Economia

Dólar dispara a R$ 5,26 e Ibovespa cai 3% com tensão no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte turbulência nos mercados nesta terça-feira (3). O dólar avançou quase 2% e voltou ao patamar de R$ 5,26, enquanto a Bolsa brasileira registrou a maior queda do ano. O movimento acompanha a busca global por ativos considerados mais seguros diante do aumento do risco geopolítico.

Dólar sobe com aversão ao risco

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,261, alta de 1,87%. No pico da sessão, por volta das 12h20, chegou a R$ 5,34, mas perdeu força ao longo da tarde.

A moeda norte-americana atingiu o maior nível desde o fim de janeiro, refletindo a saída de capital de mercados emergentes. Em meio à volatilidade, o Banco Central anunciou dois leilões de linha no valor de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou a operação minutos depois, informando tratar-se de um teste interno divulgado por engano.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, subiu 0,66%, reforçando o movimento global de fortalecimento da divisa.

Ibovespa registra maior queda do ano

A instabilidade também dominou o mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 3,27%, encerrando aos 183.104 pontos. Durante o pregão, chegou à mínima de 180.518 pontos, queda de 4,64%.

A retração foi disseminada entre as ações. Após renovar recorde acima de 191 mil pontos no fim de fevereiro, o índice voltou ao menor nível em quase um mês.

O desempenho negativo acompanhou as bolsas internacionais:

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
  • Europa: quedas superiores a 3%;
  • Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq (-1,02%).

Petróleo supera US$ 80 e pressiona inflação global

A tensão geopolítica ganhou força após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos também no Líbano e em países do Golfo.

O anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial — elevou o temor de interrupção no fornecimento global de energia. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito.

Como reflexo, o barril do petróleo Brent ultrapassou US$ 80, acumulando alta superior a 4% no fechamento. No início do dia, chegou a avançar 10%. O gás natural na Europa disparou 22%.

A valorização das commodities energéticas amplia o risco de inflação global e reforça preocupações com desaceleração econômica.

PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025, mas desacelera no fim do ano

No cenário doméstico, o IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025. Apesar do crescimento no acumulado do ano, o ritmo perdeu força no quarto trimestre, com alta de apenas 0,1%.

O resultado representa desaceleração frente a 2024, quando a economia cresceu 3,4%. O dado ficou dentro das projeções oficiais, mas reforçou a percepção de perda de dinamismo.

Diante do ambiente externo adverso e da atividade econômica mais fraca, o mercado revisou expectativas para a próxima reunião do Banco Central. A projeção predominante agora é de corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, abaixo da estimativa anterior de 0,5 ponto.

Juros mais elevados tendem a sustentar o dólar, mas também limitam o crescimento econômico.

FONTE: Agência Brasil e Reuters.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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Economia

Dólar fecha em leve alta a R$ 5,37 com influência do exterior e prévia do PIB

O dólar encerrou a sexta-feira (16) em leve valorização frente ao real, acompanhando o movimento das principais moedas internacionais em um pregão marcado por liquidez reduzida nos mercados globais.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador visto como uma prévia do PIB brasileiro.

IBC-Br surpreende e supera projeções do mercado

O IBC-Br registrou alta de 0,70% em novembro na comparação com outubro, já considerando o ajuste sazonal. O resultado veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam avanço de 0,30% no período.

A leitura mais forte do indicador reforçou a percepção de que a economia segue aquecida, o que pode impactar as decisões futuras do Banco Central sobre o início do ciclo de corte de juros.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar comercial fechou com ganho de 0,08%, cotado a R$ 5,372 na compra e R$ 5,373 na venda.

No mercado futuro, às 17h07, o contrato de dólar para fevereiro, o mais negociado na B3, avançava 0,02%, aos R$ 5,3890.

Na sessão anterior, o dólar havia encerrado a R$ 5,3684, com recuo de 0,61%.

Pressão externa limita efeito dos dados internos

Apesar do dado econômico mais robusto no Brasil, o comportamento do câmbio foi influenciado principalmente pelo cenário externo. Segundo analistas, o movimento de alta nos Treasuries americanos acabou fortalecendo o dólar frente às moedas de países emergentes.

“Em tese, um dado mais forte puxaria o câmbio para baixo, mas hoje o exterior prevaleceu, com a alta dos Treasuries valorizando o dólar”, avaliou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram com investidores analisando indicadores recentes da economia americana e as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

Declarações de Lula também entram no radar

O mercado também acompanhou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a política comercial do Brasil. Lula afirmou que o Mercosul busca ampliar acordos após a conclusão do tratado com a União Europeia, mirando parcerias com países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A fala ocorreu ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, às vésperas da assinatura oficial do acordo comercial entre UE e Mercosul, prevista para sábado, em Assunção, no Paraguai.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

Dólar em 2025 recua mais de 11% e encerra o ano abaixo de R$ 5,60

Desempenho do dólar ao longo de 2025
O dólar comercial acumulou queda de 11,17% em 2025 frente ao real. A moeda norte-americana iniciou o ano em baixa e, no primeiro pregão, em 2 de janeiro, foi cotada a R$ 6,16. Já no encerramento do ano, na terça-feira (30), o dólar terminou negociado a R$ 5,588 na compra e na venda.

Cenário global pesou sobre a moeda americana
Apesar de fatores internos terem favorecido a valorização do real, o principal movimento veio do exterior. O dólar perdeu força globalmente ao longo do ano. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta de divisas internacionais, acumulou queda de quase 9%, atingindo 98,44 pontos em dezembro, uma das maiores baixas do ranking global.

Segundo o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, o enfraquecimento do dólar no mundo foi determinante. Ele destaca que o carrego do real também contribuiu para o movimento, embora esse efeito deva perder força com o início do ciclo de cortes de juros no Brasil.

Influência da política americana e expectativas econômicas
Para especialistas, a desvalorização global do dólar esteve diretamente ligada ao cenário político e econômico dos Estados Unidos. De acordo com Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office, a combinação entre incertezas fiscais, política comercial mais agressiva e expectativa de desaceleração da economia americana afetou a confiança nos ativos dolarizados.

Ele afirma que a instabilidade institucional e a possibilidade de novos cortes de juros nos EUA reduziram a demanda internacional pela moeda, sobretudo no início do ano.

Juros altos no Brasil impulsionaram o real
No mercado doméstico, o diferencial de juros foi decisivo. O Brasil manteve uma das maiores taxas de juros reais do mundo, favorecendo operações de carry trade e atraindo capital estrangeiro.

Para Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, esse fator foi central para a entrada expressiva de recursos até novembro. Segundo ele, a taxa de juros elevada tornou o país especialmente atrativo para investidores internacionais.

Fim de ano trouxe volatilidade ao câmbio
Na reta final de 2025, o dólar voltou a ganhar força, especialmente a partir de 5 de dezembro. O movimento foi impulsionado pelo anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que gerou redução de posições estrangeiras em ativos brasileiros. A tendência se intensificou após pesquisas indicarem baixa chance de o candidato impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando o dólar a orbitar a faixa de R$ 5,50 no fim do ano.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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Economia

Dólar hoje recua e volta a ficar abaixo de R$ 5,30 com otimismo sobre o fim do shutdown nos EUA

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (11), refletindo o aumento do apetite por risco entre investidores após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano. No cenário interno, o mercado acompanha os novos dados de inflação (IPCA) e a ata do Copom, que reforçou a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h13, o dólar à vista recuava 0,38%, cotado a R$ 5,287 na venda. O contrato futuro de dezembro, o mais negociado na B3, tinha leve queda de 0,02%, negociado a R$ 5,312.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,287
Venda: R$ 5,287

Dólar turismo
Compra: R$ 5,427
Venda: R$ 5,607

Contexto internacional favorece mercados emergentes

A aprovação no Senado norte-americano, por 60 votos a 40, de uma proposta para encerrar o shutdown impulsionou o otimismo global. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados dos EUA. A perspectiva de estabilidade fiscal reduziu a aversão ao risco e fortaleceu moedas de países emergentes, como o real.

Apesar disso, o mercado ainda demonstra cautela diante da valorização das ações de tecnologia em Wall Street, que têm pressionado alguns índices acionários.

Copom reforça tom cauteloso sobre juros

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indicou que a taxa Selic de 15% ao ano deve ser suficiente para conduzir a inflação à meta, mas destacou que os juros elevados precisarão ser mantidos por um período “bastante prolongado”. O documento reforça a postura conservadora do Banco Central diante do cenário fiscal e da incerteza internacional.

Inflação tem menor alta para outubro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. Foi o menor resultado para o mês desde 1998, quando o índice subiu apenas 0,02%. No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, chega a 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Perspectiva

Com o alívio internacional e sinais de controle da inflação doméstica, o real tende a se beneficiar no curto prazo. No entanto, analistas ainda apontam que a volatilidade deve permanecer enquanto persistirem incertezas sobre a política fiscal dos EUA e o ritmo da economia global.

FONTE: InfoMoney e Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Prakash Singh/Bloomberg

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Economia

Dólar fecha em alta com pressão externa e crise política interna no Brasil

Moeda norte-americana sobe com valorização global e incertezas fiscais após queda de MP

O dólar encerrou esta quinta-feira (9) em alta, impulsionado pela valorização frente a moedas fortes como o iene e o euro no mercado internacional. O movimento também refletiu nas moedas de países emergentes, incluindo o real, que perdeu força em meio à crescente instabilidade política no Brasil.

A cotação do dólar à vista fechou com avanço de 0,61%, cotado a R$5,3754, após oscilar ao longo do dia. Já o contrato futuro de novembro, o mais negociado na B3, subia 0,70%, a R$5,4035, às 17h03.


Queda de MP eleva tensão no mercado e pressiona o real

Além dos fatores externos, o mercado acompanhou os impactos da derrubada da Medida Provisória 1303 no Congresso. A proposta tratava da taxação de aplicações financeiras, mas perdeu validade sem sequer ter sido votada, o que representou uma derrota significativa para o governo Lula.

A medida previa uma arrecadação extra de R$14,8 bilhões em 2025 e R$36,2 bilhões em 2026, segundo o Ministério da Fazenda. Agora, a preocupação do mercado é com a estratégia do governo para compensar a perda de receita, especialmente às vésperas de um ano eleitoral.

Para a analista Maria Luisa Paolantoni, da Nord Investimentos, “o foco se volta às ações do governo para recompor esse valor e evitar cortes orçamentários em 2026”.


Declarações no Japão abalam moedas globais

O movimento de alta do dólar no exterior teve como principal gatilho as declarações de Sanae Takaichi, líder do partido governista japonês e cotada para assumir o cargo de primeira-ministra. Ela afirmou que o Banco Central do Japão deve alinhar sua política monetária às metas do governo, o que foi interpretado como possível interferência política, derrubando o iene.

Com isso, o dólar se valorizou globalmente, pressionando moedas como o real, o peso mexicano e o rand sul-africano. “O iene atingiu o menor valor em meses, e o real acompanhou esse movimento”, explicou João Oliveira, superintendente de Câmbio na Moneycorp.


Oscilações no dia: dólar saiu de mínima a máxima com força externa

O dólar iniciou o pregão em leve queda, chegando a tocar R$5,3240 (-0,36%) às 9h28, mas reverteu o movimento ao longo do dia e atingiu a máxima de R$5,3808 (+0,71%) às 15h52. O movimento refletiu tanto o ambiente externo quanto a incerteza sobre o futuro da política fiscal no Brasil.


Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial
    • Compra: R$5,375
    • Venda: R$5,375
  • Dólar turismo
    • Compra: R$5,362
    • Venda: R$5,542

Banco Central atua no câmbio e destaca particularidades do mercado brasileiro

Em meio à volatilidade, o Banco Central do Brasil vendeu 40 mil contratos de swap cambial para rolagem dos vencimentos de novembro. Durante evento em São Paulo, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton José David, afirmou que metade da valorização do real no ano se deve à própria força da moeda, e a outra metade, à fraqueza global do dólar.

Ele também ressaltou que mais de 90% da liquidez no mercado de câmbio brasileiro está nos derivativos, e não no mercado à vista. Isso, segundo ele, torna menos eficaz a atuação direta no spot quando há distorções.


Índice do dólar sobe no exterior

No cenário internacional, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes — subia 0,56%, alcançando 99,408 às 17h06.

FONTE: Com informações de agências de notícias e análises de mercado.
TEXTO: REDAÇÃO 

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Google tira do ar ferramenta de cotação do dólar após ofício da AGU

A cotação da moeda americana exibida na 4ª feira (25.dez) foi de R$ 6,38, valor R$ 0,20 acima do último fechamento oficial de R$ 6,18.

O Google retirou do ar sua ferramenta de cotação do dólar nesta 5ª feira (26.dez.2024). A medida foi tomada depois de ofício enviado pela AGU (Advocacia Geral da União) ao BC (Banco Central do Brasil) pedindo esclarecimentos sobre a cotação do dólar exibida na ferramenta durante o feriado de Natal. Eis a íntegra (PDF – 184 kB). Segundo a AGU, a cotação da moeda norte-americana exibida pela plataforma Google em 25 de dezembro foi de R$ 6,38, valor R$ 0,20 acima do último fechamento oficial de R$ 6,18, em 23 de dezembro de 2024. No entanto, a organização argumentou que o mercado financeiro não funciona no Natal.

A AGU pediu esclarecimentos sobre “eventuais inconsistências” apresentadas pelo Google. “A atuação da AGU tem como objetivo combater a desinformação de dados econômicos de grande relevância para a sociedade brasileira. Recentemente, informações de fontes desconhecidas sobre a cotação real do dólar foram novamente veiculadas na plataforma Google. O câmbio Ptax é a cotação oficial no Brasil, não definido nesta 4ª feira (25.dez) pelo Banco Central devido ao feriado”, declarou o advogado-geral da União, Jorge Messias. Também na 5ª feira (26.dez), a empresa provedora independente de dados do mercado financeiro Morningstar reconheceu o erro que mostrou a cotação do dólar comercial no Google próximo de R$ 6,40 na 4ª feira (25.dez). A plataforma, com sede em Chicago (EUA), disse que as taxas de compra e venda foram fornecidas “erroneamente por um contribuidor de taxas terceirizado”. Declarou que resolveu o problema e que está comprometida com a qualidade e precisão dos dados. O Poder360 apurou que os dados da plataforma consideram a flutuação natural da moeda dos EUA mesmo quando o mercado cambial do Brasil está fechado.

O motivo: a negociação continua em outros países. Apesar disso, o feriado internacional de Natal paralisou a maior parte das negociações no mundo de investimento, o que provocou estranheza a alta da moeda norte-americana para R$ 6,38.

PLATAFORMA SAI DO AR
O site parou de mostrar os dados do câmbio durante a tarde. Ao pesquisar expressões como “dólar” ou “dólar Google”, os valores não apareciam mais abaixo da barra de pesquisa.

Não é a 1ª vez que o Google mostra valores equivocados para o dólar. Um episódio similar ocorreu em 6 de novembro, quando mostrou o câmbio da moeda norte-americana acima de R$ 6 quando ainda não tinha atingido esse patamar.
O Google disse que “os dados em tempo real exibidos na busca vêm de provedores globais terceirizados de dados financeiros”.

FONTE: O poder 360
Google tira do ar ferramenta de cotação do dólar após ofício da AGU

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