Portos

Portonave vence o Prêmio Expressão de Ecologia 2025 🏆

Mais de 7,2 milhões de litros de água foram reaproveitados em iniciativa sustentável na obra de adequação do cais, que rendeu o reconhecimento

Certificado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como o mais importante reconhecimento ambiental do país no setor empresarial, o Prêmio Expressão de Ecologia atribuiu ao Terminal Portuário o título de vencedor da 31ª edição, na categoria “Conservação da Água”, pelo projeto “Economia Circular: Gestão Eficiente da Água na Obra do Cais da Portonave”.

A premiação foi entregue no Jurerê Beach Village, em Florianópolis, no último sábado (27). Pelo Terminal, o troféu foi recebido pelo diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmar Castilho, o gerente de Segurança Patrimonial, Rodrigo Santa Rita e a especialista em Meio Ambiente, Edna Wisnieski.

O consumo de água é um dos grandes desafios na gestão ambiental da obra de adequação do cais. Por esse motivo, por iniciativa própria, a Companhia implementou alternativas sustentáveis para reduzir o uso excessivo. A medida, desenvolvida como parte do Plano de Monitoramento Ambiental da empresa, se baseia no conceito de economia circular. A ação inclui a captação da água da chuva e o reuso das águas residuárias — provenientes da lavagem de equipamentos e caminhões betoneira — para a umidificação das vias do canteiro de obras e do cais, com o objetivo de controlar a emissão de poeira.

O projeto foi executado entre agosto e dezembro de 2024. Nesse período, além de economizar cerca de R$ 50 mil em água potável, foram reaproveitados mais de 7,2 milhões de litros de água; sendo que, somente em agosto, o volume superou 1,64 milhão de litros.

Desafios ambientais 📊

Iniciada em janeiro de 2024, com investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, a obra do cais vai viabilizar a recepção de navios com até 400 metros de comprimento. Com a obra, a Portonave terá ganho de escalas, mais eficiência operacional e vai gerar mais oportunidades de emprego com os novos equipamentos. Além desses, a adequação do cais envolve outros números expressivos. Um deles é o volume total de concreto que será empregado no reforço do cais: 117 mil metros cúbicos. Os processos de produção e cura desse material exigem uma grande quantidade de água — entre 160 e 250 litros por metro cúbico. Em um cálculo simples, o consumo total para produzir todo o concreto da obra pode variar de 18,7 a 29,2 milhões de litros.

Toda a água utilizada nesse processo é proveniente do sistema público e de empresas privadas, que abastecem os reservatórios da obra com caminhões-pipa. Como parte das atividades de construção, o canteiro de obras dispõe de uma usina misturadora, responsável pela produção do concreto utilizado em toda a estrutura da obra, incluindo elementos pré-moldados, estacas, paredes diafragma e outros componentes. Assim, conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é necessário o uso da água potável para assegurar a qualidade do material.

Além da água utilizada nessa produção, é necessário realizar a lavagem constante dos equipamentos e caminhões betoneira a fim de evitar o acúmulo de resíduos e preservar a funcionalidade dos materiais.

O sistema bate lastro como solução sustentável ♻

Para solucionar o problema do desperdício de água, ao lado da usina misturadora, foi instalado um sistema de tratamento da água para ser utilizada na lavagem de equipamentos e veículos, conhecido como bate lastro. O sistema é composto por uma rampa e seis tanques de decantação em série, para os quais os efluentes são direcionados. Nesses tanques, ocorre a separação dos sedimentos: os sólidos em suspensão se acumulam no fundo, enquanto a água clarificada segue para as etapas seguintes de tratamento.

Depois de tratada, a água é bombeada para reservatórios com capacidade total de 60 mil litros, onde fica armazenada para reaproveitamento na limpeza das instalações do canteiro de obras e na umidificação das vias de circulação de veículos para evitar a dispersão da poeira.

Compromisso que se estende além da obra ✅

O reaproveitamento da água não se limita à obra do cais. O Terminal Portuário também aplica práticas permanentes voltadas à gestão eficiente dos recursos hídricos. Entre essas, estão os sistemas de captação de água da chuva instalados em dois pontos da Companhia: no prédio administrativo e na câmara frigorífica, Iceport. Cerca de 32% da água utilizada nas operações da Iceport são provenientes da captação de águas pluviais, principalmente destinadas às torres de resfriamento.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Sustentabilidade

Engie vence em duas categorias do Prêmio Expressão de Ecologia

Companhia de energia foi reconhecida com projetos de gestão climática e economia circular

A Engie Brasil Energia venceu duas categorias do 31º Prêmio Expressão de Ecologia, tradicional premiação do setor criada em 1993 pela Editora Expressão. Nesta edição, foram 151 projetos inscritos, sendo selecionados 33 vencedores de 27 organizações diferentes. O objetivo é divulgar as principais ações de sustentabilidade e incentivar a replicabilidade dessas iniciativas.

Na categoria Gestão Ambiental, a Engie foi premiada no setor energia com o projeto “Jornada pelo clima: Programa de Descarbonização de Fornecedores”. E na categoria Reciclagem, venceu no setor energia com o projeto “Economia circular no setor elétrico: reciclagem inovadora de painéis fotovoltaicos”.

“Na Engie Brasil Energia estamos comprometidos com a sustentabilidade em busca de uma sociedade mais justa para todos. Esse reconhecimento é mais uma evidência de que estamos no caminho certo, impactando positivamente o planeta e contribuindo como protagonistas no contexto da transição energética”, afirma a diretora de Pessoas, Processos e Sustentabilidade da Engie Brasil Energia, Luciana Nabarrete.

Lançado em 2024, o Programa de Descarbonização de Fornecedores da Engie tem como objetivo engajar fornecedores no tema das mudanças climáticas. A companhia incentiva e apoia a sua cadeia de valor a inventariar suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a definir metas de descarbonização baseadas na ciência. Esse esforço reflete o compromisso da Engie com a gestão sustentável e a redução de emissões em sua cadeia, ação fundamental para o combate às mudanças climáticas.

Economia circular

Já o projeto de economia circular foi iniciado em Paracatu (MG) e expandido para Santa Catarina e Rio Grande do Norte, apresentando uma solução pioneira e inovadora para a reciclagem de painéis fotovoltaicos danificados, com foco em eficiência operacional e redução de impactos ambientais.

Foi criado um processo logístico eficiente, que incluiu a construção de uma planta de reciclagem mais próxima à origem dos materiais, resultando na diminuição dos custos logísticos e na redução significativa das emissões de CO2. Uma parceria estratégica com outra empresa permitiu ainda o reaproveitamento de paletes de madeira, reduzindo ainda mais o volume de resíduos gerados. O projeto não só melhorou a eficiência do processamento dos materiais, mas também gerou impactos positivos ao evitar o descarte inadequado de resíduos e promover a reutilização de materiais.

31º Prêmio Expressão de Ecologia

A premiação será entregue em cerimônia oficial no dia 27 de setembro de 2025, no Jurerê Beach Village, em Florianópolis. Durante o evento serão apresentados vídeos, cases e palestras de sustentabilidade e também ocorrerá o lançamento da Revista Líderes de Expressão, que divulgará os projetos vencedores em versões impressa e digital.

Conheça os projetos vencedores do 31º Prêmio Expressão de Ecologia: 
editoraexpressao.com/ecologia/vencedores-por-edicao/

Com informações da Editora Expressão.

Fonte: FIESC

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