Comércio

Veículos eletrificados registram alta de 27% nos sete primeiros meses

China lidera com mais de 6 milhões de veículos vendidos, enquanto EUA e Canadá registram crescimento tímido

O mercado global de veículos eletrificados continua em expansão. Nos primeiros sete meses de 2025, foram vendidos 10,7 milhões de veículos elétricos e híbridos plug-in (EVs), representando um crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da Rho Motion, empresa especializada em pesquisa da cadeia de suprimentos de veículos elétricos.

China mantém liderança

A China segue como maior mercado de eletrificados plug-in (EVs) do mundo, com 6,5 milhões de unidades vendidas no acumulado de 2025, alta de 29% em comparação ao ano passado. Apesar de uma queda de 13% nas vendas de julho em relação a junho, a penetração de EVs permanece acima de 50% pelo terceiro mês consecutivo. A maior parte das vendas é de veículos totalmente elétricos (BEVs), que registraram crescimento de 40% no ano, enquanto os híbridos plug-in (PHEVs) tiveram expansão mais modesta. O governo chinês mantém incentivos por meio de programas de troca de veículos e subsídios, com nova rodada de financiamento prevista para outubro de 2025.

Europa cresce impulsionada por Alemanha, Reino Unido e Itália

O mercado europeu registrou crescimento de 30% em veículos elétricos e híbridos plug-in nos sete primeiros meses do ano. Alemanha e Reino Unido lideram, com alta de 43% e 32%, respectivamente, enquanto a França ainda enfrenta desempenho mais tímido, mesmo com aumento de 9% em julho. A Itália desponta como mercado emergente na região, com crescimento estimado em 40% até julho, impulsionado por subsídios recém-aprovados no valor de 600 milhões de euros. Tanto BEVs quanto PHEVs contribuíram para esse avanço, com crescimento de 30% e 32%, respectivamente.

América do Norte apresenta expansão modesta

Nos EUA, Canadá e México, as vendas de EVs cresceram apenas 2% no período. A expectativa é de um aumento temporário na demanda nos Estados Unidos antes do término do crédito fiscal do IRA em 30 de setembro de 2025, seguido de possível desaceleração. No cenário industrial, algumas montadoras norte-americanas avaliam ampliar a participação de veículos a combustão em suas linhas, enquanto a Ford planeja lançar uma picape elétrica de médio porte com bateria LFP em 2027.

Tendências e impactos para o Brasil

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Brasil registrou 37.586 veículos totalmente elétricos (BEVs) e 51.014 híbridos plug-in (PHEVs), segundo dados da ABVE. O desempenho reflete o aumento do interesse por tecnologias eletrificadas, com os híbridos plug-in ainda superando os veículos totalmente elétricos em volume, embora essa dinâmica varie de acordo com as condições do mercado. 

O crescimento global reforça que 2025 será mais um ano de consolidação para os carros que vão na tomada, ainda que com diferentes ritmos de expansão conforme políticas locais e incentivos governamentais.

Fonte: RHO Motion


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Comércio Exterior, Tecnologia

Toyota aposta em novo membro do BRICS como 3ª polo global de elétricos

A Toyota confirmou que começará a produzir o SUV elétrico bZ4X na Indonésia até o fim de 2025. A decisão foi anunciada durante o Salão de Jacarta (GIIAS 2025) e marca a entrada do país como terceiro polo de produção de EVs da Toyota, ao lado de China e Japão. A empresa também confirmou que fabricará uma picape elétrica na Tailândia ainda neste ano, em resposta à rápida expansão de marcas chinesas na região.

A decisão de produzir o bZ4X localmente está diretamente ligada à política de incentivos fiscais criada pela Indonésia em 2023. O governo reduziu o imposto sobre valor agregado (VAT) de 11% para apenas 1% em veículos elétricos com ao menos 40% de conteúdo local. Marcas que se comprometem com a produção doméstica também ganham isenção de tarifas de importação e outros tributos.

A iniciativa faz parte do esforço da Indonésia para atrair investimentos em mobilidade elétrica, especialmente de países asiáticos como China e Japão, com os quais mantém acordos comerciais e cooperação tecnológica. A recente entrada do país no BRICS reforça esse posicionamento estratégico, buscando maior protagonismo industrial e energético no cenário global.

A Toyota ainda não divulgou o nível de nacionalização da produção do bZ4X, mas o modelo será montado pela joint venture local Toyota Astra Motor, em versão com tração dianteira (FWD). A expectativa é de que a produção local ajude a reduzir preços, ampliar o acesso ao modelo e melhorar a disponibilidade de peças e serviços.

Segundo Hiroyuki Ueda, presidente da Toyota Astra Motor, o projeto representa uma “contribuição para a independência tecnológica, criação de empregos e uma mobilidade mais verde na Indonésia”.

Na Europa, o bZ4X com tração dianteira é vendido em duas versões: uma com bateria de 57,7 kWh e motor de 123 kW (167 cv), que vai de 0 a 100 km/h em 8,6 s e tem autonomia de até 444 km; e outra com bateria de 73,1 kWh e motor de 165 kW (224 cv), que acelera em 7,4 s, atinge 568 km de alcance e velocidade máxima de 160 km/h.

Ainda não foi confirmado qual dessas configurações será adotada na Indonésia, mas espera-se foco na acessibilidade e uso urbano, priorizando eficiência e custo-benefício.

Além do bZ4X, a Toyota também apresentou no GIIAS o novo Urban Cruiser EV, um SUV compacto elétrico que pode chegar às lojas em 2026, após a estreia do Suzuki e-Vitara.

A outra novidade revelada pela Toyota é a intenção de iniciar ainda em 2025 a produção de uma picape elétrica na Tailândia, onde a montadora já mantém centros produtivos importantes, como os da Hilux. O movimento visa enfrentar rivais como a BYD, que também planeja atuar nesse segmento com força no Sudeste Asiático.

E o Brasil?

Enquanto a Toyota acelera a eletrificação em mercados emergentes com apoio de políticas públicas, o Brasil não tem nenhum modelo 100% elétrico da marca à venda, ainda que conte com a produção local dos híbridos-plenos Corolla e Corolla Cross, se preparando para estrear o SUV compacto Yaris Cross, também com versão híbrida. A produção do bZ4X na Indonésia mostra que, com incentivos e planejamento adequados, mesmo fabricantes mais conservadores conseguem investir na mobilidade elétrica. 

Fontes: Nikkei, Toyota Indonésia, Electrek

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Logística, Tecnologia

BYD Shenzhen é o novo marco na logística de veículos elétricos

A montadora chinesa BYD está redefinindo o transporte marítimo de veículos elétricos com o lançamento do BYD Shenzhen, o maior navio de sua categoria. Esta embarcação partiu recentemente do Porto de Taicang, na China, com destino ao Brasil, carregando mais de 7 mil veículos. A chegada ao Porto de Itajaí, em Santa Catarina, está prevista para ocorrer em breve, marcando um passo importante na estratégia de expansão da BYD no mercado brasileiro.

O BYD Shenzhen não é apenas um feito de engenharia naval, mas também um componente crucial na logística global da empresa. Com sua capacidade de transportar até 9.200 veículos por viagem, o navio é um ativo estratégico para a BYD, que busca aumentar sua presença internacional e melhorar a eficiência na distribuição de seus produtos.

Inovações tecnológicas e sustentabilidade

O BYD Shenzhen foi construído com foco em eficiência energética e sustentabilidade. Equipado com motores avançados e sistemas de reaproveitamento de gás, o navio é projetado para minimizar o consumo de combustível e reduzir emissões. Essas características não apenas refletem o compromisso da BYD com práticas ambientais responsáveis, mas também oferecem uma vantagem competitiva no mercado global de veículos elétricos.

Durante a cerimônia de lançamento, representantes da BYD destacaram a importância do navio como um símbolo de inovação e progresso. A empresa vê o BYD Shenzhen como uma ponte entre a tecnologia chinesa e os mercados internacionais, facilitando o acesso a veículos elétricos de alta qualidade em todo o mundo.

O crescimento das exportações automotivas da China

O lançamento do BYD Shenzhen ocorre em um contexto de expansão das exportações automotivas chinesas. Em 2024, a China exportou milhões de veículos, consolidando sua posição como líder global no setor. Para acompanhar essa demanda crescente, empresas como a BYD estão investindo em frotas marítimas próprias, garantindo maior controle sobre a logística e a distribuição de seus produtos.

Nos primeiros meses de 2025, a BYD já enviou dezenas de milhares de veículos elétricos para diversos mercados ao redor do mundo. Este movimento faz parte de uma estratégia mais ampla para aumentar a presença da marca em mais de 100 países, incluindo o Brasil, onde a demanda por veículos elétricos está em ascensão.

Impacto no mercado brasileiro de veículos elétricos

A chegada do BYD Shenzhen ao Brasil representa uma oportunidade significativa para o mercado local de veículos elétricos. Com a operação direta de sua frota marítima, a BYD espera reduzir os tempos de entrega e otimizar os custos logísticos, tornando seus veículos mais acessíveis aos consumidores brasileiros.

Especialistas do setor apontam que a capacidade da BYD de controlar sua própria logística marítima pode resultar em uma maior eficiência operacional e em uma oferta mais consistente de veículos elétricos no Brasil. Isso é particularmente relevante em um momento em que o país busca aumentar a adoção de tecnologias sustentáveis e reduzir sua dependência de combustíveis fósseis.

Fonte: Terra Brasil Notícias

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