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Tarifas dos EUA sobre alumínio ampliam concorrência e mudam rotas de exportação, diz CBA

O presidente da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Luciano Alves, afirmou que as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro alteraram o equilíbrio global entre oferta e demanda, forçando empresas a redirecionar exportações e acirrando a disputa por mercados internacionais.

Impacto das tarifas no comércio global

Segundo Alves, a redução nas vendas para o mercado norte-americano levou produtores brasileiros a buscar alternativas em outros destinos estratégicos, como Europa e América Latina. Essa movimentação, explicou ele, tem aumentado a competitividade nesses mercados, que agora recebem parte do alumínio antes destinado aos EUA.

“É natural observar uma queda no volume exportado para os Estados Unidos. As empresas estão procurando espaço nos mesmos mercados, especialmente Europa e América Latina, o que eleva a concorrência e afeta nossa atuação nessas regiões”, disse o executivo ao Valor.

Alves também destacou que o mercado americano tem compensado a redução de importações com a compra de sucata, enquanto a CBA ajusta sua produção para atender novos destinos e fortalecer a presença no mercado interno.

Estratégia da CBA diante do novo cenário

Com a nova configuração comercial, marcada por incertezas e maior competição global, a CBA tem concentrado a produção no Brasil, destinando cerca de 12% ao mercado externo, principalmente em lingotes de alumínio enviados à Europa.

O executivo explicou que essa antecipação está ligada à chegada do CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism), mecanismo europeu que, a partir de 2026, vai cobrar tarifas baseadas nas emissões de carbono de produtos importados.

“Os clientes europeus já estão se preparando para essa transição regulatória, antecipando suas compras”, observou Alves.

Desafios para exportadoras brasileiras

As declarações do presidente da CBA evidenciam os desafios enfrentados pelas exportadoras brasileiras diante de novas barreiras comerciais e ambientais impostas por grandes economias. A adaptação a normas mais rígidas de sustentabilidade e a diversificação de mercados se tornaram, segundo ele, estratégias essenciais para manter a competitividade do setor.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniel Wainstein/Valor

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CBA redireciona exportações de alumínio para Europa e América Latina após tarifa de 50% dos EUA

Com a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro nesta quarta-feira (6), a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) redirecionou suas exportações para Europa, América Latina e o próprio Brasil.

Embora apenas uma pequena parte das exportações tivesse como destino os Estados Unidos, o presidente da CBA, Luciano Alves, afirmou que a tarifa exigiu ajustes imediatos na estratégia comercial da empresa.

“Tivemos um trimestre com vendas muito parecido com o primeiro trimestre (…) e um volume de vendas saudável com 91% destinado ao mercado interno. Das exportações, de 9%, uma parte ia para os EUA e desviamos deste volume para outros mercados, principalmente Europa, América Latina e Brasil”, frisa.

O executivo reconhece que o movimento tarifário promovido pelo governo de Donald Trump traz impactos indiretos na cadeia e impactos no preço. “A consequência disso é que já vemos uma queda no prêmio da Europa, com muito metal chegando de todos que não estão conseguindo vender para os EUA, e isso influencia na queda de preços”, observou.

Essa saturação de mercados alternativos tem levado à compressão de margens e ao aumento da competição, inclusive no Brasil, onde empresas que antes priorizavam os Estados Unidos também buscam novos compradores.

“No Brasil, isso também ocorre com uma competição maior de outros mercados que antes vendiam para os EUA e passaram a buscar alternativas”, afirma.

Para Alves, o cenário exige atenção, mas ainda não é motivo para alarme. Outro ponto é sobre possíveis medidas de reciprocidade por parte do Brasil, o presidente da CBA, no entanto, frisa que os efeitos seriam limitados, já que a companhia adota uma política de diversificação na sua base de insumos.

Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio, os efeitos da tarifa de sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos pode provocar um impacto de R$ 1,15 bilhão no setor até o fim de 2025. O valor representa os prejuízos diretos já contabilizados e as perdas projetadas após a ampliação da tarifa de importação para 50%, determinada por nova ordem executiva de Trump.

Fonte: Valor Econômico

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