Logística

Shopee inaugura 15º centro de distribuição no Brasil e amplia capacidade logística

A Shopee anunciou a abertura de seu 15º centro de distribuição no Brasil, estruturado no modelo de cross-docking, no qual os produtos chegam à unidade, são roteirizados e seguem rapidamente para o destino final. Com capacidade para processar cerca de 400 mil pedidos por dia, o novo CD atenderá principalmente vendedores e consumidores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A triagem será realizada por sistemas totalmente automatizados, com esteiras para agilizar o fluxo dos pacotes.

Além de fortalecer a operação logística da plataforma, a instalação deve impulsionar a economia regional, com a geração estimada de mais de 700 empregos diretos e indiretos. Segundo Rafael Flores, head de Expansão da Shopee, o novo centro integra a estratégia da empresa para ampliar sua malha logística e acompanhar o avanço do e-commerce no país.

Operação reforçada para o período de maior demanda

Em cinco anos de atuação no Brasil, a Shopee consolidou uma rede robusta, alcançando 15 CDs. No início de outubro, a empresa havia inaugurado seu 14º centro logístico, em São Bernardo do Campo (SP). A nova expansão ocorre justamente no momento de maior movimento do comércio eletrônico, impulsionado por datas como Black Friday e Natal. A plataforma projeta que 2025 será o ano com a maior temporada de compras desde sua chegada ao país.

Durante novembro, a Shopee dobrou o volume de cupons de desconto em comparação com 2023. Somente no evento 11.11, foram distribuídos R$ 20 milhões em cupons em um único dia. Para a Black Friday, a oferta será de R$ 16 milhões, incluindo cupons de até R$ 200 em Lojas Oficiais. A campanha mantém ainda os cupons de frete grátis para compras acima de R$ 10.

Rede logística da Shopee segue em expansão

Com a nova unidade, a Shopee passa a operar 15 centros de distribuição, sendo 13 de cross-docking e 2 de fulfillment, além de mais de 200 hubs de primeira e última milha. Cerca de 3 mil pequenos negócios atuam como Agências Shopee, servindo como pontos de coleta e retirada para vendedores e consumidores.

O fluxo logístico mantém o padrão já adotado pela empresa: após a compra ser confirmada, o vendedor prepara o pedido, que é coletado, separado, roteirizado e enviado para as unidades responsáveis pela entrega até chegar ao cliente.

FONTE: Ecommerce Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shopee/Ecommerce Brasil

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Logística

Latam Cargo expande operação doméstica no Brasil para atender alta do e-commerce

A Latam Cargo Brasil, divisão de cargas do Grupo Latam Airlines, ampliou significativamente sua operação doméstica para acompanhar o aumento da demanda do varejo no fim do ano. Impulsionada pela Black Friday e pelo Natal, a empresa adicionou mais de 2,4 mil partidas em novembro, um avanço equivalente a 12,3% de crescimento de capacidade, o que representa cerca de 3,8 milhões de quilos adicionais transportados.

A expansão envolve novas rotas, aumento de frequências, reforço de equipes e ampliação da frota de entregas domiciliares, consolidando a Latam Cargo como um dos principais operadores logísticos do e-commerce brasileiro.

Crescimento estratégico para garantir agilidade nas entregas
Segundo o diretor da unidade, Otávio Meneguette, a companhia está preparada para atender o pico do varejo com rapidez e segurança. Ele destaca que o investimento em tecnologia, aliado à ampliação da malha doméstica, reforça o compromisso da empresa em oferecer soluções logísticas integradas e eficientes.

A Latam também destaca que a integração entre voos de passageiros e cargueiros é fundamental para garantir eficiência operacional e ampliar a capacidade de atendimento ao comércio eletrônico.

Novas rotas domésticas e aumento de frequências
Para atender a alta demanda, a empresa incluiu novos voos na malha nacional, entre eles:

  • São Paulo/Guarulhos–Boa Vista (2 voos semanais)
  • São Paulo/Guarulhos–Ribeirão Preto (4 semanais)
  • Brasília–Foz do Iguaçu (4 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–Natal (7 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–São Luís (4 semanais)
  • Rio de Janeiro/Galeão–Belém (2 semanais)
  • Rio de Janeiro/Galeão–Curitiba (6 semanais)

Rotas já operadas também ganharam reforço, como:

  • São Paulo/Guarulhos–Teresina (+5 semanais)
  • São Paulo/Guarulhos–Natal (+5 semanais)
  • Brasília–Natal (+3 semanais)
  • Brasília–Rio/Santos Dumont (+10 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–Recife (+11 semanais)
  • Fortaleza–Belém (+4 semanais)
  • Rio/Santos Dumont–Brasília (+8 semanais)

Mais profissionais, mais cidades e frota ampliada
Para sustentar o aumento das operações, a Latam Cargo contratou mais de 100 novos profissionais, além de mobilizar equipes terceirizadas e reforçar bases regionais. A frota dedicada à entrega domiciliar também cresceu 25%, permitindo a inclusão de 70 novas cidades, totalizando 9 milhões de habitantes adicionais atendidos.

Investimentos em tecnologia e modernização da operação
No principal hub da empresa, no Aeroporto de Guarulhos, a Latam instalou seu primeiro sistema de sorterização automatizada, capaz de processar até 72 mil pacotes por dia, com leitura automática de códigos, medição a laser e integração completa aos sistemas da companhia. O equipamento faz parte de um plano de R$ 10 milhões investidos ao longo dos últimos três anos na modernização da operação doméstica.

Entre as melhorias realizadas no período, destacam-se:

  • Aumento de 50% da capacidade do hub de Guarulhos, hoje com mais de 2,9 mil m² dedicados ao e-commerce;
  • Lançamento do serviço éFácil, voltado a entregas rápidas de pequenos pacotes;
  • Parceria estratégica com a Amazon, cobrindo 19 estados;
  • Expansão integrada da malha entre aviões de carga e passageiros.

Resultado: entregas mais rápidas e clientes mais satisfeitos
Graças às melhorias operacionais, 70% das encomendas originadas em Congonhas e Guarulhos foram entregues em até 48 horas no primeiro semestre de 2025 — mais que o dobro do desempenho registrado em 2024.

A evolução refletiu também no índice de satisfação dos clientes: o NPS da Latam Cargo cresceu 25 pontos percentuais, impulsionado por avanços em atendimento, rastreamento e cumprimento de prazos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Inovação

Amazon amplia rede logística no Brasil e alcança 250 centros de distribuição em 2025

Expansão histórica reforça presença da Amazon no e-commerce brasileiro

A Amazon atingiu a marca de 250 centros logísticos espalhados por todos os estados do Brasil, consolidando um dos maiores crescimentos da sua operação no país. A expansão, que adicionou mais de 100 novas unidades apenas em 2025 — o equivalente a dois novos centros por semana —, faz parte da estratégia de acelerar prazos de entrega, ampliar a capacidade de armazenamento e fortalecer a presença da empresa no comércio eletrônico nacional.


Investimentos bilionários e foco em inovação

Somente em 2024, a companhia investiu R$ 13,6 bilhões em inovação, automação e no apoio a vendedores locais. Hoje, a operação brasileira da Amazon emprega mais de 36 mil profissionais, entre funcionários diretos e indiretos.

“Nosso DNA nos permitiu ser uma empresa de alto crescimento, atenta às nuances locais e preparada para continuar em ritmo acelerado”, afirmou Juliana Sztrajman, presidente da Amazon Brasil.


Apoio a empreendedores e redução de custos

A expansão logística veio acompanhada de medidas voltadas aos mais de 100 mil vendedores parceiros da plataforma. A Amazon anunciou a gratuidade do programa Fulfillment by Amazon (FBA) até dezembro e reduziu taxas de outros serviços, como o Delivery By Amazon (DBA) e o FBA Onsite.

Segundo a empresa, o objetivo é facilitar o acesso dos empreendedores à infraestrutura logística da Amazon, ampliando o alcance de seus produtos para consumidores em todo o país e no exterior.


Inteligência artificial impulsiona operações

A implementação de inteligência artificial e automação foi essencial para acelerar a transformação logística no Brasil. Em apenas seis anos, a Amazon passou de um único centro de distribuição para 250, reduzindo em 77% o tempo médio de implantação de novas unidades.

Além da expansão física, o catálogo de produtos também cresceu de 1 milhão para 180 milhões de itens, sendo 30 milhões adicionados somente em 2025.


Cobertura nacional e experiência aprimorada

Com uma rede logística totalmente distribuída, a Amazon afirma alcançar 100% dos municípios brasileiros. Outro destaque é que 78% das vendas do marketplace ocorrem fora do estado de origem dos vendedores, demonstrando a abrangência e eficiência do modelo.

“Com nossa rede logística e tecnologia em todo o país, estamos acelerando entregas e aprimorando a experiência dos clientes”, reforça Sztrajman.

Fonte: Com informações da Amazon Brasil.
Texto: Redação

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Comércio

Black Friday 2025: Faturamento do e-commerce deve crescer 17% e atingir R$ 11 bilhões, aponta Neotrust

O comércio eletrônico no Brasil deve registrar um crescimento de 17% no faturamento durante a Black Friday 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo projeção da Neotrust, empresa especializada em pesquisa de mercado digital, o volume de vendas online deve alcançar R$ 11 bilhões em produtos comercializados entre 26 e 30 de novembro.

Em 2024, o evento movimentou R$ 9,38 bilhões, o que já representava um aumento de 10,7% em relação a 2023. A Black Friday segue como o período mais aguardado pelos consumidores brasileiros, registrando resultados até três vezes superiores aos de um dia comum de vendas, segundo o diretor de negócios da Neotrust, Léo Homrich Bicalho.

Categorias em alta e setores que lideram o faturamento

De acordo com o levantamento, as categorias de saúde, esporte & lazer, automotivo e beleza & perfumaria devem apresentar os maiores crescimentos percentuais em volume de vendas.

Por outro lado, os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e smartphones — que possuem ticket médio mais alto — devem concentrar a maior fatia do faturamento total, respondendo juntos por mais de um terço do valor movimentado na Black Friday.

A Neotrust monitora o desempenho do e-commerce brasileiro com base em dados de 80 milhões de consumidores digitais e 7 mil lojas parceiras, permitindo uma visão ampla do comportamento de compra online no país.

Canetas emagrecedoras impulsionam setor de saúde no e-commerce

O relatório da Neotrust também revelou que, entre janeiro e setembro deste ano, a categoria de saúde apresentou um salto de 72% nas vendas, impulsionada principalmente pela alta demanda por canetas emagrecedoras.

Foram vendidas 2,34 milhões de unidades do medicamento no período, gerando R$ 3,01 bilhões em faturamento — um valor 4,9 vezes maior que o registrado nos nove primeiros meses de 2024. O ticket médio dos consumidores que adquiriram o produto foi de R$ 522, cerca de 24% acima da média geral dos compradores online.

Segundo Bicalho, o sucesso do produto se explica por ser um item de alto valor agregado e de recompra frequente, características semelhantes às de eletrônicos. “Os varejistas encontraram o seu ‘eletrônico’ na categoria de saúde”, afirmou o executivo.

Escassez e futuro do mercado de medicamentos com semaglutida

A Neotrust destacou ainda que a escassez do produto tem impulsionado as vendas online, já que a facilidade de compra pela internet se tornou um diferencial competitivo.

O executivo também projetou que, até 2026, o setor deve ser impactado pela disputa judicial sobre a queda da patente dos princípios ativos semaglutida e liraglutida, que compõem as canetas emagrecedoras. “A quebra das patentes permitirá a produção de versões genéricas e biossimilares, o que pode reduzir significativamente o preço final ao consumidor”, explicou Bicalho.

Faturamento do e-commerce brasileiro em 2025

De janeiro a setembro de 2025, o faturamento total do e-commerce nacional somou R$ 282,6 bilhões, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024. No total, foram registrados 934,5 milhões de pedidos online, representando um crescimento de 23,2% sobre o ano anterior.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Flashpop/Getty Images

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Comércio Exterior

Taxa das blusinhas faz 38% dos consumidores desistirem de compras internacionais, aponta pesquisa da CNI

A chamada “taxa das blusinhas” já impacta diretamente o comportamento dos consumidores brasileiros. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta segunda-feira (27), 38% dos consumidores deixaram de comprar em sites internacionais após a cobrança do imposto de importação.

Brasileiros buscam alternativas nacionais

Entre os entrevistados que realizaram compras internacionais nos últimos 12 meses, 32% afirmaram ter buscado produtos semelhantes no mercado nacional para evitar a nova taxação. A medida, que voltou a incidir sobre compras de até US$ 50, foi defendida pelo setor industrial como uma forma de equilibrar a competição entre empresas brasileiras e estrangeiras.

Para o superintendente de Economia da CNI, Márcio Guerra, o retorno do tributo é um passo importante para garantir justiça e competitividade à indústria nacional.

“A implementação do Imposto de Importação é o início de um processo que busca trazer mais equilíbrio ao mercado. Ainda assim, o patamar atual está abaixo do necessário, já que outros países possuem carga tributária bem menor”, afirmou.

Entenda a “taxa das blusinhas”

O imposto de importação (II), de 20% sobre compras internacionais até US$ 50, foi reestabelecido em 2024 após forte pressão do varejo nacional. A cobrança foi retomada para garantir concorrência justa entre os vendedores estrangeiros e as lojas brasileiras.

Até então, as remessas estavam isentas desde 2023 por meio do Programa Remessa Conforme, criado pela Receita Federal. Desde 1º de agosto de 2024, todas as compras internacionais passaram a pagar tributos federal (20%) e estadual (ICMS entre 17% e 20%).

Frete e prazos também influenciam desistências

Além dos impostos, o frete internacional e o prazo de entrega são fatores decisivos para a desistência de compra. O estudo mostra que 45% dos entrevistados cancelaram pedidos ao descobrir o valor do frete, um aumento de cinco pontos percentuais em comparação à pesquisa de maio de 2024.

32% desistiram por causa do tempo de entrega, percentual próximo ao do levantamento anterior (34%).

Segundo Guerra, essa mudança de comportamento demonstra uma maior racionalidade do consumidor brasileiro.

“A ‘taxa das blusinhas’ fez o consumidor refletir mais sobre o real custo-benefício das compras internacionais, algo que antes era ofuscado pela diferença de preços”, explicou.

Impactos na indústria e no consumo

A nova tributação sobre compras internacionais deve fortalecer o varejo nacional e favorecer a indústria brasileira, que enfrentava desvantagem competitiva frente aos marketplaces estrangeiros. A expectativa é de que o mercado interno volte a se beneficiar da mudança, com estímulo à produção e à geração de empregos.

FONTE: Metrópoles
TEXTO: Redação
IMAGEM: FG Trade/Getty Images

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Logística

Vacância de galpões logísticos no Brasil atinge menor nível histórico em 2025

O mercado de galpões logísticos e industriais registrou, no terceiro trimestre de 2025, a menor taxa de vacância da história, alcançando 8,2%, segundo levantamento da Binswanger Brasil. O estudo considerou empreendimentos A+ e A, e apontou que a combinação de alta demanda de empresas de e-commerce e a entrega abaixo do esperado de novos estoques impulsionou os resultados.

E-commerce lidera locações

O setor de comércio eletrônico foi protagonista nas novas ocupações. Entre julho e setembro, o Mercado Livre realizou sete locações totalizando 232 mil metros quadrados, enquanto a Shopee registrou nove operações, somando 159 mil metros quadrados.

As maiores transações também foram dominadas pelo e-commerce: a Shopee alugou 88.225 m² no condomínio GLP Bandeirantes I, em Cajamar (SP); o Mercado Livre ocupou 82.491 m² em Embu das Artes (SP); e a Belmicro fechou 70 mil m² em Serra (ES).

Alta nos valores médios de aluguel

O relatório da Binswanger mostra que o valor médio pedido por metro quadrado aumentou de R$ 27,61 para R$ 27,78 entre julho e setembro. Desde 2020, os preços seguem acima da inflação, indicando um mercado favorável aos proprietários, com demanda superior à oferta.

A absorção líquida no trimestre foi de 924 mil metros quadrados, superior aos 853 mil metros quadrados do período anterior. As maiores ocupações ocorreram em Cajamar (SP), com 124 mil m², seguida de Campinas (SP) com 121 mil m², e de Salvador (BA) e Região Metropolitana de Vitória (ES), ambas com 81 mil m².

São Paulo registra vacância mínima e preços recordes

No Estado de São Paulo, principal polo logístico do país, a taxa de vacância atingiu 8% no terceiro trimestre. O valor médio de aluguel chegou a R$ 29,80/m², aproximando-se do recorde histórico de R$ 30,00/m².

A localização impacta diretamente nos preços: dentro de um raio de 30 km da capital, o valor médio subiu para R$ 35,21/m², enquanto no raio de 15 km alcançou R$ 42,15/m². Na própria cidade de São Paulo, a crescente demanda por operações last mile para entregas rápidas elevou o preço a R$ 46,00/m² em galpões logísticos e industriais de alto padrão.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

81% das PMEs de e-commerce planejam adotar automação logística

Levantamento aponta avanço da digitalização, uso de redes sociais como principal canal de vendas

A automação de processos logísticos entrou definitivamente na agenda das pequenas e médias empresas do comércio eletrônico brasileiro. De acordo com a pesquisa Rota do E-commerce, realizada pela Loggi em parceria com a Opinion Box, 81% dos empreendedores já implementaram ou pretendem adotar ferramentas de automação, como integrações entre sistemas de gestão empresarial (ERP) e transportadoras.

O levantamento indica que o setor de e-commerce para PMEs faturou R$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2025. Entre os canais de venda utilizados, 64% dos empreendedores apontaram as redes sociais como principal meio de comercialização, com destaque para Instagram, WhatsApp, Facebook e TikTok. O alcance de público foi citado por 60% como o fator determinante para essa escolha.

Outros canais complementam a estratégia de vendas: sites próprios de e-commerce (39%), lojas físicas ou franquias (36%), marketplaces (27%) e aplicativos de celular (27%). Apesar da diversidade, os desafios permanecem. Os principais obstáculos relatados foram concorrência de mercado (45%), acesso a crédito e gestão financeira (30%) e limitação de estoque ou produção (23%).

No campo da gestão, 43% utilizam sistemas integrados, como plataformas de loja online (Shopify, Nuvemshop, Loja Integrada, Wix, VTEX) ou soluções de integração logística e de estoque (Linx, Bling, Olist, Tiny, Tray). Outros 19% ainda dependem de planilhas manuais, e 18% usam sistemas de e-commerce sem integração com outras ferramentas.

A adoção de novas tecnologias é apontada como oportunidade para expansão por 18% dos empreendedores. Já na comunicação digital com clientes, 48% utilizam vídeos tutoriais, 27% apostam em promoções e descontos exclusivos e 12% recorrem a depoimentos de clientes. Para capacitação e consumo de conteúdo sobre empreendedorismo, predominam Instagram (60%), YouTube (50%) e Facebook (36%), além de podcasts (24%) e televisão (21%).

Fonte: Modais em Foco

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Comércio

Com alta de 275%, Santa Catarina é líder em crescimento de entregas por e-commerce no país

Dados são de levantamento do “Mapa da Logística”, da Loggi, e correspondem ao segundo trimestre de 2025

Santa Catarina teve uma taxa de crescimento de 275% no envio de pacotes nacionais por e-commerce no segundo trimestre de 2025 — envolvendo pequenos, médios e grandes negócios, em relação ao mesmo período do ano anterior. O número posiciona o Estado com o maior índice de crescimento no país. Os números fazem parte da segunda edição do “Mapa da Logística”, realizado pela Loggi, que apresentou dados e tendências de entregas de pacotes no segundo trimestre de 2025 no Brasil.

Depois de Santa Catarina, estão os estados do Rio Grande do Sul, com aumento de 175% na emissão de pacotes, seguido por Goiás (167%), Espírito Santo (124%) e Minas Gerais (45%). 

Pequenas e médias empresas são destaque em SC

Além disso, Santa Catarina se destacou como vice-líder em quantidade de envio de pacotes por pequenas e médias empresas (PMEs), com 16% das remessas — mais que o dobro da participação das grandes marcas (6,5%).

De acordo com o levantamento, os empreendedores vêm se posicionando estrategicamente no mercado brasileiro, não apenas pela presença em diversas localidades do país, mas também pelo aumento no volume de envios, pelo valor agregado de suas mercadorias e pela adoção de modelos logísticos mais flexíveis, acessíveis e eficientes.

Veja quais são os produtos mais comercializados no Sul do Brasil no 2º trimestre de 2025

Cosméticos e perfumaria

Serviços financeiros

Jogos e brinquedos

Itens de livraria

Fonte: NSC Total

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Investimento bilionário fará portos de Santa Catarina superarem Santos

Perspectiva alerta para urgência de obras públicas

Os portos de Santa Catarina vão superar a capacidade de movimentação de contêineres do maior complexo portuário do Brasil, em Santos (SP), em cerca de três anos. A estimativa foi apresentada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em uma reunião na Federação das Indústrias de SC (Fiesc), na última segunda-feira (22).

 

O salto se deve especialmente aos investimentos bilionários previstos pelos dois maiores terminais privados do Estado, Portonave, em Navegantes, e Porto Itapoá, que vão ultrapassar a capacidade anual de 5,3 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em Santos. Os dois terminais investirão, juntos, mais de R$ 3 bilhões em Santa Catarina.

O gerente regional substituto da Antaq, Lucas Sampaio Ataliba, avalia que, com a maturação da operação do Porto de Itajaí após a nova concessão, que deve ter o edital lançado ainda este ano, em cinco anos a capacidade de movimentação de contêineres por portos catarinenses deve chegar a 6,5 milhões de TEUs por ano.

A perspectiva é positiva, mas traz alertas importantes sobre a necessidade de preparar o Estado para alcançar a capacidade prevista. Um dos principais entraves é o transporte rodoviário das cargas, que enfrenta problemas crônicos.

– A infraestrutura rodoviária em SC já é um gargalo e o aumento no volume de cargas vai piorar a situação que já é crítica nos acessos aos portos. A iniciativa privada foi forçada pelo mercado a fazer investimentos para atender a demanda, mas o setor público precisa acompanhar – alertou Ataliba.

A avaliação foi seguida pelo presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar:

– Santa Catarina precisa pensar em alternativas para a BR 101. A rodovia está chegando ao seu limite e em alguns trechos já funciona como uma via urbana. Além da expectativa de aumento do tráfego de caminhões para atender a demanda do comércio exterior, temos de levar em conta o crescimento populacional e do turismo no nosso litoral, que pressionam o principal corredor logístico catarinense.

Na Portonave, por exemplo, que é acessada pela BR-470 e BR-101, são em média 2,1 mil caminhões por dia – com picos de três mil caminhões em 24 horas. O número aumentou 6% em relação ao ano passado.

Outra preocupação são os acessos aquaviários e a estrutura retroportuária, onde os contêineres permanecem antes ou depois de serem embarcados. A oferta atual de serviços preocupa e limita a competitividade dos portos catarinenses. De acordo com a Antaq, a capacidade estática estimada dos depósitos em SC para armazenagem de contêineres vazios, por exemplo, não supera 100 mil TEUs/mês, num mercado de mais de 200 mil TEUs/mês e aproximadamente 2,5 milhões TEUs/ano.

– A Fiesc é testemunha das dificuldades que os exportadores e importadores enfrentam, tendo recebido inúmeras reclamações das indústrias, prejudicadas pelas despesas de demurrage (tempo de estadia do contêiner por prazo maior do que o acordado) ou da falta de janelas de atracação nos portos. O prejuízo é imenso, não só pelo aumento dessas despesas, mas também com a perda de confiabilidade e da reputação das empresas, que não conseguem cumprir seus prazos e contratos – explica o presidente da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Martorano.

No fim do ano passado, por exemplo, o acúmulo de contêineres vazios nos terminais de armazenagem (depots), devido a paralisação do terminal de Navegantes pelo fechamento do canal de acesso, ampliou o problema. Durante os últimos três meses do ano, o tempo de espera chegou a 20 ou até 30 dias, acarretando demurrage aos importadores, pela impossibilidade de devolver os contêineres aos armadores.

Conheça as estrelas da movimentação portuária em SC:

Por dentro dos investimentos

A Portonave, está investimento R$ 1 bilhão para adequar o cais para receber navios maiores, de até 400 metros. Para a realização da obra, um dos berços de atracação está fechado desde janeiro, e a previsão é de que a adequação – a ser realizada em duas etapas – fique pronta no primeiro semestre de 2026.

Mesmo com o fechamento de um dos berços, a movimentação de cargas (TEUs) recuou apenas 9,43% no acumulado do ano até maio no terminal de Navegantes. O desempenho ainda foi prejudicado pelo fechamento do canal de acesso por alguns dias durante o período.

– Mesmo com a paralisação parcial, é uma capacidade de operação que impressiona, é o estado da arte em movimentação de contêineres, entre as melhores do mundo – ressalta o representante da Antaq.

Como SC quer acelerar chegada de nova geração de navios gigantes aos portos

No Porto Itapoá, a expectativa é investir R$ 2 bilhões para ampliar a capacidade nos próximos anos. Recentemente o terminal inaugurou a terceira fase de expansão, com mais 200 mil m² de pátio e um armazém de 8 mil m². Com essa ampliação, o Porto Itapoá passou a operar um dos maiores pátios de contêineres do Brasil, com capacidade de movimentar até dois milhões de TEUs. A empresa e o Governo do Estado também propuseram uma parceria para viabilizar o projeto de dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga. A proposta está em análise no Ministério dos Portos e Aeroportos, em Brasília.

Em Imbituba, são R$ 95 milhões previstos em investimentos na infraestrutura do porto para a recuperação, reforço e ampliação do Cais 3, que permitirá o recebimento de navios maiores, dos 200 metros atuais para cerca de 270 metros, além da instalação de equipamentos mais modernos de movimentação de cargas. A movimentação de contêineres em Imbituba está em ascensão e no acumulado dos cinco primeiros meses de 2024 somou 40.412 mil TEUs, um aumento de 59,33% frente a igual período do ano anterior. As restrições operacionais dos demais terminais catarinenses têm colocado Imbituba no radar dos armadores e empresários, na avaliação da Antaq.

Por fim, a concessão do Porto de Itajaí prevê R$ 2,9 bilhões em novos investimentos, incluindo a ampliação da área retroportuária. O edital está em vias de ser lançado, e a previsão é que o leilão ocorra no ano que vem.

 

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Receita Federal implementa novas regras para as importações por e-commerce

Normas de taxação de remessas internacionais entram em vigor no dia 1º de agosto. Importação de medicamentos até US$ 10 mil segue isenta de tributação

 

A Receita Federal divulgou, na tarde de sexta-feira (28/6), as novas diretrizes para a tributação de produtos importados comprados por meio de e-commerce. A principal mudança anunciada diz respeito à aplicação de impostos sobre bens adquiridos por remessas postais e encomendas aéreas internacionais. Compras de até US$ 50 serão tributadas em 20%. Já para produtos com valores entre US$ 50,01 e US$ 3 mil, a taxação será de 60%, com uma dedução fixa de US$ 20 no valor total do imposto. A nova tributação foi aprovada juntamente da Lei que instituiu o Programa Mover, sancionado esta semana pelo presidente Lula, e visa dar uma maior isonomia na cobrança de impostos entre produtos estrangeiros e nacionais.

Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, explica que foram publicadas nesta sexta-feira uma Medida Provisória (1.236/2024) e uma Portaria do Ministério da Fazenda (Portaria MF 1.086) sobre o tema. Segundo os textos, remessas até US$ 50,00 com declaração de importação registrada até 31 de julho de 2024 seguem isentas do pagamento do tributo. O início de vigência da nova taxa, segundo a MP, é a partir do dia 1º de agosto deste ano.

“Indicamos a aplicação dessas novas normas tributárias a partir de 1º de agosto para termos esse tempo de transição. Assim, tanto o sistema da Receita Federal quanto os sistemas das plataformas aderentes ao programa de conformidade estarão preparados para a cobrança adequada e transparente com os usuários, para que o consumidor não seja surpreendido com cobranças de tributos após a chegada da mercadoria ao Brasil”, afirma.

Acesse a Apresentação feita pela Receita Federal para esclarecer dúvidas sobre as novas regras


Em entrevista coletiva, o secretário reiterou o compromisso do Fisco brasileiro com a segurança e a transparência. “Eu gostaria de lembrar que, há um ano, nós praticamente não tínhamos controle do que entrava no Brasil via remessas internacionais. Logo no início do ano passado, nos deparamos com uma situação em que apenas cerca de 2% das mercadorias que entravam no Brasil pela via de remessas internacionais, de remessa postal, tinham algum tipo de registro de importação.”

Ao enaltecer o programa Remessa Conforme, criado pela Receita Federal para aprimorara o controle aduaneiro sobre os serviço prestado pelas plataformas internacionais, ele acrescentou que, “embora todas as mercadorias passassem por raio-x para fins de controle de armas e drogas, não havia um registro aduaneiro relacionado à indicação do exportador, principalmente, do adquirente aqui no Brasil, e do conteúdo dessas mercadorias.”

A expectativa é que, a exemplo do que já acontece hoje com a alíquota de 17% de ICMS cobrada pelos estados, as plataformas adequem seus serviços para que no ato da compra o consumidor já saiba o quanto deve pagar para conseguir importar o produto. Com todos os impostos pagos no momento da compra, a liberação na chegada da mercadoria no Brasil se torna mais rápida.

Essas novas regras têm o objetivo de criar um ambiente mais justo para os produtores nacionais, garantindo que a importação de produtos não afete negativamente a competitividade das empresas brasileiras. Ao todo, segundo cálculos da Receita Federal, 18 milhões de remessas postais internacionais chegam ao Brasil mensalmente.

A cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 pela internet não incidirá sobre medicamentos comprados por pessoas físicas, que seguem isentas, conforme o texto da Medida Provisória e regulamentação da Portaria MF. Essa medida foi adotada em resposta a dúvidas de interpretação manifestadas por diversas associações de pacientes e profissionais da saúde.

Saiba mais em Gov.Br

Receita Federal implementa novas regras para as importações por e-commerce — Ministério da Fazenda (www.gov.br)

 

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