Internacional

Colômbia entra no Banco dos BRICS e fortalece integração com o Sul Global

A Colômbia passou a integrar oficialmente o Banco dos BRICS, marcando um movimento estratégico de aproximação com o Sul Global e de diversificação de suas alianças econômicas internacionais. A adesão foi formalizada em 2025 e representa um dos passos mais relevantes da política externa colombiana nas últimas décadas.

Adesão ao Banco dos BRICS consolida nova fase econômica

A entrada da Colômbia no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — instituição financeira dos BRICS — foi oficializada em junho, durante cerimônia realizada na sede do banco, em Xangai, na China. Em novembro, o Congresso colombiano aprovou a legislação que ratificou a participação do país na entidade multilateral.

Considerada a terceira maior economia da América do Sul e a segunda maior potência militar do continente, a Colômbia passa a integrar formalmente o núcleo financeiro do bloco, ampliando seu acesso a mecanismos de financiamento para infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Governo destaca impactos econômicos e estratégicos

O ministro da Fazenda e Crédito Público, Germán Ávila Plazas, afirmou que a adesão fortalece a capacidade do país de captar recursos internacionais e ampliar sua atuação econômica.

Segundo ele, o Banco dos BRICS se soma a outras instituições multilaterais com as quais a Colômbia já coopera, criando novas oportunidades de investimento e desenvolvimento. O ministro destacou ainda que a ampliação dessas parcerias internacionais tende a gerar impactos positivos no crescimento econômico e na geração de empregos.

Países que integram o Banco dos BRICS

Além dos países fundadores do bloco, o Banco dos BRICS conta atualmente com os seguintes membros:

  • Bangladesh
  • Uruguai
  • Argélia
  • Colômbia
  • Uzbequistão

A presidência da instituição é ocupada por Dilma Rousseff, que assumiu o cargo em março de 2023 e teve seu mandato renovado até julho de 2030.

Mudança histórica na política externa colombiana

A entrada da Colômbia no Banco dos BRICS simboliza uma mudança relevante em sua política externa. Tradicionalmente alinhado aos Estados Unidos ao longo do século XX, o país passa agora a fortalecer relações Sul-Sul.

Esse reposicionamento também se reflete em outras ações do governo de Gustavo Petro, como a reaproximação diplomática com a Venezuela e o posicionamento crítico em relação à ofensiva israelense em Gaza, em apoio ao povo palestino.

A adesão ao banco sinaliza, portanto, uma nova fase da diplomacia colombiana, mais diversificada e voltada à multipolaridade global.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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Internacional

Brasil e Colômbia suspendem denúncia de acordo automotivo e mantêm integração produtiva

Os governos do Brasil e da Colômbia decidiram suspender, por um período de um ano, os efeitos da denúncia do Entendimento Automotivo Bilateral, firmado no âmbito do Acordo de Complementação Econômica nº 72 (ACE-72). A medida foi oficializada junto à Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e garante a continuidade da cooperação entre os dois países no setor automotivo.

Decisão reforça cooperação entre os países

A suspensão havia sido acordada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro durante encontro realizado em Manaus, em 9 de setembro, à margem da inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia). Na ocasião, os líderes reafirmaram o compromisso de preservar a integração produtiva e fortalecer as cadeias regionais de valor na indústria automotiva latino-americana.

Acordo formalizado na ALADI

O documento de suspensão foi oficialmente depositado na ALADI no dia 7 de novembro de 2025, confirmando o entendimento entre os dois governos. A decisão assegura a manutenção das preferências tarifárias e dos mecanismos de cooperação industrial e aduaneira previstos no acordo original.

Próximos passos para um novo entendimento

Durante o período de suspensão, Brasil e Colômbia deverão negociar um novo acordo automotivo, que reflita as inovações tecnológicas e as novas políticas industriais adotadas por ambos os países.

Integração e competitividade regional

A medida reforça a integração produtiva, estimula a competitividade industrial e promove investimentos, inovação e sustentabilidade na região. A decisão também destaca o papel estratégico do diálogo diplomático e da cooperação econômica regional, além de reafirmar a importância da ALADI como fórum de integração latino-americana.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Brasil amplia exportações agropecuárias com novos acordos internacionais

O Brasil fortaleceu sua presença no mercado global ao fechar novos acordos de exportação agropecuária com Colômbia, Malásia e Burkina Faso. As parcerias ampliam o alcance dos produtos brasileiros e reforçam a posição do país como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e insumos para a produção animal.

Expansão comercial com a Colômbia

Na última semana, o governo brasileiro concluiu uma negociação sanitária com a Colômbia, liberando o embarque de farinha de sangue bovino, ingrediente valorizado na produção de ração animal pelo alto teor de proteínas.

Em 2024, as trocas comerciais entre os dois países já somavam US$ 863 milhões (aproximadamente R$ 4,65 bilhões), impulsionadas por produtos como papel e celulose, açúcar refinado e café. A nova autorização promete elevar ainda mais o comércio, especialmente porque mais da metade das famílias colombianas tem animais de estimação, o que aumenta a demanda por rações.

Burkina Faso surge como novo mercado

O Burkina Faso também abriu suas portas para insumos vegetais e animais utilizados na fabricação de rações. Com uma população de 23 milhões de habitantes e um rebanho de 81 milhões de cabeças, o país africano representa uma oportunidade estratégica para o agronegócio brasileiro expandir sua presença no continente.

Malásia amplia compras de produtos brasileiros

A Malásia autorizou a importação de pescado, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim produzidos no Brasil. O mercado malaio é tradicionalmente forte no consumo desses alimentos e, apenas no ano passado, importou US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,46 bilhões) em produtos brasileiros.

As novas parcerias reforçam a diversificação das exportações brasileiras e a capacidade do país de atender às exigências sanitárias e de qualidade dos mercados internacionais.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Record News

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Comércio Exterior

Trump deve anunciar novas tarifas contra a Colômbia nesta segunda-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que seu governo planeja aplicar novas tarifas comerciais contra a Colômbia, aumentando a tensão entre os dois países. O anúncio está previsto para esta segunda-feira (20).

Motivo das tarifas: combate ao tráfico de drogas

A declaração ocorre após o senador republicano Lindsey Graham afirmar nas redes sociais que Trump anunciaria “grandes tarifas” devido ao suposto envolvimento da Colômbia com o tráfico de drogas.

Trump confirmou a intenção à imprensa durante viagem a Washington, dizendo: “Li a declaração do senador Graham e está correta. Estive com ele hoje e anunciamos a tarifa amanhã”.

O presidente destacou que a suspensão de ajuda financeira à Colômbia, anunciada no domingo anterior, não prejudica os esforços para combater as drogas. Segundo ele, o país estaria envolvido na produção e refino de cocaína.

Críticas à gestão colombiana

Trump afirmou: “Eles não lutam contra as drogas. Eles fabricam drogas. Eles refinam drogas. Eles produzem cocaína. Eles têm fábricas de cocaína”.

Ele acrescentou que, devido à postura do governo colombiano, todos os pagamentos dos Estados Unidos à Colômbia estão suspensos. “A Colômbia está fora de controle e agora eles têm o pior presidente que já tiveram”, completou.

O anúncio oficial das tarifas deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, marcando mais um episódio na relação econômica e diplomática entre os dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Kotico/ Divulgação Casa Branca

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Comércio Exterior

Colômbia pode se tornar principal fornecedora de café dos EUA graças à guerra tarifária

A Colômbia pode se tornar o principal fornecedor de café dos Estados Unidos, após a guerra tarifária impulsionada pelo presidente Donald Trump abrir espaço para o produto colombiano, aumentando suas exportações, principalmente para o mercado norte-americano.

De acordo com dados respaldados por análises da Associação Nacional de Comércio Exterior (Analdex) e da Associação Nacional de Exportadores de Café (Asoexport), entre janeiro e agosto de 2025, as vendas para os EUA cresceram 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 3,3 milhões de sacas de 60 quilos.

Em 2024, a Colômbia ocupou a segunda posição com 19% de participação, atrás do Brasil, que detinha 32%; no entanto, a situação em 2025 pode reduzir essa diferença entre os dois países. Entre janeiro e agosto deste ano, os embarques brasileiros de café para os EUA caíram 20,7% em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Cecafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil). As exportações passaram de 5 milhões para 4 milhões de sacas de 60 kg, confirmando o impacto das medidas tarifárias e a tensão política entre Brasil e EUA no comércio de café.

“Os fluxos de exportação de café no mundo estão mudando por causa das tarifas. Nesse sentido, a Colômbia pode se tornar o principal fornecedor de café dos Estados Unidos. Esta é uma ótima notícia para o país, pois o aumento do interesse pelo café colombiano no mercado global pode gerar mais renda para as famílias cafeeiras na Colômbia”, explicou Gustavo Gómez, presidente da Asoexport.

“A boa produção de café, juntamente com os preços internacionais, tem feito do café colombiano um produto líder nas exportações do país. Devemos aproveitar essa janela tarifária favorável para consolidar nossa posição nos Estados Unidos”, afirmou Javier Díaz Molina, presidente da Analdex.

FONTE: Portal Portuário
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações colombianas caem em volume

As exportações colombianas registraram uma queda de 17% em volume durante o primeiro semestre de 2025, totalizando 43,6 milhões de toneladas. No entanto, o valor das vendas externas atingiu USD FOB 24.391,5 milhões, representando um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os combustíveis e produtos das indústrias extrativas lideraram a participação com 39,1%, seguidos pelos produtos agropecuários, alimentos e bebidas (31,3%), manufaturas (21,3%) e outros setores (8,3%). O aumento no valor exportado foi impulsionado principalmente por maiores vendas de café, chá, cacau, especiarias e seus preparados (+78,2%), ouro não monetário (+18,3%) e óleos e gorduras fixas de origem vegetal (+71,9%).

O segmento agropecuário, alimentos e bebidas somou USD FOB 7.627,7 milhões, com um crescimento interanual de 36,5%. Entre os produtos que impulsionaram esse aumento, destacam-se café, chá, cacau, especiarias e óleos vegetais. Em contraste, caíram as vendas de óleos e gorduras de origem animal (-56,3%), cortiça e madeira (-29,2%) e óleos e gorduras elaborados (-10,8%).

Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino, com USD FOB 7.405,8 milhões (+7,5%), equivalentes a 30,4% das exportações totais, com destaque para petróleo bruto, café e flores. A União Europeia ficou em segundo lugar com USD FOB 3.179,1 milhões (+39,3%), impulsionada por maiores embarques para Países Baixos, Alemanha e Bélgica. O Panamá ocupou a terceira posição com USD FOB 1.770,5 milhões (-21,4%), concentrados em combustíveis (88,6%).

Esses três destinos — Estados Unidos (30,4%), União Europeia (13,0%) e Panamá (7,3%) — concentraram 50,7% das exportações colombianas no semestre. Também se destacou o aumento das vendas para a Venezuela (+18,9%). Em termos de participação, cresceram os envios para a UE (+3,5 p.p.) e EUA (+1,7 p.p.), enquanto diminuíram para China (-2,2 p.p.), Panamá (-2,1 p.p.), México e Chile (-1,8 p.p.).

Fonte: Todo Logistica News

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Evento, Industria

Indústrias de SC participam de rodadas de negócio na Colômbia nesta terça

Iniciativa faz parte do SC Day Colômbia, evento organizado pela FIESC que promove SC como destino de investimentos e fomenta novos negócios

Com foco na internacionalização de indústrias de Santa Catarina e da promoção do estado como destino diferenciado para investimentos, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza entre 7 e 9 de julho o SC Day Colômbia.

A iniciativa se inicia nesta segunda com um jantar com o embaixador do Brasil na Colômbia, Paulo Estivallet de Mesquita. Na terça-feira, o evento reúne empresários brasileiros e colombianos para uma apresentação sobre o estado e um debate sobre as oportunidades de negócio entre SC e o país latino-americano, diante da nova agenda geopolítica global.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, detalha os diferenciais e o potencial da economia do estado, o mais competitivo do país. Já o economista Marcos Troyjo fala sobre geopolítica e relação de negócios Brasil/SC – Colômbia. Na ocasião, o diretor de integração econômica do Ministério de Comércio, Indústria e Turismo colombiano, Manuel Andrés Chacon Peña, traz um panorama das relações bilaterais entre o Brasil e a Colômbia. Executivos da WEG e da Duas Rodas apresentam as experiências das duas empresas no mercado colombiano.

Ainda na terça-feira, na parte da tarde, as indústrias catarinenses participam de rodadas de negócios com potenciais parceiros. Entre as empresas de SC participantes estão: Potenza, Provolt, AGPR5, Aeroville, Portilhiotti, Ampco Metal Brasil, Triunfo Indústria Metalúrgica, Selgron, Hercules Motores, Ciser e Farben. O foco são os setores de máquinas e equipamentos elétricos e máquinas agrícolas.

Na quarta-feira, a comitiva catarinense visita a AgroExpo, feira do setor agropecuário que conta com 600 expositores e espera reunir 200 mil visitantes em Bogotá.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior

Comércio Colômbia-Venezuela cresce 25,8%

O comércio entre Colômbia e Venezuela cresce 25,8% nos primeiros quatro meses de 2025, segundo a Câmara Colombo-Venezuelana.

O impulso veio do aumento de 32% nas exportações colombianas, que alcançaram US$ 340 milhões FOB. O volume também subiu 44,1%, passando de 140,8 mil para 202,9 mil toneladas métricas.
Alimentos e bebidas lideraram com 27% (US$ 91,8 milhões), seguidos por produtos químicos (22%) e plásticos (10%).

Destacou-se o crescimento dos derivados de ferro e aço, com alta de 271%, e dos metais, com aumento de 74%.
Em contraste, as importações da Venezuela caíram 16,4%, totalizando US$ 39,2 milhões CIF.
Abril foi o mês mais fraco, com uma contração de 49,9% na comparação anual. Entre os principais produtos importados estão ferro e aço (25%), fertilizantes (21%) e aparelhos elétricos (18%).

A região de fronteira foi fundamental. Norte de Santander registrou US$ 161 milhões em intercâmbio comercial, sendo 89% em exportações. Gorduras vegetais, confeitaria e manufaturas plásticas foram os produtos mais enviados a partir desse departamento.

Norte de Santander liderou nacionalmente com 18% de participação nas exportações, enquanto o departamento do Atlántico recebeu 37% das importações. Isso demonstra uma diversificação geográfica no comércio Colômbia-Venezuela, que cresce 25,8% com forte presença regional.

Juan Gabriel Pérez Chaustre, presidente da Câmara Colombo-Venezuelana, destacou o compromisso do setor privado. Ressaltou que barreiras serão eliminadas e mais oportunidades serão promovidas nas zonas de fronteira.

No entanto, persiste a incerteza quanto ao vencimento da licença da Chevron em 27 de maio.
Isso pode impactar o dinamismo comercial ao reduzir receitas petrolíferas fundamentais para a economia venezuelana.

Fonte: Todo Logística News

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Evento, Negócios, Notícias

FIESC realiza SC Day na Colômbia em julho

Evento focado nos segmentos de máquinas e equipamentos elétricos e máquinas agrícolas terá participação do governador

As oportunidades de exportações das indústrias de Santa Catarina para a Colômbia são o foco do evento SC Day Colômbia, que a Federação das Indústrias de SC (FIESC) organiza de 7 a 10 de julho, em Bogotá.

O evento, focado nos setores de máquinas e equipamentos elétricos e máquinas agrícolas, terá participação do governador Jorginho Mello, de membros do governo e industriais de SC. A escolha dos setores levou em conta estudo de inteligência comercial e a identificação de oportunidades na Colômbia.

Entre os ramos com potencial exportador estão a fabricação de máquinas e equipamentos para a indústria de laticínios, desde a produção de leite até equipamentos de refrigeração. A avicultura também é outro ramo com demanda por produtos. A indústria colombiana também tem demandas no setor de máquinas e equipamentos elétricos.

A iniciativa da Federação tem como objetivo fomentar parcerias comerciais entre a indústria catarinense e empresas colombianas, de forma a intensificar o comércio internacional. Durante o SC Day Colômbia, indústrias de SC poderão apresentar seus produtos para compradores selecionados em rodadas de negócios com suporte da FIESC, além da visita à AgroExpo.

A agenda traz ainda apresentações sobre os diferenciais de SC e do setor industrial catarinense a potenciais parceiros colombianos.  

As inscrições para empresas que desejam iniciar ou intensificar relações comerciais com a Colômbia podem ser feitas no site https://fiesc.com.br/scday. As vagas são limitadas.

Fonte: FIESC

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Economia, Gestão, Mercado Internacional, Migração, Negócios, Notícias

México e Colômbia desafiam EUA e vão a posse de Maduro

Decisão marca mudança na posição de ambos os governos em relação ao reconhecimento da reeleição polêmica do líder chavista e rejeição de Edmundo González

México e Colômbia enviarão representantes diplomáticos para a posse de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela em 10 de janeiro. A decisão, anunciada nesta segunda-feira, marca uma mudança na postura de ambos os governos em relação ao reconhecimento da polêmica reeleição do líder chavista.

Tanto a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, quanto seu colega colombiano, Gustavo Petro, condicionaram sua presença na posse de forma mais ou menos explícita ao fato de o chavismo tornar públicos os resultados da vitória eleitoral. Edmundo González Urrutia, o candidato da oposição, agrupado na Plataforma Unitária Democrática (PUD), que se autoproclamou vencedor das eleições, apresentando mais de 80% dos resultados eleitorais, insistiu que também pretende tomar posse no mesmo dia.

Sheinbaum anunciou a decisão de forma concisa durante sua conferência matinal nesta segunda-feira.

— Haverá uma representação ou o próprio embaixador que está na Venezuela — afirmou.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jorge Rojas, que nas últimas semanas atuou como porta-voz do país na espinhosa questão, explicou:

— O governo colombiano e muitos governos da região enviarão um representante para a posse do presidente Maduro.

A pessoa encarregada de representar o país é Milton Rengifo, embaixador em Caracas desde 2023 e confidente do presidente Gustavo Petro.

O Brasil, por sua vez, não enviará ninguém a Caracas, segundo fontes oficiais. Não está decidido se a embaixadora do país na Venezuela comparecerá à cerimônia de posse de Maduro. O governo brasileiro já declarou que não reconhecerá o novo governo a partir de 10 de janeiro.

González, que está exilado na Espanha depois que um juiz emitiu um mandado de prisão contra ele, insistiu em comparecer à posse.

— A determinação é estar na Venezuela para assumir o cargo, para o qual fui eleito por mais de sete milhões de venezuelanos — disse ele em uma entrevista recente ao El País.

González e María Corina Machado, os dois líderes da oposição, receberam este mês em Estrasburgo o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento do Parlamento Europeu, que o reconheceu como presidente eleito, com uma mensagem clara: a comunidade internacional, mas acima de tudo a União Europeia, pode e deve fazer mais para forçar o regime de Nicolás Maduro a uma transição democrática.

Reunião Sheinbaum-Petro

Sheinbaum e Petro se reuniram há apenas uma semana na Cidade do México, onde discutiram migração, cooperação e o futuro da integração latino-americana, diante de um mapa regional mais complexo e dividido, marcado pela crise política na Venezuela e pela chegada de Trump à Casa Branca. Durante a reunião, ambos os líderes compartilharam suas posições sobre a Venezuela. Petro foi mais direto sobre a necessidade de tornar as atas públicas, enquanto Sheinbaum não foi tão explícita.

Rojas garantiu que o governo colombiano ainda está avaliando a opção de enviar outro funcionário. Enquanto isso, ele negou que esteja sendo cogitada a participação em uma possível posse paralela de Edmundo González.

— A Colômbia quer o diálogo para a paz política na Venezuela e, em 10 de janeiro, haverá uma posse, e o governo nacional está avaliando a situação — acrescentou.

Durante semanas, especulou-se sobre a possível presença do presidente Gustavo Petro na cerimônia de posse de Maduro. A Câmara dos Deputados, a câmara baixa do Congresso, aprovou uma resolução pedindo que ele não comparecesse. No entanto, o presidente deixou a questão no ar:

— Vou ver se vou ou não — disse ele durante um discurso.

Sua decisão, segundo ele, será tomada em 10 de janeiro.

A reviravolta da Colômbia é evidente. Em uma entrevista ao El Espectador na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Luis Gilberto Murillo, negou categoricamente a presença diplomática da Colômbia na posse de Maduro.

“O que dissemos claramente é que sem atas, não há reconhecimento. E se não há reconhecimento, então obviamente não há apoio”, afirmou.

Em uma conversa com o El País, ele esclareceu que essa questão ainda não havia sido resolvida, mas manteve a exigência de publicar as atas.

Fonte: O Globo
https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2024/12/23/mexico-e-colombia-enviarao-representantes-diplomaticos-para-posse-de-maduro-na-venezuela.ghtml

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