Logística

Lustre de R$ 6 milhões chega a Santa Catarina após transporte em contêiner refrigerado

Um lustre de cristal avaliado em 1 milhão de euros — cerca de R$ 6,24 milhões — desembarcou em Santa Catarina após uma operação logística de alta complexidade. A carga chegou ao Brasil pelo terminal da Portonave, em Navegantes, depois de uma viagem marítima iniciada na Itália e realizada com controle rigoroso de temperatura.

Transporte especial preservou peça de alto valor

Destinado à decoração de uma residência, o lustre foi dividido em 40 volumes, totalizando aproximadamente uma tonelada. Para garantir a integridade da peça durante o transporte, a carga foi acomodada em um contêiner refrigerado (reefer), apesar de não se tratar de um produto perecível.

A operação foi coordenada pela Allog, empresa especializada em logística internacional. De acordo com a especialista em contas estratégicas da companhia, Franciele Ribeiro, a opção pelo transporte marítimo partiu do próprio cliente. O embarque ocorreu no porto de Livorno, com rota direta ao Brasil e tempo de trânsito de 42 dias.

Controle térmico evitou danos ao material

O uso do contêiner refrigerado teve como objetivo evitar oxidação e danos estruturais provocados por variações de temperatura e umidade. Durante toda a travessia, o ambiente interno foi mantido entre 21 °C e 25 °C, dentro dos parâmetros definidos para a preservação do cristal.

Segundo Franciele Ribeiro, o alto valor e a fragilidade da carga exigiram planejamento detalhado e acompanhamento contínuo em todas as etapas da operação, com monitoramento em tempo integral.

Monitoramento contínuo nos portos de origem e destino

Na Itália, a estufagem do contêiner foi realizada por equipes especializadas, com supervisão completa do processo e escolha criteriosa de parceiros locais. Já no Brasil, a Portonave manteve o contêiner em área dedicada a cargas com controle térmico, garantindo a estabilidade das condições ambientais.

O terminal catarinense conta com mais de 3 mil tomadas para contêineres refrigerados e sistema de monitoramento contínuo, o que assegurou a preservação da carga durante a permanência no porto.

Seguro e crescimento da demanda por cargas de alto valor

A operação também incluiu seguro contratado pelo cliente e inspeções estruturais do contêiner nos portos de origem e destino, além de acompanhamento constante para minimizar riscos de impacto ou exposição à umidade.

Segundo a Allog, cresce a demanda por operações logísticas de alto valor agregado, envolvendo itens como decoração, obras de arte, roupas e veículos de luxo. Esse tipo de carga, destaca a empresa, requer procedimentos específicos, tecnologia adequada e parceiros altamente qualificados para garantir a integridade dos bens transportados.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allog/Divulgação/ND Mais

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Trafico

Receita Federal apreende cocaína em contêiner no Porto de Itajaí

A Receita Federal apreendeu mais de 53 quilos de cocaína escondidos no condensador de um contêiner refrigerado que passou pelo Brasil e tinha como destino final o porto de Luanda, em Angola. A ação ocorreu na tarde desta sexta-feira, no Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

Inteligência identificou o esconderijo

O entorpecente foi localizado a partir de trabalho integrado de inteligência, análise de risco e monitoramento realizado pela Receita Federal. As apurações iniciais indicam que a droga não foi inserida em território brasileiro, mas em algum dos países por onde o contêiner transitou antes de chegar ao Brasil.

Carga transportava proteína animal

O equipamento onde a cocaína estava ocultada fazia parte de uma carga regular de proteína animal. A principal suspeita é de que os traficantes não conseguiram retirar a droga em escalas anteriores, permanecendo o material ilícito no contêiner até a chegada ao Brasil, onde a carga original foi descarregada.

Após a apreensão, a cocaína foi encaminhada à Polícia Federal, que assumiu a condução das investigações para identificar os responsáveis e a rota utilizada pelo tráfico internacional.

Apreensões crescem nos portos do Sul

Somente em 2025, a Receita Federal já retirou de circulação mais de 2,3 toneladas de cocaína nos portos de Santa Catarina e do Paraná. Um dos casos recentes ocorreu em 28 de novembro, na Portonave, em Navegantes, quando agentes encontraram cocaína dissolvida em 300 garrafas de refrigerante.

Na ocasião, a droga integrava uma carga legal destinada à Eslovênia e foi localizada com o auxílio de escâneres, análise de inteligência e cães farejadores. Os cães Daphne e Enzo tiveram papel decisivo na identificação do entorpecente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/RFSC

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