Economia

Setor de serviços de Santa Catarina cresce 3,2% em 2025 e supera média nacional no período

Serviços profissionais lideram entre os segmentos

O setor de serviços de Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 3,2%, conforme dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira, 12. O desempenho é resultado do aumento da renda e, consequentemente, do consumo das famílias e empresas. O percentual catarinense ficou acima da média nacional do período, que foi de alta de 2,8%.

O governador Jorginho Mello destacou a simplificação dos negócios como fator fundamental para o crescimento. “O Governo do Estado está facilitando a vida do empreendedor, desburocratizando a abertura de empresas, não aumentando impostos e garantindo crédito por meio de programas como o Pronampe SC. Eu não tenho dúvidas de que isso estimula a criação e o crescimento de novos negócios, especialmente no setor de serviços, que compõe grande fatia da economia catarinense”, analisou.

Com a elevação de 3,2%, Santa Catarina obteve o melhor resultado do Sul do Brasil, à frente de Paraná (3%) e Rio Grande do Sul (-4,4%). O estado também superou o Rio de Janeiro (1,7%), Espírito Santo (1,2%) e Minas Gerais (0,2%).

Serviços profissionais e de informação em alta

O crescimento de Santa Catarina foi puxado pelos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 5,8% entre janeiro e dezembro, e de serviços de informação e comunicação, com 5,1%. Outros segmentos, como serviços prestados às famílias (2,9%) e transportes (1,9%) também cresceram. O segmento de outros serviços oscilou negativamente em 1,3%.

“Santa Catarina possui a menor taxa de desemprego do país, de apenas 2,2%, e está recebendo muitos investimentos privados devido à sua forte competitividade. Isso impulsiona sobretudo o consumo de serviços. Além disso, os números mostram que Santa Catarina é um estado diferenciado que está sempre acima da média nacional. Pelo trabalho bem como pela cultura empreendedora somos um exemplo para o Brasil e para o mundo”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Thiago Kaue/SecomGOVSC

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Investimento

Interesse chinês em Santa Catarina cresce e mira seis áreas estratégicas de investimento

Uma comitiva de empresários chineses esteve em Santa Catarina para analisar oportunidades de investimento em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional. A agenda incluiu um encontro promovido pela Fecomércio SC, em parceria com o Governo do Estado, além de uma recepção oficial realizada pelo governador Jorginho Mello na noite anterior.

Educação, infraestrutura e inovação no radar

Durante as reuniões, os investidores demonstraram interesse em educação, infraestrutura, turismo, cultura, tecnologia e inovação. Os setores foram apresentados como áreas com potencial de expansão, alinhadas ao perfil produtivo e à estratégia de crescimento de Santa Catarina.

China é principal parceiro comercial de SC

De acordo com a Fecomércio SC, o fortalecimento das relações com a China é visto como um movimento estratégico. O país asiático ocupa atualmente a posição de principal parceiro comercial de Santa Catarina, com destaque para o volume de importações.

O presidente da entidade, Hélio Dagnoni, afirmou que a iniciativa teve como objetivo apresentar aos investidores estrangeiros o ambiente econômico catarinense, ressaltando fatores como segurança jurídica, competitividade e estabilidade do estado no contexto nacional.

Ambiente favorável para novos investimentos

A aproximação com o mercado chinês busca ampliar parcerias e atrair capital estrangeiro para projetos estruturantes, reforçando a posição de Santa Catarina como um dos polos mais dinâmicos da economia brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Fecomércio

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Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 4,9% e lidera ranking nacional em 2025

A atividade econômica de Santa Catarina registrou crescimento de 4,9% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (21). O resultado coloca o estado na liderança nacional e evidencia um ritmo de expansão mais que duas vezes superior à média brasileira, que ficou em 2,4% no período.

O índice é calculado pelo Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Santa Catarina lidera crescimento entre os estados

Com o avanço de 4,9%, Santa Catarina aparece como o estado com maior crescimento econômico do país. Na sequência do ranking estão Goiás (4,7%), Pará (4,4%), Espírito Santo (4,3%) e Rio de Janeiro (3,4%). Ao todo, o Banco Central monitora a atividade econômica de 13 estados brasileiros.

Governo atribui resultado à força da economia local

O governador Jorginho Mello destacou que o desempenho reflete características estruturais da economia catarinense, como o perfil trabalhador da população, o ambiente favorável aos negócios e os investimentos em segurança pública.

Segundo ele, a desburocratização para abertura de empresas, aliada a políticas de incentivo ao empreendedorismo, tem fortalecido a geração de emprego e renda no estado, garantindo crescimento acima da média nacional.

Indústria, comércio e serviços impulsionam a economia

O avanço da economia catarinense foi sustentado pelo bom desempenho dos principais setores produtivos. Dados do IBGE mostram que Santa Catarina cresceu acima da média nacional na indústria, no comércio e nos serviços ao longo de 2025.

A indústria de Santa Catarina teve alta de 3,4% no acumulado do ano, enquanto a indústria brasileira cresceu apenas 0,6% no mesmo intervalo.

No comércio, o estado registrou expansão de 5,7%, quase quatro vezes superior à média nacional, que ficou em 1,5%. Já o setor de serviços apresentou crescimento de 3,7% em Santa Catarina, frente a 2,7% no Brasil.

Indicadores sociais acompanham crescimento econômico

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, ressaltou que o avanço da atividade econômica se reflete diretamente nos indicadores sociais. Santa Catarina apresenta atualmente a menor taxa de desemprego, o menor índice de desigualdade e a menor participação no Bolsa Família entre os estados.

De acordo com o secretário, os números reforçam que o modelo adotado pelo estado, com foco em oportunidades, empreendedorismo e desenvolvimento econômico, consolida Santa Catarina como referência nacional.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

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Exportação

Exportações impulsionam economia de Santa Catarina e ampliam oportunidades com Mercosul-UE

Potência exportadora fortalece indústria catarinense
A força das exportações de Santa Catarina é um dos principais fatores que colocam o estado entre as economias mais dinâmicas do Brasil. Esse perfil internacionalizado tem ajudado empresas catarinenses a diversificar mercados externos, especialmente diante do aumento de tarifas dos Estados Unidos, e tende a ganhar novo impulso com o acordo Mercosul-União Europeia. Atualmente, Santa Catarina conta com 14 polos industriais com inserção internacional.

O destaque exportador é detalhado no estudo “Polos Industriais de Referência”, elaborado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria e a CNI. A pesquisa foi coordenada pelo economista Marcelo Albuquerque.

Setores industriais com presença global
Segundo o levantamento, os 14 polos catarinenses atuam no comércio exterior principalmente em sete segmentos industriais:
madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, alimentos e bebidas, minerais não metálicos e veículos, embarcações e aeronaves.

O setor de madeira e móveis lidera em número de polos, com presença em cinco regiões do estado: Oeste, Norte, Vale do Itajaí, Serra e Sul. O estudo também aponta que os três estados da Região Sul possuem o mesmo número de polos internacionais (14 cada), ficando atrás apenas de São Paulo no ranking nacional.

Norte de SC lidera em polos internacionais
A mesorregião Norte de Santa Catarina concentra o maior número de polos com inserção internacional: são quatro, distribuídos entre os setores de madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos e equipamentos elétricos. Florianópolis aparece com dois polos: cerâmica de revestimento e embarcações náuticas.

No Vale do Itajaí, destacam-se os polos de embarcações e produtos de madeira. Já o Oeste catarinense reúne polos de alimentos e bebidas e madeira e móveis, enquanto o Sul concentra polos de cerâmica e produtos madeireiros. A Serra Catarinense se projeta com polos de madeira e móveis e papel e celulose.

Exportar fortalece empresas e regiões
Empresas inseridas no mercado internacional tendem a ganhar competitividade, ampliar a base de clientes e reduzir riscos ligados à sazonalidade. Além disso, a exportação estimula produtividade, inovação e geração de empregos, fortalecendo as economias regionais.

Desempenho do Norte catarinense na balança comercial
Com quatro polos internacionais, o Norte do estado apresenta os melhores resultados da balança comercial catarinense. A região abriga empresas de destaque global como WEG, Nidec, Tupy e Tigre. Em 2024, os polos da mesorregião exportaram US$ 4,97 bilhões.

Segundo o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a região combina tradição industrial, diversidade produtiva e forte investimento em inovação e qualificação profissional, fatores que sustentam sua competitividade global.

Oeste, Serra e Sul: força regional nas exportações
Reconhecido como fornecedor global de proteína animal, o Oeste de Santa Catarina se destaca nas exportações de alimentos e bebidas, além de madeira e móveis. Em 2024, a região exportou US$ 1,45 bilhão, sendo US$ 638 milhões do polo de alimentos e bebidas e US$ 385,9 milhões de madeira e móveis.

A região abriga unidades de grandes grupos do setor, como BRF (Sadia e Perdigão), JBS (Seara) e Aurora Coop, referências no mercado internacional.

Na Serra Catarinense, os polos de base florestal somaram exportações expressivas em 2024: US$ 381,8 milhões em madeira e móveis e US$ 166,5 milhões em papel e celulose.

Já o Sul do estado se destaca pelos polos de cerâmica de revestimento e produtos de madeira, com exportações de US$ 105,9 milhões no setor cerâmico e US$ 54,3 milhões em madeira no último ano.

Florianópolis e Vale do Itajaí no comércio exterior
A região de Florianópolis mantém dois polos com atuação internacional — cerâmica de revestimento e indústria náutica — e exportou cerca de US$ 252,45 milhões em 2024.

O Vale do Itajaí também conta com dois polos internacionais: produtos de madeira e embarcações. No último ano, o setor madeireiro alcançou US$ 413,75 milhões em exportações, enquanto o segmento náutico somou US$ 26,23 milhões.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patrick Rodrigues, NSC

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Indústria

Situação na Venezuela: FIESC monitora cenário e avalia possíveis reflexos para Santa Catarina

A FIESC acompanha de forma cautelosa os desdobramentos da situação na Venezuela e considera que ainda é cedo para indicar impactos diretos sobre a indústria de Santa Catarina. Segundo a entidade, o comércio exterior entre o estado e o país vizinho tem peso reduzido na balança comercial catarinense.

Comércio bilateral tem participação limitada

Em 2025, as transações com a Venezuela representaram apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações de Santa Catarina. O principal produto exportado pelo estado foi uma máquina agrícola, que somou US$ 15 milhões em vendas.

No fluxo inverso, os adubos e fertilizantes lideraram as importações de origem venezuelana. Esses insumos corresponderam a 3% das importações catarinenses do setor, com volume financeiro de US$ 126 milhões. Em seguida, aparece o alumínio bruto, com compras de US$ 93 milhões, o que colocou a Venezuela como o terceiro maior fornecedor desse produto para o estado.

Relações internacionais e impactos econômicos

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destaca que a expectativa da entidade é que o posicionamento do Brasil diante do cenário venezuelano não interfira nas negociações com os Estados Unidos, especialmente no debate sobre o Tarifaço. A federação defende que as tratativas sigam orientadas por critérios técnicos, preservando os interesses da indústria nacional.

Imigração venezuelana entra no radar da indústria

Outro ponto observado pela FIESC é a imigração venezuelana. Dados da Operação Acolhida indicam que 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024.

De acordo com Seleme, a mão de obra venezuelana tem papel relevante no preenchimento de vagas e no atendimento à demanda crescente por trabalhadores na indústria catarinense. Ele avalia que, a depender dos próximos acontecimentos, existe a possibilidade de o país de origem voltar a se tornar atrativo para esses imigrantes.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí movimenta 1,5 milhão de toneladas em novembro e registra crescimento de 20%

O Complexo Portuário de Itajaí encerrou o mês de novembro de 2025 com a movimentação de 1.516.914 toneladas, resultado que representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 1.269.328 toneladas.

No recorte do Porto de Itajaí, considerando exclusivamente o cais público e a área comercial, a movimentação em novembro foi de 564.517 toneladas, evidenciando a importância do porto público dentro do conjunto das operações.

Acumulado do ano reforça retomada e crescimento do setor portuário em Itajaí

De janeiro a novembro de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí acumulou 14.225.986 toneladas movimentadas, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024 (12.804.927 toneladas).

Já o Porto de Itajaí (cais público + área comercial) soma, no mesmo período, 4.277.115 toneladas, frente a 754.052 toneladas no acumulado de 2024.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, os números confirmam o novo momento do porto público e do complexo como um todo:

“O acumulado do ano confirma a força da retomada do Porto de Itajaí e do Complexo Portuário. De janeiro a novembro, o Complexo já movimentou 14,2 milhões de toneladas, e, dentro desse resultado, o porto público — considerando o cais público e a área comercial — respondeu por mais de 4,27 milhões de toneladas. Isso demonstra regularidade operacional, eficiência e confiança do mercado, com impacto direto na economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil.”

PRINCIPAIS NÚMEROS | PORTO DE ITAJAÍ

Novembro de 2025

    •    Complexo Portuário: 1.516.914 toneladas

    •   +20% em relação a novembro de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 564.517 toneladas

Acumulado do Ano (jan–nov/2025)

    •    Complexo Portuário: 14.225.986 toneladas

    •    +11% em relação ao mesmo período de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 4.277.115 toneladas
          (Em 2024: 754.052 toneladas)

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Imbituba ultrapassa 6 milhões de toneladas e registra melhor outubro da história

O Porto de Imbituba atingiu 6,17 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e outubro de 2025, além de 268 atracações no período. Outubro se destacou como o mês mais intenso do ano, com 714,7 mil toneladas, reforçando a expansão contínua do complexo portuário e sua relevância para a economia de Santa Catarina.

Exportações e importações em alta

As exportações somaram 2,53 milhões de toneladas, impulsionadas principalmente pelo coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.
No fluxo de importações, o porto registrou 2,86 milhões de toneladas, alta de 2,5% em relação a 2024. Também em outubro, Imbituba alcançou seu maior volume mensal desde o início das operações: mais de 406 mil toneladas importadas, com destaque para hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

Cabotagem e transbordo ganham força

A cabotagem, essencial para o escoamento interno de cargas, movimentou 547,3 mil toneladas embarcadas e 136,8 mil toneladas desembarcadas, crescimento de 3,8% frente ao ano anterior.
O transbordo apresentou evolução ainda mais expressiva: 56 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, aumento de 113,1%, consolidando Imbituba como um hub logístico versátil.

Granéis sólidos seguem dominando

Os granéis sólidos representaram 77,8% de toda a movimentação, com destaque para coque de petróleo, açúcar a granel, hulha betuminosa, sal e farelo de milho. Já o segmento de contêineres, em franca expansão, respondeu por 17,3% do total, ultrapassando 1,06 milhão de toneladas, reflexo do aumento na oferta de cargas de maior valor agregado.

Expansão e modernização reforçam competitividade

Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, o desempenho é resultado de operação disciplinada e investimento contínuo:
“O crescimento do Porto de Imbituba mostra uma operação eficiente, com equipes qualificadas e projetos estruturantes que elevam a competitividade do complexo”.

O diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, reforça que o porto se tornou um ativo estratégico para o Estado:
“Os resultados mostram que Santa Catarina colhe os frutos de um planejamento focado em eficiência e tecnologia. Nosso objetivo é transformar Imbituba em referência logística nacional”.

Melhor mês do ano e projeção de novos recordes

Com 27 navios atendidos e mais de 714,7 mil toneladas, outubro consolidou o melhor desempenho mensal de 2025. Mantido o ritmo, o porto deve fechar o ano acima de 7 milhões de toneladas movimentadas.

Além do ganho operacional, o Porto de Imbituba tem ampliado seu impacto socioeconômico regional, gerando empregos, fortalecendo os setores de serviços, transporte e comércio, e avançando em iniciativas de integração porto-cidade.

Imbituba se destaca no cenário nacional

Reconhecido pela agilidade operacional, previsibilidade logística e menor tempo de espera, o porto vem atraindo novos operadores e ampliando seu papel no corredor portuário do Sul do Brasil. Entre os planos futuros estão a expansão da área alfandegada, novas linhas de navegação e o fortalecimento das operações com contêineres refrigerados, essenciais para o agronegócio.

Entre janeiro e outubro, as operações de comércio exterior movimentaram US$ 1,44 bilhão, segundo dados do MDIC, consolidando o Porto de Imbituba como peça-chave na balança comercial catarinense.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SCPAR Porto de Imbituba

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Indústria

Norte de SC concentra quatro polos industriais internacionais e se destaca nas exportações

A região Norte de Santa Catarina consolidou-se como um dos principais motores da industrialização no estado. Influências históricas, evolução estrutural e fatores econômicos impulsionaram a formação de cadeias produtivas complexas, que hoje garantem elevada inserção internacional às indústrias locais.
Em 2024, o Norte catarinense exportou US$ 4,97 bilhões, a maior concentração de polos internacionais em SC.

Segundo um estudo conduzido pelo Observatório Nacional da Indústria, em parceria com o Observatório FIESC, o Norte abriga quatro polos industriais com atuação global: equipamentos elétricos, máquinas e equipamentos, madeira e móveis e papel e celulose. Em todo o estado, são 14 polos internacionais mapeados.

Cultura industrial e geração de empregos

Gilberto Seleme, presidente da FIESC, destaca que a região desenvolveu uma forte cultura industrial, influenciada pela imigração, pela diversidade produtiva e pela valorização da formação profissional.
Hoje, o Norte conta com 10,7 mil estabelecimentos industriais, empregando mais de 213,8 mil trabalhadores.

Entre os municípios, Joinville lidera com quase 4 mil indústrias e 89,3 mil empregos formais. Jaraguá do Sul aparece em segundo lugar, com 1,6 mil empresas e 39,7 mil trabalhadores, seguido por São Bento do Sul, que possui 763 indústrias e 14,5 mil empregos. A indústria responde por 38,1% do PIB regional.

Logística estratégica e competitividade

De acordo com Marcelo de Albuquerque, coordenador do estudo, a competitividade regional é reforçada por uma rede logística robusta, que inclui rodovias e acesso a portos de grande capacidade. Isso facilita o escoamento da produção ao exterior com custo logístico competitivo.

Ele explica que polos internacionais funcionam como centros estratégicos de produção e inovação, impulsionando não apenas o setor industrial, mas também serviços e comércio locais.

Empresas que impulsionam os polos internacionais

Polo de equipamentos elétricos

A maior referência do setor é a WEG, fundada em Jaraguá do Sul e hoje presente em 42 países, com fábricas em 18 deles.
Segundo o diretor-presidente executivo, Alberto Yoshikazu Kuba, o diferencial da empresa está na inovação contínua: “Todo ano a empresa lança novos produtos e tecnologias. Em vários segmentos, a WEG oferece o melhor produto do mundo”.

Polo de máquinas e equipamentos

A Nidec Global Appliance, dona da Embraco, lidera a fabricação mundial de compressores para refrigeração. Com sede em Joinville, seus produtos chegam a 80 países, consolidando o polo como referência internacional.

Polo moveleiro: o maior exportador do Brasil

Os municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho formam o maior polo exportador de móveis do país.
Mesmo diante de desafios como o tarifaço dos EUA, indústrias como Três Irmãos e Móveis Katzer seguem entre as maiores exportadoras do Brasil.
A Três Irmãos produz para 20 marcas globais, incluindo a Ikea, enquanto a Katzer atende mais de 15 países na Europa, Ásia e Américas.

Segundo Luiz Carlos Pimentel, presidente do Sindusmobil, o sucesso do polo moveleiro se deve aos investimentos em tecnologia, eficiência, sustentabilidade e inovação.

Polo de papel e celulose

O destaque do setor é a unidade da Smurfit WestRock Brasil, em Três Barras, a maior produtora de papel kraftliner da América Latina. A fábrica abastece o mercado interno e países como Paraguai, Argentina, Chile, Equador e África do Sul.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joinville Convention Bureau/Divulgação

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Negócios

Santa Catarina registra recorde histórico com mais de 256 mil novas empresas em 2025

Santa Catarina atingiu um marco inédito no empreendedorismo. Entre janeiro e outubro de 2025, o estado registrou mais de 256 mil empresas abertas, o maior número da série histórica da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). O resultado reflete o forte crescimento econômico catarinense, que segue acima da média nacional e apresenta o maior índice de formalidade do país.

As micro e pequenas empresas dominam o cenário e representam 95% das novas inscrições de CNPJ. Entre elas estão os Microempreendedores Individuais (MEIs), as microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP). Os setores de comércio, transporte, indústria, construção civil e serviços administrativos lideram a abertura de novos negócios no estado.

O governador Jorginho Mello destacou o desempenho como um reflexo do perfil trabalhador e inovador da população. “São milhares de catarinenses que arregaçaram as mangas e estão realizando o sonho de abrir o próprio negócio. O governo está cumprindo seu papel ao não aumentar impostos e desburocratizar a economia”, afirmou.

Comércio e serviços lideram o crescimento de novos negócios

Dados da Jucesc mostram que o setor de comércio e reparação de veículos lidera a abertura de empresas em 2025, com 45 mil novos CNPJs. Em seguida aparecem transporte (37,8 mil), indústria de transformação (25,5 mil), atividades administrativas (25,5 mil), construção civil (23,1 mil) e atividades profissionais, científicas e técnicas (22,7 mil).

Entre os novos empreendedores está Martinus Freitas, dono de uma cafeteria em Florianópolis inaugurada há sete meses. O espaço oferece cafés especiais, lanches e ambiente para trabalho remoto, além de uma vista privilegiada para a ponte Hercílio Luz. “Já tive outros negócios e nunca deixei de acreditar no empreendedorismo. Trabalhar com pessoas sempre foi a minha motivação”, contou.

Martinus também destacou a importância da gestão profissional. “Contamos com assessoria financeira, contábil e de marketing para saber exatamente onde estamos pisando”, afirmou.

Economia aquecida impulsiona o empreendedorismo catarinense

De acordo com o Banco Central, a atividade econômica de Santa Catarina acumulou alta de 4,9% em 2025, resultado superior à média nacional. O desempenho positivo dos setores de indústria, comércio e serviços tem estimulado o surgimento de novos empreendimentos em todas as regiões do estado.

Para o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o cenário é resultado da combinação de crescimento econômico e formalização. “Santa Catarina vive um momento muito positivo, com PIB em alta, desemprego em mínima histórica e empreendedorismo crescente. O estado é o mais formalizado do país, o que se reflete na criação de novas empresas e no avanço dos MEIs”, afirmou.

Governo estadual aposta na desburocratização e agilidade

O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e da Jucesc, vem ampliando ações para desburocratizar o ambiente de negócios e estimular a abertura de empresas.

Entre as iniciativas está o Programa de Modernização do Ambiente de Negócios, sancionado em outubro, que amplia a lista de atividades econômicas de baixo risco. Com isso, muitas empresas agora podem iniciar as operações mediante autodeclaração, sem necessidade de licenças prévias, tornando o processo mais rápido e acessível.

Outra ação de destaque é o Programa Descomplica CBMSC, criado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, que reduziu para um dia o tempo de análise de projetos de prevenção e segurança contra incêndios. A medida trouxe mais agilidade, transparência e padronização aos processos em todo o estado.

Ambiente favorável impulsiona novos empreendedores

Com políticas públicas voltadas à simplificação, alta formalização e crescimento econômico consistente, Santa Catarina reforça seu papel de destaque como um dos estados mais empreendedores do Brasil. A combinação de inovação, capacitação e desburocratização vem estimulando o surgimento de novos negócios e consolidando o estado como referência nacional em desenvolvimento.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGENS: SecomGOVSC

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Portos

Porto de Imbituba movimenta mais de 5,4 milhões de toneladas em 2025 e reforça papel estratégico em Santa Catarina

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e consolida sua posição como um dos principais polos logísticos de Santa Catarina e do Brasil. Entre janeiro e setembro de 2025, o terminal registrou 241 atracações e movimentou 5,46 milhões de toneladas, um avanço que reafirma sua relevância na economia catarinense. Somente em setembro, foram 695,4 mil toneladas, evidenciando o ritmo acelerado das operações.

Contêineres e granéis sólidos impulsionam o desempenho

O segmento de contêineres mantém crescimento contínuo, respondendo por 18% da movimentação total, com mais de 980 mil toneladas operadas. O desempenho reforça o papel estratégico do porto no transporte de cargas de alto valor agregado e nas operações logísticas integradas.

Os granéis sólidos continuam liderando, representando 77,5% das operações totais. Entre as principais cargas movimentadas estão coque calcinado e não calcinado, hulha betuminosa, sal e farelo de milho, que sustentam o recorde de desempenho do terminal.

Exportações e importações em alta

As exportações somaram 2,26 milhões de toneladas, com destaque para o coque, o farelo de milho e o açúcar a granel, este último responsável por 10,6% da carga total e um crescimento de 28,9% em relação ao ano anterior.

Nas importações, o porto alcançou 2,45 milhões de toneladas, impulsionado pela chegada de hulha betuminosa, sal e insumos industriais, fundamentais para o abastecimento da indústria regional.

Cabotagem e transbordo em expansão

A cabotagem manteve participação relevante, com 511 mil toneladas embarcadas e 130,9 mil toneladas desembarcadas, um aumento conjunto de 7,49% frente a 2024. Já as operações de transbordo registraram salto expressivo, somando 51,2 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, um crescimento de 141,2%, consolidando o porto como um elo logístico multifuncional.

Gestão moderna e foco em sustentabilidade

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, o desempenho reforça a eficiência da gestão e o foco em inovação:

“O Porto de Imbituba comprova, mês após mês, que uma gestão qualificada e investimentos técnicos consistentes resultam em crescimento sustentável. É um porto moderno, competitivo e alinhado às demandas da logística atual.”

O diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, acrescenta que o foco para 2025 está em dragagem, ampliação dos berços e digitalização dos processos, com o objetivo de tornar o porto “um dos mais competitivos e modernos do país”.

Impacto econômico e perspectivas para o futuro

Os meses de março e setembro foram os de maior movimento, com mais de 27 navios e volumes acima de 695 mil toneladas. Mantido o ritmo, o Porto de Imbituba deve ultrapassar 7 milhões de toneladas até dezembro.

Além do impacto direto na balança comercial, o crescimento do porto tem impulsionado o emprego e o comércio local, fortalecendo os setores de serviços, transporte e logística em Imbituba. Também avançam os projetos de integração porto-cidade, voltados à sustentabilidade urbana e valorização do entorno.

Com a ampliação da área alfandegada, novas rotas de navegação e o aumento das operações de contêineres refrigerados para o agronegócio, o Porto de Imbituba projeta um futuro de inovação e crescimento contínuo, consolidando-se como um ativo estratégico de Santa Catarina e do comércio exterior brasileiro.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as operações de exportação e importação em Imbituba movimentaram US$ 1,26 bilhão entre janeiro e setembro de 2025.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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