Exportação

COP 11 e exportações impulsionam debates na Câmara Setorial do Tabaco

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco realizou, na terça-feira (2), sua 78ª Reunião Ordinária, desta vez em formato virtual. Entre os pontos centrais da pauta esteve a eleição para o comando da entidade no próximo biênio. Por unanimidade, os representantes reconduziram Romeu Schneider ao cargo de presidente. Schneider, que também é vice-presidente da Afubra, agradeceu a confiança e reafirmou o compromisso com o equilíbrio e a harmonia da cadeia produtiva.

COP 11 em análise e desafios para a próxima conferência
A primeira discussão do encontro abordou a COP 11 da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT). Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco, destacou o protagonismo brasileiro ao apresentar propostas que impactam diretamente o setor.
Segundo ele, a atuação de parlamentares em Genebra foi essencial para ampliar o espaço de diálogo, mas os desafios permanecem. Thesing avaliou que, até a COP 12, será necessário fortalecer conversas internas com o governo e manter a mobilização de toda a cadeia produtiva.
Como encaminhamento, os integrantes da Câmara decidiram manter o GT COP, agora oficializado como grupo de trabalho permanente dentro da estrutura.

Exportações de tabaco registram crescimento expressivo
As exportações brasileiras de tabaco também estiveram em destaque. Dados do MDIC/ComexStat mostram que, entre janeiro e outubro, o Brasil embarcou 438 mil toneladas e movimentou US$ 2,7 bilhões, aumentos de 26% e 21% em relação ao mesmo período de 2024.
Para Thesing, os números acompanham as previsões da consultoria Deloitte, que estimava alta entre 15,1% e 20% no volume e de 2,1% a 6% no valor exportado.
Entre os principais destinos estão Bélgica, China, Indonésia, Estados Unidos, Emirados Árabes e Turquia. Em relação aos EUA, o presidente do SindiTabaco explicou que os embarques foram suspensos após 6 de agosto devido às tarifas, mas vêm sendo retomados gradualmente por necessidade de matéria-prima.
Thesing também citou a superação de entraves logísticos no porto de Rio Grande e ressaltou que, caso novembro e dezembro repitam o desempenho do ano anterior, o Brasil pode fechar 2025 com exportação recorde, ultrapassando a marca de US$ 3 bilhões.

Safra 2025/2026 sob impacto do clima
O presidente da Afubra, Marcilio Drescher, apresentou o panorama da safra 2025/2026, cuja estimativa é de 685 mil toneladas. Ele alertou, porém, que o cultivo tem enfrentado extremos climáticos — desde chuva e granizo até falta de água em algumas regiões. Ainda assim, Drescher mantém a expectativa de que, com condições climáticas mais estáveis, a safra possa alcançar um bom resultado.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Felipe Krause / Pixel18dezoito / Divulgação / CP

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