Portos

Porto de Chancay completa primeiro ano e redefine a logística do Pacífico sul-americano

O Porto de Chancay, no Peru, encerrou seu primeiro ano de operação efetiva consolidando a transição de um grande projeto de infraestrutura para um hub logístico em funcionamento, com movimentação real de cargas e conexão direta com a Ásia. Idealizado como um porto de águas profundas, altamente automatizado e orientado a rotas diretas com a China, o terminal passou a operar dentro dos padrões dos grandes complexos portuários globais.

Inaugurado institucionalmente em 2024, o porto iniciou suas operações comerciais em junho de 2025, após a liberação das licenças pelas autoridades peruanas. A operação é conduzida pela COSCO Shipping Ports Chancay Perú S.A., controlada majoritariamente pelo grupo chinês COSCO Shipping Ports, em parceria com o grupo peruano Volcan.

Infraestrutura moderna e foco em grandes navios
Desde o planejamento, o Porto de Chancay foi estruturado para receber navios porta-contêineres de grande porte, com calado profundo, sistemas digitais integrados e um túnel logístico exclusivo que conecta o terminal à Rodovia Pan-Americana. A solução reduz interferências urbanas e amplia a eficiência operacional.

No primeiro ciclo operacional, o porto concentrou-se em cargas alinhadas à sua hinterlândia, priorizando fluxos com ganhos logísticos evidentes e compatíveis com a geografia andina.

Exportações agrícolas lideram o início das operações
As primeiras exportações via Chancay foram dominadas por produtos agrícolas perecíveis, especialmente mirtilos, uvas e abacates, embarcados pelo Peru e por outros países andinos com destino ao mercado asiático. Esses embarques se destacaram pelo uso do porto para cargas sensíveis ao tempo, aproveitando uma redução de até 15 dias no trânsito marítimo até a China em comparação a outros portos da América Latina.

Além do Peru, Equador, Chile e Colômbia passaram a utilizar o terminal para exportações regionais, principalmente de frutas e produtos frescos voltados ao mercado asiático.

Importações chinesas e cargas especiais
No fluxo inverso, o porto recebeu importações originadas majoritariamente da China, incluindo máquinas, equipamentos industriais, veículos, bens de consumo duráveis e cargas especiais de grande porte, como equipamentos elétricos e industriais. Os dados são respaldados por registros da Autoridade Portuária Nacional do Peru (APN).

Redução do tempo de viagem é principal diferencial
Um dos pontos mais relevantes observados no primeiro ano foi a redução do tempo de transporte marítimo entre o Pacífico sul-americano e a China. As rotas diretas a partir de Chancay operaram entre 23 e 25 dias, enquanto trajetos tradicionais, dependentes do Canal do Panamá ou de múltiplas escalas, seguem entre 35 e 40 dias.

O ganho logístico beneficia especialmente cargas perecíveis e de maior valor agregado, reduzindo custos financeiros, riscos de deterioração e incertezas operacionais.

Hub emergente do Pacífico e impacto econômico
Ao longo de 2025, o Porto de Chancay passou a ser citado como um hub emergente do Pacífico sul-americano, atraindo cargas de países andinos e reforçando a integração comercial com a Ásia, ainda que em escala inicial. Autoridades peruanas indicam potencial de contribuição relevante ao PIB do Peru, além da geração de empregos diretos e indiretos e estímulo a investimentos logísticos no entorno do terminal.

Integração com o Brasil ainda não saiu do papel
Apesar das expectativas criadas em torno de corredores bioceânicos e da integração logística Brasil–Pacífico, o primeiro ano de operação não registrou qualquer carga brasileira utilizando o Porto de Chancay. Não há manifestos marítimos, dados aduaneiros, anúncios de operadores ou registros de operações piloto envolvendo exportadores do Brasil.

Estados frequentemente citados nesse debate, como Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, também não apresentaram movimentações logísticas efetivas via o porto peruano.

Limites da integração regional
A ausência brasileira está ligada a fatores estruturais conhecidos, como a inexistência de corredores terrestres plenamente operacionais, os altos custos da travessia andina, a falta de escala logística e a competitividade ainda superior das rotas atlânticas.

Segundo a APN e a COSCO Shipping Ports, o balanço do primeiro ano mostra que Chancay opera de forma consistente dentro de sua realidade geográfica, conectando o Pacífico sul-americano à Ásia de maneira mais direta. Ao mesmo tempo, evidencia que o porto ainda não é uma alternativa logística viável para o Brasil, nem um substituto imediato às rotas pelo Atlântico.

Perfil asiático-andino e desafios futuros
Neste estágio, o Porto de Chancay se consolida como um terminal de perfil asiático-andino, com protagonismo peruano e chinês. Sua expansão continental dependerá diretamente da evolução da infraestrutura terrestre sul-americana.

Ao fim do primeiro ciclo operacional, o porto comprova que infraestrutura portuária moderna gera ganhos concretos quando acompanhada por rotas marítimas eficientes, mas também revela os limites da integração regional diante da ausência de corredores logísticos terrestres funcionais. Para os investidores chineses, o ativo já opera com cargas reais e benefícios mensuráveis; para a América do Sul, o desafio permanece fora do porto.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Li Muzi/ Xinhua

Ler Mais
Portos

Interesse chinês no Tecon Santos 10 ganha força

Duas das maiores companhias portuárias da China intensificaram, nas últimas semanas, a articulação para participar do leilão do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres do Porto de Santos (SP). O ativo é considerado o maior arrendamento da história do setor portuário brasileiro e deve ir a leilão entre o fim de março e o início de abril.

A ofensiva envolve a China Merchants Port (CMP) e a Cosco Shipping, que buscam espaço na disputa e questionam as restrições previstas no edital.

Executivos da China Merchants articulam apoio em Brasília

No início de janeiro, o vice-presidente global da CMP, Qi Yue, esteve em Brasília para comunicar oficialmente o interesse da companhia no terminal. Ele foi acompanhado de Jacky Song, presidente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), ativo adquirido pela China Merchants em 2018.

A CMP opera terminais em importantes hubs logísticos do mercado asiático, como Hong Kong, Shenzhen e Colombo, e demonstrou preocupação com eventuais limitações à participação de empresas no leilão brasileiro.

Segundo relatos, os executivos destacaram que, apesar de a China Merchants atuar em linhas regionais de navegação na Ásia, o grupo não possui rotas marítimas para o Brasil — argumento usado para defender sua habilitação no certame.

TCU recomenda veto a armadores e gera reação

Em dezembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu a análise do projeto e recomendou impedir a participação direta de armadores no leilão, com o objetivo de evitar a verticalização do setor — quando empresas de navegação passam a controlar também terminais portuários.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) acatou as recomendações e orientou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a avançar com a publicação do edital dentro desses parâmetros.

Ainda assim, a agência reguladora avalia uma possível modulação da regra, mantendo a restrição às grandes companhias de navegação globais, mas permitindo a participação de armadores sem atuação em rotas brasileiras.

Cosco recorre ao TCU contra restrições

Paralelamente, a Cosco Shipping entrou com pedido de reexame no TCU para contestar a vedação imposta aos armadores. A empresa é hoje a quarta maior transportadora marítima do mundo, atrás apenas da MSC, Maersk e CMA CGM.

No recurso protocolado em 23 de dezembro, a companhia argumenta que a restrição pode reduzir a concorrência, limitar investimentos e comprometer o valor das propostas, afetando a arrecadação pública e o desempenho futuro do terminal.

Leilão bilionário e impacto na capacidade do Porto de Santos

O Tecon Santos 10 prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões e deve ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, que opera próximo ao limite de saturação.

O governo federal definiu uma outorga mínima de R$ 500 milhões — valor considerado baixo por parte do mercado diante da dimensão do projeto. O ministro Silvio Costa Filho informou que o cronograma oficial do leilão deve ser divulgado até o dia 21.

Empresas como MSC e Maersk chegaram a demonstrar forte interesse, mas ficaram de fora da disputa por conta das regras atuais. Outros grupos, como o filipino ICTSI e a JBS Terminais, que atua no Porto de Itajaí (SC), são apontados como potenciais concorrentes.

Segundo o MPor, entre 10 e 12 empresas e fundos devem demonstrar interesse no arrendamento.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO CNN / AMANDA PEROBELLI / REUTERS

Ler Mais
Logística

COSCO aposta em newcastlemax com capacidade para contêineres e amplia encomendas de navios porta-contêineres

A COSCO Shipping Bulk, braço de granéis secos do grupo chinês, está redefinindo os limites entre o transporte graneleiro e o liner shipping. A companhia encomendou uma série de newcastlemax capazes de transportar contêineres, movimento que reforça a flexibilidade de carga como ativo estratégico em um mercado cada vez mais volátil.

Paralelamente, a COSCO também confirmou uma grande rodada de encomendas de navios porta-contêineres, totalizando 18 novas embarcações, com investimento estimado em US$ 2,7 bilhões.

Detalhes do projeto dos newcastlemax multifuncionais

A construção de três graneleiros de 210 mil toneladas de porte bruto (dwt) ficará a cargo do estaleiro CSSC Qingdao Beihai Shipbuilding. As embarcações terão projeto preparado para metanol e amônia e capacidade para transportar contêineres, carga geral e granéis sólidos.

O design foi desenvolvido pelo Shanghai Merchant Ship Design and Research Institute (SDARI) e os navios serão classificados pela China Classification Society. Com cerca de 300 metros de comprimento e 50 metros de boca, os navios mantêm as dimensões típicas de um newcastlemax, mas incorporam a possibilidade de embarque de contêineres, algo inédito nesse segmento tradicionalmente dedicado apenas a granéis.

O contrato envolve, além da COSCO Shipping Bulk, o estaleiro CSSC Beihai Shipbuilding, a CSSC Trading e a Zheshang Financial Leasing, evidenciando o porte financeiro e estratégico do projeto.

Beihai reforça liderança no mercado global

O novo desenho representa uma evolução significativa da plataforma 210.000 dwt, considerada um dos principais produtos do estaleiro Beihai, que mantém posição dominante no mercado global de newcastlemax. Recentemente, o estaleiro também garantiu novos contratos com o Seacon Shipping Group, fortalecendo ainda mais sua liderança no segmento.

Estratégia da COSCO para modernizar a frota

Para a COSCO, o acordo faz parte de um plano mais amplo de expansão e modernização da frota de newcastlemax. O grupo também aparece como operador final de quatro novos navios de 210 mil dwt encomendados ao Dalian Shipbuilding Industry Co, marcando a segunda rodada de pedidos desse tipo em 2025.

No início do ano, a empresa já havia aprovado a construção de dez unidades semelhantes nos estaleiros COSCO Shipping Heavy Industry Zhoushan e CSSC Qingdao Beihai, com entregas previstas até o final de 2028.

Flexibilidade de carga ganha protagonismo

Embora a ideia de transportar contêineres em graneleiros já tenha sido vista como algo pontual, o conceito ganhou força durante a pandemia, quando os mercados de frete sofreram fortes distorções. Nesse período, contêineres passaram a ser embarcados em graneleiros, madeira foi transportada em newcastlemax, e até veículos ocuparam espaço em navios originalmente projetados para outras cargas.

Em 2022, a Star Bulk foi uma das primeiras armadoras de capesize a obter aprovação de classe para transporte de contêineres. Empresas como Swire Bulk também utilizaram navios de granéis secos para esse fim. A escassez de capacidade no transporte regular e os altos valores de afretamento estimularam soluções criativas — experiência que a COSCO agora incorpora diretamente em seus novos projetos de construção.

Histórico de inovação entre segmentos

Maior armador do mundo, a COSCO já tem histórico de misturar funções entre tipos de navios. Em 2022, por exemplo, a empresa passou a transportar automóveis em um navio pulp carrier, após desenvolver uma estrutura dobrável que permitia empilhar veículos em embarcações não convencionais para esse tipo de carga.

Mega encomenda de porta-contêineres e aposta em LNG

Além dos graneleiros, a COSCO confirmou a encomenda de 18 navios porta-contêineres, reforçando escala e opções de combustível alternativo em sua frota.

De acordo com registros regulatórios, foram encomendados:

  • 12 navios de 18.000 TEU, com propulsão dual-fuel LNG, no estaleiro Jiangnan Shipyard;
  • 6 navios de 3.000 TEU, com propulsão convencional, no COSCO Zhoushan Shipyard.

Os navios movidos a GNL (LNG) têm custo unitário de pouco menos de RMB 1,4 bilhão (cerca de US$ 200,7 milhões), totalizando RMB 16,8 bilhões. As entregas estão programadas para 2028 e 2029.

Este será o primeiro grande movimento da COSCO com LNG como combustível marítimo alternativo. Até então, o grupo vinha priorizando projetos preparados para metanol, além da propulsão tradicional.

Projeto consolidado e cronograma de entregas

Segundo a Alphaliner, os novos porta-contêineres de 18.000 TEU seguem um projeto próprio do estaleiro Jiangnan, que já possui 12 navios idênticos encomendados pela CMA CGM, parceira da COSCO na Ocean Alliance, também com entregas previstas para 2028 e 2029.

O estaleiro Jiangnan mantém uma longa relação com a COSCO, tendo entregue anteriormente navios de 5.100 TEU, 4.700 TEU e 21.000 TEU ao grupo.

Já os seis navios de 3.000 TEU construídos em Zhoushan terão preço unitário próximo de RMB 330 milhões (cerca de US$ 47,3 milhões) e devem ser entregues entre meados e o final de 2028.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

Ler Mais
Logística

Cosco converte porta-contêineres para propulsão dupla de metanol e reforça aposta em combustíveis alternativos

Conversão inédita na frota da Cosco Shipping

O navio porta-contêineres Cosco Shipping Libra, com capacidade nominal de 20.119 TEUs, retornou ao serviço após passar por quatro meses de conversão para propulsão dupla de metanol. A embarcação, construída em 2018, é a primeira da companhia a ser adaptada para esse tipo de combustível alternativo, segundo dados do Alphaliner.

A modernização foi realizada no estaleiro da Ilha Changxing, operado pela Cosco Shipping Heavy Industry (CHI), braço de construção naval do grupo. O projeto envolveu a adaptação do motor principal MAN B&W 11S90ME-C10.5 para o modelo MAN B&W 11S90ME-LGIM10.5, compatível com metanol, além da atualização dos motores auxiliares, instalação de um tanque de grande porte para o novo combustível e inclusão de sistemas adicionais de tubulação.

Impacto na capacidade de carga

Por conta da menor densidade energética do metanol, o tanque ocupa parte significativa do espaço do navio, reduzindo sua capacidade de transporte. Embora a Cosco ainda não tenha divulgado números oficiais, o Alphaliner estima que o Cosco Shipping Libra tenha agora capacidade de aproximadamente 19.700 TEUs, contra os 20.119 originais.

Movimento global por navios movidos a metanol

A Cosco segue a tendência já adotada por outras grandes operadoras. Em 2024, a Maersk converteu o porta-contêineres Maersk Halifax (15.282 TEUs), incluindo a extensão do casco de 353 para 367 metros para compensar a perda de espaço causada pelos tanques de metanol.

O Cosco Shipping Libra é classificado como um Megamax-23, com 399,80 metros de comprimento e 58,60 metros de boca (23 fileiras). Construído no Estaleiro Dalian (DSIC) e entregue em julho de 2018, faz parte de uma série de cinco navios-irmãos produzidos pela DSIC e pela CSSC Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding.

Expansão da frota pronta para combustíveis alternativos

Apesar de ser o primeiro navio convertido para metanol da Cosco, a empresa já opera embarcações com tecnologia de combustível duplo. Em junho de 2025, recebeu o Cosco Shipping Yangpu (16.136 TEUs), o primeiro de uma frota superior a 20 navios prontos para metanol, atualmente em construção nos estaleiros Cosco e DACKS.

Após a conversão, o Cosco Shipping Libra voltou a integrar o serviço Ásia-Europa ‘NEU2’ (AEU3) da Ocean Alliance, que conta com navios MGX-23 e MGX-24 da Cosco Shipping Lines e embarcações fretadas internamente por sua subsidiária OOCL.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cosco

Ler Mais
Comércio Exterior, Negócios, Portos

O HSBC projeta um impacto de US$ 2,1 bilhões em 2026 para a COSCO e a OOCL devido ao novo regime de tarifas portuárias

A COSCO Shipping e sua subsidiária listada em Hong Kong, OOIL/OOCL, podem enfrentar uma conta combinada de pouco mais de US$ 2,1 bilhões em 2026 sob o novo regime de tarifas portuárias que mira o transporte marítimo ligado à China, de acordo com modelagem feita pela equipe de pesquisa em ações do HSBC.

Os analistas estimam a exposição da COSCO em cerca de US$ 1,5 bilhão e da OOCL em aproximadamente US$ 654 milhões para 2026. O cenário considera um custo equivalente a US$ 600 por FEU em um navio de 10.000 TEUs — descrito como pouco mais de um quarto da tarifa spot mais recente entre Xangai e a Costa Oeste dos EUA — e contabiliza 86 navios operados pela COSCO que escalaram portos dos EUA em 1º de agosto de 2025. As medidas do USTR, finalizadas em abril, definiram um período de carência de seis meses a US$ 0 antes do início das cobranças em 14 de outubro de 2025.

A partir dessa data, operadores chineses pagarão por tonelada líquida em cada viagem aos EUA, enquanto operadores não chineses usando navios construídos na China pagarão o valor mais alto entre a taxa por tonelada líquida ou por contêiner — ambas aumentando anualmente até 2028. Cada embarcação pode ser tarifada no máximo cinco vezes por ano.

Embora o arcabouço já esteja definido, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) ainda está estabelecendo os mecanismos de arrecadação, e o setor espera orientações adicionais antes do lançamento. O HSBC enquadra o impacto como desigual entre as companhias: transportadoras não chinesas podem, em grande parte, escapar do regime implantando navios não construídos na China em suas rotas para os EUA.

Em contraste, espera-se que a COSCO e a OOCL arquem com a maior parte da exposição nos serviços transpacificos e transatlânticos, a menos que reorganizem a capacidade.

Ambas as transportadoras já começaram a se ajustar. A OOCL lançou no mês passado um novo circuito Ásia–México (TLP8), com a primeira viagem em 20 de agosto, oferecendo escalas diretas em Ensenada e Manzanillo, além de transbordo via Yokohama. Comunicados de mercado também destacaram um circuito expresso Ásia–México (WSA8/TLP8) em parceria com a COSCO, empregando sete navios entre 3.300 e 4.300 TEUs. A COSCO já operava um serviço México Expresso desde 2024 e vem aumentando a capacidade para a América Latina. A OOIL, controladora da OOCL, reconheceu o risco da nova política nos resultados intermediários do mês passado: “As tarifas adicionais aplicadas pelos EUA a transportadoras chinesas terão um impacto relativamente grande no Grupo”, afirmou a empresa.

A COSCO Shipping é uma operadora de transporte marítimo de contêineres que participa de serviços em aliança e tem expandido a capacidade em rotas para a América Latina, incluindo o México Expresso lançado em 2024.

A OOIL é a empresa controladora da marca de navegação OOCL.

Fonte: Port News

Ler Mais
Portos

A Cosco Shipping busca assegurar uma participação de até 30% em acordo portuário da CK Hutchison.

A Cosco Shipping, empresa estatal de navegação da China, busca garantir uma participação de pelo menos 20% a 30% no acordo portuário ligado à CK Hutchison, segundo informou a Reuters com base em um relatório do Financial Times.

O acordo envolve a venda de 43 terminais portuários localizados em 23 países por um valor de 22,8 bilhões de dólares, incluindo um terminal em cada extremidade do Canal do Panamá.

Inicialmente, houve negociações exclusivas com o consórcio liderado pela empresa de investimentos norte-americana BlackRock e a Mediterranean Shipping Company (MSC), do bilionário italiano Gianluigi Aponte. No entanto, o processo agora está aberto a novas ofertas.

Nesse contexto, Pequim está avançando para renegociar os termos de uma venda anteriormente elogiada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na época, Trump afirmou que o acordo permitiria que o Canal do Panamá voltasse ao controle dos EUA, retirando-o, segundo ele, das mãos da China.

Vale lembrar que a CMA CGM também demonstrou interesse em adquirir parte dos portos que a CK Hutchison está tentando vender, o que ocorreu após o fim das negociações exclusivas com o consórcio liderado pela BlackRock.

“Estamos presentes em 65 terminais ao redor do mundo, por isso estamos acompanhando essa operação de perto e, naturalmente, temos interesse em participar”, afirmou no final de julho o diretor financeiro da CMA CGM, Ramón Fernández.

Fonte: Portal Portuario

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook