Internacional

União Europeia cobra respeito à vontade do povo venezuelano em meio à crise política

A União Europeia divulgou neste domingo (4) uma declaração oficial em que defende “calma e moderação” de todos os envolvidos na crise na Venezuela. O apelo tem como objetivo evitar o agravamento das tensões e abrir caminho para uma solução pacífica e negociada. O posicionamento foi publicado pela alta representante da UE para Relações Exteriores e Segurança, Kaja Kallas, em suas redes sociais.

Defesa do direito internacional e da Carta da ONU

No comunicado, a UE destaca que, em qualquer circunstância, devem ser respeitados os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. O texto ressalta ainda que os países que integram o Conselho de Segurança da ONU têm responsabilidade especial na preservação desses fundamentos, especialmente em contextos de instabilidade política.

Questionamento da legitimidade de Nicolás Maduro

A declaração reforça a posição do bloco de que Nicolás Maduro não possui legitimidade como presidente democraticamente eleito. Diante desse entendimento, a União Europeia segue defendendo uma transição democrática pacífica na Venezuela, conduzida pelos próprios venezuelanos e com pleno respeito à soberania nacional do país.

Articulação internacional para apoiar o diálogo

Segundo o documento, a UE mantém diálogo próximo com os Estados Unidos e parceiros regionais para incentivar conversas entre todas as partes envolvidas no conflito. O objetivo é viabilizar uma solução democrática, inclusiva e pacífica, baseada no entendimento político e no respeito às instituições.

Crime organizado e direitos humanos preocupam o bloco

Outro ponto destacado pela União Europeia é a ameaça representada pelo crime organizado internacional e pelo tráfico de drogas, tratados como desafios globais. Para enfrentá-los, o bloco defende cooperação internacional, respeito ao direito internacional e à integridade territorial dos países.

Ao final, a UE reiterou a cobrança por respeito integral aos direitos humanos e pediu a libertação imediata e incondicional de presos políticos na Venezuela. O comunicado informa ainda que autoridades consulares dos Estados-membros atuam de forma coordenada para garantir a proteção de cidadãos europeus no país, incluindo aqueles detidos de maneira considerada ilegal.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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