Comércio Internacional

Tempestades e neve paralisam operações de contêineres em portos europeus

Condições climáticas extremas, com tempestades intensas e fortes nevascas, vêm provocando interrupções nas operações de contêineres em portos da Europa. O mau tempo levou ao fechamento temporário de terminais e à redução da produtividade portuária, segundo informações divulgadas pelas companhias marítimas Maersk e Hapag-Lloyd.

Impactos se espalham pelo oeste e sudoeste da Europa

De acordo com a Maersk, os efeitos mais severos foram registrados no sudoeste e no oeste do continente, gerando reflexos nos fluxos logísticos com destino e origem no norte da Europa. Países como Portugal e Espanha enfrentaram alertas meteorológicos severos, enquanto a Itália decretou estado de emergência em regiões do sul após tempestades que causaram alagamentos na semana passada.

Terminais fechados e operações reduzidas

Em comunicado aos clientes, a Maersk informou que ainda não há previsão para a normalização dos serviços impactados. Segundo a empresa, as condições adversas obrigaram navios a buscar abrigo e levaram terminais a suspender atividades ou operar com capacidade limitada.

Os fechamentos atingiram portos ao longo da costa oeste da Espanha e de Marrocos, avançando pelo Golfo da Biscaia até o Reino Unido. A companhia alertou que, diante da imprevisibilidade do clima, atrasos e paralisações devem continuar afetando navios e terminais na região.

Hapag-Lloyd também relata prejuízos

A armadora alemã Hapag-Lloyd confirmou impactos relevantes nas operações. Em comunicado por e-mail, a empresa afirmou estar enfrentando reduções significativas de produtividade em razão das condições meteorológicas desfavoráveis.

Incidente com contêineres no Mediterrâneo

Na semana passada, a francesa CMA CGM informou que um de seus navios perdeu 58 contêineres no mar após enfrentar condições climáticas mais severas do que o previsto nas proximidades de Malta. A companhia acrescentou que outras unidades sofreram danos no convés, reforçando os riscos impostos pelo clima extremo ao transporte marítimo internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Nevasca provoca maior onda de cancelamentos de voos nos EUA desde a pandemia

Uma forte nevasca nos Estados Unidos provocou, neste domingo (25), o pior dia de cancelamentos de voos no país desde o início da pandemia de COVID-19. O levantamento foi feito pela empresa de análise do setor aéreo Cirium, que monitora operações aeroportuárias em todo o mundo.

Ao todo, mais de 17 mil voos foram cancelados durante a passagem do temporal. As rotas internacionais também sofreram impacto expressivo: cerca de um terço dos voos internacionais com destino aos EUA não saiu do papel ao longo do dia, segundo os dados da Cirium.

Principais aeroportos registram paralisação quase total

Os maiores aeroportos norte-americanos enfrentaram interrupções generalizadas. Em Nova York, mais de 80% dos voos foram cancelados nos aeroportos de LaGuardia, JFK, Newark e Filadélfia. Já o Aeroporto Nacional Reagan, em Washington, registrou um índice ainda mais alto, com mais de 90% das operações suspensas.

A Delta Air Lines informou, durante a noite, que a retomada dos voos ocorrerá apenas “onde for seguro”, reforçando as preocupações com as condições climáticas extremas.

Mesmo com o avanço do calendário, a expectativa é de que esta segunda-feira (26) continue marcada por transtornos no transporte aéreo, com novos cancelamentos e dificuldades de deslocamento em diversas regiões do país.

Tempestade deixa ao menos 10 mortos em diferentes estados

Além do impacto na aviação, a tempestade de inverno também resultou em mortes. De acordo com um levantamento da NBC News, ao menos 10 pessoas morreram em decorrência das condições climáticas severas.

Na Louisiana, dois homens morreram por hipotermia na paróquia de Caddo, conforme informou o Departamento de Saúde do estado. As identidades não foram divulgadas, mas o legista local confirmou a relação direta das mortes com a tempestade.

No Tennessee, o Departamento de Saúde registrou três mortes relacionadas ao clima, ocorridas nos condados de Crockett, Haywood e Obion. Autoridades também confirmaram uma morte no Texas e outra no Kansas.

Em Nova York, pelo menos cinco pessoas foram encontradas mortas ao ar livre no sábado (24), em meio a temperaturas congelantes. O prefeito Zohran Mamdani afirmou que as causas ainda estão sob investigação, mas ressaltou que o episódio evidencia um problema recorrente. Segundo ele, “todos os anos, nova-iorquinos sucumbem ao frio”.

Já na Geórgia, o meteorologista sênior do estado, Will Lanxton, classificou o fenômeno como “talvez a maior tempestade de gelo observada em mais de uma década”, destacando a gravidade do evento climático.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CBN

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