Exportação

Exportação de carne bovina do Brasil cresce 16,4% em janeiro e amplia receitas

A exportação de carne bovina do Brasil iniciou o ano em ritmo acelerado. Em janeiro, os embarques somaram 278 mil toneladas, alta de 16,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em termos financeiros, o desempenho foi ainda mais expressivo: as vendas externas renderam US$ 1,416 bilhão, avanço de 37,9% na mesma base de comparação.

Os números têm como base dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos.

China lidera compras e amplia participação

Principal destino da carne bovina brasileira, a China respondeu por uma fatia significativa dos negócios no primeiro mês de 2026.

As vendas ao país asiático alcançaram US$ 650,33 milhões, crescimento de 44,9% frente a janeiro de 2025. O volume embarcado chegou a 119,96 mil toneladas, avanço de 31,6%.

Com isso, a China concentrou 43,10% do volume total exportado e 45,9% da receita gerada pelo setor no período.

Limite de cota pode restringir embarques

Apesar do bom desempenho, a Abrafrigo alerta que as exportações para a China ao longo de 2026 estarão condicionadas ao limite de 1,1 milhão de toneladas, estabelecido após a adoção de medidas de salvaguarda comercial pelo governo chinês.

Segundo a entidade, os embarques que excederem essa cota poderão ser taxados em 55%, o que tende a reduzir a competitividade da proteína brasileira acima do teto permitido.

Estados Unidos ampliam compras

Os Estados Unidos mantiveram a posição de segundo maior importador da carne bovina do Brasil e ampliaram significativamente suas aquisições em janeiro.

Considerando também os subprodutos bovinos, as vendas totalizaram US$ 193,74 milhões, alta de 39,41%.

Quando analisada apenas a carne bovina in natura, o crescimento foi ainda mais expressivo: 92,7% na comparação anual, atingindo US$ 161,6 milhões.

União Europeia registra retração na carne in natura

A União Europeia reduziu as compras de carne bovina in natura no início do ano. No entanto, a queda foi compensada por maior demanda por produtos como carne industrializada e sebo bovino fundido.

No consolidado, o bloco europeu — terceiro maior mercado da proteína brasileira — movimentou US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 26,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Outros mercados em destaque

Após China, Estados Unidos e União Europeia, aparecem como principais compradores:

  • Chile
  • Emirados Árabes Unidos
  • Egito
  • Países Baixos

De acordo com a Abrafrigo, 99 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira em janeiro, enquanto 40 reduziram seus volumes importados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Abiec

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Exportação

Governo avalia limitar exportações de carne bovina para a China para evitar crise no setor

O governo federal estuda a adoção de mecanismos para regular o volume de carne bovina exportado para a China por empresas brasileiras. A proposta surge diante do risco de colapso nos preços e no nível de emprego do setor, conforme aponta um ofício do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo o documento, o cenário é resultado direto das salvaguardas comerciais impostas pela China no fim do ano passado para a importação da proteína animal.

Salvaguardas chinesas reduzem espaço para exportações

Como estratégia de proteção aos produtores locais, a China estabeleceu para 2026 um limite de importação de carne bovina brasileira sujeito à tarifa padrão de 12%. O volume que ultrapassar 1,1 milhão de toneladas passa a ser taxado em 55%, elevando a carga tributária total para 67%, considerada inviável para o comércio.

Com base nos dados de 2025, técnicos do Mapa estimam uma queda de cerca de 35% na demanda chinesa, o equivalente a aproximadamente 600 mil toneladas a menos de carne brasileira absorvidas pelo mercado asiático.

Governo alerta para desorganização do mercado

No ofício, assinado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, o ministério avalia que a ausência de coordenação pode gerar impactos negativos em toda a cadeia produtiva da pecuária bovina.

Entre os principais riscos apontados estão:

  • Disputa desordenada entre exportadores, com antecipação de embarques para ocupar a cota chinesa
  • Pressão de baixa nos preços, provocada pela concorrência entre frigoríficos
  • Redirecionamento excessivo da oferta para outros mercados, gerando desequilíbrios
  • Impactos econômicos em regiões dependentes da pecuária
  • Concentração das cotas em grandes grupos empresariais

De acordo com o Mapa, esse conjunto de fatores amplia o choque negativo de demanda e eleva o risco de colapso de preços e empregos no setor.

Proposta prevê cotas e licenças de exportação

Para mitigar os efeitos das restrições chinesas, o ministério propõe a criação de um sistema nacional de cotas de exportação, com distribuição proporcional entre empresas privadas, baseada no histórico recente de vendas para a China.

O modelo também prevê:

  • Reserva técnica para inclusão de novos e pequenos exportadores
  • Uso de licenças de exportação
  • Bloqueio automático de embarques que ultrapassem os limites autorizados

Entre os frigoríficos brasileiros habilitados a exportar para a China estão JBS, Minerva e Marfrig.

China segue como principal destino da carne brasileira

Apesar das incertezas, a China manteve a liderança como principal destino da carne bovina brasileira em janeiro. As importações somaram 123,2 mil toneladas, segundo dados do MDIC, compilados pela Abiec.

O volume representa um aumento de 35% em relação a janeiro de 2025, quando o país asiático importou 91,2 mil toneladas da proteína.

Decisão deve avançar na Camex

O ofício do Mapa foi encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao MDIC. A recomendação é que o tema seja analisado na próxima reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), prevista para esta quinta-feira (12).

FONTE: Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo

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Exportação

Exportações de carne bovina: Mato Grosso concentra 23% das vendas do Brasil ao exterior

Mato Grosso assumiu a liderança nacional nas exportações de carne bovina em 2025 e passou a responder por 23,1% do volume total embarcado pelo Brasil. Ao longo do ano, o estado exportou cerca de 978,4 mil toneladas, alcançando 92 mercados internacionais e consolidando sua posição como principal polo do setor no país.

Estado lidera ranking e supera exportadores tradicionais

O desempenho colocou Mato Grosso à frente de estados historicamente fortes no comércio exterior de proteína animal. São Paulo ficou na segunda colocação, com 833,8 mil toneladas exportadas. Na sequência aparecem Goiás (508,1 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (450,1 mil toneladas) e Minas Gerais (324,6 mil toneladas).

O avanço reflete não apenas o aumento de volume, mas também mudanças estruturais na cadeia produtiva.

Eficiência produtiva e sanidade impulsionam resultados

Segundo o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o crescimento é resultado de uma evolução consistente do setor. “Mato Grosso avançou muito em eficiência produtiva, sanidade animal e organização da cadeia. Também ampliamos a presença em feiras e eventos internacionais, mostrando que o estado está preparado para atender mercados exigentes, tanto em escala quanto em qualidade”, afirma.

Ano histórico eleva receitas das exportações

O bom desempenho externo foi sustentado por um ano considerado histórico para a pecuária estadual. Em 2025, Mato Grosso registrou o abate de 7,4 milhões de cabeças de gado, o que resultou em uma receita aproximada de US$ 4 bilhões com as exportações de carne bovina.

O valor médio da tonelada exportada ficou em torno de US$ 5,4 mil, indicando maior valorização do produto em mercados estratégicos e com maior nível de exigência.

Diversificação de destinos reduz dependência da China

A China manteve-se como o principal destino da carne bovina mato-grossense, absorvendo 54,8% do volume exportado. No entanto, outros mercados ganharam relevância ao longo do ano, como Rússia (6%), Chile (4,85%) e Estados Unidos (4,1%), sinalizando uma estratégia de diversificação comercial.

Para o Imac, esse movimento é fundamental para a sustentabilidade do setor. “Embora a China continue liderando, o avanço em outros mercados mostra que Mato Grosso consegue atender diferentes exigências sanitárias e comerciais, reduzindo riscos e ampliando oportunidades de valorização da carne no mercado global”, destaca Andrade.

Mercados mais exigentes pagam mais pela carne mato-grossense

Os dados de preços reforçam a importância da diversificação. A União Europeia foi o mercado que pagou os maiores valores, com média de US$ 6.022,79 por tonelada. O Oriente Médio aparece em seguida, com US$ 4.250,79 por tonelada.

Já a China, apesar de liderar em volume, registrou preço médio de US$ 4.145,84 por tonelada, abaixo dos valores praticados em mercados com maior rigor sanitário e exigência de certificações.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Exportação

Indonésia habilita frigoríficos do Brasil e amplia exportação de carne bovina

A Indonésia autorizou a exportação de carne bovina de mais 14 frigoríficos do Brasil, ampliando de forma significativa a presença brasileira em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. Com a nova liberação, o total de frigoríficos habilitados para vender ao país asiático chega a 52 unidades.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luís Rua, outras 17 plantas já haviam sido habilitadas em setembro do ano passado. Antes desse movimento, apenas 21 frigoríficos brasileiros estavam autorizados a acessar o mercado indonésio.

Processo reforça profissionalização do setor

De acordo com o Mapa, a ampliação das habilitações é resultado de um trabalho conjunto entre governo e setor privado, marcado por um processo contínuo de profissionalização, alinhamento técnico e atendimento às exigências do mercado internacional.

Entre as novas unidades habilitadas estão três plantas da JBS, localizadas em Andradina (SP), Anastácio (MS) e Campo Grande (MS).

Frigoríficos habilitados em diferentes estados

Em São Paulo, também receberam autorização unidades da Minerva, em Barretos, e da Zancheta, em Bauru. O Tocantins passa a contar com a Cooperfrigu, em Gurupi, enquanto Rondônia teve habilitação da Distriboi, em Ji-Paraná.

O Maranhão entra na lista com a Fribal, em Imperatriz. No Pará, foram habilitadas duas plantas: a Frigol, em São Félix do Xingu, e a Mercúrio, em Castanhal. Já o Mato Grosso foi contemplado com o Frigorífico Pantanal, em Várzea Grande, e Minas Gerais com a Primafoods, em Araguari. No Acre, a unidade habilitada é a Frisacre, em Rio Branco.

Acre pode superar US$ 50 milhões em exportações

Com a inclusão do frigorífico acreano, a estimativa do Mapa e da ApexBrasil é de que o estado exporte mais de US$ 50 milhões em proteína animal ao longo de 2026, considerando carne bovina e suína.

Segundo Luís Rua, a habilitação no Acre fortalece a cadeia produtiva local e contribui para o desenvolvimento de uma pecuária mais competitiva e estruturada. O secretário também participa da feira internacional Gulfood, em Dubai.

Indonésia mantém demanda por carne brasileira

Durante coletiva realizada no início de janeiro, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a Indonésia é um mercado estratégico e deve manter demanda consistente por carne bovina brasileira ao longo de 2026.

Com cerca de 283 milhões de habitantes, o país é o quarto mais populoso do mundo. Segundo o Mapa, o consumo de carne bovina vem crescendo, impulsionado pelo aumento da renda e pela expansão da classe média urbana.

Brasil se destaca como fornecedor confiável

A necessidade de importações para atender a demanda interna, aliada à busca por fornecedores confiáveis, coloca o Brasil em posição favorável. O ministério destaca que a carne bovina brasileira atende às exigências sanitárias e religiosas do mercado indonésio, fator considerado essencial para a sustentabilidade das exportações.

Em 2024, a Indonésia importou cerca de US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para os complexos sucroalcooleiro, soja, além de fibras e produtos têxteis.

A ampliação do número de frigoríficos habilitados fortalece a presença do Brasil no mercado indonésio e amplia as perspectivas de crescimento das exportações de carne bovina nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mei Mei Chu

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Agronegócio

China deve seguir importando carne bovina brasileira em 2026, aponta Santander

Mesmo com a adoção de cotas e tarifas sobre a carne bovina importada, a China deve continuar recorrendo ao mercado externo nos próximos anos. A avaliação é do banco Santander, que vê um cenário estruturalmente favorável às exportações — especialmente para a carne bovina brasileira, que mantém forte competitividade internacional.

A análise consta em relatório assinado pelos analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata, divulgado nesta quarta-feira (14).

Rebanho menor e consumo em alta pressionam oferta interna

Segundo o Santander, o rebanho bovino chinês vem diminuindo de forma estrutural. O movimento é atribuído ao aumento do abate de fêmeas, fator que compromete a reposição dos animais e limita a produção local.

Em paralelo, o consumo de carne bovina na China segue em trajetória de crescimento, ampliando a necessidade de importações para equilibrar o mercado.

“Mesmo com tarifas, o diferencial de preços entre o mercado doméstico e os fornecedores externos tende a sustentar a demanda por carne importada”, destacam os analistas.

Cotas de importação não alteram cenário-base

No fim de 2025, a China anunciou a aplicação de tarifas adicionais de 55% sobre importações de carne bovina de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, caso os volumes ultrapassem os limites estabelecidos.

De acordo com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a cota total prevista para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. O Brasil, principal fornecedor do produto ao país asiático, ficará com 41,1% desse volume, o equivalente a 1,1 milhão de toneladas.

Para o Santander, a medida não altera a perspectiva de demanda chinesa firme ao longo de 2026.

Preço competitivo favorece carne bovina brasileira

Um dos principais diferenciais do Brasil está no custo da arroba, estimado em cerca de US$ 4 por quilo. O valor é inferior ao observado nos Estados Unidos e na Austrália, onde gira em torno de US$ 5/kg, além de ficar abaixo do preço médio de importação da China (US$ 5,5/kg) e do valor praticado no atacado chinês (US$ 9/kg).

Esse cenário beneficia exportadores sul-americanos mais competitivos, como Brasil, Argentina e Austrália.

China lidera compras de carne bovina do Brasil

Em 2025, a China manteve a posição de principal destino da carne bovina brasileira, com 1,7 milhão de toneladas importadas e movimentação financeira de US$ 8,90 bilhões. Os números representam altas de 25,5% em volume e 48,3% em valor na comparação com 2024.

Minerva Foods segue bem posicionada

Dentro desse contexto, empresas com forte exposição ao mercado chinês, como a Minerva Foods, tendem a continuar se beneficiando, segundo o relatório.

A companhia é citada como um dos principais fornecedores de carne bovina para a China, apoiada por sua presença diversificada na América do Sul.

Ações da Minerva: avaliação do Santander

O Santander manteve recomendação neutra para as ações da Minerva, com preço-alvo de R$ 6,80, o que representa potencial de valorização de 26,8% frente à cotação de R$ 5,36 registrada em 13 de janeiro de 2026.

De acordo com o banco, o papel negocia a 5,2 vezes o EV/EBITDA projetado para 2026, nível considerado justo diante da visibilidade limitada para expansão de margens e dos riscos regulatórios e sanitários.

Riscos e perspectivas para o setor

Os analistas apontam dois fatores de atenção para a Minerva:

  • Incertezas na alocação das cotas chinesas de importação;
  • Possibilidade de sanções sanitárias que afetem plantas brasileiras habilitadas.

Ainda assim, o relatório ressalta que a carne bovina representa uma fatia relativamente pequena do consumo total de proteínas na China, mercado amplamente dominado pela carne suína. Esse espaço abre oportunidades de crescimento, impulsionadas pela sofisticação do consumo urbano e por mudanças nos hábitos alimentares da população.

Mesmo diante dos desafios, a Minerva segue vista como uma empresa altamente competitiva no mercado global, com maior resiliência a choques pontuais graças à sua diversificação geográfica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Exportação

Vietnã autoriza mais quatro frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina

O Vietnã concluiu a avaliação técnica e habilitou mais quatro frigoríficos brasileiros para a exportação de carne bovina, tanto com osso quanto desossada. A decisão foi tomada pelas autoridades sanitárias vietnamitas após análise dos requisitos exigidos para o acesso ao mercado.

Unidades estão em três estados brasileiros

Os frigoríficos habilitados estão localizados em Rondônia (2 unidades), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1). Com as novas autorizações, essas plantas se somam a outras quatro já aptas a exportar, instaladas em Goiás (3) e Mato Grosso (1).

Avaliação técnica confirmou padrões sanitários

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os dossiês técnicos apresentados foram aprovados após verificação do cumprimento das exigências sanitárias e dos critérios de inocuidade dos alimentos estabelecidos pelo país asiático.

Mercado foi aberto após décadas de negociação

O mercado vietnamita de carne bovina foi oficialmente aberto em 2025, depois de anos de negociações bilaterais. O avanço ocorreu durante a missão oficial do presidente brasileiro a Hanói, que fortaleceu o relacionamento entre os países e ampliou as oportunidades comerciais para produtos do Brasil.

Capacidade de oferta dobra com novas autorizações

Com a inclusão das novas plantas, o Brasil passa a contar com oito estabelecimentos habilitados, dobrando a capacidade atual de oferta ao Vietnã. O movimento reforça a presença da carne bovina brasileira em um mercado que vem registrando forte crescimento no consumo de proteína animal.

Parceria técnica e comercial segue em expansão

O avanço é resultado de diálogo técnico e negocial contínuo entre os dois países. O Mapa informou que continuará trabalhando para ampliar o número de frigoríficos habilitados e diversificar os mercados internacionais, com base na transparência, no sistema oficial de inspeção e na qualidade dos produtos brasileiros.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Importação

Nova política chinesa para importação de carne bovina redefine estratégia do Brasil a partir de 2026

A nova política chinesa para importação de carne bovina marca uma mudança estrutural na relação comercial entre China e Brasil a partir de 2026. Maior destino individual da carne bovina brasileira, o mercado chinês passa a operar sob um regime de salvaguarda com quotas tarifárias, alterando de forma significativa o papel do frigorífico brasileiro e do importador chinês nas operações comerciais.

China segue como principal mercado da carne bovina brasileira

Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, em 2025, o Brasil exportou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina desossada congelada para a China. O volume respondeu por 51,3% das exportações brasileiras do produto, consolidando o país asiático como parceiro estratégico do agronegócio brasileiro.

Esse protagonismo, no entanto, passa a coexistir com um novo ambiente regulatório, resultado da investigação de salvaguarda conduzida pelo Ministry of Commerce of the People’s Republic of China (MOFCOM).

Salvaguarda chinesa e criação de quotas por país

A investigação concluiu que o crescimento acelerado das importações causou impacto à indústria doméstica chinesa. O processo foi aberto em dezembro de 2024 e aprovado de forma definitiva em dezembro de 2025.

O regime de salvaguarda terá validade entre 2026 e 2028 e será aplicado por meio de quotas tarifárias específicas por país de origem. As importações realizadas dentro do limite anual seguem sujeitas à tarifa regular. Já os volumes que ultrapassarem a quota passam a pagar uma tarifa adicional de 55%, conforme o Comunicado nº 87/2025 do MOFCOM.

Carga tributária pode chegar a 67% fora da quota

Mesmo antes da salvaguarda, a carne bovina já era tributada com tarifa ad valorem de cerca de 12%. Com a nova regra, os embarques acima da quota passam a enfrentar uma carga total de 67%, somando a tarifa ordinária e o adicional de salvaguarda, o que torna a operação economicamente inviável.

Quotas definidas para 2026 por país fornecedor

Embora o texto principal do comunicado não detalhe os volumes, informações do Anexo 2 confirmadas por fontes oficiais indicam as seguintes quotas para 2026:

  • Brasil: 1.106.000 toneladas
  • Argentina: 511.000 toneladas
  • Uruguai: 324.000 toneladas
  • Nova Zelândia: 206.000 toneladas
  • Austrália: 205.000 toneladas
  • Estados Unidos: 164.000 toneladas

As quotas são anuais, não transferíveis e não acumuláveis, o que exige planejamento rigoroso ao longo do ano-calendário.

Importador chinês assume maior risco regulatório

Com o novo regime, o importador chinês passa a assumir integralmente o risco no momento do desembaraço aduaneiro. Caso a quota brasileira esteja esgotada no momento da liberação da carga, a tarifa adicional é aplicada automaticamente, comprometendo a margem da operação.

Esse risco tende a ser maior no fim do ano, quando as quotas costumam estar próximas do limite. Importadores com menor histórico operacional ou novos entrantes podem enfrentar dificuldades para acessar volumes relevantes.

Quota passa a funcionar como ativo estratégico

Apesar das restrições, o novo modelo cria oportunidades competitivas. Importadores que controlam com precisão seus fluxos logísticos passam a tratar a quota como um ativo econômico indireto, influenciando negociações, preços e contratos. Parcerias com frigoríficos confiáveis tornam-se um diferencial estratégico.

Papel do frigorífico brasileiro também muda

Embora não detenha quota, o frigorífico brasileiro influencia diretamente o risco regulatório ao definir datas de embarque, cronogramas e previsibilidade logística. Atrasos, transbordos ou falhas operacionais podem fazer a carga chegar após o esgotamento da quota, transferindo o impacto econômico para toda a operação.

O novo regime também intensifica a competição entre embarques brasileiros. Caso o volume total exportado supere a quota anual, apenas parte das cargas será desembaraçada sem a tarifa adicional, o que pode gerar renegociações, pressões por desconto e menor atratividade para operações spot.

Governança logística ganha protagonismo

A partir de 2026, fatores como confiabilidade logística, previsibilidade operacional e segurança de entrega passam a pesar tanto quanto preço e volume. Frigoríficos mais estruturados tendem a ser priorizados em contratos de longo prazo, enquanto operações menos previsíveis perdem espaço.

Novo modelo não fecha o mercado, mas muda a lógica da concorrência

O comércio de carne bovina entre Brasil e China permanece aberto, porém sob uma nova lógica de governança comercial. A quota não representa interrupção do fluxo, mas exige maior sofisticação na gestão logística, contratual e financeira.

Para o importador chinês, o desafio está em maximizar o uso eficiente da quota. Para o frigorífico brasileiro, a competitividade passa a depender menos do preço e mais da capacidade de atuar como parceiro estratégico, contribuindo para a mitigação do risco regulatório.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério do Comércio da China em Pequim/Xinhua

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Importação

Japão faz auditoria final para liberar importação de carne bovina brasileira

O Japão enviará uma comitiva ao Brasil em novembro para realizar a auditoria final nos frigoríficos nacionais, etapa determinante para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. A negociação, aguardada há mais de 20 anos pelo setor agroindustrial, representa um dos maiores avanços recentes na diplomacia comercial entre os dois países.

Etapa decisiva para o acordo sanitário

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a visita dos técnicos japoneses deve concluir o protocolo sanitário exigido por Tóquio, abrindo caminho para que a liberação oficial das exportações ocorra já em 2025.

Inicialmente, a carne bovina brasileira será exportada pelos estados do SulSanta Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul —, que conquistaram o status de áreas livres de febre aftosa sem vacinação. A expectativa é expandir gradualmente para as demais regiões, após o reconhecimento nacional obtido no fim de maio.

A estratégia busca acelerar o processo de aprovação, evitando que o governo japonês precise repetir auditorias em todo o país, o que atrasaria a entrada do produto brasileiro no mercado.

Rigor sanitário e oportunidades comerciais

Reconhecido por seu rigor sanitário, o Japão é considerado um dos mercados mais exigentes do mundo. Atualmente, cerca de 80% da carne bovina consumida no país é importada dos Estados Unidos e da Austrália.

Com importações anuais que ultrapassam 700 mil toneladas, o mercado japonês é visto como estratégico para o Brasil, que busca diversificar seus destinos de exportação diante do aumento das tarifas norte-americanas.

Expansão das relações comerciais

As tratativas entre os dois países ganharam impulso após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Tóquio, em março deste ano. O avanço nas negociações reforça o papel do Brasil como grande fornecedor global de proteína animal e amplia a presença brasileira nos principais mercados da Ásia.

FONTE: Portal In
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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