Exportação

Desoneração da exportação: projeto avança no Senado e pode ser votado em fevereiro

O projeto de desoneração da exportação está pronto para entrar na pauta do Senado e deve ser votado já em fevereiro, segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A proposta prevê a concessão de crédito tributário de 3% para estimular empresas brasileiras a ampliar ou retomar vendas ao exterior.

Crédito tributário deve ampliar acesso a novos mercados

De acordo com Alckmin, a medida é estratégica para empresas que perderam espaço em mercados como os Estados Unidos e buscam redirecionar suas exportações. O ministro destacou que o mecanismo vai beneficiar companhias de todos os portes, das micro e pequenas empresas às grandes exportadoras.

Segundo ele, o texto já está maduro para deliberação no Congresso. A expectativa do governo é que, após a aprovação, o incentivo funcione como um impulso imediato para a competitividade das exportações brasileiras.

Comércio exterior deve crescer apesar do cenário geopolítico

Alckmin também demonstrou otimismo em relação ao saldo da balança comercial brasileira em 2026, mesmo diante das incertezas no cenário internacional. Ele ressaltou avanços logísticos recentes que contribuíram para maior eficiência no comércio exterior.

O tempo médio das exportações brasileiras caiu de mais de dez dias para cerca de quatro a cinco dias. Já nas importações, o prazo foi reduzido para um intervalo entre seis e oito dias. Para o ministro, esses ganhos operacionais são fundamentais para sustentar o crescimento do setor.

Argentina lidera crescimento das exportações brasileiras

Outro destaque citado por Alckmin foi o desempenho da Argentina como destino das exportações nacionais. O país registrou o maior crescimento percentual entre os principais parceiros comerciais do Brasil, impulsionado principalmente pelo setor automotivo.

Atualmente, os maiores compradores de produtos brasileiros são China, União Europeia, Estados Unidos e Argentina. Entre eles, no entanto, o mercado argentino apresentou a expansão mais expressiva, com crescimento superior a 30% nas vendas brasileiras.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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