Informação

Cacau inicia recuperação técnica após queda de mais de 60% em 12 meses

O mercado de cacau registrou um movimento de recuperação nesta sessão, impulsionado pela cobertura de posições vendidas. O ajuste ocorre após um período intenso de liquidação e reflete principalmente correções técnicas por parte dos fundos, sem que haja até o momento alterações significativas nos fundamentos do setor.

Queda histórica nos últimos meses

No último mês, o preço do cacau recuou cerca de 32%, acumulando uma desvalorização de 63,1% em relação ao ano passado. As cotações operam agora nos níveis mais baixos desde janeiro de 2024, evidenciando a pressão enfrentada pelo mercado nas últimas semanas.

Na sexta-feira passada, o contrato de março oscilou entre US$ 4.054 e US$ 4.442 por tonelada, encerrando o pregão a US$ 4.201/ton, com baixa diária de US$ 268. O volume total negociado chegou a 43.472 contratos, distribuídos em 16.220 negócios, enquanto o interesse em aberto avançou para 146.350 contratos, sinalizando que agentes permanecem ativos apesar da queda acentuada.

Fundamentos do mercado permanecem pressionados

Os estoques certificados de cacau monitorados pela ICE nos portos dos Estados Unidos registraram leve alta, alcançando 1.755.877 sacas, oferecendo suporte à oferta no curto prazo, mas limitando recuperações mais expressivas.

O relatório semanal da CFTC mostrou que, entre 13 e 20 de janeiro, os fundos aumentaram suas posições vendidas em 4.696 contratos, chegando a 13.594 contratos vendidos líquidos. O dado evidencia que o mercado continua fortemente pressionado do ponto de vista especulativo, mesmo diante da reação técnica observada.

Indicadores técnicos sinalizam sobrevenda

O RSI (Índice de Força Relativa) do cacau está em 27%, caracterizando um estado de clara sobrevenda, o que explica parte da recente cobertura de vendidos. No entanto, especialistas alertam que indicadores técnicos isolados não garantem reversão de tendência sem respaldo nos fundamentos do mercado.

Além disso, a liquidação física do contrato de março, programada para começar em 23 de fevereiro, deve manter a volatilidade elevada e estimular novos ajustes de posições nas próximas sessões.

Dólar estável não impacta formação de preços

No mercado cambial, o contrato futuro do dólar com vencimento em 30/01/2026 permanece estável, negociado em torno de R$ 5,29, sem exercer influência relevante sobre o preço do cacau neste momento.

FONTE: Mercado do Cacau
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mercado do Cacau

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Internacional

Soja em Chicago se recupera após mínimas recentes impulsionada por novas vendas dos EUA

Mercado reage a anúncios de exportação
Os contratos futuros de soja em Chicago encerraram a quarta-feira em alta, apoiados pela confirmação de novas vendas externas dos Estados Unidos. As negociações ganharam força após o mercado tocar as mínimas de várias semanas, segundo operadores.

O contrato para janeiro avançou 4 centavos, fechando a US$ 10,9125 por bushel, após ter chegado a US$ 10,815, o menor valor desde 30 de outubro.

A reação positiva ocorreu depois que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou exportações privadas de 136 mil toneladas de soja para a China, além de 331 mil toneladas destinadas a compradores não identificados e 120 mil toneladas de farelo de soja vendidas à Polônia.

Produção da América do Sul limita ganhos
Apesar da recuperação, os avanços foram contidos pelas projeções de grandes colheitas de soja na América do Sul, favorecidas por semanas de clima positivo, incluindo chuvas recentes em boa parte do Brasil. A expectativa de ampla oferta global segue pressionando o mercado.

Trigo e milho recuam
No mesmo pregão, o trigo fechou em baixa de 5 centavos, a US$ 5,295 por bushel, após tocar US$ 5,2525, o menor nível desde 23 de outubro.
O milho também encerrou em leve queda, negociado a US$ 4,4425 por bushel.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Agronegócio, Industria, Informação, Notícias

Cargill demite 8 mil funcionários e causa impacto significativo no agronegócio brasileiro

A gigante do setor de commodities agrícolas, Cargill, anunciou recentemente a demissão de cerca de 8.000 funcionários em âmbito global, representando aproximadamente 5% de sua força de trabalho.

A decisão faz parte de um esforço de reestruturação para enfrentar os desafios econômicos e operacionais decorrentes da queda nos preços de commodities agrícolas, como soja, milho e trigo. Este movimento, embora focado em uma operação global, pode trazer impactos significativos para o agronegócio brasileiro, uma das áreas estratégicas para a empresa.

De acordo com a Reuters, os cortes têm como objetivo simplificar a estrutura organizacional, eliminando camadas hierárquicas e melhorando a eficiência operacional. A Cargill, que registrou uma receita de US$160 bilhões no último ano fiscal, enfrenta uma conjuntura desafiadora, incluindo a seca nos Estados Unidos, custos elevados de insumos e uma redução significativa no rebanho bovino. Diante disso, é crucial analisar como a reestruturação pode afetar o agro brasileiro e o que os produtores podem fazer para se preparar para este cenário.

Embora as mudanças anunciadas sejam globais, elas trazem implicações diretas e indiretas para o Brasil, como uma mudança na dinâmica de mercado; A simplificação das operações pode levar a uma diminuição na capacidade de compra da empresa ou a um aumento nos custos de logística. Isso pode pressionar os preços pagos aos produtores rurais, especialmente em commodities como soja e milho, que são pilares das exportações brasileiras, a concorrência com outras tradings; A saída ou redução de operações da Cargill em algumas áreas pode abrir espaço para outras tradings, como ADM, Bunge e Louis Dreyfus consolidarem sua presença no Brasil. Embora isso possa beneficiar os produtores em algumas regiões, mudanças nas políticas de compra ou logística podem criar novos desafios para produtores e cooperativas.

A decisão da Cargill reflete os desafios enfrentados pelo setor agrícola global, incluindo margens reduzidas e a queda nos preços de commodities. Para o Brasil, isso significa que o setor deve estar preparado para lidar com restrições de crédito, já que os bancos podem ficar ainda mais cautelosos ao conceder financiamentos diante de um cenário de maior risco. Para o produtor rural, o desafio é claro: adaptar-se a essas mudanças, buscando soluções inovadoras e parcerias estratégicas que garantam a sustentabilidade de sua atividade. Posicionamento oficial da Cargill Por quase 160 anos, a Cargill tem sido um conector crítico do sistema alimentar global.

No início deste ano, estabelecemos uma estratégia de longo prazo para dar continuidade a esse legado, enquanto mantemos os valores e as principais forças que definiram nosso sucesso desde o início. Ao olharmos para o futuro, traçamos um plano claro para evoluir e fortalecer nosso portfólio, aproveitando as tendências promissoras à nossa frente, maximizando nossa competitividade e, acima de tudo, continuando a entregar para nossos clientes. À medida em que o mundo ao nosso redor muda, estamos comprometidos em nos transformar ainda mais rápido para entregar para nossos clientes e cumprir nosso propósito de nutrir o mundo.

Para fortalecer o impacto da Cargill, precisamos readequar nossos talentos e recursos para alinhar à nossa estratégia. Infelizmente, isso significa reduzir nossa força de trabalho global em 5 por cento. Esta decisão difícil foi tomada cuidadosamente. Vamos nos apoiar em nosso valor central de colocar as pessoas em primeiro lugar enquanto oferecemos suporte aos nossos colegas durante esta transição.

FONTE: Compre Rural
https://www.comprerural.com/cargill-demite-8-mil-funcionarios-o-impacto-no-agro-brasileiro/#:~:text=%C3%80%20medida%20em%20que%20o,para%20alinhar%20%C3%A0%20nossa%20estrat%C3%A9gia.

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