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Ibama autoriza projeto pioneiro de dragagem e recuperação ambiental em Santa Catarina

O Ibama concedeu autorização para um projeto inédito de dragagem e reaproveitamento de sedimentos em Santa Catarina, voltado à alimentação artificial das praias de São Francisco do Sul, no Norte do Estado. A licença, retificada em 10 de outubro (LI nº 1.495/2024), permite o aprofundamento e alargamento do canal de acesso à Baía de Babitonga, etapa que gerará os materiais que serão utilizados na recuperação costeira. Com isso, a empresa responsável já pode iniciar a instalação da tubulação que levará os sedimentos às praias.

Uso sustentável de sedimentos de dragagem

O aproveitamento de sedimentos de um canal de navegação para recomposição de praias representa uma estratégia inédita no Brasil. Segundo Itagyba Alvarenga Neto, coordenador-geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Marinhos e Costeiros do Ibama, a iniciativa alia eficiência técnica, redução de impactos ambientais e benefícios ecológicos e sociais para a região costeira. “O projeto busca otimizar os recursos ambientais de forma inovadora, como proposto durante o processo de licenciamento”, afirmou.

Escala do projeto e recuperação ecológica

Serão utilizados aproximadamente 6 milhões de metros cúbicos de sedimento arenoso, destinados à recomposição de mais de 7 quilômetros de praias em São Francisco do Sul. O empreendimento também inclui a formação de cerca de 5 quilômetros de dunas, que serão repovoadas com aproximadamente 268 mil mudas de vegetação nativa de restinga, contribuindo para a proteção contra erosão costeira e a recuperação do ecossistema litorâneo.

Dragagem e conservação ambiental

Em nota, o Ibama destacou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, garantindo que todas as fases do projeto respeitem a legislação ambiental e normas vigentes. A atuação do Instituto busca conciliar infraestrutura e preservação, incentivando soluções inovadoras que promovam a recuperação de ecossistemas degradados e fortaleçam a resiliência do litoral brasileiro.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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