Comércio

Certificado de Origem Eletrônico moderniza comércio entre Brasil e Índia

O Certificado de Origem Eletrônico (COE) passará a ser adotado nas operações comerciais entre Brasil e Índia no âmbito do acordo firmado entre o Mercosul e o país asiático. A medida promete tornar o comércio bilateral mais ágil, menos burocrático e com menor custo para exportadores e importadores.

Com o novo sistema, os certificados poderão ser emitidos e assinados digitalmente, eliminando etapas físicas e reduzindo prazos operacionais.

Memorando garante validade jurídica aos documentos digitais

O avanço foi formalizado em memorando de entendimento assinado em Nova Délhi pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.

O acordo reconhece a validade jurídica de documentos emitidos eletronicamente entre os dois países, permitindo que operadores comerciais utilizem o certificado digital com segurança legal.

Com a mudança, o tempo de emissão do documento, que podia levar até 48 horas, deve cair para cerca de duas horas.

Facilitação de comércio e redução de custos

A adoção do Certificado de Origem Eletrônico integra a agenda de facilitação de comércio exterior do governo brasileiro. A digitalização simplifica processos, reduz custos administrativos e diminui a burocracia para empresas que exportam sob preferência tarifária.

Além da agilidade, o sistema reforça a segurança das operações. As assinaturas digitais garantem autenticidade e integridade das informações, dificultando fraudes documentais e aprimorando o controle aduaneiro.

Entre os setores que tendem a se beneficiar estão:

  • Gorduras e óleos animais ou vegetais;
  • Setor têxtil, com destaque para o algodão;
  • Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos.

A Índia é atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil na Ásia e o quinto no ranking global. Em 2025, as exportações brasileiras ao país somaram cerca de US$ 7 bilhões, com corrente de comércio superior a US$ 15 bilhões.

Integração digital já ocorre com países da América do Sul

O modelo eletrônico já é utilizado em operações com Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, consolidando a digitalização como padrão nas relações comerciais regionais.

Fórum Empresarial debate investimentos e nova política industrial

Durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia, também realizado em Nova Délhi, investimentos, política industrial e cooperação econômica estiveram no centro das discussões.

O representante do MDIC destacou diretrizes da política industrial estruturada na Nova Indústria Brasil (NIB), com foco em transição energética, descarbonização, estímulo ao hidrogênio de baixo carbono e fortalecimento dos biocombustíveis.

Foram mencionadas ainda iniciativas como o Programa MOVER, voltado à mobilidade sustentável, além de investimentos em infraestrutura física e digital e no avanço da economia digital como fator de competitividade.

A agenda internacional da comitiva brasileira segue para a Coreia do Sul, onde estão previstos novos encontros bilaterais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio

Acordo Mercosul-Índia é prioridade para ampliar comércio e avançar rumo ao livre-comércio

A ampliação do acordo Mercosul-Índia foi apontada como prioridade pelo presidente brasileiro durante participação no Fórum Empresarial Brasil-Índia, realizado em Nova Délhi neste sábado (21.fev.2026). A sinalização é de que o atual Acordo de Comércio Preferencial, em vigor desde 2009, pode evoluir para um acordo de livre-comércio entre os dois blocos.

Segundo o chefe do Executivo, duas economias do porte de Brasil e Índia necessitam de um marco regulatório “mais amplo e ambicioso”, capaz de impulsionar o intercâmbio comercial e fortalecer a cooperação estratégica.

Potencial econômico e aproximação do Sul Global

Durante o discurso, o presidente destacou que a distância geográfica não reduz o potencial da parceria bilateral. Ele também defendeu maior articulação entre países do Sul Global, com foco na integração política, econômica, científica e tecnológica.

A avaliação é de que há um interesse recíproco crescente e que a relação ainda não atingiu todo o seu potencial, especialmente considerando o tamanho das duas economias.

Meta é elevar comércio bilateral a US$ 30 bilhões

O governo brasileiro reafirmou a meta de elevar o comércio bilateral Brasil-Índia para US$ 30 bilhões até 2030. A previsão inicial era de US$ 20 bilhões.

Em 2025, as trocas comerciais entre os dois países somaram US$ 15,2 bilhões. Para o presidente, o número ainda está abaixo do que poderia ser alcançado por economias de grande porte e com mercados consumidores expressivos.

Comitiva reforça compromisso com a Índia

A visita oficial contou com a presença de 10 ministros e 315 empresários brasileiros. O tamanho da delegação foi citado como demonstração do interesse estratégico do Brasil na ampliação das relações comerciais e institucionais.

Em declaração conjunta, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou ter ficado impressionado com a dimensão da comitiva brasileira.

Agenda incluiu cúpula de inteligência artificial

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, o presidente participou de uma cúpula global sobre inteligência artificial (IA) em Nova Délhi — a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro esteve presente em um evento internacional de alto nível dedicado exclusivamente ao tema.

A viagem retribui a visita feita por Narendra Modi ao Brasil em julho de 2025. Desde o início do atual mandato, os dois líderes já se encontraram quatro vezes. Esta foi a quarta ida do presidente brasileiro à Índia e a segunda nesta gestão.

Durante o encontro bilateral, foram assinados oito acordos de cooperação nas áreas de saúde, defesa, energia e tecnologia, ampliando a agenda estratégica entre os países.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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