Comércio Exterior, Economia

China enfrenta nova queda da inflação com crise no setor imobiliário e consumo enfraquecido.

Pressão econômica cresce com deflação e exportações em baixa

A economia da China continua sob forte pressão, com sinais claros de deflação e um mercado interno ainda debilitado após os impactos da pandemia de Covid-19. Dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recuou 0,3% em setembro, na comparação anual.

Queda de preços supera previsões do mercado

O resultado veio abaixo do esperado por analistas consultados pela Bloomberg, que previam uma retração de 0,2%. Apesar disso, o recuo foi menor que o registrado em agosto, quando a inflação caiu 0,4%.

Embora, à primeira vista, a deflação possa parecer positiva para os consumidores, ela representa um risco considerável para o crescimento econômico. Isso porque a expectativa de preços mais baixos no futuro tende a desestimular o consumo, à medida que famílias adiam compras na esperança de novas quedas.

Crise imobiliária e guerra comercial agravam cenário

O ambiente interno na China continua fragilizado principalmente pela crise prolongada no setor imobiliário, que tem afetado diretamente o consumo e os investimentos privados. Ao mesmo tempo, o país enfrenta dificuldades no comércio exterior, prejudicado por uma demanda global instável e os desdobramentos da guerra comercial com os Estados Unidos, intensificada no início do ano.

FMI sugere foco no consumo interno

Em meio à desaceleração, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou nesta terça-feira (14) que Pequim adote medidas fiscais voltadas ao fortalecimento da demanda doméstica. Segundo o FMI, um reequilíbrio da economia chinesa, com foco no consumo, pode ser essencial para conter os riscos deflacionários.

FONTE: Com informações da Bloomberg.
TEXTO: Redação

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Projeções econômicas para 2025 apontam para um cenário desafiador

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (30) o relatório Focus com os dados da inflação de 2024 e projeções para 2025. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar este ano em 4,9%, enquanto a expectativa para 2025 é de 4,8%. Ambos os índices estão acima da meta de 3% estipulada para o segundo trimestre de 2026.

A taxa Selic, atualmente em 13,75%, deve subir e permanecer em torno de 15% no próximo ano, influenciando o crescimento econômico, que é projetado em 2% para 2025 e 2026. Além disso, a desvalorização do real, com o dólar acima de R$ 6, pode impactar os preços internos nos próximos meses.

O Brasil apresenta um déficit em conta corrente próximo a 3% do PIB em 2024, enquanto o investimento direto estrangeiro se mantém forte, em torno de 70 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 430 bilhões) nos últimos 12 meses. Apesar disso, a saída de capitais pela conta financeira tem sido significativa.

Em comparação com a crise econômica de 2015, a situação atual mostra diferenças importantes. Naquele período, o crescimento era próximo de zero, enquanto hoje o país cresce 3,5% ao ano, impulsionado por investimentos e importações. No entanto, a dívida pública, que era de 60% do PIB em 2015, já alcança 80% atualmente, com os juros dos próximos 12 meses ultrapassando R$ 1 trilhão.

Outro ponto de destaque é a balança comercial. Em 2015, o saldo era próximo de zero, enquanto agora o país registra um superávit de 80 bilhões de dólares (R$ 496 bilhões), com o petróleo liderando as exportações. Apesar disso, o déficit em serviços continua relevante.

Fonte: Revista Oeste
https://diariodobrasilnoticias.com.br/noticia/projecoes-economicas-para-2025-apontam-para-um-cenario-desafiador-6772fb7d6d730

 

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