Investimento

CMOC compra minas de ouro no Brasil por US$ 1 bilhão e amplia presença na mineração

A mineradora chinesa CMOC anunciou a aquisição de quatro minas de ouro no Brasil, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1 bilhão. Os ativos pertenciam à canadense Equinox Gold e a transação marca mais um avanço da companhia asiática na expansão de sua atuação internacional, com foco em recursos minerais estratégicos na América do Sul.

A operação amplia o peso da China no setor de mineração aurífera brasileiro, considerado um dos mais relevantes do continente em termos de potencial geológico e infraestrutura produtiva.

Minas estão distribuídas em três estados brasileiros

Os ativos adquiridos pela CMOC estão localizados em Maranhão, Minas Gerais e Bahia. No Maranhão, a empresa passa a controlar a mina de Aurizona. Em Minas Gerais, o negócio envolve a mina RDM. Já na Bahia, entram no pacote as minas Fazenda e Santa Luz.

De forma conjunta, as quatro unidades registram uma produção anual estimada em 7,5 toneladas de ouro e concentram reservas totais próximas de 141 mil toneladas, reforçando a relevância do portfólio adquirido.

Pagamento inicial e aprovação regulatória

Pelos termos do acordo, a CMOC fará um pagamento inicial de US$ 900 milhões no momento da assinatura do contrato. A conclusão definitiva da transação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela análise concorrencial no país.

A expectativa é que o processo regulatório seja concluído até o primeiro trimestre de 2026, permitindo a incorporação plena dos ativos à operação da companhia.

Expansão na América do Sul ganha escala

A movimentação no Brasil ocorre poucos meses após a CMOC anunciar a compra da maior mina de ouro do Equador, em abril, por US$ 421 milhões. Com as duas aquisições, a mineradora deverá alcançar uma produção anual próxima de 20 toneladas de ouro na América do Sul.

Esse volume posiciona a empresa entre os principais grupos do setor mineral na região, fortalecendo sua presença em países-chave da cadeia global de suprimento.

Interesse estrangeiro reacende debates no setor mineral

Analistas avaliam que a ofensiva da CMOC reflete uma estratégia mais ampla da China para ampliar o controle e o acesso a minerais considerados estratégicos, sobretudo em mercados com estabilidade operacional e grande potencial de exploração, como o Brasil.

Para o setor mineral brasileiro, a operação sinaliza a continuidade do interesse estrangeiro por ativos de grande porte, com possíveis impactos positivos em investimentos, modernização tecnológica e geração de empregos nas regiões mineradoras. Ao mesmo tempo, o negócio reabre discussões sobre soberania mineral, regulação e o papel do país na cadeia global de recursos naturais.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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