Sustentabilidade

Engie vence em duas categorias do Prêmio Expressão de Ecologia

Companhia de energia foi reconhecida com projetos de gestão climática e economia circular

A Engie Brasil Energia venceu duas categorias do 31º Prêmio Expressão de Ecologia, tradicional premiação do setor criada em 1993 pela Editora Expressão. Nesta edição, foram 151 projetos inscritos, sendo selecionados 33 vencedores de 27 organizações diferentes. O objetivo é divulgar as principais ações de sustentabilidade e incentivar a replicabilidade dessas iniciativas.

Na categoria Gestão Ambiental, a Engie foi premiada no setor energia com o projeto “Jornada pelo clima: Programa de Descarbonização de Fornecedores”. E na categoria Reciclagem, venceu no setor energia com o projeto “Economia circular no setor elétrico: reciclagem inovadora de painéis fotovoltaicos”.

“Na Engie Brasil Energia estamos comprometidos com a sustentabilidade em busca de uma sociedade mais justa para todos. Esse reconhecimento é mais uma evidência de que estamos no caminho certo, impactando positivamente o planeta e contribuindo como protagonistas no contexto da transição energética”, afirma a diretora de Pessoas, Processos e Sustentabilidade da Engie Brasil Energia, Luciana Nabarrete.

Lançado em 2024, o Programa de Descarbonização de Fornecedores da Engie tem como objetivo engajar fornecedores no tema das mudanças climáticas. A companhia incentiva e apoia a sua cadeia de valor a inventariar suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a definir metas de descarbonização baseadas na ciência. Esse esforço reflete o compromisso da Engie com a gestão sustentável e a redução de emissões em sua cadeia, ação fundamental para o combate às mudanças climáticas.

Economia circular

Já o projeto de economia circular foi iniciado em Paracatu (MG) e expandido para Santa Catarina e Rio Grande do Norte, apresentando uma solução pioneira e inovadora para a reciclagem de painéis fotovoltaicos danificados, com foco em eficiência operacional e redução de impactos ambientais.

Foi criado um processo logístico eficiente, que incluiu a construção de uma planta de reciclagem mais próxima à origem dos materiais, resultando na diminuição dos custos logísticos e na redução significativa das emissões de CO2. Uma parceria estratégica com outra empresa permitiu ainda o reaproveitamento de paletes de madeira, reduzindo ainda mais o volume de resíduos gerados. O projeto não só melhorou a eficiência do processamento dos materiais, mas também gerou impactos positivos ao evitar o descarte inadequado de resíduos e promover a reutilização de materiais.

31º Prêmio Expressão de Ecologia

A premiação será entregue em cerimônia oficial no dia 27 de setembro de 2025, no Jurerê Beach Village, em Florianópolis. Durante o evento serão apresentados vídeos, cases e palestras de sustentabilidade e também ocorrerá o lançamento da Revista Líderes de Expressão, que divulgará os projetos vencedores em versões impressa e digital.

Conheça os projetos vencedores do 31º Prêmio Expressão de Ecologia: 
editoraexpressao.com/ecologia/vencedores-por-edicao/

Com informações da Editora Expressão.

Fonte: FIESC

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Negócios

Engie anuncia mudanças na estrutura organizacional

Alterações reforçam alinhamento ao modelo operacional global do Grupo Engie

A Engie Brasil Energia, que tem sede em Florianópolis, anunciou uma reestruturação em sua composição diretiva. O objetivo é reforçar o alinhamento de sua estrutura organizacional ao modelo operacional global do Grupo Engie e fortalecer o foco estratégico em suas linhas de negócio. As mudanças entram em vigor em 1º de julho.

Entre as principais alterações, destacam-se:

  • Guilherme Ferrari, atual Diretor de Novos Negócios, assume a posição de Diretor de Energias Renováveis e Armazenamento, responsável pelo desenvolvimento, implantação, operação e manutenção dos ativos de geração renovável e sistemas de armazenamento; 
  • Gustavo Labanca, executivo de carreira do Grupo ENGIE, foi nomeado Diretor de Transmissão de Energia, respondendo pelo desenvolvimento, implantação, operação e manutenção dos ativos de transmissão de energia da Companhia; 
  • Sophie Quarré de Verneuil passa a ocupar a posição de Diretora de Recursos Humanos; 
  • Felipe Batista passa a ocupar a posição de Diretor Jurídico e de Ética;
  • Pierre Leblanc foi designado para a posição de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores; 
  • As diretorias de Gestão e Comercialização de Energia e de Regulação, Estratégia e Comunicação seguem sob liderança de Marcos Keller Amboni Gabriel Mann dos Santos, respectivamente, conforme comunicado ao mercado em 7 de maio de 2025.
     

Como parte da nova estrutura, as atuais diretorias de Operação e de Implantação deixam de ser estatutárias e passam a se reportar à Diretoria de Energias Renováveis e Armazenamento. José Luis Laydner Paulo Henrique Müller permanecem em suas funções, com escopos ajustados.

A Companhia também comunica a renúncia de Luciana Moura Nabarrete Eduardo Takamori Guiyotoku aos seus cargos atuais de Diretora de Pessoas, Processos e Sustentabilidade e Diretor Financeiro e de Relação com Investidores, respectivamente. Ambos assumirão novos desafios em empresas controladas do Grupo Engie: Luciana como Diretora-Presidente da ESOM, responsável pelos serviços de operação e manutenção dos ativos de transporte de gás da Engie no Brasil, e Takamori como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie Energia Peru.

“Estamos dando mais um passo importante na evolução da Engie Brasil Energia, reforçando nosso compromisso com a excelência operacional e a sustentabilidade. Essa nova estrutura nos permitirá atuar com ainda mais agilidade e foco nas nossas áreas estratégicas, alinhados à visão global do Grupo Engie”, ressalta o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini.

Fonte: FIESC

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Negócios, Sustentabilidade

Dona de uma Itaipu em geração renovável, Engie vai investir R$ 11,6 bi no Brasil

Nosso país ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica

Principal responsável pelo aumento no volume de fusões e aquisições (M&A) no Brasil em 2025, com participação estimada em 40% do total e movimentação de R$ 120 bilhões, o setor de energia renovável torna-se cada vez mais estratégico para o país.

Uma das empresas atentas a isso é a Engie Brasil Energia. No primeiro trimestre deste ano, a companhia investiu R$ 1,1 bilhão no país. Para o ciclo de 2025 a 2027, já estão empenhados mais R$ 11,6 bilhões em aportes, com os recursos destinados à implantação dos sistemas de transmissão e à expansão do parque de geração – como a finalização de projetos eólicos e fotovoltaicos e a conclusão de compras de ativos na área hidrelétrica.

Uma das principais marcas da Engie no Brasil é o Conjunto Eólico Trairi, localizado no litoral do Ceará. 

A reportagem da EXAME visitou o complexo, que fica a pouco mais de 2 horas da capital Fortaleza. Lançado em 2014, o parque conta com 50 turbinas da Siemens, cada uma medindo 80 metros de altura. Cada pá tem 49 metros de comprimento. Para se ter uma noção, a Torre Eiffel tem 324 metros de altura.

Em 2018, o complexo passou a ser operado remotamente a partir do Centro de Operação da Geração, localizado na sede da Engie em Florianópolis. A empresa tem autorização para explorar comercialmente o espaço até 2041. 

Somado aos conjuntos de Santa Mônica (também no Ceará), Santo Agostinho (no Rio Grande do Norte) e conjuntos eólicos na Bahia, a empresa tem possibilidade de gerar 2,3 GW em energia eólica. Em 116 usinas que possui pelo país, a Engie Brasil tem capacidade própria de 13 GW, o que representa algo em torno de 6% da capacidade nacional – praticamente uma Itaipu de energia limpa.

Fontes renováveis

É natural esse olhar para o país. O Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 80% da energia vinda de fontes renováveis. A aprovação de incentivos fiscais vem atraindo o interesse das empresas para, permitindo avanços importantes rumo à meta de 95% de energia renovável até 2030.

A energia eólica tem se consolidado como uma de nossas principais fontes renováveis, contribuindo para essa matriz limpa. O Brasil ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica onshore, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC). O modo onshore é aquele em que a energia é gerada por turbinas instaladas em terra, utilizando o vento para movimentar as pás e gerar eletricidade.

Na semana passada, o Congresso aprovou a regulamentação da instalação de equipamentos para energia eólica em alto mar (offshore) no país. Ou seja, mais uma área de oportunidade que se abre.

O Brasil tem avançado de forma consistente na expansão da energia eólica. No ano passado, considerando apenas as novas instalações, o país também se posicionou em 5º lugar em capacidade adicionada, caindo duas posições em relação a 2023 – ficando atrás da Índia, Alemanha, Estados Unidos e China

Atualmente, as fontes eólica e solar representam 35% da capacidade energética nacional, um crescimento expressivo desde 2018, quando essa participação era de apenas 10%.

Mudanças ao longo dos anos

Esse mercado de energia chamou a atenção de grandes empresas. A Engie, por exemplo, chegou ao Brasil em 1996, quando abriu seu primeiro escritório no Rio de Janeiro para prospectar oportunidades nos setores elétrico e de gás.

Em 1998, conquistou o seu primeiro negócio por aqui, que foi a concessão para a construção e operação da hidrelétrica Cana Brava. No mesmo ano, venceu o leilão de venda da Gerasul.

“O grupo sempre acreditou no Brasil tomando decisões de longo prazo. Nossos melhores investimentos são nos momentos onde outros investidores internacionais não estavam acreditando no Brasil, estavam retraindo”, diz Maury Garrett, gerente de Comercialização de Energia da Engie Brasil Energia.

Ao longo dos anos, a Engie vem diversificando seu ramo de atividades por aqui, ingressando na área de comercialização, transmissão de energia e engenharia para empresas e cidades. Segundo informações da empresa, possui a mais extensa malha de transporte de gás natural do Brasil, com 4.500km que atravessam 10 estados.

Investimentos

De 2016 para cá, foram mais de R$ 20 bilhões investidos pela companhia em empreendimentos de energia eólica e solar, além de infraestrutura de transmissão.

No ano passado, a Engie teve o maior volume de investimentos de sua história, totalizando R$ 9,7 bilhões, sendo a maior parte para usinas solares e eólicas, e sistemas de transmissão.

O Ebitda, ao considerar os efeitos do desinvestimento parcial da participação na Transportadora Associada de Gás S.A.– TAG, alcançou R$ 8,7 bilhões, crescimento de 20,2% em comparação a 2023. Já o lucro líquido registrado em 2024 foi de R$ 4,3 bilhões, aumento de 25,5% em comparação com o ano anterior.

No Brasil, 100% renovável

Em 2023, a Engie se desfez da última operação a carvão que tinha no Brasil com a venda da Usina Termelétrica Pampa Sul, em Candiota, Rio Grande do Sul. Com isso, passou a ser uma geradora de energia elétrica 100% renovável.

“As tecnologias de energia renovável estão muito consolidadas – hidrelétrica, solar e eólica. E elas se complementam, porque uma gera quando tem vento, outra gera quando tem sol e a outra gera quando tem água. A grande diferença da hidrelétrica é que ela tem um reservatório, então não precisa necessariamente gerar energia quando está chovendo. O mundo agora está olhando para as baterias BEES (Battery Energy Storage System)”, explica Garrett, fazendo referência aos sistemas que armazenam energia elétrica em baterias para uso posterior, no caso de interrupções no fornecimento ou mesmo para otimizar o consumo. “Essa é uma grande vantagem competitiva para o Brasil: também aproveitar melhor suas hidrelétricas como bateria, trabalhando junto das energias eólicas e solar”, diz o executivo.

Desafios e infraestrutura

Apesar do crescimento acelerado, o setor de energia renovável enfrenta desafios estruturais. A capacidade de transmissão de energia no Nordeste, por exemplo, ainda é insuficiente para escoar toda a produção, levando à prática de “curtailment”, ou seja, a redução forçada da geração de energia. Em 2024, essa limitação resultou em perdas estimadas de R$ 700 milhões para o setor eólico e R$ 50 milhões para o setor solar, segundo dados da Abeeólica, entidade que representa as empresas do setor. Além disso, a falta de planejamento adequado e a burocracia regulatória dificultam novos investimentos e a expansão da infraestrutura.

Esses cortes na geração de energia são decididos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Como as usinas não têm controle sobre isso, elas defendem na Justiça que sejam compensadas por meio do Encargo de Serviços do Sistema, que seria repassado aos consumidores via conta de luz.

Já o ONS argumenta não pode aumentar a geração de energia sem uma demanda correspondente. Com a expansão da capacidade geradora em fontes renováveis, as restrições acabam afetando mais usinas que não têm capacidade de armazenamento – caso das eólicas e solares.

Fonte: Exame

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