Logística

Aportes em logística fortalecem crescimento do Brasil e atraem investimentos globais, afirma Renan Filho

O ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu que os aportes em logística colocam o Brasil em posição estratégica no atual cenário econômico internacional. A avaliação foi apresentada durante a CEO Conference 2026, realizada nesta terça-feira (10), em São Paulo, evento que reuniu empresários, investidores e autoridades para discutir os rumos da economia global.

Segundo o ministro, o país atravessa um momento histórico de investimentos em infraestrutura logística, em contraste com economias desenvolvidas que enfrentam déficits fiscais elevados, aumento de riscos e instabilidade geopolítica. Esse cenário, de acordo com ele, tem redirecionado o capital internacional para mercados mais previsíveis, como o brasileiro.

Previsibilidade regulatória impulsiona concessões

Renan Filho destacou que, desde o início da atual gestão, o Brasil passou a oferecer segurança jurídica, contratos sustentáveis e capacidade de execução, fatores considerados decisivos para a atração de capital privado. Com instituições democráticas consolidadas, o país reúne condições para transformar projetos em obras e entregas efetivas.

Para o ministro, a infraestrutura precisa sair do papel para gerar impacto real. Ele ressaltou que investimentos bem estruturados ajudam a reduzir o custo Brasil, estimular o crescimento econômico e ampliar a geração de empregos.

Rodovias ampliam eficiência logística e competitividade

Nos últimos três anos, o Ministério dos Transportes realizou 22 leilões de rodovias, com R$ 247 bilhões contratados. As concessões abrangem mais de 10 mil quilômetros e contribuem para a melhoria da logística nacional, redução de custos de transporte e aumento da segurança viária. Um dos destaques foi a participação de oito empresas estrangeiras nos certames.

Renan Filho comparou os números atuais com ciclos anteriores e afirmou que, até o fim do mandato, o governo deve alcançar 35 leilões rodoviários, com cerca de R$ 400 bilhões em investimentos, multiplicando por quatro os aportes em infraestrutura terrestre.

Para 2026, estão previstos 13 novos leilões, que devem mobilizar R$ 149,1 bilhões e alcançar 6.407 quilômetros de corredores logísticos estratégicos.

Ferrovias recebem política nacional inédita

No setor ferroviário, o governo lançou, em dezembro de 2025, a Política Nacional de Concessões Ferroviárias, considerada inédita no país. A iniciativa estabelece diretrizes de planejamento, governança, sustentabilidade e um novo modelo de funding, combinando recursos públicos e privados.

A carteira prevista para 2026 inclui oito projetos ferroviários, com R$ 140 bilhões em investimentos. O impacto potencial é estimado em até R$ 600 bilhões, com ampliação da malha ferroviária e fortalecimento de rotas estratégicas para o escoamento da produção.

Integração entre modais reforça agenda logística

Os avanços na infraestrutura também foram destacados pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Segundo ele, 2024 e 2025 marcaram os dois melhores anos da história do país em concessões.

De acordo com o ministro, o Brasil encerrou 2025 com mais de R$ 500 bilhões em contratos assinados nas áreas de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, petróleo e gás e saneamento, consolidando uma agenda integrada entre os modais de transporte.

Debêntures ampliam participação do capital privado

O financiamento privado ganhou novo impulso com a Lei nº 14.801, sancionada em 2024, que passou a vincular diretamente as debêntures de infraestrutura a projetos do setor. O resultado foi um crescimento expressivo da captação: o volume saltou de R$ 4,6 bilhões em 2022 para R$ 58,6 bilhões em 2025, alta de 1.174%.

Em dezembro de 2025, ocorreu a primeira emissão de debêntures de infraestrutura em dólar, no valor de R$ 1,05 bilhão, destinada à construção de uma ferrovia de 86,7 quilômetros entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, voltada ao transporte de celulose.

Para Renan Filho, a dimensão continental do Brasil e sua vocação para o comércio exterior tornam a infraestrutura um fator decisivo para sustentar um ciclo contínuo de crescimento econômico.

Autoridades reforçam debate sobre economia global

Além de Renan Filho e Silvio Costa Filho, a CEO Conference 2026 contou com a presença de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos; Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União; e André Esteves, CEO do BTG Pactual, entre outras lideranças empresariais e institucionais.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcio Ferreira/MT

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Transporte

Piores rodovias do Brasil estão sob gestão pública, aponta ranking da CNT

As piores rodovias do Brasil são administradas pelo poder público, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (17) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). De acordo com o ranking, as dez vias em condições mais críticas estão sob gestão estatal, sendo nove delas localizadas em estados das regiões Nordeste, Norte e Sul.

No sentido oposto, as rodovias mais bem avaliadas do país concentram-se majoritariamente no Sudeste e são, em sua maioria, operadas pela iniciativa privada, evidenciando a diferença de desempenho entre modelos de gestão.

Falta de investimentos e entraves às concessões

O presidente da CNT, Vander Costa, atribui o cenário negativo à combinação entre baixo desenvolvimento econômico regional e pouca atratividade para concessões rodoviárias, além da escassez de investimentos públicos. Segundo ele, há também carência de articulação política para viabilizar recursos destinados à infraestrutura viária estadual.

Costa destaca que estados com maior alinhamento político ao governo federal tendem a atrair mais investimentos. Nessas localidades, parlamentares costumam direcionar emendas parlamentares para a manutenção e melhoria das estradas, o que impacta diretamente a qualidade das vias.

Orçamento em queda preocupa setor de transportes

Outro ponto de alerta é a redução dos recursos federais. O orçamento de investimentos do Ministério dos Transportes previsto para 2026 caiu de R$ 15,91 bilhões, em 2025, para R$ 13,10 bilhões. Apesar disso, a participação de recursos próprios da pasta aumentou, passando de 49,2% para 71,1% no período.

Os dados fazem parte da Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte, elaborada pela CNT, e reforçam a preocupação com a manutenção do nível atual de investimentos, especialmente em regiões historicamente menos favorecidas.

Rodovias concedidas lideram avaliação positiva

De acordo com a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, o bom desempenho das rodovias concedidas reflete o impacto de longo prazo das concessões. Esse modelo prevê maior aporte financeiro no início dos contratos e manutenção frequente, o que contribui para melhores condições de tráfego ao longo do tempo.

Rodovias mais bem avaliadas no ranking da CNT

SP-270 – Concedida
RJ-124 – Concedida
SP-348 – Concedida
SP-225 – Concedida
SP-320 – Pública
BR-050/MG – Concedida
SP-070 – Concedida
SP-021 – Concedida
SP-270 – Concedida
BR-050/GO – Concedida

Vias públicas concentram as piores posições

As rodovias classificadas como “péssimas” pela CNT estão majoritariamente sob administração pública e localizam-se nos estados do Acre, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Tocantins, Paraíba e Maranhão.

Rodovias em piores condições

AC-010 – Pública
PE-177 – Pública
PE-545 – Pública
RS-324 – Pública
RS-472 – Pública
TO-387 – Pública
BR-364/AC – Pública
PB-066 – Pública
MA-106 – Pública
MA-006 – Pública

Concessões, sinalização e segurança viária

A CNT defende a ampliação das concessões rodoviárias, aliada ao aumento de investimentos públicos em áreas com menor capacidade orçamentária. Outra medida apontada como essencial é a melhoria da sinalização das rodovias e a ampliação de pontos de parada para caminhoneiros e passageiros, o que pode contribuir para a redução de acidentes e maior segurança viária.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ecovias

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