Internacional

Petróleo Brent supera US$ 100 e dispara quase 70% em um mês após tensão entre EUA e Irã

O petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Em apenas um mês, a commodity acumulou alta de cerca de 69%, refletindo o temor do mercado com possíveis impactos na oferta global de energia.

Na madrugada desta segunda-feira (9), o barril chegou a se aproximar de US$ 120, atingindo a cotação máxima de US$ 117,53. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o preço operava próximo de US$ 104 no mercado internacional.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado de energia

A forte valorização do preço do petróleo está diretamente ligada às preocupações sobre eventuais interrupções na produção e no transporte da commodity no Oriente Médio.

A região é responsável por uma parcela significativa da oferta mundial de petróleo, o que faz com que qualquer instabilidade geopolítica tenha impacto imediato no mercado global de energia.

O movimento de alta ganhou intensidade no domingo (8), quando o Brent ultrapassou US$ 108 por barril, à medida que cresciam as preocupações com possíveis bloqueios em rotas estratégicas de exportação.

Estreito de Hormuz concentra risco para o comércio de petróleo

Um dos principais pontos de atenção do mercado é o Estreito de Hormuz, passagem marítima considerada vital para o comércio energético global.

Aproximadamente 20% de todo o petróleo transportado por navios no mundo passa por essa rota, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Qualquer interrupção nesse corredor pode gerar forte impacto no abastecimento internacional.

Por ser a principal referência internacional para contratos de petróleo, o Brent influencia diretamente os preços de combustíveis em diversos países.

Alta do petróleo pode pressionar inflação global

A valorização da commodity tende a provocar efeitos em cadeia na economia mundial. O petróleo é insumo essencial para transporte, indústria e logística, o que significa que aumentos no preço do barril acabam elevando custos de combustíveis, fretes e produtos derivados.

Com isso, há maior pressão sobre os índices de inflação, além de impactos no custo de produção das empresas e no poder de compra das famílias.

Esse cenário costuma levar bancos centrais a manter políticas monetárias mais restritivas, com juros elevados por períodos mais longos, na tentativa de conter a alta dos preços.

Petróleo acima de US$ 100 eleva risco para economia mundial

Economistas avaliam que a permanência do petróleo acima de US$ 100 por barril pode ampliar o risco de desaceleração econômica global.

O impacto pode ser ainda maior caso o conflito no Oriente Médio se prolongue ou atinja diretamente regiões produtoras de petróleo.

A última vez que o Brent superou esse nível foi em 2022, durante o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, episódio que provocou forte volatilidade no mercado internacional de energia.

Analistas alertam que, se as tensões entre Estados Unidos e Irã continuarem, os preços do petróleo podem registrar novas altas nos próximos meses, ampliando a instabilidade no setor energético global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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