Comércio, Economia, Mercado Internacional

Mercado vê ciclo de aperto monetário encerrado, mostra Focus

Economistas consultados pelo BC também fizeram ajustes leves em suas projeções para a inflação neste ano

Analistas consultados pelo Banco Central (BC) fizeram ajustes leves em suas projeções para a inflação neste ano e no próximo e passaram a ver que o ciclo de aperto monetário se encerrou com a reunião de maio, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (12).

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a expectativa para o IPCA é de alta de 5,51% ao fim deste ano, abaixo da previsão de avanço de 5,53% na pesquisa anterior.

Para 2026, a projeção para a inflação brasileira foi a 4,50%, de 4,51% há uma semana.

O centro da meta perseguida pelo BC é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Sobre a política monetária do Banco Central, os especialistas passaram a ver que o ciclo de aperto monetário se encerrou neste mês, quando o Copom elevou a Selic para o atual patamar de 14,75%.

Se antes a pesquisa Focus mostrava elevação da taxa básica de juros para 15% em junho e um corte de 0,25 ponto percentual em dezembro, ela agora mostra expectativa de manutenção durante o restante do ano, com a Selic terminando 2025 nos atuais 14,75%.

A mediana das projeções para a Selic ao final de 2026 é de que a taxa atinja 12,50%, no que foi a 15ª semana consecutiva de manutenção desse patamar.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda a previsão de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 2,00% neste ano, mesma projeção da semana anterior. Em 2026, a expectativa de crescimento ficou estável em 1,70%.

O resultado vem na esteira da divulgação de dados do IPCA para abril na semana passada, com o IBGE informando que o índice teve alta de 0,43% no mês, depois de subir 0,56% em março. Em 12 meses, o IPCA subiu 5,53% em abril, de uma alta de 5,48% anteriormente.

No Focus desta segunda, houve ainda quedas ligeiras na expectativa para o preço do dólar no final de 2025, a R$ 5,85, de R$ 5,86 na pesquisa anterior, e de 2026, a R$ 5,90, ante R$ 5,91 há uma semana.

A divisa norte-americana acumula queda ante o real de 8,5% neste ano, em movimento puxado por um processo de correção de preço, após sua disparada no fim do ano passado, e maior incerteza em relação aos planos tarifários dos Estados Unidos.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Economia, Finanças, Industria

Aprovação do Plano Nacional de Economia Circular é um avanço para a agenda verde, diz CNI

Indústria participou da construção do documento, aprovado nesta quinta-feira (8), que estabelece diretrizes para transição do modelo econômico de produção e consumo linear para uma economia circular

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a aprovação do Plano Nacional de Economia Circular (PLANEC), nesta quinta-feira (8), é um avanço na agenda de sustentabilidade. O documento oficializa a estratégia brasileira para a transição do modelo econômico de produção e consumo linear para uma economia circular, incentivando o uso eficiente dos recursos naturais e das práticas sustentáveis ao longo das cadeias produtivas.  

A aprovação ocorreu durante a segunda reunião do Fórum Nacional de Economia Circular, que reúne representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil. A construção do plano foi marcada por ampla participação social, incluindo uma consulta pública que recebeu 1.627 contribuições.  

A CNI teve papel central na formulação do eixo 1 do plano, que trata da criação de um ambiente normativo e institucional favorável à economia circular. Esse eixo estabelece as bases regulatórias para impulsionar a circularidade no país e foi o que recebeu o maior número de manifestações da consulta pública.  

As ações previstas incluem:  

  • o desenvolvimento de políticas públicas específicas;  
  • a harmonização de regulamentações já existentes;  
  • a definição de critérios regulatórios que transformem práticas circulares em padrões de mercado;  
  • e a criação de indicadores para monitorar o progresso em diversos setores.   

Entre os macro-objetivos estão: estabelecer metas mensuráveis, desenvolver mercados para produtos reutilizáveis e reciclados e articular o plano com políticas e compromissos internacionais.  

“A construção do PLANEC é resultado de um esforço coletivo que reconhece o papel estratégico da indústria na transição para um modelo econômico mais sustentável. A atuação da CNI no Eixo 1 busca garantir segurança jurídica, coerência normativa e estímulos concretos à adoção de práticas circulares pelas empresas brasileiras”, afirma Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.

Brasil leva plano ao Fórum Mundial de Economia Circular 

O Plano Nacional de Economia Circular também será tema de destaque no Fórum Mundial de Economia Circular (WCEF2025), que será realizado de 13 a 16 de maio, em São Paulo. Nos dias 13 e 14, a programação principal acontecerá no auditório Ibirapuera, no Parque Ibirapuera. Já nos dias 15 e 16, as sessões de aceleração serão promovidas por organizações parceiras em diversos locais da cidade e do mundo.  

A edição de 2025 do WCEF é promovida pelo Fundo de Inovação da Finlândia (Sitra), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o SENAI-SP. 

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

Ler Mais
Economia, Finanças, Internacional, Mercado Internacional

Endividamento chinês se iguala ao dos EUA e cria problema para o Brasil

Duas maiores economias têm trajetória explosiva para dívidas e pressionarão juros globais

Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, mantêm trajetórias explosivas para o aumento de suas dívidas públicas.

Os norte-americanos superam os 100% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e os chineses chegarão a esta marca no final deste ano. Em ambos, houve forte aceleração recente, com tendência de alta.

Para o resto do mundo e países muito endividados como o Brasil, haverá pressão para os bancos centrais manterem juros elevados a fim de atrair financiadores de suas dívidas –à medida em que os dois gigantes sugarão dinheiro do mundo para rolar débitos.

Em abril, a Fitch Ratings rebaixou de “A+” para “A” (numa escala até “AAA”) a classificação para dívidas chinesas em moeda estrangeira, o que deve encarecer o custo de rolagem dos débitos.

A China vem se endividando rapidamente. No primeiro quadrimestre, a dívida total dos emergentes (governos, empresas e famílias) aumentou US$ 3,5 trilhões. A China respondeu por US$ 2 trilhões, segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais). Em 2019, a dívida pública chinesa equivalia a 60% do PIB –agora está em 93%.

Os débitos chineses ganharam ímpeto com a decisão há alguns anos de estimular a demanda doméstica. Isto foi reforçado com a guerra comercial deflagrada pelos EUA, que pode limitar o acesso da China aos EUA –destino de 15% das exportações. Outro fator foi o déficit crescente dos governos regionais.

Cerca de 80% das receitas das administrações locais vêm do aluguel de terrenos para empreendimentos imobiliários, que minguaram com uma superoferta de moradias. Para contornar, as autoridades permitiram que governos regionais emitissem títulos no mercado, ampliando o endividamento.

A China também tem déficit fiscal (receitas menos despesas) crescente. Deve chegar a 8,5% do PIB neste ano –acima dos 6,5% da média entre 2020 e 2024 e mais que o dobro dos 3% entre 2015 e 2019. Isto significa que o país, além de endividado, terá rombos maiores que ampliarão a dívida.

Nos EUA, a situação não é melhor. A promessa recém reafirmada de Donald Trump de estender cortes de impostos adotados em 2017 (em seu primeiro governo) pode elevar a dívida pública em 15 pontos percentuais nos próximos nove anos, segundo projeções do Congressional Budget Office –que calcula cenários até piores caso o presidente não consiga compensar a perda de arrecadação com mais tarifas e outras medidas.

Cálculos do IIF e da Tax Foundation sustentam que as estimativas do governo Trump para arrecadar mais com tarifas e gastar menos com o Doge (com Elon Musk à frente) são irrealistas para compensar a perda de arrecadação com os cortes de impostos.

Para financiar a perda de receitas, os EUA teriam que emitir cada vez mais títulos, elevando os juros ao redor do mundo –pois muitas economias têm de pagar um prêmio acima dos chamados T-Bonds americanos para atrair investidores a fim de rolar suas dívidas. Caso contrário, haveria preferência para os títulos americanos.

O crescimento dos EUA também está em xeque. Como o PIB é o denominador para o cálculo da relação dívida/PIB, o endividamento aumenta se o país não cresce, elevando o nível da dívida em relação ao tamanho da economia.

“Teremos sorte se os EUA chegarem ao final do ano melhores do que em uma recessão. Todos serão prejudicados pela guerra tarifária, mas os EUA são os maiores perdedores”, afirma Isabelle Mateos y Lago, economista-chefe do banco francês BNP Paribas.

Ela ressalta que o chamado “excepcionalismo americano” –o privilégio de se financiar a custo baixo no mundo e de ter a principal moeda reserva de valor, o dólar –também está ameaçado com as políticas de Trump para tarifas e a diplomacia internacional.

“Isso trará uma dinâmica mais desconfortável para os EUA, à medida que seus títulos serão cada vez mais questionados sobre se ainda são um porto seguro”, diz.

Ed Parker, diretor da Fitch Ratings, diz que o mundo está entrando em uma “nova era de endividamento global”, com pressões de gastos para defesa, aposentados e saúde. Já o crescimento americano será menor, em sua opinião, e a inflação, mais alta –com o impacto dos produtos importados tarifados.

“Isso deve levar a um aumento das taxas de juros que os EUA pagam para se financiar”, afirma. Como consequência, países como o Brasil (terceiro maior juro real do mundo) terão de manter taxas elevadas para atrair investidores que poderiam aplicar nos EUA, com risco menor.

Cathy Hepworth, diretora-geral da PGIM Fixed Income, que administra US$ 1,3 trilhão em investimentos ao redor do mundo, diz que a mudança em curso na economia global, com EUA e China à frente, trará mudanças significativas.

“Não se deve subestimar a importância crescente da China na economia mundial e as consequências do fim da excepcionalidade americana”, afirma.

Fonte: Folha de São Paulo

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Internacional

Exportações da China superam expectativas e saltam 8,1% em abril

As exportações da China superaram as previsões em abril, impulsionadas pela demanda de fabricantes estrangeiros que se apressaram em lançar produtos para aproveitar ao máximo a pausa de 90 dias nas tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo estão envolvidas em uma guerra tarifária contundente, e as empresas de ambos os lados do Pacífico buscarão algum tipo de solução nas negociações comerciais na Suíça, neste fim de semana.

Dados da alfândega mostraram nesta sexta-feira que os embarques da China aumentaram 8,1% em abril em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 1,9% em uma pesquisa da Reuters com economistas, mas desacelerando em relação ao salto de 12,4% em março.

Trump anunciou “tarifas recíprocas” abrangentes de 10% em 2 de abril, antes de oferecer uma pausa para a maioria dos países enquanto a Casa Branca trabalha em vários acordos comerciais. A China, no entanto, foi excluída e recebeu tarifas de 145%, dando início a um prolongado jogo de gato e rato que abalou os mercados globais e as cadeias de oferta.

Os fabricantes chineses também anteciparam os envios em antecipação às tarifas, mas agora estão apostando em negociações para quebrar o gelo entre autoridades norte-americanas e chinesas em Genebra no sábado.

As importações caíram 0,2%, em comparação com expectativas de queda de 5,9%, sugerindo que a demanda doméstica pode estar melhor do que o esperado, uma vez que as autoridades continuam a tomar medidas para sustentar a economia de US$19 trilhões.

“Os países da ASEAN estão acelerando sua produção para vencer o prazo de julho, o intervalo de negociação de 90 dias. Sua produção é altamente dependente das exportações da China em matérias-primas e insumos industriais, de modo que as exportações da China receberam suporte”, disse Dan Wang, diretor da China no Eurasia Group.

“Nos próximos dois meses, as exportações da China podem continuar fortes devido à realocação da capacidade industrial, mas os dados comerciais podem se deteriorar rapidamente se as tarifas de 145% sobre a China ainda estiverem em vigor e as negociações dos países da ASEAN (com o governo Trump) não progredirem”, acrescentou.

As exportações para os países do sudeste asiático aumentaram 20,8% em abril.

As exportações da China para os EUA, por sua vez, caíram 21%. Isso significou que o superávit comercial com os EUA caiu de US$27,6 bilhões em março para US$20,5 bilhões, uma vitória para Trump, que tem dito repetidamente que quer reduzir a diferença.

Fonte: Istoé Dinheiro

Ler Mais
Economia, Gestão, Informação

Embraer encontrou receita para continuar a crescer apesar de crises, diz CEO

Francisco Gomes Neto explica os fatores que sustentam a confiança no crescimento mesmo diante de desafios como a guerra tarifária e os atrasos na cadeia de fornecedores

 Desde que Francisco Gomes Neto chegou à presidência da Embraer (EMBR3), em 2019, a expressão “tempestade perfeita” poderia se aplicar à jornada enfrentada pelo executivo em diferentes momentos.

Além da herança de uma fusão não concretizada com a Boeing (BA), o executivo enfrentou desafios como os efeitos da pandemia, a falta de insumos decorrente da guerra na Ucrânia, a crise no comércio exterior com os ataques de rebeldes no Mar Vermelho e os atrasos na cadeia de fornecedores.

Gomes se diz confiante na perspectiva de crescimento contínuo da companhia, a despeito do aumento das incertezas com a guerra tarifária liderada pelo governo dos Estados Unidos de Donald Trump.

“Mesmo com mais uma crise que enfrentamos, estou confiante. Vamos entregar os resultados que nos propusemos para 2025 e os anos seguintes serão melhores ainda”, disse o executivo.

A empresa divulgou nesta terça-feira (6) o resultado financeiro referente ao primeiro trimestre, quando a receita atingiu R$ 6,4 bilhões, um aumento de 44% na comparação anual. Trata-se do melhor desempenho da companhia para o primeiro trimestre em quase uma década, desde 2016.

Os números consistentes tornaram a Embraer um caso de sucesso entre investidores: as ações praticamente dobraram de valor em 12 meses e saltaram 365% em uma janela de três anos, para R$ 66,46 cada uma.

Na entrevista, Gomes Neto descreveu a estratégia da companhia e os fatores que, em sua avaliação, sustentam essa expectativa de expansão dos negócios. Veja abaixo os cinco principais pontos:

1. Nivelamento da produção

Gomes relatou que o principal fator que impulsionou o desempenho recorde no trimestre foi resultado de um processo de mudança do cronograma de entregas da companhia (antes concentradas no segundo e no quarto trimestres do ano).

Essa alteração foi batizada de “nivelamento da produção”.

“Isso trazia um impacto negativo na eficiência e na geração de caixa. O avião é um produto muito caro. Recebíamos o dinheiro na entrega, mas o caixa ficava negativo ao longo do ano”, explicou.

Desde 2023, a companhia desenvolve e implementa um projeto com consistência na distribuição das entregas ao longo das 52 semanas do ano. Isso envolve um amplo trabalho para antecipar as entregas de peças.

“Mais do que negociação com os fornecedores, estamos usando digitalização e inteligência artificial para mapear a cadeia inteira, incluindo os subfornecedores, para que a entrega das peças ocorra exatamente quando precisarmos”, disse Gomes.

Ele acrescentou que a companhia poderia ter elevado ainda mais as entregas, mas optou por um planejamento mais conservador.

Atualmente, o fornecimento de motores melhorou para um dos modelos produzidos pela aviação comercial, mas piorou em outro. Na aviação executiva, houve avanços de maneira geral. “Os problemas vão mudando ao longo do tempo, mas hoje não há uma crise sistêmica [na cadeia]”, afirmou.

2. Gestão

Gomes disse que a empresa conseguiu estabelecer uma cultura em que o alerta de problemas não é visto como algo negativo.

“Problema é notícia ruim que vem tarde”, afirmou.

Com foco em engajamento, busca de soluções e resultado, ele salientou que a companhia vai conseguir resolver todas as crises que vierem no futuro.

“Sempre achamos um jeito de resolver os problemas. Nesse sentido, também vamos resolver o desafio das tarifas [comerciais].”

O executivo disse que, no primeiro trimestre, a empresa não sofreu impactos da guerra tarifária, mas, a partir de abril, as entregas de aviões para os Estados Unidos já contêm as tarifas extras, que serão recolhidas e pagas pelos clientes.

Já os aviões fabricados pela Embraer em solo americano pagarão aumento de tarifas sobre as peças importadas – o conteúdo americano nos produtos da companhia gira em torno de 40% a 50%, contou Gomes.

“Para este ano, devemos ter um impacto de US$ 70 milhões a US$ 80 milhões [com a guerra tarifária]. Mas acreditamos que será possível mitigar esses efeitos através de ações como redução de custos e melhorias de eficiência.”

3. Gestão da dívida

Outra frente prioritária em que a Embraer vem trabalhando é a da gestão da dívida.

Segundo o balanço da companhia, no primeiro trimestre houve uma redução de R$ 3,7 bilhões na dívida bruta (sem contar a Eve) em relação ao período imediatamente anterior e de R$ 2 bilhões na comparação anual.

“A Embraer tem feito um bom trabalho de liability management, reduzimos muito a dívida. Também conseguimos alongar o perfil e temos conseguido fazer tudo isso com taxas internacionais muito competitivas”, disse.

A fabricante estendeu a duração da dívida para 6,3 anos, ante 3,8 anos no quarto trimestre. Com essa gestão ativa, a empresa encerrou o mês de março com uma alavancagem medida pela relação da dívida líquida sobre o Ebitda de 0,5 vez, ante 1,8 vez no mesmo período do ano anterior.

Ele citou ainda a conquista de financiamentos importantes com o BNDES como parte da estratégia para melhorar o perfil do endividamento.

4. Novos clientes

No primeiro trimestre, a carteira total de pedidos da companhia atingiu US$ 26,4 bilhões, superando o recorde histórico estabelecido nos três meses anteriores.

Gomes disse que a Embraer tem trabalhado em inúmeras frentes de vendas na aviação comercial na América do Norte, na Europa e na Ásia.

“Estamos trabalhando em campanhas em praticamente todos os continentes, muito mais em 2025 do que no ano passado. Não esperamos ganhar todas, pois enfrentamos uma concorrência dura, mas isso nos ajuda a aumentar o backlog, que já atingiu patamar histórico.”

Atualmente, a Embraer fornece para a Azul (AZUL4) no Brasil e, por ora, não há negociações em curso com outras aéreas que operam no país.

“Não existe negociação com a Latam, mas uma vontade grande de vender para eles, assim como para a Gol”, disse.

5. Defesa

No segmento de defesa, a fabricante brasileira tem conseguido avançar em diversas negociações. “O conflito [comercial] em si é negativo, mas os investimentos nas forças armadas é positivo para nós”, disse Gomes.

O executivo ponderou que as campanhas de negociações para o cargueiro KC-390 já têm rendido frutos. “Esperamos fechar neste ano contrato com a Suécia e com a Eslováquia, que anunciaram intenção de compra”, disse.

Na Índia, bem como nos Estados Unidos, também há potencial de contratos para o KC-390. A companhia tem viabilizado ainda diálogos com governos de Japão, Arábia Saudita, China e Vietnã, entre outros.

A companhia espera produzir cinco unidades do KC-390 em 2025, seis em 2026 e chegar a dez por ano antes de 2030, sem contar os potenciais volumes citados da Índia e dos Estados Unidos.

Transição energética

Embora as incertezas tenham crescido no cenário global para a transição energética, o CEO da Embraer se disse confiante na Eve (EVE), sua empresa controlada no negócio de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOLs, na sigla em inglês), também conhecidos como “carros voadores”.

O executivo que lidera a Embraer reforçou a expectativa de que a certificação deve chegar à Eve em 2027.

“O eVTOL vai transformar as grandes metrópoles. Temos quase mil pessoas trabalhando nesse projeto. Estou muito confiante”, disse Gomes.

“O eVTOL vai ser uma contribuição importante para o crescimento futuro da Embraer”, acrescentou.

Fonte: Bloomberg Línea

Ler Mais
Economia, Finanças, Internacional

Ministro Fernando Haddad cumpre agenda com a presidenta do México

Os compromissos internacionais do Ministério da Fazenda começaram no último domingo e se encerram nesta quarta-feira, 7/5

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cumpre agenda oficial nesta quarta-feira (7/5) na Cidade do México e será recebido pela presidenta do país, Claudia Sheinbaum, para tratar das relações econômicas entre os dois países. A agenda acontece no Palácio Nacional, onde o ministro terá ainda uma reunião com o secretário da Fazenda e do Crédito Público do México, Edgar Amador.

Nos compromissos da agenda estão previstos também café da manhã com o embaixador do Brasil no México, Nedilson Jorge, e encontro com empresários brasileiros, entre eles, os representantes das empresas Nu México, WEG, Marcopolo, Tramontina, Odontoprev, CocaCola, Eurofarma, BrasdesCard e Banco de Pagos Internacionales (BIS).

Ainda na pauta do dia, o ministro Fernando Haddad terá reunião com o chefe de gabinete da Presidência do México, Lázaro Cárdenas.

Os compromissos na Cidade do México encerram o ciclo de agendas internacionais do Ministério da Fazenda nessa semana. Ainda no cumprimento desta mesma agenda internacional, ministro passou antes pelas cidades de Los Angeles e Palo Alto, nos Estados Unidos, onde tratou de temas relacionados ao setor de tecnologia, data centers e inteligência artificial no Brasil, com foco no Plano Nacional de Data Centers.

Fonte: Ministério da Fazenda

Ler Mais
Comércio, Industria

Petróleo e itens de consumo ajudam indústria em março e desaceleração pode ser menor

Economistas ainda acreditam em desaceleração no ano, mas numa velocidade menor que a estimada antes e com desempenho mais bem distribuído entre os setores.

A divulgação pelo IBGE de que a produção industrial brasileira avançou em março acima do esperado pelas casas de análise — +1,2% ante fevereiro e +3,1% ante o mesmo mês de 2024 – é uma prova da resiliência do setor num cenário de desemprego baixo, alta na renda e no consumo doméstico nesse início de 2025. Os economistas ainda acreditam em desaceleração no ano, mas numa velocidade menor e com desempenho mais bem distribuído entre os setores.

A XP destacou em sua análise que os dados da Sondagem Industrial de março surpreendeu positivamente após cinco leituras fracas consecutivas, com a maior potência vindo da categoria “Coque, derivados de petróleo e biocombustíveis” (+3,4% mensais). Também foi citado o espalhamento do bom desempenho, com três das quatro principais categorias econômicas e 16 das 25 atividades manufatureiras crescendo na comparação mensal.

Em especial, as categorias de Bens Semi e Não Duráveis ​​(2,4%) e de Bens Duráveis ​​(+3,8%) reverteram as quedas do mês anterior. Detalhadamente, forma citadas a recuperação em Produtos Farmacêuticos (+13,7%) e a produção de veículos, com alta de 8,6% no acumulado do ano e de 14,3% nos últimos 12 meses.

Do lado negativo, a XP cita a categoria de Bens de Capital (-0,7% no mês e – 0,2% ante março do ano passado). “Esta categoria desacelerou após várias leituras com desempenho melhor que o esperado. Dito isso, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu significativamente no 1º trimestre de 2025.”

No entanto, para a XP, o cenário de desaceleração gradual da indústria de transformação se mantém. “Condições financeiras mais restritivas e a piora da confiança empresarial devem se refletir. Por outro lado, a resiliência do mercado de trabalho – a renda real disponível das famílias continua aumentando – e as medidas governamentais recentemente anunciadas devem sustentar a demanda doméstica no curto prazo”, diz a análise.

A projeção é que a produção industrial geral aumentará 2,2% em 2025, abaixo dos 3,1% de 2024. Para o PIB, a projeção é de alta de 1,5% no 1º trimestre e de 2,3% em todo o ano de 2025.

Já o Bradesco comenta que, ainda que tenha surpreendido em março, o desempenho da indústria no primeiro trimestre está em linha com as expectativas. “As demais pesquisas mensais do IBGE também devem revelar um primeiro quarto do ano sólido. Esperamos que a desaceleração da atividade se inicie no segundo trimestre, e que fique mais intensa na segunda metade do ano”, diz o banco.

Demanda ainda saudável

Na opinião de André Valério, economista sênior do Inter, o resultado surpreendente de março reflete um ambiente de demanda ainda saudável, especialmente a demanda externa, com os setores mais ligados às atividades exportadoras se destacando — em linha com a balança comercial superavitária em mais de US$8 bi em março.

“Entretanto, o ambiente ainda demanda cautela. Os dados de março ainda não refletem a incerteza gerada pelas tarifas e os indicadores antecedentes da indústria sugerem que abril pode mostrar uma desaceleração, com os industriais menos otimistas devido às condições de crédito e aumento de estoques”, pondera.

Rafael Perez, economista da Suno Research, por sua vez, destaca que o crescimento da produção industrial em março refletiu uma recomposição parcial das perdas acumuladas nos meses anteriores, sinalizando uma recuperação modesta após um início de ano fraco.

“Após cinco meses consecutivos de estagnação, a indústria voltou a crescer, o que mostra que o setor tem sido um dos mais impactados pela combinação de juros elevados, deterioração das expectativas empresariais, aumento de custos e incertezas ligadas à guerra comercial. Para 2025, a expectativa é de um crescimento mais equilibrado entre as indústrias extrativa e de transformação, ainda que em um ritmo mais contido”, diz.

Segundo sua análise, apesar do ambiente adverso, as condições domésticas ainda devem ajudar a evitar uma desaceleração mais acentuada da indústria. “O mercado de trabalho resiliente, combinado com os estímulos do governo ao consumo das famílias, deve oferecer algum suporte à demanda por bens industriais. Projetamos uma expansão mais moderada da indústria neste ano em relação a 2024. Contudo, esse movimento não deve impactar de forma relevante o PIB do primeiro trimestre, que deve ser impulsionado pelo forte desempenho do setor agropecuário”, estima.

Setor secundário se destaca

Segundo Matheus Pizzani, economista da CM Capital, o desempenho marcou a retomada da trajetória de alta do volume de vendas do setor secundário, que se manteve estável na leitura de fevereiro.

Ele também destaca que, além do resultado geral do indicador ter ficado bem acima das expectativas, chama atenção a característica do crescimento do período, marcada por alta disseminação entre os grupos que compõem o cálculo da PIM.

“O movimento de expansão se disseminou tanto entre grupos afetados por questões conjunturais e fatores externos, como a indústria extrativa, quanto por grupos mais sensíveis aos ciclos econômicos, casos de móveis e máquinas e equipamento, ambos com taxas de variação que superaram inclusive aquela registrada pelo indicador como um todo”, detalha.

Mas ele alerta que, do ponto da inflação, o cenário inspira algum nível de cautela. Pizzani lembra que, além do fato de a manutenção do consumo de bens industriais poder se traduzir em pressão adicional sobre a inflação, é necessário considerar também que o avanço de setores com impacto sobre a estrutura de oferta do país, e consequentemente, sobre o hiato do produto.

“Logo, para fins de política monetária, o resultado de hoje preocupa não só por conta do impacto quantitativo que pode gerar sobre os modelos de cálculo do hiato do produto, mas também ao considerar o comportamento prospectivo da economia e a possível continuidade e aprofundamento das restrições de oferta que afetam o país”, afirma.

Já Igor Cadilhac, economista do PicPay, observa que o recuo registrado no setor de bens de capital e a queda nos insumos típicos da construção civil indicam uma deterioração significativa na proxy do PIB de investimentos em março.

“Para 2025, projetamos um crescimento de 2% na produção industrial brasileira. Apesar dos desafios impostos pela desaceleração da economia global e pelo prolongado período de juros elevados, acreditamos que a retração será moderada. Fatores como uma balança comercial sólida e políticas governamentais de estímulo à atividade econômica devem ajudar a mitigar os impactos negativos”, diz.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Comércio, Economia, Finanças

Brasil tem superávit comercial de US$ 8,153 bi em abril, recuo de 3,3% ante 2024

O saldo veio ligeiramente abaixo de expectativas de economistas, que previam superávit de US$8,296 bilhões para o mês

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$8,153 bilhões em abril, um recuo de 3,3% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, sob influência de uma importação mais forte, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta quarta-feira.

O saldo veio ligeiramente abaixo das expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$8,296 bilhões para o mês.

As exportações somaram US$30,409 bilhões no mês, uma alta de 0,3% em relação a abril de 2024. As importações, por sua vez, cresceram 1,6%, totalizando US$22,256 bilhões. Tanto importações quanto exportações fecharam abril em nível recorde para meses equivalentes.

Segundo o Mdic, houve no mês um aumento de 0,8% no preço médio dos itens vendidos ao exterior em comparação com abril de 2024, enquanto os volumes exportados tiveram queda de 0,5%.

No recorte por setores, houve alta de 2,4% no valor das exportações da indústria de transformação, puxado pelas vendas de veículos e carne bovina. O valor dos embarques da agropecuária teve queda de 0,7%, com recuo na venda de soja, e as exportações da indústria extrativa caíram 3,8%, registrando perdas em óleos brutos de petróleo e minério de ferro.

No caso das importações, o preço médio dos produtos caiu 2,9%, mas o volume importado cresceu 4,4%.

“Observamos que a atividade econômica continuou crescendo no Brasil, com expansão da produção industrial e agrícola, demandando mais bens importados”, disse o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

Ele destacou que os bens de capital, como máquinas e equipamentos, puxaram a alta nas importações no mês, com crescimento de 7,6% na comparação com abril de 2024.

Tarifas

No primeiro mês de entrada em vigor das novas tarifas de importação dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump, as exportações brasileiras para o país norte-americano cresceram 21,9% em abril contra o mesmo mês de 2024.

“Pode ter sido um movimento de antecipação de compra pelos importadores nos Estados Unidos dado o cenário de incerteza e possibilidade de aumentos (de tarifas) e retaliações… É natural que os agentes tentem se precaver e comprar mais, estocar”, disse Brandão.

No chamado “Dia da Libertação”, em 2 de abril, o presidente Donald Trump anunciou tarifas adicionais sobre a maioria das importações dos EUA, com alguns países recebendo taxas mais altas. O Brasil, assim como outros países da América do Sul, ficou com a tarifa mais baixa, de 10%.

Uma semana depois, o presidente dos EUA anunciou uma pausa de 90 dias das taxas mais altas para a maioria dos parceiros, mantendo em vigor a tarifa mínima de 10% e as taxas sobre a China, a fim de permitir negociações comerciais.

O técnico do Mdic avaliou que uma eventual perpetuação da queda de preços de commodities pode levar a uma revisão para baixo das projeções do governo para o valor a ser exportado pelo Brasil em 2025.

No início de abril, o Mdic projetou que o saldo comercial brasileiro fecharia 2025 em US$70,2 bilhões. A próxima revisão oficial da estimativa será apresentada em julho.

Os dados da pasta mostraram ainda que o saldo comercial do Brasil acumulado de janeiro a abril foi de US$17,729 bilhões, 34,2% menor que o observado no mesmo período de 2024.

O desempenho acumulado foi resultado de exportações de US$107,305 bilhões, que caíram 0,7%, e importações de US$89,576 bilhões, com alta de 10,4% em meio a uma atividade econômica que vem demonstrando resiliência, embora o dado também seja influenciado pela importação de uma plataforma de petróleo no valor de US$2,5 bilhões em fevereiro.

Fonte: InfoMoney


Ler Mais
Economia, Finanças

Dólar sobe e fecha a R$ 5,689 com anúncio da Opep e indicação de força da economia dos EUA

dólar encerrou a segunda-feira (5) com uma valorização de 0,62%, atingindo a cotação de R$ 5,689. Em contrapartida, a Bolsa de Valores registrou uma queda de 1,26%, fechando aos 133.430 pontos. Essa desvalorização do índice foi influenciada por informações sobre a Opep+, que decidiu acelerar o aumento na produção de petróleo, resultando em uma queda significativa nas ações da Petrobras, que recuaram 2,81% e 3,73%. A cautela dos investidores é evidente, especialmente em função das decisões que estão sendo tomadas por bancos centrais em diversas partes do mundo, como o Federal Reserve, o Banco da Inglaterra e o Banco Central do Brasil. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora do país, o que gerou incertezas em relação a acordos comerciais, principalmente com a China.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda do Brasil, revelou que está em conversações com os Estados Unidos sobre a política tarifária. A decisão da Opep+ de aumentar a produção de petróleo também teve um efeito negativo sobre o Ibovespa, com analistas sugerindo que essa medida está ligada à expectativa de queda nos preços do petróleo. Os mercados financeiros estão atentos às próximas decisões sobre as taxas de juros. A expectativa é de que o Federal Reserve mantenha a taxa atual, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil deve elevar a Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano, com uma projeção de aumento de 0,5 ponto percentual.

Essa é a primeira vez que economistas revisam para baixo a previsão da Selic para 2025, agora estimada em 14,75%. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, também trouxe novidades, indicando uma nova redução nas expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve encerrar o ano em 5,53%. Além disso, a previsão para o preço do dólar em 2025 foi ajustada, agora projetando-se que a moeda americana atinja R$ 5,86.

Fonte: Jovem Pan

Ler Mais
Economia, Finanças, Negócios

Haddad discute relações econômicas com secretário do Tesouro dos Estados Unidos

Ministro da Fazenda abordou vantagens do Brasil para atração de investimentos e destacou abertura de diálogo sobre tarifas no comércio internacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu neste domingo (4/5) com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em Los Angeles, na Califórnia, para tratar das relações econômicas bilaterais entre os dois países. Ao final do encontro, Haddad avaliou a conversa como “excelente, de alto nível” e destacou a sinalização do americano pela abertura de diálogo sobre a questão das tarifas sobre o Brasil e outros países sul-americanos.

“Conversamos sobre todos os assuntos mais importantes, mais relevantes, desde a questão das vantagens comparativas que o Brasil tem de atração de investimentos na área de energia verde, de minerais críticos e assim por diante, passando pelas relações bilaterais”, relatou o ministro.

Sobre as tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump, Haddad ressaltou que a América do Sul é deficitária na balança comercial em relação aos Estados Unidos. “Então, não faz muito sentido manter uma tarifação sobre não apenas o Brasil, mas sobre a região como um todo”, enfatizou.

Ele apontou que houve uma demonstração de abertura ao diálogo. “O mais importante neste momento é dizer que nós estamos numa mesa, negociando os termos de um entendimento. Mas eu acredito que a postura do secretário foi bastante frutífera e demonstrou uma abertura para o diálogo bastante importante”, comentou. 

Agenda internacional

Após o encontro com o secretário Scott Bessent, o ministro participou de um jantar privado com investidores internacionais, na abertura da 28ª Conferência Global Instituo Milken, também em Los Angeles.

A agenda internacional do ministro brasileiro prossegue nesta segunda-feira (5/5), iniciando com uma reunião bilateral com a CFO do Google, Ruth Porat. Ainda pela manhã, haverá uma sessão privada na Conferência Milken Institute sobre “Global Investors View: Brazil”, com a presença de Sergio Suchodolski, do Milken Institute, e uma sessão pública denominada “Uma conversa com o Ministro da Fazenda do Brasil”, com a participação de Laura Lacey, também do instituto.

À tarde, Fernando Haddad seguirá para São Francisco, também na Califórnia, onde terá uma reunião bilateral com o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, e depois fará uma visita às instalações da empresa.

Já na terça-feira, o ministro participará de uma mesa redonda organizada pela Amcham Brasil e, depois, terá uma reunião bilateral com executivos da Amazon, antes de viajar para a Cidade do México.

Na capital mexicana, na quarta-feira (6/5), o ministro Fernando Haddad participará de um café da manhã com atores econômicos brasileiros no país e terá uma reunião bilateral com o secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Edgar Amador Zamorra.

A viagem aos Estados Unidos ao México tem o objetivo de atrair investimentos em data centers para o Brasil. O retorno do ministro Fernando Haddad está previsto para a tarde de quarta, com chegada a Brasília na madrugada de quinta-feira (7/5).

Fonte: Ministério da Fazenda

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook