Evento

Prêmio ANTAQ 2025 valoriza inovação, sustentabilidade e boas práticas no setor aquaviário

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizou, na noite de terça-feira (10), em Brasília (DF), a 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, que homenageou 25 empresas, entidades e profissionais do setor aquaviário. A premiação marca uma década de reconhecimento a ações que contribuem para a melhoria dos serviços de transporte aquaviário no Brasil.

Criado com o objetivo de estimular a pesquisa técnico-científica, a inovação e a adoção de boas práticas ESG, o prêmio destaca projetos com impacto positivo nas áreas ambiental, social e de governança.

Regulação responsiva e incentivo a boas práticas

Durante a cerimônia, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou o papel do prêmio como instrumento de incentivo ao bom desempenho do setor. Segundo ele, a iniciativa reforça um modelo de regulação responsiva, baseado em estímulos positivos e reconhecimento de boas condutas, em vez de ações exclusivamente punitivas.

O dirigente também ressaltou a importância estratégica do sistema portuário para a economia nacional, lembrando que 95% das exportações brasileiras passam pelos portos do país, evidenciando a resiliência do setor portuário diante dos desafios atuais.

Tema de 2025 foca mudanças climáticas

A edição de 2025 teve como tema central “Soluções para a Mudança do Clima”, reforçando o compromisso da ANTAQ com a sustentabilidade e a adaptação do setor aos impactos climáticos. A principal novidade foi a criação da categoria Conexão Hidroviária, voltada à valorização da navegação interior e da integração regional.

Nessa categoria, foram premiadas empresas que, ao longo de 2024, atenderam o maior número de municípios brasileiros, com base em dados do Painel Estatístico Aquaviário da ANTAQ.

Autoridades prestigiam a cerimônia

O evento contou com a presença de autoridades do setor de infraestrutura e regulação, entre elas o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o ministro do Tribunal de Contas da União, João Augusto Ribeiro Nardes, o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Thiago Chagas Faierstein, e o superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Alexandre Barreto de Souza.

Confira os vencedores do Prêmio ANTAQ 2025

Desempenho Ambiental

Na categoria Maior Índice de Desempenho Ambiental para porto público acima de 5 milhões de toneladas, o primeiro lugar ficou com o Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (Suape). Entre os portos públicos até 5 milhões de toneladas, o destaque foi o Porto de Itajaí.

Nos terminais de uso privado acima de 5 milhões de toneladas, quatro instalações dividiram o primeiro lugar: Ferroport Terminal de Minério, Porto Itapoá, Portonave, em Navegantes, e Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, da Vale. Já entre os terminais privados com até 5 milhões de toneladas movimentadas, o vencedor foi o Porto do Açu.

Conexão Hidroviária

Na categoria inédita, o primeiro lugar foi concedido à Navemazonia Navegação, reconhecida pelo maior número de municípios atendidos por meio de terminais e pontos de embarque e desembarque, conforme dados oficiais da ANTAQ.

Artigo Técnico-Científico

O estudo “Custos Operacionais no Complexo Portuário do Rio Grande: Uma Análise da Influência das Variáveis Climáticas”, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Economia Azul da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), conquistou o primeiro lugar.

Iniciativas Inovadoras

Voltada a projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a categoria premiou o trabalho Reuso do Sedimento de Dragagem para Construção Civil, desenvolvido pelo Porto do Açu.

Gênero e Diversidade

Criada na edição anterior, a categoria reconheceu ações voltadas à igualdade de gênero, diversidade e inclusão. O primeiro lugar foi para o Programa de Gestão de Riscos de Violência Baseada em Gênero, da empresa Gás Natural Açu (GNA).

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Comércio Internacional

Descarbonização vira exigência para exportações à União Europeia com novas regras ambientais

A descarbonização deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser um requisito obrigatório para empresas que exportam à União Europeia (UE). Desde 1º de janeiro, está em vigor o Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM), mecanismo que impõe novas exigências ambientais a produtos importados pelo bloco.

O que é o CBAM e quem é impactado

O CBAM afeta diretamente exportadores de aço, alumínio, cimento, ferro, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio, setores com alta intensidade de emissões. A medida foi criada para combater a chamada “fuga de carbono”, evitando que a produção seja transferida para países com regras ambientais menos rigorosas.

Na prática, o mecanismo estabelece uma taxação sobre importações provenientes de países que não adotam padrões equivalentes de precificação ou controle de emissões de gases de efeito estufa. As empresas precisam comprovar a pegada de carbono de seus produtos para manter o acesso ao mercado europeu.

Desafio regulatório e mudança no comércio global

Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Maitê Bustamante, o CBAM representa mais do que uma nova exigência regulatória. Segundo ela, o mecanismo sinaliza uma transformação estrutural no comércio internacional.

“O tema deixa de ser uma discussão de longo prazo e passa a demandar ações imediatas da indústria, com investimentos em mensuração de emissões, eficiência energética e estratégias de descarbonização”, afirma.

Competitividade e valorização de produtos sustentáveis

O impacto do CBAM vai além de uma possível barreira comercial. O novo modelo tende a favorecer empresas que já adotam práticas sustentáveis, ampliando a competitividade de produtos com menor intensidade de carbono e facilitando o acesso a mercados mais exigentes do ponto de vista ambiental.

Reflexos para a indústria catarinense

No caso de Santa Catarina, a adaptação é ainda mais estratégica devido ao perfil exportador do estado e à diversidade de setores industriais com forte presença no mercado europeu. De acordo com Bustamante, a adequação às regras do CBAM exige não apenas ajustes técnicos, mas também planejamento estratégico e acesso a informações qualificadas. A documentação oficial está disponível no site da Comissão Europeia.

Apoio às empresas e orientação técnica

A FIESC tem atuado no apoio às indústrias, oferecendo orientação sobre os impactos do CBAM, esclarecendo exigências regulatórias e estimulando soluções que fortaleçam a competitividade industrial em um cenário de economia de baixo carbono. Empresas interessadas podem tirar dúvidas pelo e-mail geint@fiesc.com.br.

Controle de efluentes e práticas ESG

Durante o encontro, o consultor da FIESC Luís Henrique Cândido da Silveira apresentou parâmetros e padrões para o controle de efluentes líquidos industriais. Na sequência, Julia Iasmin detalhou o WEEN ESG, programa da Pronatur voltado à gestão e implementação de práticas ESG, auxiliando empresas de diferentes portes a estruturar, mensurar e evoluir em suas estratégias de sustentabilidade.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Negócios

BID Invest amplia acesso ao crédito para microempreendedores no Brasil com parceria com a Omni

O BID Invest firmou uma nova parceria com a Omni S.A., instituição especializada em financiamento para veículos e microempresas, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para microempreendedores no Brasil. A operação inclui a subscrição de R$ 200 milhões (cerca de US$ 40 milhões) em Letras Financeiras emitidas pela empresa, permitindo fortalecer a oferta de empréstimos para a compra de caminhões e motocicletas — essenciais para trabalhadores autônomos, micro e pequenas empresas e populações de baixa renda.

Segundo o BID Invest, a iniciativa contribui para impulsionar pequenos negócios, apoiar profissionais independentes e facilitar a aquisição de veículos utilizados para geração de renda.

Estrutura da operação

A captação totalizou R$ 500 milhões, divididos em duas séries. Investidores institucionais ficaram responsáveis pela Série 1, no valor de R$ 300 milhões, enquanto o BID Invest subscreveu integralmente os R$ 200 milhões da Série 2. Trata-se da primeira operação pública do BID Invest com Letras Financeiras — instrumentos de dívida de longo prazo utilizados por instituições financeiras brasileiras para reforçar suas fontes de recursos.

Por que o microcrédito enfrenta barreiras

No Brasil, microempreendedores ainda encontram dificuldades para acessar financiamento, seja pelo alto custo de transação bancária, seja pelo risco elevado associado aos seus perfis econômicos. A Omni, com seu modelo de agentes descentralizados e avaliação especializada, é vista como uma parceira estratégica para reduzir essas barreiras e ampliar o alcance do microcrédito no país.

Consultoria e fortalecimento das práticas ESG

Além do aporte financeiro, o BID Invest prestará consultoria para apoiar a criação de uma estrutura de títulos sustentáveis, além de desenvolver estudos para equilibrar a oferta de crédito entre diferentes grupos de clientes. O projeto também irá fortalecer as práticas ESG da Omni, preparando a instituição para futuras emissões de títulos temáticos.

A transação reforça o papel do BID Invest como agente catalisador de modelos financeiros mais resilientes, com impacto direto na saúde econômica de microempreendedores e na inclusão de comunidades vulneráveis.

FONTE: BID Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BID Invest

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Prata de Sustentabilidade durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concedeu à Portos do Paraná o Selo Prata de Sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A cerimônia de entrega fez parte do lançamento do Selo de Sustentabilidade 2025, iniciativa que valoriza boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor portuário.

O evento também marcou o lançamento do livro “Nós e a natureza: somos um com o planeta”, da escritora Aline Campos, com ilustrações de Luana Chinaglia.

Pacto pela Sustentabilidade reconhece boas práticas

A premiação integra o Pacto pela Sustentabilidade, criado pela Portaria nº 58/2025, que tem como objetivo estimular a adoção de políticas ESG nas operações portuárias brasileiras.

Para a avaliação, as empresas apresentaram planos de ação baseados nos eixos Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Governança. O desempenho técnico foi analisado pelo MPor, resultando na concessão dos selos Bronze, Prata, Ouro ou Diamante. Nesta primeira edição, 63 organizações participaram do programa e 36 foram premiadas.

Compromisso com cidades sustentáveis

Durante a COP30, o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, participou do painel “Ação climática urbana e cidades sustentáveis”, onde apresentou o Inventário da Pegada de Carbono da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport. O estudo mensura as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do complexo portuário paranaense.

Emissões e próximos passos para descarbonização

Segundo o levantamento, em 2023 as atividades dos portos do Paraná geraram cerca de 678 mil toneladas de CO₂, distribuídas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária, representando 2,7% do total;
  • Escopo 2: emissões indiretas pelo consumo de energia elétrica, com 0,1%;
  • Escopo 3: emissões indiretas de terminais, transportes terrestres, serviços de apoio e navios, responsáveis por 97,1% das emissões.

A próxima fase do projeto será o Plano de Descarbonização da Comunidade Portuária, que busca reduzir as emissões e alinhar o setor às metas da Agenda 2030 e 2050.
“Estamos somando esforços para avançar na redução dos gases de efeito estufa e garantir um futuro mais sustentável”, destacou o diretor João Paulo Santana.

FONTE: Portos de Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos de Paraná

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Sustentabilidade

MPor destaca inovação e sustentabilidade portuária no segundo dia da COP30

Inovação e descarbonização marcam a agenda do MPor na COP30

No segundo dia de programação da COP30, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reforça seu papel de liderança na transição ecológica e na descarbonização da navegação brasileira. O ministro Silvio Costa Filho cumpre uma agenda voltada à inovação, sustentabilidade e tecnologias limpas, com destaque para o lançamento do Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação) e a premiação do Pacto pela Sustentabilidade.

Visitas técnicas e parcerias em tecnologias limpas

Pela manhã, o ministro participa de uma visita técnica ao Porto de Outeiro, seguida de um encontro com representantes da MSC, uma das maiores companhias de cruzeiros do mundo. A agenda inclui ainda uma visita ao navio movido a hidrogênio da JAC, ancorado na Estação das Docas, simbolizando o avanço das parcerias internacionais em inovação verde e a busca por soluções sustentáveis no transporte marítimo.

Essas ações consolidam o MPor como protagonista na agenda global de sustentabilidade portuária, fortalecendo o compromisso do Brasil com práticas ESG (ambientais, sociais e de governança).

IDA-Navegação: ferramenta inédita para medir sustentabilidade

À tarde, o Ministério de Portos e Aeroportos apresenta oficialmente o IDA-Navegação, um instrumento inédito que permitirá avaliar e estimular boas práticas ambientais, sociais e de governança no setor aquaviário. Desenvolvido em parceria com a Infra S.A., o índice utiliza 39 indicadores distribuídos em quatro dimensões — físico-química, biológico-ecológica, sociocultural e econômico-operacional — para medir o desempenho ambiental das embarcações.

Durante o evento, será apresentada também a agenda de concessões hidroviárias, com destaque para o projeto da Hidrovia do Rio Paraguai, considerado um marco na logística de baixo carbono.

Compromisso social e combate à exploração infantil

Além dos avanços técnicos, a programação do MPor na COP30 enfatiza o aspecto social da sustentabilidade. O ministério promove novas parcerias voltadas à proteção de crianças e adolescentes e à valorização das comunidades portuárias, reforçando que o desenvolvimento sustentável deve ser também inclusivo e humano.

Premiação de empresas e lançamento de livro

Encerrando o dia, acontece a cerimônia de entrega dos Selos de Sustentabilidade, reconhecendo 36 empresas signatárias do Pacto pela Sustentabilidade pelas melhores práticas ambientais, sociais e de governança. No evento, também será lançado o livro “Nós e a Natureza: somos um com o planeta” e assinado um Memorando de Entendimento entre o MPor e a Childhood Brasil, voltado à prevenção da exploração sexual infantil em áreas portuárias e logísticas.

A cerimônia será realizada na Estação CNT, na Zona Verde da COP30, em Belém (PA), reunindo autoridades, lideranças empresariais e representantes de organismos internacionais.

Serviço:
Evento: MPor no segundo dia da COP30
Data: Quarta-feira, 12 de novembro
Horário: 15h às 18h
Local: Estação CNT – Zona Verde, COP30, Belém (PA)

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / COP30
Texto: Redação

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Portos

Portos brasileiros registram recorde histórico de movimentação no 3º trimestre de 2025

Os portos brasileiros atingiram um novo recorde de movimentação de cargas no terceiro trimestre de 2025, superando todos os desempenhos anteriores para o período. Segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o volume total movimentado entre julho e setembro foi de 378,2 milhões de toneladas, um crescimento de 6% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Entre os segmentos, a movimentação de contêineres teve destaque, com alta de 6,5% e total de 42,5 milhões de toneladas.

Modernização e sustentabilidade impulsionam resultados

De acordo com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a combinação entre modernização da infraestrutura portuária e adoção de práticas sustentáveis tem sido essencial para o avanço do setor.

“A modernização dos portos, associada à adoção de práticas sustentáveis, tem elevado a eficiência portuária, com responsabilidade ambiental, e ampliado o desempenho das operações no país”, afirmou o ministro.

Costa Filho também lembrou que o MPor lançou o Diagnóstico de Sustentabilidade, iniciativa que mapeia ações de ESG realizadas pelas empresas do setor portuário. O ministério apresentará ainda sua agenda ambiental durante a COP 30, que ocorrerá em Belém (PA).

Desempenho acumulado e recordes mensais

No acumulado de janeiro a setembro, a movimentação portuária alcançou 1,04 bilhão de toneladas, representando um crescimento de 3,25% em relação ao mesmo período de 2024 — o maior volume já registrado para os nove primeiros meses do ano.

O mês de setembro também se destacou isoladamente, com aumento de 4,84% sobre o desempenho do ano anterior. Nesse mês, os contêineres registraram crescimento de 7,12%, totalizando 14,1 milhões de toneladas. Já os granéis sólidos lideraram em volume, com 72,8 milhões de toneladas movimentadas, alta de 4,72%.

O produto que mais cresceu no período foi a soja, com 46,89% de aumento e 7,9 milhões de toneladas transportadas — reflexo do bom desempenho das exportações agrícolas.

Crescimento nos portos públicos

Os portos públicos movimentaram 43,8 milhões de toneladas em setembro de 2025, um avanço de 3,26% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Entre os 20 portos públicos com maior movimentação, o Porto de Santana (AP) apresentou o maior crescimento percentual: 40,12% em relação a setembro de 2024, totalizando 0,4 milhão de toneladas movimentadas.

Terminais privados também batem recorde

Os terminais privados (TUPs) registraram alta de 5,77% na movimentação de cargas em comparação a setembro do ano anterior, alcançando 76,6 milhões de toneladas.

Entre os terminais com melhor desempenho, o Terminal Marítimo de Ponta Ubu (ES) se destacou com um crescimento expressivo de 121,1%, movimentando 1,2 milhão de toneladas no mês.

Dados acessíveis no Painel Estatístico da Antaq

Os números completos sobre a movimentação portuária estão disponíveis no Painel Estatístico da Antaq, acessível por smartphones e tablets. A ferramenta permite consultar dados sobre transporte de longo curso, cabotagem, navegação interior e movimentação de contêineres.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Sustentabilidade

Setor de navegação intensifica investimentos em sustentabilidade e ESG

O setor hidroviário brasileiro tem ampliado seus esforços em sustentabilidade, ações sociais e boas práticas de governança. É o que revela o Diagnóstico de Sustentabilidade, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). O estudo, baseado em 20 empresas de navegação marítima e fluvial, aponta que, entre 2023 e 2024, foram aplicados R$ 71,9 milhões em iniciativas ESG (ambientais, sociais e de governança).

Governança lidera investimentos

Segundo o levantamento, a governança corporativa recebeu o maior aporte financeiro: cerca de R$ 40 milhões foram destinados à implementação de setores de compliance, auditorias externas e políticas de transparência. A área ambiental contou com R$ 17,8 milhões investidos em mitigação de impactos, uso de biocombustíveis e controle de efluentes. Já o eixo social registrou R$ 14,1 milhões aplicados em capacitação profissional, diversidade e apoio a comunidades ribeirinhas.

Avanços ambientais e metas de descarbonização

O estudo destaca que a média de adesão aos indicadores ambientais do setor foi de 56,4%, considerada positiva, e mostra tendência de crescimento diante das metas da Organização Marítima Internacional (IMO) para descarbonização até 2050. A adoção de tecnologias mais limpas e a substituição gradual de combustíveis fósseis devem fortalecer a sustentabilidade da navegação brasileira nos próximos anos.

Papel estratégico do transporte hidroviário

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o diagnóstico evidencia o avanço da transição ecológica no setor e reforça sua importância na redução de emissões e na logística nacional. “O transporte hidroviário é um ativo estratégico para o Brasil e uma das bases da nossa economia verde. Esse diagnóstico mostra que estamos avançando com mais inovação, sustentabilidade e eficiência na movimentação de cargas e passageiros”, destacou.

Consolidação da agenda ESG

O Diagnóstico de Sustentabilidade integra ações do Ministério de Portos e Aeroportos para fortalecer a agenda ESG na infraestrutura nacional, seguindo a Política Nacional de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade, lançados em 2024. Essas iniciativas estabelecem metas e incentivos para ampliar o engajamento de empresas públicas e privadas em práticas ambientais, sociais e de governança.

Reconhecimento e estímulo a boas práticas

Durante a COP30, em Belém, o ministério concederá os primeiros selos de reconhecimento às empresas e entidades que aderiram ao Pacto, valorizando iniciativas já implementadas e incentivando novas ações no setor hidroviário brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Informação

Setor aéreo brasileiro investe mais de R$ 350 milhões em ESG

O setor aeroportuário do Brasil destinou aproximadamente R$ 350,5 milhões a projetos de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa (ESG) entre 2023 e 2024. O levantamento consta no Diagnóstico de Sustentabilidade, pesquisa inédita conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), envolvendo 10 empresas que respondem por 83,6% do transporte aéreo nacional. O estudo indica forte adesão do setor a práticas como descarbonização, regularização ambiental, projetos sociais e combate ao assédio.

Agenda ESG e políticas de sustentabilidade

O diagnóstico é a segunda fase de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG na logística nacional, iniciado com a Política de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade. O ministro Silvio Costa Filho destaca que o esforço vai além da teoria: “Nosso objetivo é promover um transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa e adotar tecnologias inovadoras, garantindo também um ambiente inclusivo e equitativo.”

Larissa Amorim, diretora de Sustentabilidade do MPor, reforça o engajamento do setor: “O levantamento mostra que o setor aéreo não só investe recursos, mas também adere a pilares essenciais como descarbonização, compliance e combate ao assédio, consolidando uma governança robusta.”

Investimentos sociais lideram aporte ESG

O eixo social concentrou o maior volume de investimentos, com R$ 195,8 milhões aplicados. Todas as empresas pesquisadas mantêm canais de comunicação com a comunidade, desenvolvem projetos sociais e implementam ações de combate ao assédio. O estudo destaca iniciativas de acessibilidade, incluindo salas multissensoriais para pessoas com TEA ou hipersensibilidade sensorial, e aponta 70% de adesão a projetos de equidade de gênero.

Iniciativas ambientais e descarbonização

No campo ambiental, foram investidos R$ 138,4 milhões. Todas as empresas do setor aderiram a projetos de descarbonização e à regularização ambiental, enquanto 90% realizam inventário de emissões. Entre as ações destacam-se a substituição de fontes fósseis por sistemas elétricos de apoio a aeronaves, eletrificação de frotas operacionais e instalação de usinas fotovoltaicas, acompanhadas de certificações internacionais como o Airport Carbon Accreditation (ACA).

Governança sólida e oportunidades de aprimoramento

Na dimensão de governança, o setor aplicou R$ 16,3 milhões. O estudo evidencia que 100% das empresas possuem setores de compliance e realizam auditorias externas, com 80% mantendo estatutos ou políticas sociais. O diagnóstico aponta áreas de evolução, como adesão a índices de bolsa (ISE, 10%) e certificações ISO 9001 (20%).

Impacto social e econômico das iniciativas ESG

As ações ESG do setor portuário, de navegação e aeroportuário geraram mais de 120,5 mil empregos diretos e impactaram positivamente 11,3 milhões de pessoas.

MPor como articulador da transição energética

O MPor atua ativamente na transição energética, fomentando o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e alinhando-se à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24). O ministério criou o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea) e investe em pesquisa, como R$ 11,46 milhões no Centro de Pesquisas da ANP e R$ 1,24 milhão em parceria com a UFPR, ampliando a capacidade de análise e certificação de SAF e estudando alternativas para reduzir emissões no setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Setor portuário do Brasil destina mais de R$ 512 milhões a ações ambientais e ESG

O setor portuário brasileiro aplicou R$ 512,4 milhões em iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental entre 2023 e 2024, segundo o estudo Diagnóstico de Sustentabilidade, divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários (ATP).

O levantamento analisou 78 operadores portuários, divididos entre Portos Organizados (16), Arrendamentos (33) e Terminais de Uso Privado (TUPs – 29).

“Pela primeira vez na história do Brasil, lançamos um diagnóstico de sustentabilidade do setor portuário, acompanhado de um planejamento estratégico voltado à incorporação da agenda ESG às políticas do ministério”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Portos lideram investimentos ambientais no transporte nacional

De acordo com o MPor, o modal portuário lidera os aportes ambientais entre todos os segmentos logísticos — superando os setores aeroportuário e de navegação.

Dos R$ 512,4 milhões investidos, os Terminais Autorizados (TUPs) responderam por R$ 290,7 milhões, seguidos pelas administrações portuárias (R$ 138 milhões) e pelos arrendamentos (R$ 83,7 milhões).

O relatório aponta ainda uma forte adesão às boas práticas ambientais: 96,2% das empresas têm regularização ambiental, 73,1% mantêm políticas de sustentabilidade, e o mesmo percentual atua em projetos de descarbonização.

Avanços sociais e de governança no setor portuário

Além dos resultados ambientais, o setor portuário também se destacou na agenda social, com R$ 225,5 milhões aplicados em ações de equidade de gênero, combate ao assédio e relacionamento com comunidades locais.

Os TUPs novamente lideraram os aportes (R$ 181,6 milhões), seguidos pelas administrações portuárias (R$ 28 milhões) e pelos arrendamentos (R$ 15,9 milhões). A adesão aos indicadores também é expressiva: 88,46% dos operadores apoiam projetos sociais e de combate ao assédio, enquanto 87,18% mantêm canais de comunicação com a comunidade.

Na dimensão de governança corporativa, o setor destinou R$ 69,1 milhões e registrou uma aderência média de 77,9% aos indicadores. Os melhores resultados foram observados na existência de setores de compliance e estatutos sociais formalizados, ambos com 89,74% de adesão, além de 87,18% das empresas realizarem auditorias externas — reflexo de uma gestão mais transparente e madura.

Consolidação da agenda ESG nos portos brasileiros

O diagnóstico faz parte de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG no transporte e na logística nacional, iniciado com a criação da Política de Sustentabilidade Portuária e do Pacto pela Sustentabilidade.

Com esses investimentos e avanços, o Brasil reforça o papel estratégico dos portos sustentáveis na transição para uma economia de baixo carbono e na promoção de práticas de governança e responsabilidade social.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPortos

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Sustentabilidade

Gás Verde conclui importação e instalação de plantas de Biometano e CO₂ no Porto do Rio de Janeiro

A Gás Verde S.A., empresa do Grupo Urca Energia, finalizou, na última quinta-feira (23), a importação e instalação de duas plantas industriais de alta tecnologia voltadas à produção de biometano e síntese de CO₂. O processo foi conduzido pela Alfândega da Receita Federal no Porto do Rio de Janeiro (ALF/RJO) e consolida a companhia como uma das principais referências em energia renovável e economia circular no país.

As importações começaram em fevereiro de 2025 e foram concluídas em outubro do mesmo ano, envolvendo um complexo processo logístico com embarques fracionados — cinco para a planta de CO₂ e seis para a planta de Adsorção por Variação de Pressão a Vácuo (VPSA), utilizada na purificação do biometano.

Todos os equipamentos foram inspecionados e liberados pela Receita Federal após análise técnica de peritos credenciados, confirmando a conformidade com o regime de Ex-tarifário, que concede redução tributária para bens de capital sem produção equivalente nacional.

Biometano: combustível-chave na agenda ESG

O projeto representa um avanço expressivo no cumprimento dos compromissos ESG (ambientais, sociais e de governança) da empresa. O biometano, combustível renovável obtido pela purificação do biogás proveniente de resíduos orgânicos, pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação ao gás natural fóssil.

De acordo com informações do site gasverde.com.br, o biometano produzido pela Gás Verde substitui o gás natural em aplicações industriais, veiculares e energéticas, contribuindo para a neutralidade de carbono e a valorização de resíduos urbanos e agroindustriais.

A tecnologia VPSA garante maior eficiência energética e seletividade na separação de metano e dióxido de carbono, reduzindo desperdícios e otimizando o processo de purificação. Já a nova planta de síntese de CO₂ amplia a capacidade de captura, purificação e comercialização do gás, fortalecendo o conceito de indústria de baixo carbono na operação da empresa.

Inovação, transparência e governança sustentável

Com a implantação das novas unidades, a Gás Verde adota um modelo de infraestrutura inteligente e rastreável, alinhado às metas de descarbonização do Brasil até 2050 e aos critérios de financiamento sustentável.

A iniciativa também contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente os ODS 7 (Energia Acessível e Limpa), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).

Todos os processos de importação foram realizados com transparência e conformidade fiscal, supervisionados pela Receita Federal e documentados eletronicamente via e-CAC, reforçando o compromisso da empresa com a governança regulatória.

Um passo decisivo para a transição energética nacional

A conclusão do projeto representa um marco para a transição energética no Brasil, integrando gestão de resíduos, energia limpa e inovação tecnológica. A partir das novas plantas, a expectativa é de aumento significativo na produção de biometano, com capacidade para abastecer frotas de transporte pesado e indústrias de médio porte na região Sudeste, além de gerar créditos de carbono certificados.

“O biometano é a ponte entre o Brasil do lixo e o Brasil do hidrogênio verde. Cada metro cúbico purificado representa menos emissões, mais eficiência e mais competitividade sustentável”, destacou um especialista do setor.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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