Trafico

Receita Federal apreende mais de 550 kg de drogas em operações no Porto de Santos e no Aeroporto de Guarulhos

A Receita Federal reforçou sua atuação no combate ao tráfico internacional de drogas com apreensões expressivas registradas nos dois principais polos logísticos do país: o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o Porto de Santos. Somadas, as operações resultaram na retirada de mais de 550 quilos de entorpecentes de circulação.

As ações ocorreram no estado de São Paulo e envolveram tanto o modal aéreo quanto o marítimo, demonstrando a abrangência do controle aduaneiro brasileiro.

Carnaval tem apreensões relevantes em Guarulhos

Durante o feriado de Carnaval, a Alfândega da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos intensificou a fiscalização de passageiros e bagagens. As operações foram conduzidas pela Divisão de Conferência de Bagagem (Dibag) e pelo Grupo de Análise e Ações Táticas (Gaat).

No dia 12 de fevereiro, fiscais apreenderam 31,86 kg de haxixe escondidos na mala de um passageiro vindo de Toronto, no Canadá. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 2,8 milhões.

Três dias depois, em 15 de fevereiro, a equipe interceptou 34,7 kg da mesma substância em duas malas pertencentes a um cidadão britânico procedente dos Estados Unidos. O suspeito foi encaminhado à autoridade policial e teve a prisão em flagrante formalizada.

Na mesma data, quase 7 kg de metanfetamina foram encontrados na bagagem de uma passageira brasileira que desembarcou de Johanesburgo, na África do Sul. A droga foi avaliada em cerca de R$ 1,39 milhão.

Já em 18 de fevereiro, aproximadamente 18 kg de haxixe foram localizados em uma mala extraviada de um viajante oriundo de Bangkok, na Tailândia. Todas as ocorrências foram encaminhadas às autoridades competentes para investigação e medidas legais.

No total, as apreensões no período somaram 85 kg de haxixe e cerca de 7 kg de metanfetamina, evidenciando a eficiência da fiscalização de rotina no terminal aéreo.

Porto de Santos intercepta cocaína em carga de exportação

Paralelamente, no Porto de Santos, a Receita Federal impediu o envio de 461 kg de cocaína que tinham como destino o Reino Unido. A droga estava oculta em uma carga declarada como papel A4.

A identificação do ilícito ocorreu a partir de critérios objetivos de gestão de risco, com apoio de escâneres e equipes de cães farejadores. A operação reforça a segurança no maior complexo portuário da América Latina.

A Polícia Federal foi acionada para realizar os procedimentos de polícia judiciária e a perícia técnica necessária à abertura de inquérito.

Atuação integrada no combate ao tráfico internacional

A convergência das ações no modal aéreo e marítimo evidencia o caráter abrangente da atuação da Receita Federal. O trabalho envolve tanto equipes especializadas em repressão quanto servidores responsáveis pela fiscalização cotidiana de bagagens e cargas.

Segundo o órgão, a combinação de tecnologia de inspeção, análise de risco e capacitação técnica das equipes permite identificar rotas ilícitas provenientes das Américas, África e Ásia, mesmo em meio ao fluxo regular de passageiros e mercadorias.

As operações recentes reforçam a estratégia de vigilância permanente nas principais portas de entrada e saída do país, assegurando a integridade do comércio exterior e a soberania nacional.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Informação

Auditores da Receita Federal pedem reforço na fronteira de Roraima após ação dos EUA na Venezuela

Auditores-fiscais da Receita Federal solicitaram reforço imediato na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Roraima, após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, no último fim de semana. O alerta foi formalizado nesta segunda-feira (5) pelo Sindifisco Nacional, que cobra apoio operacional e medidas de segurança diante do risco de aumento no fluxo migratório para o território brasileiro.

Sindifisco cobra apoio e segurança aos auditores

Em ofício encaminhado ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o sindicato pede “máximo empenho” da instituição para garantir condições adequadas de trabalho aos servidores que atuam na linha de frente da fiscalização. O documento destaca a situação do município de Pacaraima (RR), principal ponto de entrada terrestre de venezuelanos no Brasil.

Segundo a entidade, o cenário exige atenção especial para assegurar o controle aduaneiro, a fiscalização de mercadorias e a proteção da soberania nacional.

Risco à soberania e ao controle das fronteiras

No texto assinado pelo presidente do Sindifisco, Dão Pereira dos Santos, o sindicato manifesta preocupação com os possíveis impactos da ofensiva norte-americana sobre o Brasil. Para a entidade, a instabilidade política na Venezuela pode gerar efeitos diretos sobre a segurança das fronteiras brasileiras.

O ofício reforça que os auditores-fiscais são autoridades públicas responsáveis por coordenar e presidir as atividades de fiscalização no Ponto de Fronteira Alfandegado de Pacaraima, considerado estratégico para o país.

Nota de repúdio à ação dos Estados Unidos

Além do pedido formal, o Sindifisco divulgou uma nota de repúdio à atuação dos Estados Unidos na Venezuela. O sindicato classificou a operação como um “ato injustificável de agressão internacional” e alertou para o que considera um precedente perigoso para países da América do Sul, incluindo o Brasil.

A entidade sustenta que a intervenção violaria a Carta das Nações Unidas e normas do próprio ordenamento jurídico norte-americano, afirmando ser inaceitável o uso da força militar sem autorização internacional.

Interesse econômico e alerta regional

Na avaliação do sindicato, a ofensiva teria motivações econômicas, com destaque para o petróleo venezuelano, citado em declarações públicas do presidente dos Estados Unidos. O texto também relembra a imposição de sobretaxas sobre exportações brasileiras em 2025, apontada como sinal de alerta para possíveis pressões externas.

Para o Sindifisco, países com grandes reservas minerais estratégicas, como o Brasil, devem redobrar a vigilância e fortalecer sua presença institucional nas fronteiras.

Cenário político instável na Venezuela preocupa Brasil

Após a operação, a Venezuela passou a viver um período de incerteza política, com a vice-presidente Delcy Rodríguez declarada presidente interina. As Forças Armadas seguem controlando áreas do país, enquanto os Estados Unidos articulam a formação de uma nova administração.

No cenário internacional, a China pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro. Já o governo brasileiro manifestou preocupação com os impactos regionais da ofensiva e seus possíveis reflexos diretos nas fronteiras nacionais.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comércio

Ponte da Integração fortalece fronteira Brasil–Paraguai e amplia controle aduaneiro

A Ponte da Integração Brasil–Paraguai, inaugurada na última sexta-feira (19/12), inaugura uma nova fase na dinâmica da fronteira em Foz do Iguaçu. A obra amplia a capacidade logística da região, melhora a fluidez do tráfego internacional e cria condições mais eficientes para o desenvolvimento econômico e o fortalecimento do comércio exterior.

Desde a liberação para o tráfego, a Receita Federal atua de forma estratégica no controle aduaneiro, com planejamento antecipado, reforço gradual de equipes, incorporação de novas tecnologias e ampliação da capacidade operacional, assegurando segurança, organização e eficiência.

Aduana moderna e alinhada a padrões internacionais

A estrutura da aduana brasileira instalada na Ponte da Integração conta com infraestrutura moderna e completa. Entre os recursos disponíveis estão escâneres para veículos, pista adicional para inspeções, salas de conferência, depósitos e áreas administrativas.

Esse conjunto permite uma atuação mais eficiente da fiscalização, alinhada às melhores práticas internacionais de controle aduaneiro, além de preparar a fronteira para o aumento progressivo do fluxo de cargas e passageiros.

O efetivo da Receita Federal será ampliado de forma gradual, com previsão de cerca de 50 servidores, acompanhando o crescimento da movimentação ao longo do tempo.

Operação inicial terá crescimento gradual

Na fase inicial de funcionamento, definida após negociações diplomáticas, a ponte operará no período noturno, das 22h às 5h, com circulação restrita a caminhões vazios, por um prazo de 30 dias.

Na etapa seguinte, o horário será estendido, passando a funcionar das 19h às 7h, com autorização para o tráfego de ônibus de turismo fretados. A expectativa inicial é de cerca de 300 caminhões vazios por noite, com aumento gradual e monitorado conforme a demanda.

Tecnologia reduz filas e aumenta a segurança

A modernização dos controles aduaneiros traz benefícios diretos para moradores e usuários da fronteira. A adoção de leitores automáticos de placas (OCR), identificação biométrica e reconhecimento facial contribui para a redução de filas, maior agilidade na travessia e reforço da segurança pública.

O sistema de fiscalização também passou a contar com gestão de riscos automatizada e uso de inteligência artificial, permitindo a análise de grandes volumes de dados, identificação de padrões suspeitos e priorização de inspeções.

Combate a ilícitos e estímulo à competitividade

Com essas ferramentas, a Receita Federal garante mais eficiência para quem atua dentro da legalidade e maior rigor no combate ao contrabando e a outros crimes transfronteiriços. A atuação integrada fortalece a segurança das fronteiras, amplia a competitividade logística e contribui diretamente para o crescimento econômico da região e do país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Cultura Foz

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Logística

Aviação geral entra no radar como novo risco à segurança logística global

A segurança das cadeias de suprimentos internacionais passou a enfrentar um novo ponto de atenção. O uso crescente da aviação geral para o transporte ilícito de mercadorias vem sendo apontado por autoridades como um fator emergente de risco para a segurança logística global.

Segundo a Organização Mundial das Aduanas (OMA), esse segmento aéreo se tornou uma área vulnerável dentro da estrutura do comércio internacional. O avanço dessas operações ilegais afeta diretamente a rastreabilidade das cargas, a gestão de riscos aduaneiros e a integridade dos fluxos logísticos globais.

Aeródromos secundários ampliam brechas de fiscalização

Diferentemente da aviação comercial regular, a aviação geral — que engloba aeronaves privadas, executivas e de pequeno porte — costuma operar a partir de aeródromos secundários ou localizados em regiões remotas. Em muitos desses locais, a presença permanente de autoridades aduaneiras e de sistemas de controle é limitada ou inexistente.

Esse cenário cria um ambiente propício para a atuação do crime organizado transnacional. Rotas mais rápidas, discretas e com menor probabilidade de fiscalização tornam esses aeródromos atrativos para atividades ilícitas.

Avaliações recentes de autoridades aduaneiras e agências de segurança internacional indicam que diversas aeronaves conseguem pousar, reabastecer e decolar sob vigilância mínima. O problema é agravado por falhas tecnológicas, como cobertura de radar incompleta e uso de sistemas de monitoramento defasados.

Em alguns casos, foram identificados voos sem transpondedor ativo ou realizados em baixa altitude, estratégia que dificulta a detecção pelos meios tradicionais de controle aéreo. Embora a OMA ressalte que a aviação geral não seja o principal canal do contrabando global, o órgão destaca que ela oferece vantagens logísticas relevantes para operações ilegais.

Drogas, armas e divisas circulam por rotas aéreas irregulares

Por essas rotas aéreas circulam narcóticos, drogas sintéticas, armas, divisas e outros bens ilícitos. Essas operações comprometem a segurança dos corredores logísticos internacionais e geram distorções nos sistemas de controle do comércio exterior.

A utilização desse modal aéreo representa um desafio adicional para os mecanismos tradicionais de fiscalização, exigindo novas estratégias de prevenção e resposta.

Cooperação internacional e tecnologia no combate ao risco

Diante desse cenário, a OMA intensificou ações de cooperação internacional para reforçar o controle da aviação geral. A meta é integrar esse segmento de forma mais eficaz aos sistemas de gestão de risco aduaneiro e logístico.

Um dos principais instrumentos é o Projeto COLIBRI, lançado em 2019 com financiamento da União Europeia. A iniciativa concentra esforços na América Latina, no Caribe e na África Ocidental e Central, regiões consideradas estratégicas no trânsito aéreo irregular.

Em 2023, a OMA ampliou essa atuação com o Projeto de Detecção de Drogas Sintéticas, apoiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O programa estendeu o alcance operacional para a América Central e o Caribe, em resposta ao aumento do tráfico de substâncias sintéticas.

Ambas as iniciativas têm como foco aprimorar a avaliação de riscos, fortalecer a capacidade operacional em aeroportos de aviação geral e estimular maior coordenação interinstitucional.

Geoportal fortalece inteligência e tomada de decisão

Um dos avanços mais relevantes foi o lançamento do Geoportal, plataforma de geointeligência desenvolvida em 2022. A ferramenta permite coletar e analisar dados de geolocalização em tempo real, facilitando a identificação de padrões de voo suspeitos.

De acordo com a OMA, o uso ativo da plataforma cresceu 85%, consolidando o Geoportal como um recurso central para a tomada de decisões operacionais.

Desde o início dos programas, foram realizadas 30 sessões de capacitação, 14 missões nacionais de mentoria e diversas operações conjuntas. Ao todo, mais de 930 profissionais de 25 países participaram das ações.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking, Pessoas, Tecnologia

Global Trade Summit encerra 3º edição com foco nas transformações do comércio exterior 

O Global Trade Summit 2025 encerrou nesta sexta-feira (23) em grande estilo. Destaque para a participação dos profissionais que atuam na Aduana e no programa Aeroporto: Área Restrita, que mostra o dia a dia da Receita Federal nos aeroportos de Viracopos e Guarulhos, em São Paulo. A equipe subiu ao palco acompanhada do K9 Dark e proporcionou ao público uma imersão real nas atividades realizadas diariamente nas áreas restritas da fiscalização aeroportuária. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto a estrutura de enfrentamento à fraude, o combate ao contrabando e os procedimentos de segurança que tornam as ações mais rigorosas e eficientes. “Hoje o nosso principal desafio é a alta demanda para o pouco número de servidores. Então a gente tem que investir em tecnologia. Análise de risco e tudo o que for possível. A tecnologia é o que ajuda e nos faz ter um trabalho eficiente e eficaz. Além dos nossos K9, não apenas o Dark. A gente costuma dizer que nós erramos, mas eles nunca,” ressalta Rodrigo Quaresma, analista tributário da Receita Federal do Brasil. 

A equipe foi acolhida com muito carinho pelo público presente. Ainda segundo Rodrigo, aparecer em um programa de TV é uma oportunidade de ir além da obrigação. “O programa nos permite mostrar uma versão diferente, tanto do trabalho da Receita Federal, quanto de nós mesmos. Uma coisa que tem acontecido muito é o reconhecimento que temos recebido por parte das crianças. Elas nos abordam e dizem que querem trabalhar no aeroporto, assim como nós”, destaca. 

Três dias de conhecimento, informação e networking 

A 3º edição do Global Trade Summit 2025, realizado de 21 a 23 de maio no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC), foi o principal ponto de encontro nacional para os profissionais que atuam no comércio exterior. Segundo a organização, mais de 1.600 pessoas passaram pelo evento. Promovido pelo Núcleo de Comércio Exterior da ACII – Associação Empresarial de Itajaí, o congresso reuniu mais de 40 palestrantes em uma programação intensa e estratégica, composta por painéis e palestras. 

Com foco em temas como reforma tributária, tecnologia, logística, compliance, ESG e integração entre os setores público e privado, o evento proporcionou uma verdadeira imersão nas transformações que estão redesenhando as operações internacionais no Brasil. Também fomentou o networking de alto nível e o intercâmbio de experiências entre especialistas e lideranças do setor. “Esse é o diferencial do nosso evento. O nosso foco é o conhecimento, o envolvimento e a desmistificação de que o governo não quer ajudar o privado. Hoje é diferente: é integrar o que realmente vai fazer o comércio exterior subir de nível. Então os órgãos que estiveram aqui demonstraram que querem resolver os problemas de quem é importador, exportador, da transportadora… Porque também facilita o trabalho deles, gerando oportunidade do comércio exterior ter um crescimento gigantesco nos próximos anos,” avaliou Daise Santos, vice-coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII). 

Para Renata Palmeira, CEO do RêConecta News e integrante do NCE, foi uma oportunidade única de aprendizado, atualização e networking qualificado: “No momento de mercado em que temos que ser long life learning, é obrigação das empresas e dos seus profissionais estarem em eventos como o Global Trade Summit”. 

O futuro já começou 

Além dos temas debatidos, um dos pontos altos do Global Trade Summit foi a disposição dos especialistas e palestrantes em discutir o futuro, simplificar processos e estimular o avanço do comércio global. Para Tiago Barbosa, coordenador de facilitação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e gerente do Portal Único de Comércio Exterior, o futuro já começou e as transformações devem ser constantes. “A gente tem um novo processo de importação que já deixa de ser novo, porque foi pensado em 2017, 2018. E é desse conceito que a Organização Mundial das Aduanas pede para que seja revisto de cinco em cinco anos. Então a gente já vai entrar num processo novo, que é melhor do que o atual, mas já é o momento de repensar o próximo passo e é isso que estamos trabalhando paralelamente entre Secex e Receita Federal para inovar mais ainda em controle aduaneiro”, explica. 

Tiago reforça que eventos como o Global Trade Summit são essenciais para construir um comércio exterior mais dinâmico e seguro. “O nosso trabalho não é construir portal único, é desburocratizar, reduzir tempo e custos. O portal único é uma ferramenta. Então o objetivo no final é sempre facilitar cada vez mais. Hoje, a administração pública vê as empresas como clientes. Então, para que a gente construa o melhor produto para os nossos clientes, precisamos estar perto deles e ouvir o que os clientes querem — não o que a gente acha que eles querem. Nesse contexto, o Global Trade Summit é muito importante porque temos contato com diversos players e conseguimos ouvir os feedbacks do que está sendo implantado e o que podemos melhorar ainda mais,” finaliza. 

TEXTO: DAIANA BROCARDO 

FOTOS: GIOVANA SANTOS 

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