Economia

Focus: mercado eleva expectativa para crescimento do PIB em 2025

Expectativas em relação à inflação e à taxa de juros ficaram inalteradas

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano, mantendo a previsão para a expansão em 2026, enquanto as expectativas em relação à inflação e à taxa de juros nos dois períodos ficaram inalteradas, segundo a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (26).

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de expansão de 2,14% ao fim deste ano, acima da previsão de alta de 2,02% na pesquisa anterior.

Para 2026, a projeção para o crescimento econômico do país foi mantida em 1,70%.

A mudança ocorreu na esteira da elevação da expectativa do próprio Ministério da Fazenda para o PIB brasileiro em 2025, divulgada na semana passada, com a nova previsão indicando alta de 2,4%, de 2,3% anteriormente. Para 2026, a Fazenda manteve a projeção de crescimento de 2,5%.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda a previsão de que a inflação brasileira, medida pelo IPCA, suba 5,50% neste ano, mesma projeção da semana anterior. Em 2026, a expectativa para a alta dos preços permaneceu em 4,50%.

O centro da meta perseguida pelo BC é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Sobre a política monetária do Banco Central, houve manutenção na expectativa para a taxa básica de juros neste ano e no próximo.

A mediana das projeções para a Selic ao final de 2025 é de permanecer no nível atual de 14,75%, enquanto para o término de 2026 a previsão é de que a taxa atinja 12,50%, no que foi a 17ª semana consecutiva de manutenção desse patamar.

No Focus desta segunda, houve ainda queda ligeira na expectativa para o preço do dólar no final de 2025, a R$ 5,80, de R$ 5,82 na pesquisa anterior. Em 2026, o dólar continua sendo projetado em R$ 5,90.

A divisa norte-americana acumula queda ante o real de 8,6% neste ano, em movimento puxado por um processo de correção de preço, após sua disparada no fim do ano passado, e maior incerteza em relação aos planos tarifários dos Estados Unidos.

Fonte: CNN Brasil


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Economia

Crise do IOF aumenta tensão em Brasília; o que esperar do Ibovespa nesta terça (27)

O anúncio das mudanças do Imposto Sobre Operações Financeira (IOF) desgastou a relação já difícil entre o Governo Federal e o Congresso.

A Câmara dos Deputados e o Senado já registraram mais de 20 propostas para suspender a medida, com apoio de representantes da indústria, agronegócio, do comércio, dos bancos e das seguradoras.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou em suas redes sociais que o Brasil “não precisa de mais um imposto” e que a Câmara tem sido parceira do Brasil ajudando a aprovar os bons projetos que chegam do Executivo, mas que “quem gasta mais do que arrecada não é vítima, é autor”.

“O Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar”, completou.

Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve ser convocado para explicar aos parlamentares o aumento no IOF.

Ainda não está claro se a equipe econômica aumentará o contingenciamento ou se anunciará uma nova medida de arrecadação. Em conversa com jornalistas, Haddad disse que tem até o fim de semana para decidir isso. No entanto, ele jogou a bola para o Legislativo, afirmando que o orçamento é uma responsabilidade de todos.

“Quando a gente olha para as contas e vê que muita despesa foi contratada sem fonte de financiamento, nós temos que compreender que nós temos que honrar os compromissos assumidos pelo Congresso, muitos deles compromissos constitucionais”, afirmou Haddad.

Do lado dos indicadores, o destaque vai para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15). As projeções compiladas pelo Money Times apontam para alta de 0,44% em maio, ante avanço de 0,43% no mês anterior. Já no comparativo anual, a expectativa é de alta de 5,49% — mesma de abril.

Os economistas calculam que a alta deva ser puxada pelas passagens aéreas e os grupos de produtos farmacêuticos e alimentação no domicílio.

Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou mal e precisou realizar exames no Hospital Sírio-Libanês. O presidente teve a sua agenda cancelada nesta terça-feira (27).

De acordo com boletim médico, o presidente apresentou quadro de vertigem e foi diagnosticado com labirintite. Ainda segundo o Sírio-Libanês, os exames de sangue e de imagem de Lula encontram-se “dentro da normalidade”.

No último pregão, o Ibovespa (IBOV) fechou aos 138.136,14 pontos, com alta de 0,23%. 

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,6757, com avanço de 0,51% ante o real. 

iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, subiu 0,11% no after-market de sexta-feira e ainda não foi atualizado, cotado a US$ 27,68.

O que esperar de Wall Street

Lá fora, a agenda de indicadores está esvaziada. Com isso, as bolsas de Nova York aproveitam para repercutir as negociações entre Estados Unidos e União Europeia, após o feriado de ontem.

No final de semana, Donald Trump adiou novamente o início da cobrança de tarifa extra de 50% para a União Europeia para 9 de julho, após telefonema com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O anúncio com o recuo de Trump acontece após ele pressionar a UE na sexta-feira (23) com o início da tarifa extra para 1º de junho, alegando “dificuldade de lidar com a União Europeia”.

As bolsas asiáticas fecharam mistas. O mercado europeu e as bolsas de Wall Street estão subindo nesta manhã. As criptomoedas estão sem direção definida, enquanto o petróleo sobe.

Fonte: Money Times

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Economia, Mercado Internacional

Dólar sobe a R$ 5,67 com commodities em baixa e liquidez reduzida por feriado nos EUA

Na sexta-feira, o dólar à vista fechou em leve baixa de 0,24%, a R$ 5,6473

O dólar fechou a segunda-feira em alta ante o real, em uma sessão com liquidez reduzida em função de feriados nos EUA e no Reino Unido e com investidores ainda atentos ao noticiário relacionado ao IOF, após o governo Lula ter voltado atrás em algumas medidas na semana passada.

Qual a cotação do dólar hoje?

A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 0,50%, aos R$5,6757. No acumulado do mês a divisa está praticamente estável, com leve baixa de 0,01%.

Às 17h03 na B3 o dólar para junho — atualmente o mais líquido — subia 0,41%, aos R$5,6805.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,675
  • Venda: R$ 5,675

Dólar turismo

Venda: R$ 5,699

Compra: R$ 5,879

O que aconteceu com dólar hoje?

Na agenda local, o Banco Central informou que o déficit em conta corrente do Brasil foi de US$ 1,347 bilhão em abril, menor que o esperado (US$ 2 bilhões), mas o maior para o mês de abril desde 2024, quando foi de US$ 1,722 bilhão, segundo o Banco Central.

A entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) foi de US$ 5,491 bilhões em abril, acima da mediana das projeções (US$ 5,0 bilhões). Em 2025, o IDP soma US$ 27,282 bilhões e, em 12 meses, totaliza US$ 69,838 bilhões (3,29% do PIB).

No boletim Focus, a mediana da projeção suavizada do IPCA em 12 meses passou de 4,91% para 4,86%. A mediana para o IPCA de 2025 se manteve estável em 5,50%, e para o IPCA de 2026 se estabilizou em 4,50%, colada ao teto da meta.

O Banco Central quer colocar a portabilidade de crédito pessoal via Open Finance no ar em fevereiro de 2026, apurou o Broadcast.

A suspeita de gripe aviária em uma granja comercial em Ipumirim (SC) foi descartada e há 12 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no País, segundo o Ministério da Agricultura.

O Santander estima que a deslistagem da JBS no Brasil pode levar a um fluxo de saída de R$ 550 milhões de fundos passivos.

A confiança do consumidor subiu 1,9 ponto em maio, para 86,7 pontos, puxada pela resiliência econômica, segundo a FGV.

Fonte: Info Money

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Economia, Internacional

Um touro brasileiro chega a Wall Street: JBS aprova em assembleia dupla listagem na Bolsa de Nova York

Companhia da família Batista obtém aval de seus acionistas para seguir adiante com plano e deve começar a ser negociada na maior bolsa de valores do mundo a partir de junho

A dupla listagem da JBS na Bolsa de Nova York (NYSE) foi finalmente aprovada pelos acionistas da companhia de alimentos da família Batista. Em assembleia geral, eles deram seu aval para que a empresa chegue à maior bolsa de valores do mundo.

A assembleia se iniciou por volta das 10h e, em menos de meia hora, a empresa divulgou o resultado por meio de um fato relevante na manhã desta sexta-feira, dia 23 de maio, publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“O resultado da assembleia demonstra que os acionistas estão confiantes nos benefícios gerados a partir da dupla listagem e na adequação da estrutura societária ao perfil global e diversificado da companhia”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, em nota divulgada após a aprovação.

Em uma carta enviada por Wesley Batista, acionista e membro do conselho de administração da companhia, aos funcionários da empresa logo depois da notícia, obtida pelo NeoFeed, fica mais claro o que a JBS almeja com a dupla listagem.

“Tendo acesso a um leque maior de investidores, estou certo de que vamos viver um novo ciclo de oportunidades”, escreveu Batista. “Este marco nos permitirá ampliar ainda mais a capacidade de crescimento da empresa a um custo mais acessível, acelerar nossa estratégia de diversificação e agregar ainda mais valor ao nosso negócio, aos nossos fornecedores, consumidores e comunidades onde operamos”, emendou.

A JBS ainda não divulgou mais detalhes sobre o placar da votação da assembleia, o que deverá ser divulgado na ata da mesma reunião.

A aprovação já era esperada pelo mercado, mesmo com os contornos de emoção que o fato ganhou nesta semana. Até ontem, dia 22 de maio, ainda estava incerto se a companhia dos Batista iria conseguir de fato a dupla listagem pela diferença entre a quantidade de votos a favor e contra a operação.

Em documento publicado na CVM na manhã de quinta-feira, os votos parciais apontavam para uma aprovação de pouco mais de 246 milhões de ações e uma rejeição de pouco mais de 271 milhões de papeis, o que significava que havia uma diferença pequena dentro do universo que ainda pode votar.

Nas contas do site NeoFeed, naquele momento, cerca de 70% dos acionistas minoritários da JBS exerceram seu direito de voto à distância. Dos 30% restantes que podem ter se inscrito, informação que não era pública, para participar presencialmente da assembleia geral, a empresa precisava de menos de 12% de aprovação das cerca de 210 milhões de ações que ainda podem manifestar seu voto, igual a 25 milhões de papéis.

A JBS almejava a dupla listagem desde 2023 e, em março passado, fechou um acordo importante recentemente com a BNDESPar para que o braço de participações do banco estatal se abstivesse da votação na assembleia.

E o que acontece agora? A JBS divulgou, no fato relevante, um cronograma dos próximos passos. Dentro de uma semana, no dia 30 de maio, a companhia espera obter a aprovação do registro da nova empresa. Na prática, os órgãos reguladores, como a americana SEC e as brasileiras CVM e B3, irão autorizar a JBS a listar suas ações no novo formato.

A data prevista para as ações da JBS saírem da B3, deixando apenas os BDRs, que espelham as ações listadas na Bolsa de Nova York, é o dia 6 de junho. No dia 9 do mesmo mês, os BDRs começam a ser negociados e quem tiver ações da JBS irá receber automaticamente os BDRs, numa proporção de um BDR para duas ações da JBS que possuía.

A expectativa é que esses novos papeis apareçam na carteira dos acionistas no dia 11 de junho. A partir daí, os investidores poderão trocar esses BDRs por ações diretamente nos EUA, caso tenham uma conta em uma corretora americana.

Finalmente, no dia 12 de junho de 2025, a JBS começará oficialmente a ser negociada na bolsa de Nova York. A empresa ainda informou que pagará R$ 2,21 bilhões em dividendos aos acionistas, ou R$ 1 por ação.

Para viabilizar a mudança, a JBS ainda criou duas novas empresas no exterior, a LuxCo e a JBS N.V. A sigla N.V. vem do holandês “Naamloze Vennootschap”, que significa, literalmente, “sociedade anónima”. O movimento é burocrático, e comum nesse tipo de caso.

Agora, ao invés da JBS S.A. ser a empresa mãe, ela é incorporada por essa empresa internacional (JBS N.V.). Nesse modelo, a JBS S.A. responde à JBS Participações, que por sua vez, é controlada pela JBS N.V.

A JBS S.A. continua como a empresa que controla marcas como Friboi, Seara e Pilgrim’s. Já a JBS N.V. é a empresa que terá seu CNPJ listado na NYSE e que replicará BDRs na B3.

As ações da companhia na B3 entraram em leilão no pregão desta sexta-feira, dia 23 de maio, e estavam sendo negociadas por cerca de R$ 43 às 10h55. Na quinta-feira, haviam encerrado o dia em R$ 42,25.

Fonte: AG Feed

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Economia, Investimento

Um terço do investimento externo no Brasil é americano

Estoque de aportes superou US$ 300 bilhões no ano passado


Embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil, são os Estados Unidos que lideram os investimentos externos diretos (IED) no país. Cerca de terço do estoque desses aportes feitos aqui são americanos, lembra Fabrizio Panzini, diretor de políticas públicas e relações governamentais da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), superando US$ 300 bilhões no ano passado.

Em 2022 o Brasil estava na 16a posição no ranking de investimentos americanos no mundo, segundo o Bureau of Economic Analysis, agência do Departamento de Comércio dos EUA. Esse dinheiro tem um contorno de prazo mais longo de maturação, olhando a demanda de anos adiante, principalmente em setores como energia e infraestrutura, de acordo com especialistas. Segundo a Amcham, quase 20% desse investimento, que é diversificado, tem como destino o setor financeiro e de seguros, seguido de manufaturas, principalmente químico, alimentos e bebidas, máquinas e automotivo.

Uma característica é a qualidade do IED vindo dos EUA, focado na indústria e em serviços de alta complexidade, desde a citada automobilística e de eletroeletrônicos, passando por vários segmentos de bens de consumo durável e de capitais. Não à toa na última década, segundo o Banco Central brasileiro, os EUA foram o segundo maior país destino de lucros e dividendos saídos do Brasil, com US$ 54,2 bilhões, atrás somente dos Países Baixos, com US$ 56,4 bilhões.

O perfil do investidor americano nos últimos anos, via análise da Amcham, teve uma leve alteração, sendo o setor de tecnologia, especificamente “data centers”, responsável por cerca de 25% do valor na década, seguido por fabricação de veículos, armazenagem e transporte, máquinas e equipamentos e setor elétrico. Há perspectivas positivas em áreas como minerais críticos e energias renováveis.

No último dia 13, porém, um discurso do enviado especial para América Latina do governo Trump, Mauricio Claver-Carone, gerou mal-estar. “O país tem um enorme potencial, mas precisa enfrentar seus três Cs: câmbio, corrupção e crime. Não é uma crítica vazia, é um chamado para o país destravar seu potencial”, disse o advogado – que também foi diretor dos EUA no Fundo Monetário Internacional (FMI) e presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – em jantar em Nova York do Grupo Esfera, think tank e polo empreendedor brasileiro.

“A fala reflete desconhecimento da realidade brasileira e uma visão preconceituosa”, diz Antonio Corrêa de Lacerda, economista e professor da PUC-SP. Para ele, a política cambial brasileira está  em linha  com as melhores práticas internacionais e é competitiva para quem deseja instalar ou produzir no país. “O Brasil está entre os dez maiores mercados mundiais, por PIB, população, e tem tradição na absorção de IED. Temos nos posicionado há pelo menos duas décadas dentre os dez maiores absorvedores dessa modalidade, que é considerada a mais ‘nobre.”

O país é o segundo com maior IED em 2024, só atrás dos EUA, e atraiu investimento estrangeiro direto global de US$ 70 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Sobre crime e corrupção, Lacerda considera que relatórios como o da Transparência Internacional, que ranqueiam os países considerados mais corruptos, se baseiam em dados de um Brasil que é democrático, transparente, com imprensa livre e que acaba noticiando mais o assunto, criando a impressão de que aqui o problema é maior do que em outros países com controle de mídia. “Mas isso não têm impedido que as maiores empresas do mundo continuem investindo aqui”, diz o economista, que acrescenta que nas últimas décadas poucas empresas americanas saíram do país. O Brasil ocupa o 36º lugar no ranking da Transparência. Em confiabilidade, está à frente de países como China, Índia e México, em 21o lugar, segundo pesquisa 2025 da Kearney.

Economistas sugerem separar a política de Donald Trump das sólidas relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos, que em 2024 comemoraram 200 anos. “Estive em abril em Washington nas reuniões do FMI e em eventos paralelos e havia uma grande divisão entre os investidores americanos: os que achavam que a guerra tarifária teria grandes consequências e os com uma visão um pouco mais benigna”, afirma Marcelo Toledo, economista-chefe da Bradesco Asset. “O que me surpreendeu nos investidores foi uma postura de esperar para ver, pausar, mais do que já terem decisões formadas”.

Ele aponta que pelo lado dos investidores financeiros americanos, os problemas seriam dois: o Brasil não ter grau de investimento e o baixo crescimento da economia brasileira. “Temos projeções para 2025 de 2%, enquanto a Índia, mesmo com uma lista gigantesca de problemas de toda sorte, vai crescer entre 6,5 a 7%”.

João Carmo, economista da MCM 4intelligence, avalia que haverá uma desaceleração do crescimento dos EUA em 2025 para 0,8%, após avançar 2,8% em 2024. “Já para IED, estamos projetando a manutenção dos US$ 70 milhões de 2024. Dada a elevada produtividade, uma oportunidade interessante para os investidores dos EUA no Brasil seria o agronegócio, em que já temos players norte-americanos importantes como Cargill, ADM e Bunge. Outro setor? Eu diria as fintechs financeiras”.

Ele também avalia que o momento atual dos EUA não resultará em uma saída de investimentos feitos no passado, já que a janela operada pelos investidores aqui é de um horizonte de anos. “Na questão do câmbio, estamos 40% acima da média histórica, ou seja, nossos ativos estão baratos”, diz Carmo.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior, Economia

Alta do IOF encarece envio de dinheiro ao exterior; saiba qual o impacto no seu bolso

Decreto do governo federal elevou IOF sobre operações de câmbio em várias frentes; alíquota nas remessas para conta própria no exterior por pessoa física subiu para 3,5%

As mudanças anunciadas pelo governo federal, aumentando o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), prometem mexer na rotina — e no bolso — de quem envia recursos para o exterior. As alterações impactam tanto pessoas físicas quanto jurídicas e levantam preocupações sobre o custo do crédito, a atratividade do Brasil para investidores internacionais e a legalidade da medida, de acordo com especialistas ouvidos pelo InfoMoney.

Pelo Decreto 12.466/2025, o IOF incidente sobre operações de câmbio foi elevado em diversas frentes. O destaque ficou para a elevação da alíquota nas remessas para conta própria no exterior por pessoas físicas: de 1,1% para 3,5%. O mesmo percentual passa a ser cobrado para a compra de moeda estrangeira em espécie e para transferências com finalidade de investimento pessoal, mesmo via corretoras internacionais. Já o IOF sobre operações de câmbio para investimento, que era de 0,38%, subiu para 1,1%.

A fintech Nomad, que oferece contas internacionais para brasileiros, afirmou em nota que continuará operando com câmbio comercial e taxas a partir de 1%, mas terá de repassar o novo encargo a seus clientes. A empresa defende, no comunicado, que o aumento do imposto reforça a importância da diversificação internacional de patrimônio. “Investir no exterior não é torcer contra o Brasil, e sim se proteger e se preparar para cenários desafiadores”, informou.

Especialistas criticam a medida

Para tributaristas, o aumento repentino e sem aviso prévio das alíquotas do IOF levanta questionamentos jurídicos e pode ser considerado inconstitucional. “A equiparação de todas as alíquotas a 3,5%, sem base técnica ou econômica aparente, gera insegurança jurídica”, avaliou o advogado Alamy Candido, ex-juiz do Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo.

Já o advogado Murilo Adib Massad Boriero, do Briganti Advogados, aponta que o movimento parece ter um objetivo estritamente arrecadatório. “O IOF é um imposto de natureza extrafiscal, voltado a regular a economia. Se usado como ferramenta de arrecadação, sem observar os princípios da anterioridade, pode ser questionado judicialmente.”

Ele destaca ainda que a medida penaliza a saída de recursos do Brasil, ao mesmo tempo em que mantém o tratamento favorecido à entrada de capital estrangeiro, criando um “bloqueio cambial implícito”. Para o advogado, o custo extra pode incentivar alternativas como o uso de stablecoins ou estruturações via fundos para fugir da tributação mais pesada.

Para o advogado Júlio César Soares, especialista em Direito Tributário e sócio da Advocacia Dias de Souza, o anúncio e depois o recuo parcial do governo sobre a alta do IOF só indica que o governo fez tudo de forma tão atrapalhada que precisou rever e corrigir as alíquotas. 

Impactos práticos

O aumento do IOF afeta diretamente o custo de viagens internacionais, intercâmbios e investimentos no exterior. Bruno Perottoni, diretor de tesouraria do Braza Bank, lembra que medidas como essa reduzem ainda mais a atratividade do Brasil para o investidor estrangeiro, já reticente devido à instabilidade fiscal e regulatória. “Temos juros altos, baixo crescimento e, agora, mais uma medida que encarece o crédito e as transações internacionais”, diz.

No caso das empresas, o novo decreto também trouxe mudanças. A alíquota de IOF sobre operações de crédito para pessoas jurídicas foi duplicada para 0,0082% ao dia, além da cobrança adicional de 0,95% sobre qualquer valor tomado. Empresas optantes pelo Simples pagarão alíquota reduzida de 0,00274%. Para investimentos no exterior, as remessas seguem com 3,5% de IOF, a menos que sejam feitas via fundos regulados — que permanecem com alíquota zero após recuo do governo.

Segundo a advogada Paula Beatriz Loureiro Pires, do escritório Eichenberg, Lobato e Abreu, as alterações reforçam a natureza discricionária do IOF. “Por ser regulado por decreto, o imposto pode ser alterado a qualquer momento pelo Executivo. Isso traz volatilidade e imprevisibilidade para o planejamento financeiro de empresas e indivíduos.”

Recuo parcial

O governo chegou a anunciar o fim da alíquota zero para investimentos de fundos brasileiros no exterior, mas voltou atrás após forte reação do mercado. No entanto, a maior parte das medidas permanece em vigor, com aplicação imediata.

Enquanto isso, brasileiros que buscam diversificação internacional devem rever seus planejamentos financeiros à luz do novo custo fiscal. E, ao que tudo indica, a tendência é de mais tensão no mercado cambial e maior pressão por soluções fora do sistema tradicional.

Entenda o vai e vem do IOF:

Decreto nº 12.466, de 22 de maio de 2025, foi o primeiro anúncio, que elevava a alíquota do IOF para 3,5% em praticamente todas as operações de câmbio, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. O decreto previa, entre outros pontos:

  • Remessas de pessoas físicas para o exterior: IOF passaria de 1,1% para 3,5%
  • Compra de papel moeda e cartão pré-pago para viagens: passaria de 1,1% para 3,5%
  • Investimentos de fundos brasileiros no exterior: a alíquota iria de 0% para 3,5%
  • Transferências de recursos em geral (não especificadas): de 0,38% para 3,5%

Já no Decreto nº 12.467, de 23 de maio de 2025, após a forte reação do mercado, o governo recuou em alguns pontos:

A alíquota para investimentos de fundos brasileiros no exterior permaneceu com IOF de 0%

  • O novo decreto revogou a alta do IOF para fundos brasileiros que investem no exterior, mantendo a alíquota em 0% para essas operações.
  • Mas manteve o aumento para pessoas físicas na compra de moeda estrangeira em espécie ou cartão pré-pago em 3,5%
  • Manteve também 3,5% nas remessas para contas próprias no exterior, bem como no envio de recursos para investimentos pessoais (inclusive via corretoras internacionais)
  • O IOF para pessoas jurídicas foi elevado para 0,0082% ao dia + adicional de 0,95% (exceto empresas do Simples Nacional) para o crédito.
  • Remessas para investimentos produtivos no exterior também ficou em 3,5% (exceto quando há isenção por contrato)
  • Pagamento de royalties e serviços técnicos: alíquota pode variar (análise caso a caso).
  • A alíquota para investimentos de fundos brasileiros no exterior permaneceu com IOF de 0%

Fonte: InfoMoney

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Economia

Governo recua em parte de medida do IOF; entenda

Após pressão do mercado, Ministério da Fazenda volta a zerar imposto para fundos nacionais que aplicam fora do país

governo federal anunciou na noite de quinta-feira, 22, a revogação do aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que havia sido anunciado no mesmo dia para aplicações feitas por fundos nacionais no exterior.

A equipe econômica havia inicialmente definido uma alíquota de 3,5% para essas operações.

No fim da noite, o Ministério da Fazenda comunicou em postagem no X (antigo Twitter) que, após diálogo com o mercado, decidiu restabelecer a isenção do IOF para esses investimentos. A medida que previa a cobrança gerou reação negativa no mercado financeiro e motivou a reversão.

A revogação mantém o IOF zerado para fundos nacionais que direcionam recursos para o exterior, preservando a política vigente até então.

O Ministério da Fazenda também informou que remessas destinadas a investimentos continuarão sujeitas à alíquota vigente de 1,1%, sem alterações.

Previsões do Ministério apontavam era esperada uma arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 com as medidas. Novas estimativas de receita ainda não foram divulgada após o recuo.

O imposto sobre operações financeiras é um tributo que incide sobre várias transações financeiras, incluindo investimentos e câmbio.

O que continua em vigor:

A alíquota do IOF para compra de moeda estrangeira em espécie foi elevada de 1,1% para 3,5%.

  • As alíquotas do IOF para operações de crédito realizadas por empresas foram aumentadas.
  • Foi instituída uma alíquota de 5% do IOF para aportes elevados em planos de previdência complementar, como o VGBL.

Entenda o que mudou:

  • Governo federal revogou o aumento da alíquota do IOF para fundos nacionais que investem no exterior, anunciado no mesmo dia, 22.
  • A alíquota inicial definida era de 3,5% para essas operações.
  • Ministério da Fazenda comunicou que, após diálogo com o mercado, decidiu restabelecer a isenção do IOF para esses investimentos.
  • A revogação mantém o IOF zerado para fundos nacionais que aplicam recursos fora do país.

Fonte: Exame

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Economia

Pacote econômico de Haddad: entenda ponto a ponto as novas medidas

Governo anunciou congelamento de R$ 31,3 bilhões dos gastos públicos e mudanças no IOF

O governo federal anunciou na última quinta-feira (22) um congelamento dos gastos públicos e um aumento no Imposto Sobre Operação Financeira (IOF) para assegurar o cumprimento da meta fiscal de 2025, que é de déficit zero.

A equipe econômica informou, no primeiro relatório de avaliação de receitas e despesas de 2025, que o congelamento do orçamento de 2025 é da ordem de R$ 31,3 bilhões. Desse total, serão bloqueados R$ 10,6 bilhões, enquanto o contingenciamento soma R$ 20,7 bilhões.

Bloqueios são suspensões temporárias de despesas, que podem ser revertidas ao longo do exercício, e ocorrem quando as despesas do governo são maiores que o previsto.

Já os contingenciamentos são cortes mais duradouros, quando há frustração de receitas, e são adotados quando há risco concreto de descumprimento da meta fiscal.

De acordo com a equipe econômica, o congelamento foi necessário por conta do aumento das despesas com benefícios previdenciários, que avançaram R$ 16,7 bilhões.

Outro ponto de destaque das medidas anunciadas é o aumento do IOF, tributo federal cobrado sobre operações financeiras, que envolvem empréstimos e câmbio, por exemplo.

Veja como fica o IOF com as mudanças:

Operações de crédito (empréstimos e financiamentos) para empresas em geral

Antes:

  • 0,38% na contratação;
  • 0,0041% ao dia;
  • 1,88% ao ano.

Como fica agora:

  • 0,95% na contratação;
  • 0,0082% ao dia;
  • 3,95% ao ano.

Operações de crédito (empréstimos e financiamentos) para empresas do Simples Nacional

Antes:

  • 0,38% na contratação;
  • 0,00137% ao dia;
  • 0,88% ao ano.

Como fica agora:

  • 0,95% na contratação;
  • 0,00274% ao dia;
  • 1,95% ao ano.

Se uma empresa contratar um empréstimo de R$ 10 mil por um ano, por exemplo, pagará R$ 395 de IOF. Antes, ela pagaria R$ 188.

Já uma empresa do Simples Nacional que financiar R$ 10 mil, passará a pagar R$ 195 de IOF no ano, ante a R$ 88 previsto na legislação anterior.

Câmbio e gastos no exterior

Antes, era cobrado IOF de 3,38% sobre compras com cartão de crédito e pré-pagos internacionais e IOF de 1,1% na compra de moeda estrangeira em espécie.

Com a nova regra, será cobrado IOF de 3,5% sobre cartões de crédito e débito internacionais, cartões de viagem pré-pagos, compra de moeda estrangeira em espécie e empréstimos externos de curto prazo.

Continuam isentos ou com alíquota zero:

  • Importação e exportação;
  • Remessa de dividendos e juros sobre capital próprio para investidores estrangeiros;
  • Cartões de crédito e débito de entidades públicas;
  • Itaipu, missões diplomáticas e servidores diplomáticos;
  • Ingresso e retorno de recursos de investidor estrangeiro;
  • Cartão de crédito de turista estrangeiro;
  • Transporte aéreo internacional;
  • Operação combinada de compra e venda por instituição autorizada;
  • Empréstimos e financiamento externo, exceto curto prazo;
  • Doações internacionais ambientais;
  • Interbancárias;
  • Transferências relativas a aplicações de fundos no exterior.

Recuo do IOF

Após o anúncio das medidas, o governo recuou em parte devido à repercussão negativa no mercado financeiro.

Em publicação na rede social X, o Ministério da Fazenda informou que decidiu manter em zero a alíquota do IOF sobre aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior, que seria alterada para 3,5%.

Além disso, a equipe econômica informou que o dinheiro enviado ao exterior por pessoas físicas destinado a investimentos continuará sujeito à alíquota atualmente vigente de 1,1%, sem alterações.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o conjunto de ajustes no IOF podem causar impacto de R$ 61,5 bilhões até 2026.

  • R$ 20,5 bilhões em 2025 e
  • R$ 41 bilhões em 2026.

No entanto, Haddad ressaltou nesta sexta-feira (23) que o recuo de parte dos ajustes no IOF terá um impacto inferior a R$ 2 bilhões nesse cálculo.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Industria

Ministros da Indústria do BRICS reafirmam compromisso com governança inclusiva e desenvolvimento sustentável

Declaração destaca a importância da inovação e das tecnologias digitais para impulsionar a nova revolução industrial

Consolidar as bases para a cooperação no desenvolvimento industrial verde e promover a economia circular no setor produtivo global estão entre os principais destaques da declaração final da 9ª Reunião dos Ministros de Indústria dos 11 países que integram o BRICS, nesta quarta-feira (21/5) em Brasília.

A reunião foi copresidida pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, e pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Márcio França.

No documento, os países reconhecem o papel do bloco como “força vital” para promover relações estáveis e não discriminatórias como um motor chave do progresso econômico global.

Eles se comprometem, ainda, a trabalhar pela utilização eficiente de energia e recursos naturais, bem como pela adoção de uma abordagem de economia circular em todo o ciclo de vida dos produtos. A meta, diz o documento, é tornar o BRICS “um bloco de referência na adoção de práticas sustentáveis e no aprimoramento das cadeias de suprimentos globais”.

Os compromissos foram firmados no âmbito da Parceria do BRICS para a Nova Revolução Industrial (PartNIR), criada em 2021, para promover o desenvolvimento industrial, a inovação e a cooperação tecnológica.

Considerando este cenário, a Declaração reafirmou a importância da inovação e das tecnologias digitais no âmbito da indústria 4.0 como “principais impulsionadores do desenvolvimento sustentável”, podendo contribuir para a criação de empregos, a inclusão social e a segurança alimentar, entre outros pontos.

O documento destaca também o compromisso com “um ambiente global aberto, justo e resiliente, fortalecendo o sistema multilateral” frente às rápidas transformações globais. “Juntos, aspiramos a liderar esforços para uma agenda de desenvolvimento global mais equilibrada, sustentável e inclusiva para o benefício de todos”.

Durante a reunião, foi aprovado também o Plano de Ação do Grupo de Trabalho de MPMEs do BRICS (2025–2030), que representa um marco no avanço da cooperação estruturada destas empresas entre os países do BRICS.

Desenvolvimento Industrial

A Declaração reconhece o PartNIR como uma “plataforma estratégica” para a cooperação dos BRICS para a Nova Revolução Industrial, permitindo a identificação de interesses, desafios e oportunidades comuns, enquanto apoia a capacitação, intensifica parcerias e cria oportunidades.

Neste contexto, os ministros reafirmaram apoio ao estabelecimento do Centro de Competências Industriais do BRICS (BCIC), lançado em abril deste ano, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), para avançar, em conjunto, no desenvolvimento da Indústria 4.0 e estimular a produtividade e as parcerias.

Também consta no documento a proposta de criação da IA Soberana da PartNIR para a Industrialização Digital. A proposta foi apresentada pela presidência brasileira e segue em negociação entre os parceiros do grupo.

Responsável por aproximadamente um terço do PIB global e abrangendo quase 45% da população mundial, o BRICS é formado por 11 países (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia, Irã e Indonésia). Neste ano, a presidência está sob a responsabilidade do Brasil, que está sediando as reuniões temáticas. A Cúpula de Líderes está marcada para os dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro.

Cooperação  

Durante a reunião ministerial, foram aprovados ainda documentos que representam passos importantes para aprimorar a cooperação estruturada e o alinhamento estratégico entre os países.

Abaixo, os principais pontos em cada uma dessas áreas:

Termos de Referência para o Grupo de Trabalho de Manufatura Inteligente e Robótica

  • Realizar pesquisas sobre processos-chave de manufatura, equipamentos inteligentes, softwares industriais, soluções sistêmicas, algoritmos centrais de robótica, entre outros; publicar estudos conjuntos e promover a cooperação técnica e a transferência de tecnologia;
  • Explorar oportunidades de cooperação em cenários de manufatura inteligente, soluções para fábricas inteligentes, avaliações de nível de implementação e cadeia produtiva da indústria robótica;
  • Incentivar departamentos governamentais, organizações de normalização, instituições de pesquisa, empresas e associações setoriais dos países membros a cooperarem na definição de normas para indústrias emergentes, como manufatura inteligente, manufatura aditiva e robótica;
  • Incentivar a participação de partes interessadas em manufatura inteligente e robótica nos países do BRICS em eventos da PartNIR;
  • Promover programas de capacitação e aprimoramento de habilidades nas áreas relacionadas à manufatura inteligente e robótica.

 Termos de Referência para o Grupo de Trabalho de Transformação Digital da Indústria

  • Explorar a cooperação na condução de atividades de compartilhamento de conhecimento e capacitação em tecnologias digitais chave para aplicações industriais, como IA, IoT, computação em nuvem e análise de big data;
  • Explorar oportunidades de cooperação em áreas como internet industrial, código aberto, cadeias de suprimentos resilientes e confiáveis, além de explorar parcerias entre empresas do BRICS para desenvolver e implementar soluções de transformação digital da indústria;
  • Incentivar os departamentos governamentais relevantes, organizações de normalização, instituições de pesquisa, empresas e associações industriais nos países membros do BRICS a explorar a cooperação no estabelecimento de padrões para a digitalização da indústria;
  • Incentivar organizações e instituições públicas, privadas e internacionais nos campos da digitalização da indústria a participar de séries de eventos e iniciativas da PartNIR;
  • Incentivar os países membros do BRICS a realizar programas de treinamento e requalificação para atualização de habilidades em áreas relacionadas à industrialização digital;

 Termos de Referência para o Grupo de Trabalho de Pequenas e Médias Empresas

  • Implementar o consenso alcançado nas Cúpulas do BRICS, reuniões dos Ministros da Indústria e outras reuniões ministeriais anteriores quanto à cooperação entre MPMEs dos países do BRICS;
  • Formular e revisar planos de ação com base nos termos de referência do Grupo de Trabalho e executar os trabalhos pertinentes de acordo com esses planos;
  • Reforçar a coordenação com outros grupos de trabalho no âmbito do BRICS;
  • Ampliar a cooperação mutuamente benéfica para fortalecer a PartNIR do BRICS em áreas como: fortalecimento da formação de MPMEs de alta qualidade, com forte capacidade de inovação e bom potencial de crescimento, e promoção do desenvolvimento de parques e polos industriais voltados para MPMEs.

 Plano de Ação do Grupo de Trabalho de PMEs do BRICS (2025–2030)

  • Fortalecer a cooperação entre as MPMEs nos países do BRICS;
  • Promover o crescimento econômico inclusivo;
  • Fomentar um ambiente de negócios resiliente para pequenas empresas;
  • Aumentar a participação das MPMEs nos fluxos comerciais do BRICS e nas cadeias globais de valor.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Economia, Investimento

Cooperação do BRICS trará avanços para investimentos e comércio globais, diz Alckmin

Na reunião de ministros de Comércio, vice-presidente destaca importância do grupo de países para desenvolvimento social, econômico e ambiental

Na abertura da 15ª Reunião Ministerial de Comércio dos países do BRICS, nesta quarta-feira (21/5), em Brasília, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, reafirmou o compromisso dos países do BRICS com o desenvolvimento de iniciativas que possibilitem avanços no comércio e nos investimentos globais.

“Hoje não estamos apenas reunidos em torno de mesas de negociação, mas da possibilidade de um futuro mais próspero. Tenho plena confiança de que as nossas discussões, pautadas pela cooperação e pelo compromisso com o bem comum, resultarão em avanços significativos para o comércio e o investimento globais”, disse. “O BRICS tem uma responsabilidade única de liderar esse processo e, juntos, poderemos alcançar os melhores resultados”.

O ministro observou que o esforço conjunto dos governos integrantes do bloco “tem sido essencial para o avanço em questões vitais não apenas para o crescimento econômico, mas para a construção de um mundo mais justo e sustentável”.

Governança inclusiva

O ministro falou sobre os eixos que orientam a presidência brasileira do BRICS neste ano: a cooperação do Sul Global e as parcerias BRICS para o desenvolvimento social, econômico e ambiental.

Com base nesta estrutura, lembrou Alckmin, foram definidas as prioridades para construção de uma governança mais inclusiva e sustentável, apoiando a transformação digital, fomentando a inovação e garantindo que os benefícios da economia de dados estejam ao alcance de todos.

Ele lembrou ainda que os países do BRICS correspondem a cerca de 50% da população mundial, 40% do PIB global e mais de 20% do comércio internacional. “Com 11 estados-membros, representando quase metade da humanidade e uma ampla diversidade geográfica e cultural, o BRICS está em uma posição única de diálogo, com ênfase no desenvolvimento do Sul global e na cooperação multilateral”.

Na parte da manhã, o ministro participou da 9ª Reunião Ministerial da Indústria dos países dos BRICS.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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