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Petróleo Brent dispara e gás europeu sobe após ataques no Oriente Médio

A escalada de tensões no Oriente Médio provocou forte reação nos mercados nesta quinta-feira, impulsionando o petróleo Brent e os preços do gás natural na Europa. Ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã aumentaram o temor de uma crise de oferta global de energia.

O movimento ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Irã, Israel e aliados na região, elevando o risco de interrupções prolongadas no fornecimento.

Petróleo Brent chega a US$ 119 no pico do dia

Os contratos futuros do Brent — principal referência internacional — chegaram a ultrapassar US$ 119 por barril durante o pregão, antes de desacelerarem para cerca de US$ 114,66, ainda com alta expressiva próxima de 7%.

Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, apresentou leve queda, sendo negociado na faixa de US$ 96 por barril.

Além do petróleo, a gasolina também avançou, atingindo o maior patamar em quase quatro anos no mercado americano.

Preço do gás na Europa dispara mais de 20%

O impacto foi ainda mais intenso no mercado europeu. O contrato de gás no hub TTF, principal referência da região, registrou alta de cerca de 21%, refletindo a preocupação com o abastecimento.

Nos Estados Unidos, o gás natural também subiu, embora de forma mais moderada, acompanhando o movimento global de valorização dos combustíveis.

Ataques atingem infraestrutura estratégica no Catar

O governo do Catar confirmou que mísseis iranianos atingiram a região de Ras Laffan, considerada a maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.

Segundo autoridades locais, os danos foram significativos, mas não houve vítimas. Equipes de emergência atuaram no controle de incêndios, que posteriormente foram contidos.

O episódio foi classificado pelo país como uma grave violação de soberania, com potencial de desestabilizar toda a região.

Produção e exportações já vinham afetadas

O Catar, um dos maiores exportadores globais de GNL, já havia interrompido parte de sua produção no início do mês após ataques anteriores com drones.

O país responde por uma fatia relevante do comércio mundial de gás, o que amplia o impacto de qualquer interrupção no fornecimento.

Estreito de Ormuz agrava risco de desabastecimento

Outro fator crítico é o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A restrição ao tráfego de navios intensifica o risco de gargalos logísticos e pressiona ainda mais os preços.

Com a limitação no fluxo marítimo, produtores e compradores enfrentam dificuldades para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.

Mercado teme escalada global do conflito

Especialistas alertam que o cenário pode se agravar caso os ataques se expandam para além do Golfo Pérsico e atinjam infraestruturas em outras regiões.

A preocupação central é a transição de um problema logístico para um verdadeiro choque de oferta de petróleo e gás, o que poderia levar a uma disparada ainda mais intensa nos preços.

Nesse contexto, o mercado passa a operar sob alta volatilidade, com investidores precificando cenários mais extremos e buscando garantir o abastecimento diante das incertezas.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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