Logística

Mercado brasileiro de galpões logísticos encerra 2025 com recordes de expansão e valorização

O mercado brasileiro de galpões logísticos fechou 2025 com indicadores históricos, combinando forte absorção líquida, expansão do estoque de condomínios logísticos e alta nos preços de locação. Estudos divulgados pela Associação Brasileira de Logística (Abralog), com base em dados da Binswanger Brazil, e pela consultoria Jones Lang LaSalle (JLL) apontam um dos ciclos mais consistentes já registrados no setor.

O desempenho confirma a consolidação dos galpões logísticos como infraestrutura estratégica para o crescimento do varejo, da indústria e dos operadores de transporte no país.

Absorção líquida cresce com demanda aquecida

A absorção líquida, indicador que calcula a diferença entre áreas ocupadas e devolvidas, apresentou resultados expressivos ao longo do ano, com destaque para o quarto trimestre.

A procura por espaços foi puxada principalmente por:

  • E-commerce
  • Grandes redes de varejo
  • Operadores logísticos

Esses segmentos seguem ampliando presença em empreendimentos de padrão moderno, especialmente em corredores logísticos estratégicos, próximos a grandes centros consumidores.

Estoque avança e vacância segue em nível baixo

O ano também foi marcado pelo crescimento do estoque de galpões logísticos, com a entrega de milhões de metros quadrados em novos projetos. Parte relevante desses empreendimentos está concentrada em São Paulo e em outras regiões de forte dinamismo econômico.

Mesmo com a ampliação da oferta, a taxa de vacância permaneceu em patamar historicamente reduzido. O dado indica que a velocidade de ocupação acompanha — e em alguns casos supera — o ritmo de novas entregas.

Esse equilíbrio entre oferta e demanda reforça a solidez dos fundamentos do setor.

Valorização dos aluguéis consolida ciclo positivo

Os preços médios de locação por metro quadrado registraram valorização ao longo de 2025. A alta foi sustentada por fatores como:

  • Baixa disponibilidade de ativos bem localizados
  • Maior exigência por padrão construtivo moderno
  • Busca por eficiência operacional
  • Crescimento de operações logísticas mais complexas

A combinação desses elementos elevou o patamar de aluguel em diferentes mercados regionais.

Setor se consolida como infraestrutura estratégica

Na avaliação das consultorias, o segmento demonstra maturidade e fundamentos consistentes de oferta e demanda. O avanço dos condomínios logísticos de alto padrão reforça o papel do setor como peça-chave para a competitividade do comércio eletrônico, da indústria e da cadeia de suprimentos no Brasil.

O cenário de 2025 confirma o fortalecimento estrutural do mercado e sinaliza perspectivas positivas para os próximos ciclos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Galpões logísticos ganham impulso com Reforma Tributária e mantêm demanda aquecida em 2026

O mercado de galpões logísticos encerrou 2025 em forte expansão e deve ganhar um novo impulso em 2026, especialmente nas regiões próximas à capital paulista. A expectativa do setor é de que a Reforma Tributária amplifique a procura por imóveis logísticos, sobretudo no raio de até 30 quilômetros de São Paulo, principal polo de consumo do país.

Estoque cresce e vacância segue baixa

De acordo com dados do Grupo EREA, especializado em real estate logístico, o estoque total de condomínios logísticos no Brasil atingiu 43,7 milhões de metros quadrados em 2025, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A taxa de vacância permaneceu em patamar reduzido, em 7,3%, sinalizando um mercado ainda pressionado pela demanda.

Nos recortes mais disputados da Grande São Paulo, o avanço foi ainda mais expressivo. O estoque no Raio de 30 km cresceu 10%, alcançando 12,3 milhões de m², enquanto no Raio de 15 km a alta foi de 18%, totalizando 1,6 milhão de m².

Novos projetos se concentram perto da capital

O volume de novo estoque aumentou 43% no país, chegando a 3,4 milhões de m² em 2025. O destaque ficou novamente com a capital paulista: no Raio de 30 km, os lançamentos avançaram 89%, para 1,2 milhão de m², e no Raio de 15 km houve uma expansão expressiva de 1.109%, atingindo 300 mil m².

Aluguéis sobem acima da inflação

Segundo Clarissa Etcheverry, sócia-fundadora do Grupo EREA, a tendência é de continuidade na valorização dos aluguéis. Em 2025, os preços de locação de galpões logísticos subiram, em média, 11% no país. Como o IPCA acumulado foi de 4,26%, o ganho real ficou em 6,7% acima da inflação.

Na Grande São Paulo, a pressão foi ainda maior. No Raio de 30 km, os valores avançaram 17%, o que representa 12,7% de ganho real. O preço médio pedido nessas regiões chegou a R$ 44,40 por metro quadrado, refletindo a disposição dos inquilinos em pagar mais para reduzir custos operacionais e de transporte.

E-commerce e operadores logísticos lideram locações

Os principais motores da demanda seguem sendo o e-commerce e os operadores logísticos (3PL). Juntos, esses segmentos responderam por mais de 50% das locações de galpões no Brasil em 2025, com participações de 34% e 35%, respectivamente.

Quanto mais próximo da capital paulista, maior a concentração desses setores. No Raio de 30 km, o e-commerce ficou com 54% das locações, enquanto os operadores logísticos responderam por 19%. Já no Raio de 15 km, o e-commerce representou 45%, e os 3PL, 36%.

Projeções indicam mercado firme em 2026

Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados e tensões no comércio internacional, o Grupo EREA projeta manutenção da demanda aquecida. Para o estoque futuro especulativo, o preço pedido no Raio de 30 km já alcança R$ 44/m², bem acima da média de R$ 35,60/m² registrada em 2025.

No Raio de 15 km, a expectativa é de elevação para R$ 45,40/m², frente aos R$ 44,40/m² do ano anterior. Em nível nacional, a previsão é de 3,1 milhões de m² adicionados ao estoque em 2026, uma queda de 9% em relação a 2025, mas com maior foco nas áreas mais estratégicas.

São Paulo segue como principal termômetro do setor

Nos arredores da capital, o cenário se inverte. A estimativa é de crescimento de 15% nos lançamentos no Raio de 30 km, para 1,35 milhão de m², e de 21% no Raio de 15 km, para 303 mil m². A taxa de pré-locação reforça o aquecimento: 61% do novo estoque do Raio de 30 km já está pré-alocado ou em negociação avançada.

Reforma Tributária deve redesenhar a logística

Para os executivos do EREA, o principal catalisador de mudanças em 2026 será a Reforma Tributária, que promove a transição da tributação na origem para o destino final do consumo. Historicamente, indústrias e varejistas se instalaram em regiões distantes dos grandes centros para aproveitar incentivos fiscais, mesmo com custos logísticos mais elevados.

Com a redução gradual desses benefícios, a eficiência logística tende a se tornar decisiva. A proximidade dos grandes mercados consumidores deve ganhar ainda mais peso nas decisões de localização.

Segundo Leandro Bassoi, CEO do EREA, empresas já avaliam quando deixará de ser vantajoso manter operações distantes dos centros urbanos. A expectativa é de uma reorganização progressiva das operações logísticas entre 2026 e 2033, período de transição da reforma, com maior concentração em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e outros grandes polos de consumo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Grupo EREA

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