Indústria

Serra Catarinense se destaca como polo industrial e exportador no setor florestal

A Serra Catarinense firmou-se como um dos principais polos exportadores de produtos de base florestal em Santa Catarina, unindo tradição industrial, abundância de recursos naturais e capacidade de inovação. Esses elementos contribuíram para a consolidação de dois polos com inserção internacional: o de madeira e móveis e o de celulose e papel, ambos altamente competitivos no mercado global.

Em 2024, o polo de madeira e móveis movimentou US$ 381,8 milhões em exportações, enquanto o polo de celulose e papel registrou US$ 166,5 milhões, reforçando a força da região no comércio exterior.

Estrutura produtiva sólida e mão de obra especializada

O estudo coordenado pelo Observatório Nacional da Indústria, com liderança do Observatório FIESC, mapeou os polos industriais por mesorregião. Na área serrana, o polo de madeira e móveis reúne 485 empresas e 9,8 mil trabalhadores, com foco em madeira serrada, painéis e MDF. Já o polo de celulose e papel reúne 27 indústrias e 4,4 mil empregados, principalmente na produção de papel kraft e recipientes de papel.

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o desempenho industrial da região é reflexo de uma cultura produtiva consolidada e da capacidade de adaptação. Segundo ele, a Serra tem uma “base produtiva madura e inovadora”, aliada à proximidade de insumos essenciais, o que fortalece sua competitividade.

Cadeia florestal fortalece competitividade da Serra

A estrutura da mesorregião conta com 14,6 mil estabelecimentos, dos quais 2,5 mil são indústrias, empregando 33,2 mil trabalhadores formais. Lages lidera em número de empregados industriais, com 12,9 mil, seguida por Campos Novos (5,4 mil) e Curitibanos (3,4 mil). A tradição do setor florestal e a especialização em produtos de alto valor agregado são fatores determinantes para o avanço dos polos.

De acordo com o coordenador do estudo, Marcelo de Albuquerque, os polos internacionais contribuem diretamente para a diversificação econômica, ampliando a competitividade regional, estimulando a inovação e fortalecendo a formação de profissionais qualificados.

Exportações impulsionam a inserção global

No polo de madeira e móveis, os principais destinos das exportações são Estados Unidos (US$ 114,4 milhões), China (US$ 49,9 milhões) e México (US$ 40,2 milhões). Já no polo de celulose e papel, a liderança é da Argentina (US$ 45,2 milhões), seguida por Estados Unidos e México.

Entre as empresas de destaque, as três unidades da Klabin — Lages, Correia Pinto e Otacílio Costa — se sobressaem nas exportações de papel para embalagens. No segmento madeireiro, atuam com relevância BlueFlorest, G13 Madeiras, JJ Thomazzi e Madepar.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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