Tecnologia

Carros elétricos com maior autonomia no Brasil em 2026: veja o top 10

O mercado de carros elétricos no Brasil segue em ritmo acelerado. Em 2025, as vendas cresceram 30% na comparação com o ano anterior, somando 80.178 unidades emplacadas. O avanço continua em 2026: apenas em janeiro, a alta foi de 88% sobre o mesmo mês do ano passado.

Com a expansão do segmento, cresce também a oferta de modelos, que variam em potência, tecnologia de recarga e, principalmente, autonomia — fator decisivo para muitos consumidores na hora da compra.

Ranking considera dados oficiais do Inmetro

Para listar os modelos com maior alcance, foram considerados os dados mais recentes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que avalia a eficiência energética dos veículos vendidos no país.

O ranking leva em conta a maior autonomia declarada para cada modelo. Em casos de empate, o critério de desempate adotado foi o menor consumo energético (MJ/km). Apenas a versão mais eficiente de cada veículo entrou na lista.

Os 10 carros elétricos com maior autonomia em 2026

10º) Audi SQ6 Sportback e-tron Quattro — 428 km

Preço: a partir de R$ 684.990
Potência: 517 cv
Torque: 80 kgfm
Consumo energético: 0,60 MJ/km
Autonomia: 428 km

9º) BYD Tan GS 700EV — 430 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,73 MJ/km
Autonomia: 430 km

8º) GAC Hyptec HT Ultra — 431 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,53 MJ/km
Autonomia: 431 km

7º) Kia EV9 GTL — 434 km

Preço: a partir de R$ 749.990
Potência: 385 cv
Torque: 71,4 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 434 km

6º) Porsche Macan E4 — 443 km

Preço: a partir de R$ 690.000
Potência: 387 cv (408 cv com Overboost)
Torque: 66,2 kgfm
Consumo energético: 0,61 MJ/km
Autonomia: 443 km

5º) Chevrolet Equinox EV — 443 km

Preço: a partir de R$ 349.900
Potência: 292 cv
Torque: 46 kgfm
Consumo energético: 0,56 MJ/km
Autonomia: 443 km

4º) Audi A6 e-tron — 445 km

Preço: a partir de R$ 649.990
Potência: 367 cv
Torque: 59,1 kgfm
Consumo energético: 0,59 MJ/km
Autonomia: 445 km

3º) Volvo EX90 — 459 km

Preço: a partir de R$ 849.950
Potência: 524 cv
Torque: 92,8 kgfm
Consumo energético: 0,68 MJ/km
Autonomia: 459 km

2º) BMW i7 xDrive60 — 467 km

Preço: a partir de R$ 1.373.950
Potência: 544 cv
Torque: 75,9 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 467 km

1º) Chevrolet Blazer EV — 481 km

Preço: a partir de R$ 503.190
Potência: 347 cv
Torque: 44,9 kgfm
Consumo energético: 0,63 MJ/km
Autonomia: 481 km

Autonomia se consolida como fator decisivo

A crescente procura por veículos elétricos tem relação direta com a evolução das baterias e com o aumento da infraestrutura de recarga no país. Nesse cenário, a autonomia elevada tornou-se um dos principais argumentos de venda, especialmente para quem percorre longas distâncias ou busca mais independência entre as recargas.

O levantamento mostra que, além de diversidade de preços — do segmento médio ao luxo —, o mercado brasileiro já oferece opções capazes de rodar mais de 480 km com uma única carga.

FONTE: AutoEsporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Renato Durães/Autoesporte

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Meio Ambiente

Suape avança na transição energética e projeta atingir 50% de energia limpa ainda neste semestre

O Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado na Região Metropolitana do Recife, acelera sua agenda de transição energética e trabalha para alcançar, ainda neste semestre, a marca de 50% de energia limpa em sua matriz de consumo elétrico.

Atualmente, 35,95% da energia utilizada pelo complexo já é proveniente de fontes renováveis, resultado de uma estratégia institucional voltada à eficiência energética, à redução das emissões de carbono e à adaptação da infraestrutura portuária às exigências de uma economia de baixo carbono.

Áreas estratégicas já operam com energia renovável

A energia limpa já abastece setores de alta demanda do complexo, como o Centro Administrativo, os Cais 1, 4 e 5, o Pátio Público de Veículos e o Prédio da Autoridade Portuária. Essas unidades concentram atividades administrativas e operacionais essenciais para o funcionamento do porto.

O consumo anual dessas áreas é estimado em 1,46 GWh, volume que, para efeito de comparação, equivale ao consumo mensal de cerca de 7.300 residências populares, considerando uma média de até 200 kWh por domicílio.

Viveiro florestal opera 100% com energia solar

Paralelamente à ampliação do uso de fontes renováveis, Suape também avança em projetos ambientais. O Viveiro Florestal de Suape, com capacidade de produção de aproximadamente 450 mil mudas por ano, é abastecido integralmente por energia solar.

A iniciativa fortalece ações de sustentabilidade no território do complexo, que possui 17,3 mil hectares, sendo que 59% da área está inserida na Zona de Preservação Ecológica (ZPEC).

Sistema inteligente reduz consumo de energia em até 60%

Outro destaque é o investimento em tecnologia para otimizar o uso energético. No Cais 5 e no Pátio Público de Veículos, um sistema inteligente de iluminação ajusta automaticamente a intensidade da luz conforme a necessidade operacional, gerando uma economia estimada de até 60% no consumo de energia dessas áreas.

Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, as ações reforçam o compromisso da estatal com um modelo portuário mais sustentável e inovador. “Esse é o caminho e estamos trabalhando fortemente para seguir avançando”, afirmou.

Fonte: Com informações do Complexo Industrial Portuário de Suape.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO INDUSTRIAL PORTUÁRIO SUAPE

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Transporte

MSC Pisa realiza escala inaugural em Iquique fortalecendo rota transpacífica

O ITI – Iquique Terminal Internacional, no Chile, recebeu nesta semana a escala inaugural do MSC Pisa, em sua primeira viagem comercial. Entregue em dezembro de 2025 pelo estaleiro chinês New Times Shipyard (NTS), a embarcação atracou no Berço 4 integrando o serviço semanal Alpaca, que conecta portos da Ásia à costa oeste da América do Sul, incluindo Chile e Peru.

Características técnicas e capacidade do MSC Pisa

O MSC Pisa é o quinto navio de uma série de dez unidades encomendadas pela MSC, projetadas para otimizar o transporte de carga conteinerizada em rotas transpacíficas. Entre suas especificações estão:

  • Capacidade: 11.400 TEUs
  • Comprimento (eslora): 335 metros
  • Largura (manga): 46 metros
  • Tonelagem: 131 mil toneladas de peso morto (DWT)
  • Calado máximo: 15,5 metros

O navio opera sob bandeira da Libéria e é impulsionado por motores MAN B&W de 25.000 kW, permitindo atingir velocidades de cruzeiro próximas a 20 nós.

Operação em Iquique e fluxo de carga

Durante a estadia no porto, prevista para terminar nesta sexta-feira (30), o terminal realizará cerca de 2.500 movimentos de contêineres. O Porto de Iquique se destaca como elo logístico essencial para o comércio entre o Mercosul e a Ásia, sendo uma das principais rotas de saída para o Pacífico utilizadas por exportadores da região.

Modernização da frota e eficiência energética

A renovação da frota no serviço Alpaca reflete a estratégia da MSC de posicionar navios de última geração para atender ao crescimento da demanda e aprimorar a eficiência energética. Em sequência a esse ciclo de modernização, o porto chileno de San Antonio deve receber nos próximos dias o MSC Serena, outra embarcação recém-construída da companhia suíça.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Tecnologia

China inaugura primeiro data center subaquático movido a energia eólica

Xangai deu um passo histórico na integração entre tecnologia da informação e energia renovável com a conclusão do primeiro data center subaquático do mundo alimentado por energia eólica. O projeto foi finalizado nesta terça-feira (21) na Área Especial de Lin-gang, na Zona Piloto de Livre Comércio de Xangai, e recebeu um investimento de 1,6 bilhão de yuans (aproximadamente US$ 226 milhões). Com capacidade de 24 megawatts, o centro promete maior eficiência energética e menor impacto ambiental.

Inovação em computação sustentável

Desenvolvido pela Shanghai Hicloud Technology e pelo Shenergy Group, em parceria com a China Telecom, a INESA e a Third Harbor Engineering da China Communications Construction Company, o projeto utiliza mais de 95% de eletricidade proveniente de fontes renováveis. Segundo Su Yang, gerente-geral da Shanghai Hicloud Technology, o sistema subaquático consegue reduzir o consumo de energia em 22,8%. O comitê administrativo de Lin-gang ressalta que o centro funciona como modelo de desenvolvimento de baixo carbono para o setor de TI, integrando infraestrutura tecnológica com energia limpa offshore.

Conservação de água e uso eficiente do espaço

O novo data center elimina a necessidade de água doce e aproveita a água do mar como sistema natural de resfriamento. Essa estratégia reduz o consumo energético com refrigeração de até 50% em centros convencionais para menos de 10%. Além disso, diminui em mais de 90% a ocupação de espaço terrestre. A primeira fase do projeto já está concluída, atingindo um PUE (Power Usage Effectiveness) inferior a 1,15, índice considerado avançado na indústria. Para efeito de comparação, as metas do governo chinês exigem que todos os novos ou reformados data centers grandes e mega operem com PUE abaixo de 1,25 até o final de 2025.

Estratégia de Xangai para a indústria de computação

O projeto também fortalece a estratégia de Xangai de expandir a computação inteligente. Em março de 2025, o governo municipal anunciou investimento de mais de 200 bilhões de yuans até 2027, com capacidade estimada de 200 EFLOPS. A expansão inclui novos clusters de computação em Lin-gang, fortalecendo o setor de computação em nuvem. Wu Xiaohua, secretário adjunto do comitê do Partido da Área Especial de Lin-gang, afirma que a iniciativa integra economia digital, energia renovável e economia marítima, reforçando o objetivo de Xangai de se tornar um centro global de inovação tecnológica.

Potencial da energia eólica offshore

Huang Dinan, presidente do Shenergy Group, destacou que o Mar da China Oriental possui mais de 3.000 horas anuais de operação para geração de energia eólica, garantindo eletricidade limpa e estável para a cidade e seus setores produtivos. A integração entre energia eólica offshore e data centers submarinos permite uso coordenado de recursos de geração, rede e carga, atendendo à demanda crescente por energia renovável no setor de TI. Durante a cerimônia, as empresas firmaram acordo para desenvolver um novo data center offshore com capacidade de 500 megawatts. Wang Shifeng, presidente da Third Harbor Engineering, observou que a expansão de centros subaquáticos dependerá de avanços tecnológicos e redução de custos operacionais.

Avanço da rede nacional de computação sustentável

O projeto reforça a estratégia chinesa de criar uma rede de computação de baixo carbono. Desde 2022, a iniciativa “Dados do Leste, Computação do Oeste” visa distribuir o processamento de dados entre regiões mais desenvolvidas do leste e áreas do interior, aproveitando menores custos energéticos e maior disponibilidade de espaço.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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