Logística

Trabalho temporário cresce 4,5% em 2025 impulsionado pela logística do e-commerce

O trabalho temporário no Brasil encerrou 2025 em alta, com mais de 2,5 milhões de contratos firmados, o que representa um crescimento de 4,5% em comparação com 2024. Os dados são da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM), que também aponta que cerca de 500 mil trabalhadores desse total foram efetivados ao longo do ano.

Último trimestre concentra avanço das contratações

Entre outubro e dezembro de 2025, período marcado por maior aquecimento do mercado, foram registrados 522 mil contratos temporários. O volume corresponde a um avanço de 5,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando houve 497 mil admissões, segundo levantamento da entidade.

Logística e comércio eletrônico lideram crescimento

De acordo com a ASSERTTEM, o principal motor da expansão do emprego temporário em 2025 foi o comércio eletrônico, especialmente nas áreas de logística e distribuição. O desempenho do setor reflete o avanço da digitalização e a mudança no comportamento do consumidor, que seguem ampliando a demanda por mão de obra flexível.

Além do e-commerce, as grandes redes de varejo também tiveram papel relevante nas contratações, assim como a agroindústria e o turismo, segmentos que mantiveram um ritmo consistente de admissões ao longo do ano.

Flexibilidade explica uso crescente do modelo

Para a associação, o resultado confirma a relevância do regime de trabalho temporário como ferramenta estratégica de gestão de pessoas. O modelo tem sido utilizado para lidar com oscilações econômicas, sazonalidade e a necessidade de flexibilidade operacional em diferentes setores da economia.

Segundo o presidente da ASSERTTEM, Alexandre Leite Lopes, o movimento foi puxado principalmente pelas demandas típicas do fim de ano. “O aumento do consumo, a logística ligada ao e-commerce, o turismo e as datas sazonais tiveram papel central nesse desempenho”, afirmou em nota.

Desempenho individual aumenta chances de efetivação

Lopes destacou ainda que o baixo nível de desemprego no país impõe desafios à contratação de trabalhadores temporários, sobretudo em funções operacionais. Ainda assim, ele ressaltou que as agências de trabalho temporário têm experiência para apoiar as empresas na seleção de profissionais adequados.

O presidente da entidade também afirmou que o desempenho do trabalhador é decisivo para a efetivação. “As empresas valorizam profissionais responsáveis, engajados e dispostos a aprender. Quem demonstra comprometimento tem chances reais de ser efetivado ao fim do contrato ou em um momento posterior”, concluiu.

FONTE: Info Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Logística

Recuo da FedEx no Brasil escancara crise das transportadoras com custos elevados e infraestrutura deficiente

O encerramento das entregas domésticas da FedEx no Brasil, anunciado no início do mês, evidencia problemas estruturais que vêm afastando grandes transportadoras do país. A decisão da multinacional americana se soma a uma sequência de saídas registradas nos últimos anos, impulsionadas por custos logísticos elevados, infraestrutura deficiente e insegurança operacional.

De acordo com o Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial, que avalia a qualidade da infraestrutura ligada ao comércio e ao transporte, o Brasil obteve nota 3,2 em uma escala que vai até 5, refletindo dificuldades históricas do setor.

Subinvestimento em infraestrutura limita competitividade

Para Cláudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial e sócio-gestor da Inter.B Consultoria, a saída da FedEx não é um episódio isolado. Segundo ele, o país enfrenta um subinvestimento crônico em infraestrutura, aliado à complexidade do sistema tributário.

“O Brasil investe cerca de um terço do que deveria em transporte. Estamos falando de portos, aeroportos e rodovias, com um nível de investimento muito abaixo do necessário”, avalia.

Frischtak observa que a FedEx optou por deixar especificamente a operação de última milha, mantendo atividades voltadas a entregas internacionais e soluções de supply chain, segmentos que oferecem maior previsibilidade de receita. Já a última etapa da entrega ao consumidor final envolve margens reduzidas e riscos elevados.

Reposicionamento global e peso do mercado brasileiro

Segundo Paulo Resende, diretor do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), a decisão também reflete um reposicionamento estratégico global da empresa. A FedEx vem concentrando esforços em operações B2B, logística integrada e cadeias globais de suprimentos.

Apesar de manter entregas domésticas em outros países, o Brasil apresenta fatores específicos que pesaram na decisão. “O país tem o maior custo logístico entre as 20 maiores economias do mundo. Esse custo representa 13,85% do PIB, sem considerar estoques. Nos Estados Unidos, é 8,8%. Na Índia, 9,8%”, destaca Resende.

Dependência rodoviária e déficit de mão de obra

O consultor Marco Antonio Oliveira Neves, proprietário da Tigerlog, lembra que a FedEx adquiriu a Rapidão Cometa em 2012, apostando em escala e rentabilidade no mercado brasileiro — expectativa que não se concretizou.

Para Neves, falhas regulatórias, baixo cumprimento das normas e a dependência excessiva do transporte rodoviário tornam o ambiente pouco atrativo. Mais de 65% das mercadorias no Brasil circulam por estradas, muitas em más condições, elevando gastos com diesel, pneus e manutenção, além de aumentar o tempo de viagem.

Outro gargalo crítico é a escassez de motoristas profissionais. “Existe um déficit enorme. Muitas transportadoras têm caminhões parados por falta de condutores. A profissão perdeu atratividade por salários, descontos, longos períodos longe da família e más condições de trabalho”, afirma.

Insegurança e roubo de cargas elevam custos

A insegurança logística é outro fator decisivo. Resende aponta que o risco de roubo de cargas obriga empresas a ampliar gastos com segurança e seguros. Dados da NTC&Logística indicam que, em 2024, foram registrados 10.478 roubos de carga, com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão.

Além disso, as indenizações de seguros de transporte somaram R$ 904 milhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 46,5% na comparação anual. “No Brasil, investe-se muito para evitar o roubo: rastreamento, bloqueio remoto, travamento de motor, seguro do veículo e da carga”, explica Resende.

E-commerce muda dinâmica do setor

Na avaliação de especialistas, o avanço acelerado do comércio eletrônico transformou profundamente o mercado. A última milha tornou-se altamente competitiva, com margens mínimas, informalidade e pressão sobre preços.

Resende observa que grandes varejistas passaram a investir em logística própria, contratando transportadoras apenas para trechos específicos. A entrega final ficou concentrada em operadores regionais, enquanto a inteligência logística passou a ser controlada por plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee.

“Empresas que não têm foco em e-commerce tendem a se realocar. No Brasil, isso significa menos players e operações mais concentradas”, afirma.

Neves acrescenta que o crescimento do e-commerce também pressionou o mercado de galpões logísticos, elevando preços e reduzindo espaço para operadores tradicionais. “Hoje, a entrega é feita por carros, vans ou motoristas cadastrados em aplicativos. Antes, isso era papel exclusivo das transportadoras”, conclui.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Logística

Galpões logísticos ganham impulso com Reforma Tributária e mantêm demanda aquecida em 2026

O mercado de galpões logísticos encerrou 2025 em forte expansão e deve ganhar um novo impulso em 2026, especialmente nas regiões próximas à capital paulista. A expectativa do setor é de que a Reforma Tributária amplifique a procura por imóveis logísticos, sobretudo no raio de até 30 quilômetros de São Paulo, principal polo de consumo do país.

Estoque cresce e vacância segue baixa

De acordo com dados do Grupo EREA, especializado em real estate logístico, o estoque total de condomínios logísticos no Brasil atingiu 43,7 milhões de metros quadrados em 2025, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A taxa de vacância permaneceu em patamar reduzido, em 7,3%, sinalizando um mercado ainda pressionado pela demanda.

Nos recortes mais disputados da Grande São Paulo, o avanço foi ainda mais expressivo. O estoque no Raio de 30 km cresceu 10%, alcançando 12,3 milhões de m², enquanto no Raio de 15 km a alta foi de 18%, totalizando 1,6 milhão de m².

Novos projetos se concentram perto da capital

O volume de novo estoque aumentou 43% no país, chegando a 3,4 milhões de m² em 2025. O destaque ficou novamente com a capital paulista: no Raio de 30 km, os lançamentos avançaram 89%, para 1,2 milhão de m², e no Raio de 15 km houve uma expansão expressiva de 1.109%, atingindo 300 mil m².

Aluguéis sobem acima da inflação

Segundo Clarissa Etcheverry, sócia-fundadora do Grupo EREA, a tendência é de continuidade na valorização dos aluguéis. Em 2025, os preços de locação de galpões logísticos subiram, em média, 11% no país. Como o IPCA acumulado foi de 4,26%, o ganho real ficou em 6,7% acima da inflação.

Na Grande São Paulo, a pressão foi ainda maior. No Raio de 30 km, os valores avançaram 17%, o que representa 12,7% de ganho real. O preço médio pedido nessas regiões chegou a R$ 44,40 por metro quadrado, refletindo a disposição dos inquilinos em pagar mais para reduzir custos operacionais e de transporte.

E-commerce e operadores logísticos lideram locações

Os principais motores da demanda seguem sendo o e-commerce e os operadores logísticos (3PL). Juntos, esses segmentos responderam por mais de 50% das locações de galpões no Brasil em 2025, com participações de 34% e 35%, respectivamente.

Quanto mais próximo da capital paulista, maior a concentração desses setores. No Raio de 30 km, o e-commerce ficou com 54% das locações, enquanto os operadores logísticos responderam por 19%. Já no Raio de 15 km, o e-commerce representou 45%, e os 3PL, 36%.

Projeções indicam mercado firme em 2026

Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados e tensões no comércio internacional, o Grupo EREA projeta manutenção da demanda aquecida. Para o estoque futuro especulativo, o preço pedido no Raio de 30 km já alcança R$ 44/m², bem acima da média de R$ 35,60/m² registrada em 2025.

No Raio de 15 km, a expectativa é de elevação para R$ 45,40/m², frente aos R$ 44,40/m² do ano anterior. Em nível nacional, a previsão é de 3,1 milhões de m² adicionados ao estoque em 2026, uma queda de 9% em relação a 2025, mas com maior foco nas áreas mais estratégicas.

São Paulo segue como principal termômetro do setor

Nos arredores da capital, o cenário se inverte. A estimativa é de crescimento de 15% nos lançamentos no Raio de 30 km, para 1,35 milhão de m², e de 21% no Raio de 15 km, para 303 mil m². A taxa de pré-locação reforça o aquecimento: 61% do novo estoque do Raio de 30 km já está pré-alocado ou em negociação avançada.

Reforma Tributária deve redesenhar a logística

Para os executivos do EREA, o principal catalisador de mudanças em 2026 será a Reforma Tributária, que promove a transição da tributação na origem para o destino final do consumo. Historicamente, indústrias e varejistas se instalaram em regiões distantes dos grandes centros para aproveitar incentivos fiscais, mesmo com custos logísticos mais elevados.

Com a redução gradual desses benefícios, a eficiência logística tende a se tornar decisiva. A proximidade dos grandes mercados consumidores deve ganhar ainda mais peso nas decisões de localização.

Segundo Leandro Bassoi, CEO do EREA, empresas já avaliam quando deixará de ser vantajoso manter operações distantes dos centros urbanos. A expectativa é de uma reorganização progressiva das operações logísticas entre 2026 e 2033, período de transição da reforma, com maior concentração em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e outros grandes polos de consumo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Grupo EREA

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Logística

Fim de ano pressiona logística e eleva risco de congestionamentos nos hubs

Com a proximidade do fim do ano, a logística brasileira entra em um dos períodos mais críticos do calendário. Entidades do setor estimam que o volume de cargas nos centros de distribuição pode crescer até 35% entre 15 de dezembro e 5 de janeiro, o que aumenta significativamente o risco de congestionamentos logísticos nos principais hubs do país.

O cenário se agrava em um momento de forte demanda por entregas rápidas, impulsionadas pelo varejo digital. Ao mesmo tempo, cresce a exigência por conformidade fiscal, criando um ambiente de maior complexidade operacional. Transportadoras que atuam nas regiões metropolitanas do Sudeste relatam retenções que chegam a 72 horas, especialmente em corredores com alta concentração de cargas.

Pressão operacional e gargalos fiscais

O aumento do fluxo acontece em um contexto em que a infraestrutura logística e os sistemas fiscais ainda não acompanham, na mesma velocidade, o ritmo imposto pelo comércio eletrônico. Esse descompasso tem provocado gargalos que vão além da movimentação física das mercadorias.

Um dos pontos mais sensíveis está na emissão de documentos fiscais, etapa essencial para a liberação das cargas. Erros ou lentidão nesse processo podem travar completamente a operação. “Quando os hubs operam no limite, qualquer falha fiscal vira um gargalo imediato. A doca não gira, o caminhão não sai e toda a cadeia sente o impacto”, afirma Ewerton Caburon, CEO da Emiteaí.

Segundo ele, a velocidade na emissão fiscal, quando integrada aos sistemas de gestão e transporte, é decisiva para manter o fluxo operacional. “Emitir corretamente e em até um minuto não é apenas eficiência, é uma condição para que a operação continue rodando no pico do fim de ano”, destaca.

Custos operacionais sob pressão

Além dos atrasos, os congestionamentos impactam diretamente os custos do setor. Levantamentos de institutos especializados apontam um aumento médio de 12% nos custos operacionais durante o período de maior movimento.

Esse crescimento está associado a fatores como tempo excessivo de espera dos veículos, necessidade de reentregas, uso intensivo de mão de obra e equipamentos, além de penalidades contratuais por atrasos ou falhas de conformidade fiscal.

Integração entre logística e tecnologia

Para especialistas, a eficiência logística atual depende de uma integração cada vez maior entre transporte, armazenagem e sistemas digitais. Um relatório recente da Associação Brasileira de Logística indica que, até o fim do ano, a maioria das empresas do setor deve adotar sistemas integrados de gestão, com foco na redução de perdas e ganho de produtividade.

De acordo com Caburon, a operação logística moderna exige que documentos e mercadorias avancem no mesmo ritmo. “Não existe logística de ponta a ponta sem um fluxo documental tão ágil quanto a entrega física. Quando isso não acontece, o resultado são filas de caminhões parados e prejuízo para toda a cadeia”, conclui.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Seguro de transporte de cargas deve movimentar R$ 2,7 bilhões em volume segurado em 2025

O seguro de transporte de cargas deve registrar forte expansão em 2025. De acordo com levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o volume segurado em operações de carga tem projeção de alcançar R$ 2,7 bilhões até o fim do ano. O avanço reflete um cenário de maior complexidade logística, com crescimento do e-commerce, ampliação das operações e exigências regulatórias mais rigorosas.

O aumento da exposição a riscos operacionais e financeiros tem levado empresas a buscar coberturas mais robustas, capazes de proteger mercadorias ao longo de toda a cadeia logística.

Roubo de carga e comércio exterior pressionam o mercado

Segundo a BWIN TECH Seguros, especializada em soluções para transporte nacional e internacional, três fatores sustentam a alta na contratação de seguros: o crescimento dos sinistros por roubo de carga, a expansão das rotas de comércio exterior e o fortalecimento das práticas de compliance e gestão de riscos nas empresas.

Para Anderson Lemos, CEO da companhia, o setor passa por um processo claro de amadurecimento.

As empresas passaram a enxergar o seguro não apenas como uma obrigação contratual, mas como parte essencial da estratégia de continuidade operacional, diante de um ambiente logístico mais dinâmico e desafiador.

Logística mais complexa exige apólices personalizadas

A evolução do mercado também está ligada à transformação das operações logísticas. O aumento das operações multimodais, a presença de hubs internacionais e a circulação crescente de cargas sensíveis ampliaram o nível de risco envolvido no transporte.

Nesse contexto, a procura por apólices personalizadas cresce, exigindo análises técnicas mais detalhadas, uso intensivo de dados e acompanhamento contínuo das operações para garantir eficiência e previsibilidade.

Tecnologia aproxima logística, seguros e compliance

Outro fator decisivo para a expansão do setor é o uso de soluções digitais. A BWIN TECH destaca que a tecnologia tem tornado os processos mais ágeis e transparentes, desde a emissão de apólices até o gerenciamento de sinistros.

Com sistemas integrados, gestores conseguem visualizar riscos, impactos financeiros e pontos críticos em toda a cadeia logística, facilitando a tomada de decisão e o alinhamento entre as áreas de logística, seguros e compliance.

Apólices especializadas ganham espaço

O crescimento do volume segurado acompanha a busca por coberturas capazes de lidar com diferentes tipos de risco, como roubo qualificado, avarias, falhas operacionais, eventos climáticos extremos e fatores internacionais que afetam prazos e rotas.

Esse movimento reforça o papel estratégico do seguro de cargas como ferramenta de proteção financeira e operacional em um mercado cada vez mais globalizado.

FONTE: Mundo do Marketing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Black Friday impulsiona crescimento das operações logísticas e fortalece e-commerce no Brasil

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) registrou um avanço significativo no volume de operações durante a Black Friday 2025. Segundo levantamento da entidade, as atividades de armazenagem, distribuição, controle de estoque e transporte de cargas cresceram, em média, 13% em comparação com o ano anterior. O tíquete médio dos produtos movimentados também aumentou, embora em ritmo menor, entre 5% e 6%.

Para Marcella Cunha, diretora executiva da Abol, o evento já está consolidado na estratégia das empresas que atendem tanto o e-commerce quanto o varejo tradicional. Ela ressalta que a edição deste ano reforçou a maturidade na relação entre operadores e consumidores, com maior compreensão dos desafios impostos pelo pico de demanda.

E-commerce lidera avanço nas vendas

O crescimento das operações logísticas foi impulsionado principalmente pelo comércio eletrônico. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apontam que as vendas no varejo total subiram 1,9% na data promocional. O desempenho foi puxado por um salto de 16,1% no e-commerce, que alcançou recorde de transações, compensando a queda de 1,9% no varejo físico.

Para dar conta do aumento expressivo no tráfego de mercadorias, as empresas ampliaram equipes temporárias e reforçaram turnos de trabalho. A ID Logistics informou que todos os clientes de e-commerce atingiram — e até superaram — as expectativas de vendas.

Segmentos marítimos e cabotagem mantêm ritmo forte

No modal marítimo, a Santos Brasil destacou que o fluxo de bens de consumo permaneceu aquecido ao longo do ano. A empresa registrou alta de 3% nas importações de longo curso provenientes da Ásia e um crescimento expressivo de 19% na cabotagem, em comparação com 2024. A rota Manaus–Sudeste se destacou, especialmente no transporte de linhas brancas e produtos ligados à Black Friday.

Segundo a operadora, segmentos como o têxtil e o esportivo foram os principais responsáveis pelo aumento do volume movimentado.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Vendas no varejo na Black Friday sobem 1,9% e mostram força do e-commerce

As vendas no varejo na Black Friday registraram avanço de 1,9% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Apesar de ser o menor crescimento desde 2019, o resultado reflete uma base elevada do ano anterior e a forte expansão do e-commerce, que aumentou 16,1% e atingiu recorde histórico de transações. No varejo físico, houve retração de 1,9%.

Impacto do calendário e comportamento do consumidor
Segundo a Cielo, o desempenho mais modesto também foi influenciado pela coincidência da data com o pagamento de salários e a liberação do 13º tanto em 2024 quanto em 2025, o que tende a neutralizar efeitos típicos da sazonalidade. No varejo presencial, parte das compras foi antecipada para as semanas anteriores, diluindo a demanda da sexta-feira.

Força do comércio digital
No ambiente digital, o padrão permaneceu: pico de vendas na virada da madrugada, concentração de transações e tíquetes mais altos. Foram registradas 32,8 milhões de operações online, o maior volume já observado pela empresa.

O vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves, destaca que a data segue como um “termômetro do varejo brasileiro” e reforça a necessidade de ampliar investimentos em tecnologia, integração de canais e estratégias baseadas em dados.

Desempenho por setor
Entre os macrossetores, Serviços liderou com alta de 10,8%, impulsionado por Turismo & Transporte, que avançou 18,6%. Drogarias e farmácias cresceram 6,1%, enquanto bens duráveis e semiduráveis caíram 3,2%, impacto atribuído ao crédito mais restrito e ao alto endividamento das famílias.

No e-commerce, todos os setores subiram: Serviços (19,4%), Bens Não Duráveis (10,6%) e Bens Duráveis e Semiduráveis (6,2%), consolidando o digital como protagonista da Black Friday.

Formas de pagamento mais usadas
O crédito parcelado registrou o maior tíquete médio geral: R$ 813,67. No digital, representou 70,4% do faturamento, com tíquete acima de R$ 1.100. Já no varejo físico, o débito à vista liderou em volume, com 58,6% das vendas. O Pix seguiu em expansão e atingiu 6,9% das transações presenciais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Combate a fraudes no e-commerce reforça segurança para consumidores e indústria

Ação do governo mira produtos irregulares no comércio digital
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que o fortalecimento das ações contra fraudes no comércio eletrônico é essencial para proteger tanto os consumidores quanto a indústria nacional. Segundo ele, coibir a venda de itens sem certificação ajuda a garantir segurança, qualidade e concorrência justa no mercado digital.

Delegacia Cibernética do Inmetro entra em operação
As declarações foram feitas durante a inauguração da Delegacia Cibernética do Inmetro, em São Paulo. A nova estrutura atuará integrada ao sistema Guardião Digital, que utiliza inteligência artificial para monitorar sites e plataformas de e-commerce e detectar anúncios suspeitos de produtos irregulares.

Alckmin destacou que a expansão das compras online exige mecanismos confiáveis de supervisão. Ele reforçou que produtos falsificados ou contrabandeados prejudicam o cliente e geram concorrência desleal para a indústria brasileira. O objetivo, segundo o ministro, é que as plataformas adotem medidas para ofertar apenas itens certificados e com garantia.

Tecnologia para identificar produtos fora do padrão
Para o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, a Delegacia Cibernética vai ampliar a rastreabilidade e a verificação de qualidade dos produtos disponíveis no ambiente digital. Ele ressalta que o uso de IA permitirá localizar mercadorias que não atendam às exigências técnicas, oferecendo mais segurança aos usuários.

A unidade do Inmetro fará o cruzamento de dados com bases oficiais para identificar possíveis violações, como venda de itens sem certificação obrigatória, sem registro ou com informações técnicas adulteradas, além de uso indevido de selos do órgão.

Penalidades e monitoramento inicial
Ao encontrar indícios de irregularidades, o Inmetro notificará a plataforma responsável, solicitando a remoção do anúncio e comunicando o vendedor. Se a infração for confirmada, poderão ser aplicadas penalidades previstas em lei, entre elas multa que pode atingir R$ 1,5 milhão.

Na fase inicial, o Guardião Digital vai acompanhar quatro categorias consideradas prioritárias: fios e cabos elétricos, balanças comerciais, pastilhas de freio e cadeiras plásticas monobloco. Outros produtos regulados serão incluídos gradualmente.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Logística

E-commerce impulsiona boom de galpões logísticos no Brasil

O forte desempenho da Black Friday, no dia 28 de novembro, ajudou a explicar a explosão na ocupação de galpões logísticos por grandes empresas de e-commerce no terceiro trimestre. Juntas, as duas maiores plataformas responderam por 90% dos 656 mil m² alugados no período, segundo a consultoria imobiliária Binswanger.

O Mercado Livre, líder entre os varejistas online, contratou 415 mil m² em sete empreendimentos. Já a Shopee ampliou sua operação com 138 mil m² distribuídos em oito unidades.

Expansão inédita das gigantes digitais

Com a nova rodada de contratos, o Mercado Livre alcançou 3,39 milhões de m² de área logística no Brasil. Em 2020, eram apenas 236 mil m². O volume ultrapassou 1 milhão em 2021 e, entre 2023 e 2025, a expansão foi de 2,5 vezes.

A Shopee segue trajetória semelhante. A empresa já ocupa 1,23 milhão de m², ante somente 63 mil m² em 2021 – um crescimento quatro vezes maior entre 2023 e 2025. Em apenas cinco anos de atuação no país, a plataforma já supera operadoras tradicionais como Via Varejo (985 mil m²), Magazine Luiza (722 mil m²) e Amazon (709 mil m²).

“Essa expansão deve continuar avançando em um ritmo muito acelerado”, afirma Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brasil. Para ela, ainda há muitas regiões do país a serem exploradas por essas empresas.

Shopee e Mercado Livre disputam galpões estratégicos

De acordo com a consultoria JLL, a Shopee assinou o maior contrato do trimestre ao dobrar sua área no complexo GLP Bandeirantes, em Franco da Rocha (SP), chegando a 157 mil m².
Fontes do setor afirmam que a plataforma chinesa entrou em uma nova fase, priorizando instalações de grande porte, após anos focada em estruturas menores voltadas ao last mile.

O Mercado Livre também mantém protagonismo ao assegurar ativos próximos à capital paulista, em um raio de 30 a 50 quilômetros, área considerada estratégica e difícil de replicar. “É uma disputa por território”, explica Santos.

Escassez de galpões limita novos concorrentes

A dificuldade de encontrar espaços bem localizados tem limitado a entrada de novos players no e-commerce, dizem executivos do setor. O Mercado Livre, por exemplo, já pré-locou áreas que só ficarão prontas em 2027 e 2028.

Segundo a Colliers, a taxa de vacância nos galpões logísticos caiu para 7% no fim de setembro. Com poucos imóveis disponíveis, cresce o número de contratos fechados ainda na fase de obras: dos 1,4 milhão de m² alugados até setembro, 404 mil m² estavam em estruturas em construção.
A Binswanger estima que 25% dos 1,9 milhão de m² previstos para entrega em 2025 já estejam pré-locados.

Preços sobem com a corrida por infraestrutura

A escassez de espaços aumentou o poder de negociação dos desenvolvedores. “A velocidade de expansão dessas empresas joga contra elas mesmas”, disse um executivo.
O preço médio do aluguel subiu de R$ 26,37 para R$ 27,78/m² em um ano.

Para reduzir custos e oferecer frete grátis, as varejistas buscam galpões cada vez mais próximos dos grandes centros consumidores. Mas os imóveis de maior qualidade seguem restritos e disputados, mantendo os proprietários em vantagem nas tratativas.
Mesmo assim, incentivos como carência de até seis meses e descontos nos primeiros anos têm sido oferecidos para garantir contratos com Mercado Livre e Shopee.

Infraestrutura logística mais sofisticada

Desenvolvedores afirmam que a exigência técnica das gigantes do e-commerce impulsionou a modernização do setor. Além dos chamados galpões “triple A”, com pé-direito de 12 metros e piso para 6 toneladas, a demanda agora inclui soluções ainda mais avançadas, como pátios otimizados para agilizar a movimentação de veículos.

Ter uma dessas gigantes como inquilina também valoriza o imóvel na hora de vender. Investidores tendem a pagar um “prêmio” por galpões ocupados por empresas vistas como pagadoras confiáveis e altamente integradas em tecnologia.

Empresas seguem expandindo

O Mercado Livre não comentou.
A Shopee informou que já possui 15 centros de distribuição, mais de 200 hubs logísticos e 3 mil agências para coleta e devolução. Segundo a empresa, sua capacidade de processamento de pacotes mais que dobrou em comparação com novembro de 2024.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Silvia Costanti/Valor

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Informação

Receita Federal apreende R$ 550 mil em produtos irregulares durante Operação Black Friday

A Receita Federal realizou uma operação de combate ao contrabando e ao descaminho em um estabelecimento vinculado a uma plataforma de e-commerce em Umuarama (PR). A fiscalização identificou um grande volume de produtos estrangeiros que teriam sido introduzidos no país de forma irregular.

Mais de 2.400 volumes foram retidos, incluindo robôs aspiradores, tablets, celulares, perfumes e outros itens de alto valor agregado. As mercadorias eram despachadas comercialmente a partir de Umuarama e Iporã por vendedores já monitorados pelo órgão, considerados infratores recorrentes no comércio exterior.

Valor das apreensões chega a R$ 550 mil
O montante total das mercadorias apreendidas foi estimado em R$ 550 mil. Todo o material será encaminhado à Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, onde passará pela contabilização oficial.

Compromisso permanente contra práticas ilegais
A Receita Federal reforçou que continuará atuando de maneira constante para combater o ingresso irregular de produtos no país, protegendo a economia nacional, a concorrência leal e a segurança da sociedade brasileira.

FONTE: Costa Oeste News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Costa Oeste News

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