Economia

Peso argentino renova mínima histórica mesmo após apoio financeiro dos Estados Unidos

O peso argentino voltou a se desvalorizar nesta segunda-feira (20), atingindo mínima histórica mesmo após o apoio financeiro dos Estados Unidos. Desde 9 de outubro, o Tesouro norte-americano já aportou cerca de US$ 400 milhões para tentar conter a crise cambial, mas a intervenção não impediu a nova queda.

A cotação chegou a 1.476 pesos por dólar, ultrapassando os níveis anteriores ao início da ajuda americana. O valor se aproxima do limite inferior da banda cambial estabelecida pelo governo argentino em abril. Por volta das 13h55 (horário de Brasília), o câmbio estava em 1.468,03 pesos por dólar.

Banco Central confirma acordo de swap de até US$ 20 bilhões

Em meio à volatilidade, o Banco Central da Argentina confirmou um acordo de swap cambial com os Estados Unidos, estimado em até US$ 20 bilhões. Apesar disso, o órgão não divulgou detalhes sobre as condições ou prazos do acordo, que faz parte de um plano emergencial para estabilizar a moeda e conter a fuga de capitais.

O suporte americano é liderado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e integra um pacote mais amplo de cooperação financeira. No entanto, a confiança dos investidores segue abalada, e o mercado mantém forte demanda por dólares como forma de proteção contra riscos políticos.

Incerteza eleitoral agrava a pressão sobre o câmbio

O cenário político argentino intensifica a pressão sobre o câmbio, com o mercado reagindo à possibilidade de derrota do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de 26 de outubro. A instabilidade eleitoral tem ampliado a busca por ativos em moeda estrangeira e reduzido a entrada de capitais no país.

De acordo com a consultoria Romano Group, as reservas líquidas do Banco Central em moeda forte estão abaixo de US$ 5 bilhões, o que reforça as especulações sobre uma possível desvalorização oficial do peso após o pleito. O jornal britânico Financial Times destacou que a situação cambial da Argentina é uma das mais delicadas da América Latina neste momento.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: CaptureLight/Getty Images

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Comércio Exterior, Turismo

Crise cambial ameaça o comércio exterior e o turismo

A economia boliviana enfrenta uma grave crise cambial. Desde 2023, vêm se intensificando as restrições para transações em dólares. Segundo dados oficiais, as reservas internacionais líquidas (RIN) caíram para 3,148 bilhões de dólares — muito distante do recorde de 15,122 bilhões registrado em 2014.

Essa queda provocou uma escassez generalizada de dólares. O sistema financeiro impôs limites às operações com cartões e contas em moeda estrangeira, afetando tanto empresas quanto cidadãos. A taxa de câmbio oficial está fixada desde 2011: 6,96 bolivianos por dólar na venda e 6,86 na compra.

No entanto, no mercado paralelo, a cotação chegou a 20 bolivianos em maio e atualmente gira entre 15 e 16 bolivianos por dólar.

Exportações em queda, importações em alta
Oswaldo Barriga, presidente da Câmara Nacional de Exportadores da Bolívia (Caneb), explicou que a queda das exportações de gás natural foi decisiva. Em 2013, as vendas de gás geraram 6,113 bilhões de dólares; em 2024, mal chegaram a 1,672 bilhão.

A essa queda somou-se uma forte fuga de capitais após a intervenção do Banco Fassil em 2023. Também influenciaram as medidas contra operações ligadas ao narcotráfico. Segundo Barriga, o país deixou de arrecadar entre 5 e 8 bilhões de dólares por esses fatores.

Gary Rodríguez, gerente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), destacou que o setor público importa mais combustíveis e exporta menos hidrocarbonetos. Isso agrava a escassez de divisas e se soma à falta de financiamento externo, dificultada por entraves legislativos.

Efeitos no turismo e no comércio
Luis Ampuero, presidente da Câmara Boliviana de Turismo (Cabotur), alertou sobre as consequências no setor. As empresas não conseguem efetuar pagamentos ao exterior nem importar insumos com liberdade, o que desacelera a atividade.

Barriga criticou a taxa de câmbio fixa e as faixas de preços, que obrigam os exportadores formais a vender no mercado interno a valores subsidiados.

Reivindicam medidas urgentes
Representantes do setor produtivo propõem reduzir o gasto público, liberar as exportações e ativar o financiamento externo. Também pedem a formalização das cooperativas de mineração e melhores condições para investir no setor de hidrocarbonetos.

“Estamos ficando sem oxigênio produtivo”, alertou Barriga. “Sem sangue nas veias, a economia não pode sobreviver.”

Fonte: Todo Logística News

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