Comércio, Economia

Alckmin: “Para as crises do multilateralismo e do comércio, o caminho é mais multilateralismo e mais comércio”

Após reunião de ministros de Comércio do BRICS, vice-presidente destaca compromisso dos países com o desenvolvimento

Um documento acordado entre os 11 países participantes do BRICS em defesa do multilateralismo foi anunciado ao fim das reuniões entre ministros de Comércio do grupo de países, nesta quarta-feira (21/5), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O documento ainda menciona o respeito às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pede o fortalecimento da instituição.

Após o encontro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou a importância do diálogo para vencer as barreiras entre diferentes países e alcançar consensos, que permitam o desenvolvimento e avanços no comércio exterior.

“Para as crises do multilateralismo e do comércio, o caminho é mais multilateralismo e mais comércio. O caminho é o diálogo”, ressaltou Alckmin. “Isso é o que se exercitou hoje o dia todo com países que são diferentes, do ponto de vista econômico, geográfico, cultural, mas que tem uma identidade em comum que é o compromisso com o desenvolvimento”, complementou.

O ministro destacou ainda o papel do comércio exterior na complementariedade entre países. “O conjunto da sociedade ganha quando temos cadeias produtivas com complementaridade econômica, onde quem é mais eficiente em determinado setor vende para o outro e vice-versa”, argumentou.

Alckmin ainda citou as discussões que ocorreram em apoio às pequenas empresas e ao acesso delas à inteligência artificial e à digitalização, mencionando que os ministros também trataram de questões à gestão de dados e à robótica.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia, Tecnologia

Alckmin: economia mais inclusiva passa por fortalecimento tecnológico do BRICS

Na abertura da reunião de ministros de Indústria do grupo de países, vice-presidente destaca busca por soluções coordenadas

A construção de uma economia global mais justa, resiliente e inclusiva passa pela inovação industrial e pelo fortalecimento das capacidades tecnológicas dos países do BRICS, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, na abertura da reunião de ministros da Indústria dos BRICS, que acontece nesta quarta-feira (21/5) em Brasília.

“Sob a liderança do presidente Lula, com o lema ‘Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável’, a presidência brasileira do BRICS assume o compromisso de promover soluções práticas e coordenadas entre nossos países — especialmente nas agendas industrial, tecnológica e produtiva”, ressaltou Alckmin no discurso.

Segundo ele, o BRICS pode contribuir para a construção de “uma nova era de desenvolvimento sustentável, inovação tecnológica e prosperidade compartilhada”.

MPMEs

Copresidindo a reunião, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Márcio França, também falou na abertura, destacando a importância de o BRICS ter um grupo de trabalho dedicado exclusivamente às micro, pequenas e médias empresas e ressaltando o papel central delas para o crescimento econômico.

“Nos países do BRICS, esse setor constitui uma verdadeira espinha dorsal do dinamismo produtivo e da inclusão social. A criação desse grupo de trabalho, no ângulo da parceria da nova revolução industrial é um marco estratégico que nos permitirá ampliar o intercâmbio de experiências, fomentar iniciativas conjuntas e fortalecer a presença das micro pequenas e médias empresas no comércio intrabrics e em toda a economia global”, disse França.

As micro e pequenas empresas representam cerca de 90% das empresas e mais de 50% dos empregos em todo o mundo. No Brasil, esse número chega a 98% das empresas e 75% dos empregos.

A reunião debate estratégias e cooperação em áreas como Transformação Digital da Indústria, Manufatura Inteligente e a Robótica, fortalecimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas e integração de cadeias produtivas, entre outros.

Ao final do encontro devem ser divulgados os documentos que serão enviados à reunião de cúpula do BRICS, em julho, no Rio de Janeiro.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços


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Comércio, Economia, Greve

Carga parada, perdas bilionárias e sem fim à vista: entenda a greve que atrapalha a Receita Federal

Categoria cobra reajuste após anos de defasagem; impacto já ultrapassa R$ 14 bilhões, aponta especialista em comércio exterior

A greve dos auditores-fiscais da Receita Federal chega a 170 dias nesta semana, sem qualquer previsão de acordo entre o governo e os servidores, e seus impactos se alastram pela economia brasileira. Iniciada em 26 de novembro do ano passado, a paralisação, motivada pela ausência de reajustes salariais, já provocou prejuízos bilionários ao comércio exterior e ameaça desencadear uma crise estrutural. O atraso na liberação da declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, em março, é uma das consequências diretas da greve.

Os setores mais vulneráveis são os que dependem diretamente da regularidade aduaneira, como o farmacêutico, automotivo e alimentício. Além disso, a lentidão nos procedimentos da Receita coloca o Brasil em desvantagem frente a países como Chile e Colômbia, que hoje possuem processos aduaneiros mais ágeis, o que pode redirecionar investimentos para esses mercados.

Segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos, diretor de Relações Institucionais da AGL Cargo, a falta de interesse em encerrar a paralisação é sistêmica e pode resultar em um prejuízo de até R$ 40 bilhões para o país até dezembro.

– Se a greve dos auditores da Receita Federal persistir até o final de 2025, os impactos ao comércio exterior e à economia brasileira serão profundos. A operação-padrão iniciada no ano passado já gerou perdas estimadas em R$ 14,6 bilhões em arrecadação até março – analisa Campos.

Liberação de mercadorias

A greve tem causado atrasos na liberação de mercadorias que dependem de vistoria para entrar no Brasil, gerando prejuízos logísticos milionários. Empresas que atuam no comércio exterior acumulam custos extras com carga parada e renegociam prazos e penalidades com parceiros internacionais.

– O Brasil está perdendo atratividade por conta da lentidão do setor aduaneiro e corre risco de desabastecimento de produtos.

Outro gargalo provocado pela paralisação ocorre no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), onde cerca de R$ 51 bilhões em processos tributários seguem sem julgamento. A continuidade da greve também ameaça atrasar o cronograma da reforma tributária, prevista para 2026, e pode impactar o calendário da restituição do Imposto de Renda.

O que pede a categoria?

As reivindicações dos auditores incluem a recomposição salarial após perdas de 28% acumuladas nos últimos anos e questionam mudanças promovidas pelo governo no pagamento do bônus de eficiência da categoria.

Apesar da gravidade da situação, a última reunião entre o Sindifisco Nacional — entidade que lidera o movimento — e o MGI, ocorrida no dia 14, terminou sem acordos.

Fonte: Extra

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Economia

BC anuncia leilões de swap cambial tradicional para fins de rolagem dos contratos vincendos em 1º de julho de 2025, com novo procedimento operacional

​O Banco Central do Brasil, a partir de 2 de junho de 2025, dará início à rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 1º de julho de 2025, no montante de US$ 24,98 bilhões (499.530 contratos).

O BC poderá alterar o lote ofertado a cada dia, ou mesmo acatar propostas em montante inferior à oferta, conforme as condições de demanda pelo instrumento.

Os leilões passarão a ser operacionalizados por meio de plataforma eletrônica do Departamento das Reservas Internacionais (Depin), disponível em https://leilao.bcb.gov.br/leilao/.

Na plataforma as propostas deverão ser submetidas em múltiplos de 100 contratos e os volumes aceitos em cada leilão também serão definidos em múltiplos de 100 contratos. Portanto, não será possível realizar a rolagem exata do estoque vincendo.

As condições específicas de cada leilão serão divulgadas oportunamente por meio de comunicado do Depin.

Fonte: Banco Central do Brasil

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Comércio, Economia, Industria

BRICS concluem discussões sobre indústria e comércio nesta semana

Reuniões ministeriais na quarta-feira serão presididas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (MDIC) e por Márcio França (MEMP)

Ministros da Indústria e do Comércio dos países que compõem o BRICS concluem nesta quarta-feira (21/5) as discussões sobre assuntos envolvendo as duas áreas, no contexto da presidência brasileira do grupo. Os debates incluem temas como a defesa do multilateralismo e os impactos da nova revolução industrial nas economias globais.

Os encontros serão presididos pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (MDIC), sendo que a reunião de indústria será copresidida pelo ministro Márcio França (MEMP). As ministeriais devem resultar em declarações e documentos a serem enviados à Cúpula de Chefes de Estado do BRICS, nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.

Antecedem as reuniões ministeriais os encontros dos grupos técnicos que vêm debatendo os temas desde março. Nesta segunda-feira (19), reúne-se o Grupo Consultivo da PartNIR (Parceria dos BRICS sobre a Nova Revolução Industrial). Na terça (20), será a vez dos membros do Grupo de Contato sobre Assuntos Econômico-Comerciais (CGETI).  

Entre os principais temas tratados estão o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC) no atual contexto internacional, o futuro da parceria econômica do BRICS, a governança de dados, a transformação digital da indústria, a fabricação inteligente e robótica, o apoio a Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) e questões relacionadas à Inteligência Artificial (IA).

O MDIC coordena o Grupo Consultivo da PartNIR, com estreito acompanhamento do MEMP. Já o CGETI é coordenado por MDIC e Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Cooperação

Todos os 11 países que integram o bloco serão representados nas reuniões: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Esses países somam 39% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 49% da população mundial (dados de 2023).

Os membros do BRICS representam também parcela relevante do comércio internacional, totalizando respectivamente 26% e 22% das exportações e importações mundiais de bens e 14% e 17% das exportações e importações de serviços (dados de 2021).

Tais dados fazem do BRICS uma das principais plataformas de cooperação entre países em desenvolvimento.

Para mais informações sobre o comércio exterior dos BRICS, acesse a página interativa “Comércio do BRICS em números”.

Entre as reuniões técnicas e as reuniões ministeriais, também estão previstas reuniões bilaterais entre representantes dos países.

Temas prioritários

Entre as pautas prioritárias, está a renovação da Estratégia para Parceria Econômica do BRICS 2030, revisada a cada cinco anos. A Estratégia orienta e define as bases para a cooperação entre os países do grupo, permitindo que cada membro desenvolva seus próprios planos e ações em áreas específicas, promovendo interesses comuns nas áreas de comércio, investimentos, indústria, ciência e tecnologia.

Sob a presidência brasileira, também está a negociação do Entendimento sobre Governança da Economia de Dados, que busca compartilhar experiências políticas e práticas relacionadas às estruturas nacionais, bem como discutir alternativas para melhorar a economia de dados do BRICS.

Destacam-se ainda a Declaração do BRICS sobre o multilateralismo, em que o grupo deve renovar seu apoio ao fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC); e a reafirmação do papel estratégico do BRICS como motor de desenvolvimento inclusivo, destacando a Indústria 4.0, a inovação e as tecnologias digitais como vetores para o crescimento sustentável e a inclusão social.

Outros pontos importantes estão relacionados à adoção do Plano de Ação para MPMEs (2025–2030); a apresentação dos resultados dos Grupos de Trabalho sobre Manufatura Inteligente e Robótica, Transformação Digital da Indústria e Pequenas e Médias Empresas; do termo de referência para o Marco de Governança de IA no BRICS e a definição do compromisso com a transição para uma Economia Circular, promovendo cadeias produtivas resilientes, uso eficiente de recursos e inovação sustentável.

Após as duas reuniões ministeriais temáticas, no dia 21, serão assinadas as declarações conjuntas da 9ª Reunião dos Ministros da Indústria e da 15ª Reunião dos Ministros de Comércio.

Os encontros destacarão o papel do Brasil na ampliação do diálogo Sul-Sul e no fortalecimento institucional do BRICS em sua nova configuração.

Programação

19 de maio

Reunião do Grupo Consultivo da Parceria do BRICS sobre a Nova Revolução Industrial (PartNIR)

20 de maio

Reunião do Grupo de Contato sobre Assuntos Econômico Comerciais (GCETI)

Reuniões bilaterais entre as delegações

21 de maio

Reunião de Ministros da Indústria (manhã)

Reunião de Ministros de Comércio (tarde)

Reuniões bilaterais entre as delegações

As reuniões dos grupos de trabalho ocorrerão no prédio do Serpro Regional. As ministeriais serão no Palácio do Itamaraty.

Saiba mais

A África do Sul foi incorporada em 2011, transformando o grupo em BRICS. Desde então, o bloco realiza cúpulas anuais e encontros ministeriais que ampliam sua agenda de cooperação política, econômica e técnica.

Em 2023, durante a Cúpula de Joanesburgo, o grupo deu um novo passo com a expansão que resultou no chamado BRICS+, com a adesão formal de Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos, além da confirmação da Indonésia como membro pleno em 2025, já sob a presidência brasileira.

Com a criação, em 2024, da categoria de “Países Parceiros do BRICS”, o grupo passou a contar também com a participação de Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão, fortalecendo ainda mais sua representatividade no cenário global.

As Reuniões de Ministros de Indústria e de Comércio do BRICS são realizadas anualmente, com o objetivo de promover a cooperação econômica e discutir políticas industriais, comerciais e de desenvolvimento sustentável.

Com o tema “Fortalecendo a Cooperação Sul-Sul para uma Governança Mais Inclusiva e Sustentável”, a presidência brasileira do BRICS em 2025 estabeleceu como prioridades: Cooperação do Sul Global e Parcerias BRICS para o Desenvolvimento Social, Econômico e Ambiental.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia, Finanças

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA de 2025 pela 5ª semana consecutiva

Analistas ouvidos pelo BC também elevaram a expectativa do PIB para este ano

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 pela quinta semana consecutiva, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 19.

A expectativa da inflação neste ano caiu de 5,51% para 5,50%, quinta queda consecutiva. O indicador permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pela autoridade monetária.

O mercado também elevou a previsão do PIB brasileiro para este ano de 2% para 2,02%.

Outra revisão foi a redução da expectativa do câmbio em 2025 de US$ 5,85 para US$ 5,82.

Boletim Focus hoje

IPCA

A projeção do IPCA para 2025 caiu de 5,51% para 5,50%, na quinta queda semanal. Para 2026, o índice permaneceu em 4,50%, primeira semana de estabilidade após queda no boletim anterior. Em 2027, o índice permaneceu em 4% pela décima terceira semana, enquanto para 2028 a projeção ficou em 3,80%.

PIB

A expectativa do PIB para 2025 subiu de 2% para 2,02%. Para 2026, a expectativa permaneceu em 1,70%. A estimativa em 2027 se manteve em 2%.

Selic

A previsão da Selic para este ano permaneceu em 14,75%. Para 2026, a previsão segue para uma taxa de juros em 12,50% no fim do ano.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro revisaram as expectativas para o dólar. Para o fim de 2025, a queda foi de US$ 5,85 para US$ 5,82. A projeção do dólar para 2026 se manteve em US$ 5,90. Para 2027, a expectativa é de US$ 5,80 e para 2028, US$ 5,82.

Fonte: Exame

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Agronegócio, Comércio, Exportação

Suspensão das exportações por gripe aviária poderá custar US$ 1 bi ao setor

A estimativa é do economista Fábio Silveira para um período de 12 meses

A suspensão temporária de exportações brasileiras de carne de frango por importantes parceiros comerciais do Brasil, em meio à identificação de um foco de gripe aviária no país, poderá custar caro ao setor. A estimativa é de uma perda entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão no prazo de até 12 meses, segundo o economista Fábio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector. No ano passado, o Brasil exportou US$ 9,9 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“É um cenário bastante desagradável. O presidente tinha acabado de voltar da China, e a notícia veio como uma coincidência infeliz. Era algo que poderia ter sido tratado com mais transparência e, quem sabe, até abordado diplomaticamente”, diz Silveira.

Segundo ele, embora o episódio não envolva risco sanitário direto aos países importadores — a contaminação está restrita e não afeta a carne — a repercussão internacional é negativa. “Isso acaba afetando a imagem do maior exportador mundial. Denuncia uma suposta falta de controle. O setor é altamente privatizado, e a contaminação ocorreu sob os olhos da iniciativa privada. Foi um tiro no pé”, afirma.

Falha na comunicação

Para Silveira, o setor falhou na percepção de risco e na comunicação. “Morreram 17 mil aves. O presidente estava na China, e o episódio precisava ter sido informado de forma mais ágil. Se isso tivesse ocorrido, não pareceria uma tentativa de esconder o problema”, diz. A demora, segundo ele, amplia os danos reputacionais e abre espaço para os concorrentes pressionarem os compradores internacionais.

A tendência, agora, é de uma queda nas exportações, o que deve provocar uma forte pressão baixista nos preços do frango no mercado doméstico. “A exportação vai ser redirecionada para dentro. Com isso, o preço vai cair, o que reduz a rentabilidade do produtor justamente num ano em que o milho — principal insumo — deve subir 22% ou 23%, diante da escassez global”, afirma.

Apesar de uma leve queda nas cotações recentes, o preço médio anual do milho será mais alto, e a nova safra só deve aliviar os custos no fim do ano. “A pressão sobre a rentabilidade vai ser intensa. O produtor vai ter que continuar produzindo para honrar compromissos assumidos — com fornecedores de milho, soja, com a mão-de-obra. Mas vai vender mais barato e com custo mais alto.”

Além disso, o ambiente macroeconômico pesa. “O capital de giro está caro. Os juros seguem altos, com taxa básica perto de 15%. Vai ser um ano para esquecer”, resume.

Na avaliação do economista, 2025 será um ano perdido para o setor. “O ciclo da avicultura é curto, mas será necessário ajustar a oferta. Ainda assim, será preciso investir na reconstrução da imagem do setor, enquanto o governo e a indústria precisam agir rapidamente para reverter os embargos e retomar os mercados”, diz.

Fonte: Globo Rural

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Economia, Finanças

Bancos Centrais do Brasil e da China assinam acordo de troca de moedas

Swap pretende fornecer liquidez em momentos de necessidade

Com o objetivo de fornecer mais liquidez ao mercado financeiro em momentos de necessidade, o Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Popular da China (PBoC) irão assinar nesta terça-feira (13) um acordo de swap (troca) de moedas. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e sua contraparte chinesa, Pan Gongsheng, assinarão o documento em Pequim.

Conforme resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), o valor em aberto das operações não poderá ultrapassar R$ 157 bilhões, e elas terão validade de cinco anos. O Banco Popular da China receberá reais, creditando o valor equivalente à moeda brasileira em dólares numa conta de especial de depósito aberta em seu nome no Banco Central brasileiro. O dinheiro só poderá ser movimentado conforme as determinações do acordo.

Para garantir o equilíbrio econômico-financeiro das obrigações, o BC observará as taxas de câmbio relativas às duas moedas, cobradas nos mercados cambiais nacional e internacional, assim como os juros e os prêmios de riscos das obrigações soberanas (como taxas de títulos públicos) nos mercados financeiros doméstico e global.

Iniciativas semelhantes

Em nota, o BC ressaltou que pretende firmar mais acordos do tipo com outros países. 

“Esses acordos de swap de moedas têm se tornado comuns entre os bancos centrais, especialmente desde a crise de 2007. O BC já tem conversas com outros bancos centrais para a realização de acordos semelhantes ao que será assinado com o PBoC amanhã”, informou o BC em nota.

Segundo o BC, o Banco Popular da China tem 40 acordos semelhantes de swaps de moedas com autoridades monetárias de países como Canadá, Chile, África do Sul, Japão, Reino Unido, assim como com o Banco Central Europeu.

O BC tem um acordo semelhante com o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Chamado de Foreign and International Monetary Authorities Repo Facility (FIMA, na sigla em inglês), esse acordo dá a possibilidade de o BC brasileiro acessar dólares americanos oferecendo operações compromissadas (títulos públicos usados para regular a quantidade de dinheiro em circulação da economia. Em troca, o BC recebe títulos do Tesouro norte-americano como contrapartidas.

Agenda 

Galípolo acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem ao país asiático. Além de assinar o acordo de swap nesta terça, o presidente do BC deve participar de um seminário sobre títulos públicos internacionais da China, chamados de Panda Bonds, na quinta-feira (15).

Fonte: Agência Brasil

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Economia, Finanças

JP Morgan eleva projeção para PIB do Brasil em 2025 e para inflação em 2026

O JP Morgan revisou sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025, de 1,9% para 2,3%, citando uma melhora no cenário externo com o acordo tarifário entre Estados Unidos e China e uma maior produção agrícola nacional.

Ao mesmo tempo, o banco elevou sua estimativa para a inflação em 2026, de 3,2% para 3,6%.

Anteriormente a instituição projetava que o crescimento do PIB brasileiro superaria expectativas, mas reduziu suas estimativas para incorporar probabilidades de uma recessão norte-americana e uma desaceleração considerável na atividade econômica chinesa.

Contudo, a instituição revisou novamente as estimativas na esteira da diminuição das tensões comerciais entre EUA e China, após o anúncio de uma redução, por 90 dias, das tarifas impostas pelos dois países entre si.

Para 2026, no entanto, o JP Morgan manteve sua projeção de crescimento de 1,2% na atividade econômica brasileira.

Fonte: MSN

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Economia, Finanças

URGENTE: Inflação nos EUA cai para 2,3% em abril e mostra mais uma vitória de Trump

A inflação nos Estados Unidos registrou uma queda significativa em abril, atingindo 2,3%, abaixo das expectativas do mercado, que projetavam 2,4%. Essa é a terceira redução mensal consecutiva no índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), conforme dados divulgados nesta terça-feira (13). A notícia traz alívio para consumidores e investidores, especialmente em um momento de incertezas econômicas agravadas pelas tensões comerciais impulsionadas pelas políticas do presidente Donald Trump.

De acordo com o relatório, a inflação núcleo (core CPI), que exclui itens voláteis como alimentos e energia, permaneceu estável em 2,8%, alinhada com as previsões dos analistas. A desaceleração da inflação geral ocorre apesar do impacto de tarifas comerciais impostas pela administração Trump, que têm gerado volatilidade nos mercados financeiros globais. As tarifas, parte da estratégia de “guerra comercial” do presidente, têm elevado os custos de importação, mas, até o momento, não impediram a trajetória de arrefecimento da inflação.

Contexto Econômico e Perspectivas

A queda na inflação é vista como um sinal positivo para a economia americana, que enfrenta desafios como o aumento dos preços de bens importados devido às tarifas. Economistas destacam que a redução do CPI pode dar ao Federal Reserve (Fed) maior flexibilidade para manter ou ajustar as taxas de juros, especialmente após um período de aperto monetário para conter a inflação pós-pandemia.

“Apesar das pressões das tarifas, a inflação está mostrando resiliência em sua trajetória descendente. Isso pode ser um indicativo de que as cadeias de suprimentos estão se adaptando ou que os consumidores estão ajustando seus hábitos de consumo”, afirmou [nome de economista, se disponível], analista econômico.

Os mercados reagiram com cautela otimista à notícia. Embora as bolsas tenham registrado ganhos moderados na abertura, a volatilidade persiste devido às incertezas sobre os próximos passos da política comercial de Trump. Setores como tecnologia e varejo, altamente dependentes de cadeias de suprimentos globais, permanecem vulneráveis a novas rodadas de tarifas.

Impacto no Cotidiano

Para os consumidores americanos, a desaceleração da inflação pode significar um alívio nos preços de bens e serviços, como combustíveis, moradia e alimentos, que têm pesado no orçamento familiar nos últimos anos. No entanto, analistas alertam que os efeitos das tarifas podem se manifestar com maior intensidade nos próximos meses, especialmente em produtos importados da China e de outros parceiros comerciais.

“Estamos vendo uma trégua nos preços, mas é cedo para comemorar. As tarifas podem elevar os custos de produção, e isso eventualmente chega ao consumidor”, explicou [nome de especialista, se disponível], professor de economia da [instituição].

Cenário Global e Próximos Passos

A redução da inflação nos EUA também tem implicações globais. Com os Estados Unidos sendo a maior economia do mundo, a estabilização dos preços pode influenciar as políticas monetárias de outros países e aliviar pressões inflacionárias em nações que dependem do dólar. No entanto, a escalada das tensões comerciais continua a ser um fator de risco, com potencial para desestabilizar o comércio internacional.

O próximo relatório de inflação, esperado para junho, será crucial para determinar se a tendência de queda se manterá. Enquanto isso, investidores e policymakers acompanham de perto os desdobramentos da política comercial de Trump e seus efeitos na economia global.

Fonte: Diário do Brasil

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