Transporte

Maersk amplia testes com etanol e avalia mistura de 50% em combustível marítimo

A Maersk, líder global em transporte marítimo de contêineres, anunciou que os testes iniciais com etanol em combustíveis navais tiveram desempenho positivo. Com os bons resultados, a companhia ampliará as avaliações para uma mistura de 50% do biocombustível.

A empresa vê no etanol uma alternativa viável para diversificar as rotas de descarbonização do setor marítimo, responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE).

Além disso, o uso do etanol pode impulsionar um novo mercado para o produto. Em outubro, durante a apresentação dos testes iniciais com mistura de 10%, executivos de grandes fabricantes brasileiras — o Brasil é o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos EUA — participaram de reuniões com a companhia.

Etanol ganha espaço como combustível sustentável

Para Emma Mazhari, head de Mercados de Energia da Maersk, a meta climática do setor exige a exploração de várias tecnologias. “Acreditamos que múltiplos caminhos de combustível são essenciais para que a indústria marítima atinja suas metas climáticas. Isso significa explorar conscientemente diferentes opções e tecnologias”, afirmou.

A Maersk, que detém 15% do mercado global de contêineres, mantém o compromisso de atingir emissões líquidas zero até 2040, equilibrando o volume de GEE emitido com o removido da atmosfera.

Testes avançam rumo aos 100% de etanol

Os primeiros ensaios ocorreram entre outubro e novembro, com uma combinação de 10% etanol e 90% e-metanol, mistura que se mostrou segura e eficiente. Com base nesses resultados, a empresa iniciou uma nova fase utilizando 50% etanol e 50% metanol a bordo do Laura Maersk, o primeiro navio porta-contêineres bicombustível do mundo movido a metanol.

A companhia também planeja realizar um teste com 100% etanol, ampliando o entendimento sobre desempenho do motor e impactos na combustão. Segundo Mazhari, o etanol possui “histórico comprovado, mercado estabelecido e infraestrutura já existente”, fatores que reforçam sua viabilidade como combustível verde.

Desde 2021, a empresa vem investindo em embarcações bicombustível. A expectativa é que, até 2025, 19 navios desse tipo estejam ativos na frota.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook