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China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes!

O mercado de veículos elétricos e híbridos plugáveis no Brasil tem registrado avanços significativos nos últimos anos. Em janeiro de 2024, as vendas ultrapassaram a marca de 10 mil unidades, com um claro domínio das montadoras chinesas.

A BYD e a GWM lideram este segmento, representando juntas mais de 80% do mercado, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

A busca por alternativas sustentáveis no setor automobilístico ganhou impulso com a ampla adoção de veículos elétricos e híbridos no mundo. No Brasil, a tendência não é diferente, refletindo uma transformação gradual no modelo de negócios da indústria automotiva, fortemente fomentada por inovações provenientes da China.

Quais montadoras dominam o mercado brasileiro?

A liderança do mercado é evidentemente chinesa. A BYD foi a principal fornecedora, com um total de 6.587 veículos vendidos, correspondendo a 63,3% das vendas de carros com novas tecnologias energéticas. Em seguida, a GWM emplacou 1.979 unidades, garantindo sua posição com 19% do mercado. Ambas as empresas têm investido significativamente na expansão das suas operações e infraestrutura para suportar esse crescimento.

Como as outras montadoras estão performando?

Embora as montadoras chinesas representem uma fatia expressiva do mercado, outras empresas também têm se mantido competitivas. A Volvo, por exemplo, conquistou o terceiro lugar no ranking de vendas, totalizando 656 unidades e ocupando 6,3% do mercado. Mesmo que sua participação seja modesta se comparada às asiáticas, a Volvo demonstra um desempenho superior quando posta lado a lado com marcas premium alemãs, como a BMW, Porsche, Mercedes e Audi combinadas.

China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes!
Honda Prologue Elétrico – Créditos: Honda

Por que os carros elétricos e híbridos estão ganhando popularidade?

A transição para veículos movidos a energias alternativas tem sido impulsionada por uma série de fatores. Primeiramente, o ambiental, com uma crescente consciência sobre a necessidade de reduzir as emissões de gases poluentes. Além disso, avanços tecnológicos têm tornado esses veículos mais acessíveis e com maior autonomia, atraindo tanto consumidores quanto investidores.

  • Acessibilidade econômica e incentivos fiscais
  • Desenvolvimento de infraestruturas de carregamento
  • Inovações tecnológicas melhorando a eficiência dos motores elétricos

O que o futuro reserva para os carros plugáveis no Brasil?

O mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos plugáveis está em plena expansão. À medida que os custos continuem a cair e a infraestrutura se desenvolva, é esperado que outras montadoras ganhem mais espaço. Paralelamente, políticas governamentais favoráveis podem acelerar essa transição, promovendo um ambiente mais verde e inovador.

Com a perspectiva de que a tecnologia continue a evoluir rapidamente, a previsão é que o domínio de mercados como o brasileiro continue a sofrer transformações, com a China se mantendo como um player crucial, mas com desafios e oportunidades emergindo para outros participantes.

FONTE: Terra Brasil Notícias
China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes! – Terra Brasil Notícias

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Brasil negocia ‘sinergias’ com a China e não deve assinar um tratado de adesão à Nova Rota da Seda, diz Amorim

Expectativa é que o país asiático ofereça oportunidades em infraestrutura, energia solar e carros híbridos ou elétricos.

O assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou que o governo brasileiro quer elevar a relação com a China a um novo patamar, sem que para isso precise assinar um “contrato de adesão”. Amorim deu essa declaração, ao ser perguntado se o Brasil vai se juntar a outros países e fazer parte do programa trilionário de investimentos chineses, conhecido por Nova Rota da Seda, ou Iniciativa Cinturão e Rota.

A palavra-chave é sinergia. Não é assinar embaixo, como uma apólice de seguro. Não estamos entrando em um tratado de adesão. É uma negociação de sinergias,  disse ao GLOBO o principal assessor de Lula para assuntos internacionais.

Com isso, Amorim sinalizou que o Brasil não deve aderir formalmente ao programa chinês. Criado há mais de uma década, cerca de 150 países em desenvolvimento tiveram de assinar memorando de entendimento para se juntar à iniciativa.

Eles (os chineses) falam sobre cinturão, mas não é uma questão de aderir. Eles dão os nomes que eles quiserem para o lado deles, mas o que interessa é que são projetos que o Brasil definiu e que serão aceitos ou não, completou.

Amorim participou de uma missão à China, na semana passada. O objetivo foi conversar sobre a visita de Estado que o presidente chinês, Xi Jinping, fará ao Brasil, no próximo mês, à margem da cúpula de líderes do G20, que acontecerá no Rio de Janeiro.

De acordo com o diplomata, os projetos que estão em estudo entre os dois países poderão ser estendidos para outras nações sul-americanas. A expectativa é que o país asiático ofereça oportunidades não apenas em infraestrutura, mas também em outras áreas, que vão de energia solar a carros híbridos ou elétricos.

Ele explicou que o avanço dessa parceria entre Brasil e China deve estar presente tanto sob o ponto de vista econômico como na geopolítica. Por exemplo, Brasil e China trabalham juntos por um plano de paz que ponha fim à guerra entre Rússia e Ucrânia.

A ideia é passar para outro patamar e isso faz parte de uma visão do Brasil, de ter suas relações diversificadas e não ficar dependendo de um único fornecedor, ou um único parceiro. A parceria não é só comprar e vender, mas investir com insumos feitos no Brasil , por exemplo, afirmou.

Na última quarta-feira, em um evento em São Paulo, a representante de Comércio dos Estados Unidos, Katherine Tai, afirmou que o Brasil deveria ter cautela com uma possível adesão à Nova Rota da Seda. A declaração de Tai irritou Pequim que, nesta sexta-feira, orientou a Embaixada da China em Brasília a divulgar uma nota dizendo que a recomendação “carece de respeito ao Brasil, um país soberano, e despreza o fato de que a cooperação sino-brasileira é igualitária e mutuamente benéfica”.

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O futuro das fábricas Ford no Brasil: de produção de carros a centros logísticos

Primeiramente, a recente notícia sobre a reativação da fábrica da Troller em Horizonte, no Ceará, com foco na produção de veículos elétricos, trouxe uma nova perspectiva para as antigas unidades da Ford no Brasil.

É importante lembrar que o processo de fechamento das fábricas da Ford no Brasil ocorreu em duas fases. A primeira foi anunciada no início de 2019, quando a empresa comunicou o encerramento das atividades na unidade de São Bernardo do Campo (SP), a sua mais antiga fábrica em operação, encerrando também a produção de veículos pesados no país.

O que acontecerá com a fábrica da Troller em Horizonte?

Assim, a fábrica da Troller em Horizonte (CE) foi a última a ter uma definição sobre seu futuro. Na última semana, o Governo do Ceará anunciou que a Comexport, uma gigante do setor de comércio exterior, assumirá o controle do local. Em um esforço para revitalizar a fábrica, a Comexport planeja investir R$ 400 milhões e tem como meta produzir 40 mil veículos por ano.

Curiosamente, a Comexport adotará um modelo de terceirização da montagem, firmando acordos com três marcas automotivas para produzir seis modelos de veículos elétricos ou híbridos já a partir do primeiro semestre do próximo ano. Este modelo de operação é semelhante ao que ocorre no Uruguai com a Nordex, que produz diversos modelos de marcas diferentes em uma única fábrica.

São Bernardo do Campo: transformação em centro logístico

Em São Bernardo do Campo (SP), a história da fábrica é rica e complexa. Comprada pela Ford em 1967, a unidade produziu veículos icônicos como o Corcel, o Ka e o Fiesta. No entanto, a modernização da fábrica de Camaçari (BA) fez com que esta unidade perdesse relevância, levando ao seu fechamento e eventual venda em 2020 para a Construtora São José por R$ 550 milhões.

Posteriormente, a Construtora São José repassou o terreno para a Prologis, que visa transformar o local em um dos principais centros logísticos de São Paulo. Atualmente, parte do terreno é utilizada pela Mercedes-Benz como estacionamento para caminhões novos, enquanto a antiga estrutura da fábrica foi em grande parte demolida.

Como ficará a unidade de Camaçari na Bahia?

A fábrica de Camaçari (BA), inaugurada em 2001, foi um pilar para a Ford, produzindo alguns dos modelos mais populares da marca. Após um período incerto, entre negociações e desistências com a chinesa BYD, finalmente foi decidido que a produção de veículos elétricos e híbridos seria retomada ali. A previsão é que a unidade comece a montar os primeiros veículos BYD ainda em 2024, com o SUV híbrido Song Pro liderando essa nova fase.

E a fábrica de Taubaté em São Paulo?

Já a unidade de Taubaté (SP) foi assumida pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que planeja instalar sua subsidiária, a Prada Embalagens, no local. Com um investimento de R$ 100 milhões, a fábrica será responsável pela produção de embalagens metálicas. Detalhes adicionais sobre a inauguração ainda estão sendo aguardados.

Reconfiguração das instalações da Ford

Assim, as antigas instalações da Ford no Brasil assumiram novos papéis e significados:

  • Horizonte (CE): Reativada pela Comexport para a produção de veículos elétricos e híbridos.
  • São Bernardo do Campo (SP): Transformada em um centro logístico sob a administração da Prologis.
  • Taubaté (SP): Nova fábrica de embalagens metálicas sob a gestão da CSN.
  • Camaçari (BA): Parceria com a BYD para a produção de SUVs híbridos.

    Estas transformações demonstram uma significativa adaptação da indústria automotiva brasileira às novas necessidades do mercado, especialmente com a crescente demanda por veículos elétricos e híbridos.

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