Transporte

Gigantes dos mares: os 5 maiores navios porta-contêineres do mundo e os desafios de operar cargas acima de 24 mil TEU

O transporte marítimo segue como a espinha dorsal do comércio global. Estima-se que mais de 90% das mercadorias comercializadas internacionalmente sejam movimentadas por via marítima, grande parte delas em contêineres. Nos últimos anos, a busca por economia de escala, eficiência logística e redução do custo por unidade transportada impulsionou uma corrida por navios cada vez maiores.

O resultado são verdadeiros colossos flutuantes, com quase 400 metros de comprimento e capacidade superior a 24 mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit), que operam principalmente nas rotas Ásia–Europa. A seguir, conheça os cinco maiores navios porta-contêineres do mundo em capacidade de carga, atualmente em operação.

1. MSC Irina — 24.346 TEU

O MSC Irina é, hoje, o maior navio porta-contêineres do mundo em capacidade de carga. Operado pela Mediterranean Shipping Company (MSC), o gigante mede cerca de 399,9 metros de comprimento e mais de 61 metros de largura, o equivalente a quase quatro campos de futebol alinhados.

  • Capacidade: 24.346 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2023
  • Rotas principais: Ásia–Europa

O navio simboliza a nova geração de ULCVs (Ultra Large Container Vessels) e tem sido destaque mundial por escalar apenas portos altamente preparados do ponto de vista estrutural e tecnológico.

2. MSC Loreto — 24.346 TEU

Navio-irmão do MSC Irina, o MSC Loreto compartilha exatamente a mesma capacidade e dimensões. Ele integra a estratégia agressiva da MSC de liderar o mercado global não apenas em número de embarcações, mas também em capacidade total transportada.

  • Capacidade: 24.346 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2023
  • Destaque: operações concentradas em grandes hubs portuários

A presença de dois navios idênticos no topo do ranking evidencia a padronização e a escala industrial atingida pela construção naval contemporânea.

3. OOCL Spain — 24.188 TEU

O OOCL Spain representa a força da construção naval chinesa e da expansão asiática no transporte marítimo global. Operado pela OOCL, empresa do grupo COSCO, o navio faz parte da G Class, uma das mais modernas do mundo.

  • Capacidade: 24.188 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2023
  • Rotas: Ásia–Europa

Além do porte, o OOCL Spain incorpora sistemas avançados de eficiência energética e digitalização da operação de carga.

4. MSC Tessa — 24.116 TEU

Outro gigante da frota da MSC, o MSC Tessa integra a mesma geração de mega embarcações lançadas a partir de 2023. O navio combina grande capacidade com soluções voltadas à redução do consumo de combustível e emissões.

  • Capacidade: 24.116 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2023
  • Diferencial: foco em eficiência energética

É um exemplo claro de como a sustentabilidade passou a ser parte central do projeto desses colossos marítimos.

5. Ever Alot — 24.004 TEU

O Ever Alot, da Evergreen Marine, foi um dos primeiros navios do mundo a ultrapassar a marca dos 24 mil TEU, abrindo caminho para a nova geração de mega porta-contêineres.

  • Capacidade: 24.004 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2022
  • Classe: Evergreen A-Class

Mesmo ligeiramente menor que os líderes do ranking, o Ever Alot segue entre os maiores navios comerciais já construídos.

Os desafios de operar gigantes dos mares

O crescimento no tamanho dos navios trouxe ganhos expressivos de escala, mas também desafios operacionais complexos:

  • Infraestrutura portuária: poucos portos no mundo possuem calado, berços e guindastes adequados
  • Congestionamento: a movimentação de milhares de contêineres em poucas horas pressiona pátios, retroáreas e acessos urbanos
  • Manobrabilidade e segurança: maior dependência de rebocadores e planejamento rigoroso
  • Efeito dominó: atrasos em um porto impactam toda a rota global
  • Sustentabilidade: pressão regulatória para redução de emissões e uso de novos combustíveis

Esses fatores reforçam a tendência de concentração das operações em grandes hubs logísticos globais.

Curiosidade: quanto tempo e quanto custa construir um gigante desses?

A construção de um navio porta-contêineres com capacidade acima de 24 mil TEU leva, em média, entre 24 e 36 meses, desde a fase de projeto até a entrega final. O investimento também impressiona: cada unidade custa entre US$ 160 milhões e US$ 220 milhões, dependendo do estaleiro e das tecnologias embarcadas. Esses navios utilizam dezenas de milhares de toneladas de aço, motores equivalentes à potência de pequenas usinas e sistemas digitais avançados, tornando-se alguns dos projetos industriais mais complexos do planeta.

Fontes

  • MSC – Mediterranean Shipping Company (msc.com)
  • Evergreen Marine Corporation (evergreen-marine.com)
  • OOCL – Orient Overseas Container Line (oocl.com)
  • gCaptain – Jornalismo marítimo internacional
  • Marine Insight
  • Ship Technology (GlobalData)
  • Offshore Energy
  • Port Technology International
  • VesselFinder
  • MarineTraffic
  • ShipSpotting
  • Clarksons Research
  • Alphaliner
  • China State Shipbuilding Corporation (CSSC)
  • IMO – International Maritime Organization
  • Wikipedia (artigos técnicos e históricos, para checagem cruzada)

Texto desenvolvido com apoio de Inteligência Artificial e revisão editorial.

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Informação

Brasil tem 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes

Apenas Guarulhos e Campinas não são capitais

O Brasil tem 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Nesses municípios, moram 42,8 milhões de pessoas, o que representa 20,1% da população brasileira, ou seja, um em cada cinco habitantes. Das 15 cidades, apenas duas não são capitais, Guarulhos e Campinas, em São Paulo.

Os dados estão na estimativa da população, com base em 1º de julho de 2025, divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O instituto revelou que o país alcançou 213,4 milhões de pessoas, crescimento de 0,39% em um ano.  

A capital paulista é a maior cidade do país, com 11,9 milhões de habitantes. Se fosse um estado, a cidade seria o quarto mais populoso, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

Na lista das quinze maiores cidades do país, duas paulistas entram na relação mesmo não sendo capitais, Guarulhos e Campinas. 

Cidades brasileiras com mais de 1 milhão de pessoas: 

  • São Paulo: 11,9 milhões
  • Rio de Janeiro: 6,7 milhões
  • Brasília: 3,0 milhões
  • Fortaleza: 2,6 milhões
  • Salvador: 2,6 milhões
  • Belo Horizonte: 2,4 milhões
  • Manaus: 2,3 milhões
  • Curitiba: 1,8 milhão
  • Recife: 1,6 milhão
  • Goiânia: 1,5 milhão
  • Belém: 1,4 milhão
  • Porto Alegre: 1,4 milhão
  • Guarulhos (SP): 1,3 milhão
  • Campinas (SP): 1,2 milhão
  • São Luís: 1,1 milhão

 Apesar de a população brasileira ter crescido de um ano para o outro, o instituto nota que cinco capitais perderam população de 2024 para 2025: 

  • Salvador (0,18%);
  • Belo Horizonte (0,02%);
  • Belém (0,09%);
  • Porto Alegre (0,04%) e
  • Natal (0,14%), que com 784,2 mil habitantes, não chega a entrar na lista das 15 cidades mais populosas. 

O gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, explica que o decréscimo populacional tem relação com a interligação com cidades vizinhas.

“As capitais maiores, esses municípios mais centrais, em geral têm um entorno mais conurbado e perdem população para ele. O crescimento vai do centro para a periferia. Entre as capitais que perderam população, com exceção de Salvador, houve aumento de habitantes na respectiva região metropolitana”, aponta.

De acordo com o IBGE, o Brasil tem 30 regiões metropolitanas, que concentram 103,5 milhões de pessoas, 48,5% da população.

As maiores são a de São Paulo (21,6 milhões de habitantes), do Rio de Janeiro (12,9 milhões) e de Belo Horizonte (6 milhões).

Menores cidades 

O Brasil tem 26 cidades com menos de 1,5 mil habitantes. Quatro têm menos de mil moradores:

  • Serra da Saudade (MG): 856
  • Anhanguera (GO): 913
  • Borá (SP): 932
  • Araguainha (MT): 997

Para efeito de comparação, o avião AirBus A350-1000 acomoda de 375 a 400 passageiros.

Fundo 

A divulgação da estima populacional por parte do IBGE é um requisito legal e serve para o Tribunal de Contas da União (TCU) calcular valores do Fundo de Participação de Estados e Municípios, que são recursos repassados da União para os demais entes federativos.

Para se chegar à estimativa populacional, o IBGE parte do último censo realizado em 2022 e faz projeção anual em cima de dados como taxas de mortalidade e nascimento.

De acordo com o instituto, a população brasileira seguirá em trajetória de crescimento até 2041, atingindo 220,43 milhões de habitantes, passando a encolher a partir de 2042. Em 2070, o país deve ter 199,2 milhões de pessoas.

Fonte: Agência Brasil

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