 2025, a montadora inaugurou sua primeira fábrica nacional em Iracemápolis, interior de São Paulo, adquirida da Mercedes-Benz em 2021, com capacidade inicial de 30 mil carros em 2026. Atualmente, a unidade paulista produz os SUVs Haval H6 e H9 e a picape média Poer.

O complexo em Aracruz, no entanto, terá volume e integração fabril superiores, tornando-se peça-chave para a expansão da marca no país. A escolha do local levou em conta fatores logísticos e tributários, iniciados ainda em 2023, e oferece vantagens estratégicas para importação de peças e futura exportação para a América Latina.

Antes do início da construção, serão realizados levantamentos topográficos, sondagens, licenciamento ambiental e preparação do terreno.

Foco em picapes e SUVs diesel

O aumento da capacidade de produção permitirá à GWM atender à demanda pelos recentes lançamentos no Brasil, incluindo os SUVs Haval H6 e H9 e a picape média Poer P30. Esses veículos são equipados com motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm de torque, destinados ao uso off-road e para cargas mais pesadas.

Com a nova fábrica, a GWM espera reduzir a dependência de importações e fortalecer a base de componentes nacionais, consolidando sua posição entre os principais fabricantes do Mercosul.

FONTE: Quatro Rodas
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Fernando Pires/Quatro Rodas

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Indústria

GWM planeja segunda fábrica de carros no Brasil

A montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) planeja instalar sua segunda fábrica de carros no Brasil no Espírito Santo. O termo de compromisso para viabilizar o projeto foi assinado nesta quarta-feira (14), na China, pelo vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) e representantes da empresa.

A iniciativa marca um novo passo na estratégia de expansão da GWM no mercado brasileiro, com foco na produção de carros elétricos.

Aracruz é apontada como sede da nova fábrica
A previsão é que a nova unidade industrial seja instalada em Aracruz, no Norte do estado, em uma área destinada ao desenvolvimento do ParkLog, polo logístico e industrial da região.

A informação foi confirmada pelo governador Renato Casagrande (PSB) durante um evento realizado em Vitória. Segundo ele, a chegada da montadora chinesa representa um avanço estrutural para a economia local.

Economia mais sofisticada e novos investimentos
De acordo com Casagrande, a instalação de uma fábrica de automóveis no Espírito Santo tende a elevar o nível de complexidade da economia estadual e atrair novos negócios ligados à cadeia automotiva.

O governador destacou que o projeto pode estimular a vinda de fornecedores, prestadores de serviços e outros empreendimentos industriais associados ao setor.

Plano bilionário da GWM no Brasil
No ano passado, a GWM anunciou um plano de investimentos de aproximadamente R$ 10 bilhões no Brasil ao longo de dez anos. Apenas na segunda fase do projeto, prevista para o período entre 2027 e 2032, a expectativa é de aportes superiores a R$ 6 bilhões.

Os valores reforçam a aposta da montadora chinesa na expansão da produção nacional e no crescimento do mercado de veículos elétricos e híbridos.

Empregos e capacidade ainda não foram divulgados
Procurada para detalhar a capacidade produtiva da futura fábrica e o número de empregos que poderão ser gerados no Espírito Santo, a empresa informou que ainda não há dados oficiais sobre esses pontos.

As definições devem ocorrer nas próximas etapas do projeto.

Única fábrica atual fica em São Paulo
Atualmente, a GWM conta com apenas uma fábrica nas Américas e no Hemisfério Sul. A unidade foi inaugurada em agosto de 2025, em Iracemápolis, no interior de São Paulo.

A planta paulista emprega cerca de 600 trabalhadores e possui capacidade para produzir 50 mil veículos por ano.

Modelos produzidos no Brasil
Na fábrica de Iracemápolis, a montadora produz três modelos: o SUV híbrido Haval H6, a picape média Poer P30 e o SUV de sete lugares Haval H9.

Com a possível instalação da nova unidade no Espírito Santo, a expectativa é de ampliação do portfólio e da presença da marca no mercado nacional.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/GWM

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Logística

STF restabelece cobrança do SSE e afeta movimentação de contêineres no Espírito Santo

A determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 7 de outubro, reativou a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega (SSE). A taxa incide sobre a movimentação de contêineres desde a pilha comum — onde são descarregados dos navios — até a etapa de retirada pelo importador. A cobrança havia sido autorizada pela Antaq em 2022, mas posteriormente suspensa pelo TCU, o que levou a uma disputa entre os órgãos. A decisão do STF devolveu validade à norma da agência reguladora e reacendeu o debate sobre os efeitos dessa intervenção na logística portuária.

Operações mais lentas e contêineres acumulados

Com o impasse jurídico reinstalado, terminais portuários em todo o país passaram a enfrentar lentidão nas operações. A AGU pediu ao Supremo, na última quarta-feira (3), que a decisão fosse reconsiderada. No Espírito Santo, o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) — único responsável pela movimentação de contêineres no Estado — retomou a cobrança em 24 de novembro. Empresários relatam que o fluxo desacelerou e que cargas permanecem paradas por mais de uma semana, provocando gargalos quando novos navios chegam.

Um empresário ouvido pela reportagem afirmou que processos antes automáticos agora precisam passar pelo departamento jurídico das companhias importadoras, o que aumenta o tempo de liberação de mercadorias. Segundo ele, os impactos da decisão já são sentidos diretamente pelos clientes.

O Sindiex, que representa exportadores e importadores capixabas, informou que acompanha a situação.

Posicionamento do TVV

Em nota, a concessionária Log-In, responsável pelo TVV, afirmou que a decisão do STF restabeleceu a eficácia da resolução da Antaq e confirmou que cabe à agência — e não ao TCU — regular tecnicamente o SSE. Segundo o terminal, a cobrança é considerada legal e faz parte da estrutura tarifária do setor há mais de 15 anos.

A empresa destacou que, após a decisão judicial, dedicou quase um mês para ajustar procedimentos internos e garantir previsibilidade aos usuários. No entanto, informou que os portos secos, beneficiários diretos do serviço em regime de DTC (Declaração de Trânsito de Contêiner), não implementaram as medidas necessárias para facilitar as retiradas de carga, o que teria prejudicado o fluxo operacional.

O TVV disse ainda que precisou reorganizar processos e incluir os consignatários nas etapas de retirada dos contêineres para evitar interrupções. As mudanças, segundo a concessionária, geraram adaptações documentais e procedimentais, mas foram adotadas com transparência e seguindo o marco regulatório. O terminal afirmou que permanece trabalhando para restabelecer a normalidade e manter diálogo com os agentes públicos e privados envolvidos, priorizando eficiência e previsibilidade.

FONTE: Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Alberto Silva

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Agronegócio

VLI realiza primeiro embarque de milho à China pelo Porto de Tubarão no Espírito Santo

A VLI, empresa de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, concluiu na última semana o primeiro embarque de milho para a China via Espírito Santo. A operação ocorreu no Terminal de Produtos Diversos (TPD), localizado no Porto de Tubarão, e marcou a saída de 75,5 mil toneladas do grão, oriundas do Terminal Integrador de Araguari, em Minas Gerais.

Esse embarque representa a consolidação de um processo iniciado em fevereiro de 2025, quando o terminal recebeu a habilitação para exportar milho à China, após atender a exigências técnicas e sanitárias impostas pelo maior mercado importador da commodity no mundo.

Corredor Leste: conexão entre Minas Gerais e Espírito Santo

A habilitação amplia as oportunidades para produtores atendidos pelo Corredor Leste da VLI, rota que conecta o Triângulo Mineiro ao sistema portuário capixaba. O transporte é realizado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela VLI, e pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), onde a empresa está em processo de adaptação ao novo modelo regulatório de agente transportador ferroviário de cargas (ATF-C).

Segundo Daniel Schaffazick, diretor de operações do Corredor Leste da VLI, a iniciativa fortalece o papel da companhia no agronegócio:
“Ao conectar regiões produtoras relevantes, fortalecemos a cadeia de suprimentos e contribuímos para a expansão do comércio exterior brasileiro. Essa nova rota mostra como inovamos para atender nossos clientes em setores estratégicos, como o agro”, destacou.

Exigências para habilitação e qualidade do grão

Para obter a certificação, o TPD passou por um rigoroso processo de cadastro no Sistema de Gestão Agropecuária do Ministério da Agricultura (Sipeagro/Mapa). Entre as exigências, estavam:

  • registro do terminal como armazém portuário;
  • apresentação do Manual de Boas Práticas de Fabricação (BPF);
  • implementação de sistema de monitoramento de micotoxinas e resíduos de agrotóxicos;
  • capacitação da equipe para garantir conformidade com os padrões fitossanitários chineses.

Espírito Santo como hub logístico

Além do milho, a VLI mantém operações diversificadas no Espírito Santo, movimentando grãos, farelo, fertilizantes, celulose, insumos e produtos siderúrgicos. Somente pelo Corredor Leste, a empresa transporta anualmente cerca de 16,7 milhões de toneladas por ferrovia e 16,2 milhões de toneladas pelos portos capixabas.

Demanda chinesa em crescimento

A busca da China por milho brasileiro ganhou força a partir de 2022, quando a guerra na Ucrânia reduziu a oferta global de grãos. Em resposta, o país asiático firmou novos acordos comerciais e, desde 2023, passou a adotar protocolos fitossanitários mais rigorosos, especialmente no controle de sementes e pragas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/VLI

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Industria, Notícias

Volkswagen vai importar veículos pelo Porto de Vitória

A Volkswagen escolheu o Espírito Santo como nova porta de entrada para seus veículos importados no Brasil. A gigante alemã começará a desembarcar carros pelo Porto de Vitória, fortalecendo o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do país.

O primeiro desembarque ocorre esta semana vindo do México, a bordo do navio Dover Highway. “O ES só ganha com isso”, aponta diretor-presidente da Vports

A chegada inédita de veículos da marca alemã pelo Espírito Santo ocorre nesta segunda-feira (31). O primeiro lote contará com 32 unidades do modelo Taos, vindas do México a bordo do navio Dover Highway, que serão armazenadas em Cariacica antes da distribuição para o mercado nacional.

Para Gustavo Serrão, diretor-presidente da Vports, esse novo fluxo de importação representa um avanço estratégico para o setor. “É mais um movimento importante, que envolve uma grande montadora e reforça nossa vocação de porto multipropósito, capaz de atender a demandas diversas, com produtividade e eficiência. O Espírito Santo só ganha com isso”.

O novo fluxo de importação reforça um cenário positivo para os portos capixabas, que vêm ampliando sua participação na logística nacional. Em 2024, o Espírito Santo consolidou-se como o maior importador de veículos de passageiros no Brasil, movimentando US$ 3,7 bilhões – cerca de R$ 22 bilhões –, segundo dados do Sindicato do Comércio Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex).

Ao todo, foram cerca de 160 mil veículos importados pelos portos capixabas – número bem superior ao total de 83 mil registrados em todo o ano de 2023 e aos 57 mil de 2022.

Ricardo Ferraço, governador em exercício, destacou que a movimentação portuária do estado também superou a média nacional.

“Nosso crescimento foi de 15% em 2024, enquanto a média brasileira foi de apenas 1,2%. Isso é importante porque gera mais emprego, mais trabalho e oportunidades em uma área que temos vocação desde sempre”, ressalta Ferraço.

Fonte: Folha Vitória
Volkswagen vai importar veículos pelo porto de Vitória – Folha Vitória

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