Internacional

Fórum Financeiro Asiático reúne líderes globais e reforça papel de Hong Kong como hub financeiro

O Fórum Financeiro Asiático iniciou nesta segunda-feira (26) sua 19ª edição em Hong Kong, reunindo mais de 150 líderes políticos e empresariais, além de investidores internacionais e representantes de órgãos reguladores. O encontro é coorganizado pelo Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong e pelo Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong, com foco no fortalecimento da cooperação financeira internacional e da coordenação de políticas econômicas.

Modelo “Um País, Dois Sistemas” sustenta ambiente de negócios
Na abertura do evento, o chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, destacou que o modelo “Um País, Dois Sistemas” garante vantagens institucionais que mantêm a cidade como uma base estável para operações de empresas globais. Segundo ele, até 2025, o número de companhias instaladas em Hong Kong com matrizes no exterior e na China continental deve alcançar 11.070, crescimento de 11% em relação ao ano anterior e um novo recorde histórico.

Para ampliar sua posição como centro financeiro internacional, o governo local pretende expandir os mercados de ações e títulos, fortalecer o setor de gestão de patrimônio, desenvolver o comércio de ouro e commodities e aprofundar a integração financeira internacional.

Tema do fórum destaca integração entre finanças e indústria
O presidente do Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong, Frederick Ma, apresentou o tema desta edição: “Trabalhando Juntos em Meio à Mudança e Alcançando Resultados Ganha-Ganha na Nova Era”. Ele também anunciou o lançamento da Cúpula Global da Indústria, iniciativa voltada à análise de tendências em setores de alto crescimento, como inteligência artificial, tecnologia, robótica, biofarmacêutica, saúde e novas energias.

De acordo com Ma, o objetivo é impulsionar a inovação por meio da integração entre finanças e indústria, criando bases para um crescimento econômico sustentável no longo prazo.

Acordo com Xangai fortalece mercado de ouro
Durante o fórum, o Departamento de Serviços Financeiros e o Departamento do Tesouro do governo de Hong Kong firmaram um acordo de cooperação com a Bolsa de Ouro de Xangai. O entendimento prevê a criação de uma estrutura conjunta de governança para o Sistema Central de Compensação de Ouro de Hong Kong, além do desenvolvimento de mecanismos de integração entre infraestrutura física e conectividade de mercado.

Na cerimônia de assinatura, Zou Lan, vice-governadora do Banco Popular da China, afirmou que a instituição seguirá apoiando o crescimento do mercado offshore de renminbi (RMB) em Hong Kong. Entre as medidas estão a ampliação do financiamento comercial em RMB, o avanço da interconexão dos mercados financeiros, o aumento da emissão de títulos offshore do governo chinês e o incentivo ao mercado local de ouro. Segundo ela, as ações reforçam Hong Kong como um centro internacional de negociação de ouro.

Programação aborda economia global, fintech e finanças verdes
Com duração de dois dias, o fórum reúne mais de 40 atividades, entre palestras, almoços e cafés da manhã temáticos. A agenda inclui debates e workshops sobre perspectivas econômicas globais, gestão de ativos e patrimônio, fintech, financiamento comercial, negociação de ouro e metais preciosos e finanças verdes.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wang Shen/ Xinhua

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Evento

Brasil e China promovem em São Paulo Fórum de Cooperação Financeira

Objetivo é ampliar o diálogo bilateral

Representantes dos governos brasileiro e chinês realizaram, na tarde dessa terça-feira (16), na capital paulista, o 2º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China. Para a manhã desta quarta (17), está prevista a 11ª Reunião da Subcomissão Econômico-Financeira Brasil-China, que integra a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).

De acordo com a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, que chefia a delegação brasileira, os encontros pretendem oferecer subsídios à agenda governamental dos dois países para incrementar o diálogo bilateral.

“Buscamos estruturar os trabalhos de forma a aprofundar o conhecimento mútuo sobre os mercados, explorar suas potencialidades, ampliar a conectividade financeira e mobilizar recursos privados para o financiamento sustentável”, disse.

Tatiana Rosito acrescentou que o evento servirá aos representantes governamentais para ouvir o setor privado dos países sobre suas prioridades, seus desafios e as potenciais parcerias, “áreas em que os governos podem atuar para facilitar, ampliar e tornar mais dinâmicas a cooperação financeira bilateral”, afirmou.

Moedas locais

O presidente do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC), embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, destacou que o aprofundamento das relações financeiras entre os países é a nova fronteira do desenvolvimento das relações Brasil-China. De acordo com Neves, os países têm fortes laços comerciais e de investimentos, mas ainda apresentam conexões financeiras limitadas. 

“Temos avançado na facilitação das transações em moedas locais, que têm o potencial de reduzir custos, mitigar riscos cambiais e expandir os laços financeiros entre empresas de ambos os países”.

A delegação brasileira conta com integrantes dos ministério das Relações Exteriores, da Agricultura e Pecuária, da Casa Civil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, da Superintendência de Seguros Privados (Susep), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

A delegação chinesa tem representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Administração Nacional de Regulação Financeira, da Comissão de Regulação de Valores Mobiliários, do Banco de Desenvolvimento da China e do Banco de Importação-Exportação da China.

Fonte: Agência Brasil

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