Investimento

JBS anuncia investimento de US$ 70 milhões na produção de frangos no Paraguai

A JBS confirmou um investimento de US$ 70 milhões na expansão da produção de frangos no Paraguai ao longo dos próximos dois anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (2/10), durante visita do presidente paraguaio Santiago Peña à unidade da Seara em Dourados (MS).

Aquisição e modernização da Pollos Amanecer

A primeira etapa do aporte começou com a compra da Pollos Amanecer, empresa de frangos que mantém uma fábrica no distrito de Doctor Juan Eulogio Estigarribia (Campo 9), no departamento de Caaguazú.

Com obras de ampliação e modernização em andamento, a planta terá capacidade de processar 100 mil aves por dia, atendendo tanto o mercado interno quanto novos compradores internacionais. O complexo contará ainda com 28 granjas de material genético, incubatórios e uma fábrica de ração.

Expansão da capacidade produtiva

Atualmente, a unidade opera com frangos provenientes de 19 galpões, mas o plano de expansão prevê chegar a 139 galpões quando o projeto for concluído.

Segundo o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, o Paraguai reúne condições favoráveis para o avanço da avicultura. “Esse investimento fortalece nossa estratégia de competitividade e diversificação, além de acelerar a presença do Paraguai no mercado mundial de frangos”, destacou.

Impacto regional e cadeia de integração

Além do aporte direto da companhia, o plano de crescimento da Seara também prevê investimentos de produtores integrados da região, ampliando a geração de empregos e fortalecendo a cadeia produtiva.

Localizada em uma das áreas agrícolas mais importantes do país, a unidade tem acesso facilitado a grãos e está estrategicamente posicionada em um raio de 200 quilômetros das principais cidades paraguaias: Assunção, Ciudad del Este e Luque.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

União Europeia reabre mercado para carne de frango do Brasil após suspensão por gripe aviária

Exportações estavam suspensas desde maio por conta de um foco isolado de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul

A União Europeia anunciou, nesta segunda-feira (22), a reabertura do mercado europeu para a carne de frango e de peru produzida no Brasil. As exportações estavam suspensas desde maio, após a confirmação de um foco isolado de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul.

O regulamento europeu, publicado nesta segunda-feira, entra em vigor a partir de terça (23), mas já autoriza a entrada de produtos brasileiros com data de produção a partir de 18 de setembro.

Segundo o governo federal, a medida foi resultado de negociações conduzidas pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, com o comissário europeu de Saúde e Bem-Estar Animal, Olivér Várhelyi, no último dia 4 de setembro.

A retomada será feita de forma escalonada. Confira:

  • Todo o território brasileiro, exceto o Rio Grande do Sul: liberado para exportar com data de produção a partir de 18 de setembro;
  • Rio Grande do Sul (exceto área foco): autorizado a exportar a partir de 2 de outubro;
  • Raio de 10 km em torno da granja foco: retomada em 16 de outubro.

Nesta segunda-feira, também teve início a auditoria da China no Brasil, destinada a avaliar os controles sanitários relacionados à influenza aviária. A missão técnica é considerada etapa essencial para a retomada das exportações ao mercado chinês, último grande destino a manter restrições à carne de frango brasileira.

Gripe aviária gerou preocupação no Brasil

Relembre o caso no RS 

O Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou no dia 15 de maio a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves comerciais. O caso foi registrado em Montenegro, no Rio Grande do Sul, sendo o primeiro foco desse tipo já confirmado no Brasil.

Por conta disso, vários estados brasileiros proibiram a entrada de aves e ovos de 12 municípios do Rio Grande do Sul: Cachoeirinha, Canoas, Capela Santana, Esteio, Gravataí, Montenegro, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Portão, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Triunfo.

Gripe aviária

Esse foi o primeiro foco de gripe aviária detectado em sistema de avicultura comercial no Brasil. O vírus circula desde 2006, principalmente na Ásia, África e no norte da Europa. A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) é uma doença das aves causada por vírus.

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

O consumo da carne de aves e ovos é seguro e não representa qualquer risco ao consumidor final.

Considerado o maior exportador da carne no mundo, o Brasil enfrentava restrições desde a confirmação do caso na granja comercial do Rio Grande do Sul. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de frango do Brasil devem cair até 2% em volume, em 2025, na comparação com o ano passado. Isto, segundo a organização, é reflexo direto dos embargos relacionados à gripe aviária.

*Sob supervisão de Giovanna Pacheco

**Com informações do g1

Fonte: NSC Total

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Exportação

Embargos ainda prevalentes na exportação, ocasionam retração no volume e no preço dos cortes de frango

Carne de frango in natura – está provado – não é agente de disseminação da IAAP. Mas, pelo quadro de distribuição das exportações brasileiras fica claro que o mundo ainda não entendeu essa verdade científica, pois, neste ano, apenas os industrializados de frango registraram exportações maiores que as do mesmo período de 2024. Ou seja: embora a questão da IAAP na avicultura comercial tenha sido equacionada há bom tempo, o péssimo entendimento da questão continua prejudicando o setor.

Não por menos, pois, as exportações de carne de frango salgada registram no ano (oito meses) queda superior a 9%, enquanto as do frango inteiro acumulam retração já próxima de 6%. É verdade, aqui, que a retração envolvendo os cortes não chega a meio por cento. Mas os cortes representam a maior parcela (quase três quartos, ou 74,96%) do volume total exportado.

No tocante ao preço médio, agora os cortes de frango também apresentam retração (de pouco mais de 1%) em relação ao mesmo período de 2024. Não era o que ocorria até julho último, quando seus preços evoluíam positivamente. Mas a necessidade de encontrar mercados capazes de absorver produtos originalmente destinados ao mercado chinês forçou o setor a aplicar descontos sobre vários dos itens exportados. Foi o que determinou a baixa ora registrada.

De toda forma, os outros três itens contam com preços em evolução, o mais significativo deles recaindo sobre a carne de frango salgada, cujo preço médio no ano se encontra 37% acima do alcançado nos mesmos oito meses de 2024. Por sinal, no bimestre julho/agosto os preços da carne salgada atingiram recordes históricos.

Em função desse desempenho, a carne salgada, junto com os industrializados, registra aumento na receita cambial, com avanços sem dúvida expressivos – de 24,39% e 8,56%, respectivamente. Mas, juntos, esses dois índices respondem por menos de 10% da receita cambial do setor. Assim, não conseguiram neutralizar as quedas enfrentadas pelo frango inteiro e pelos cortes (de, respectivamente, 4,72% e 1,61%) e, com isso, a receita cambial dos oito primeiros meses de 2025 apresenta pequena retração, inferior a 1%.


Fonte: AviSite

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Comércio Exterior

Arábia Saudita vai reabrir exportação à carne de aves do Rio Grande do Sul

A Arábia Saudita anunciou que vai retirar as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Rio Grande do Sul, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro. A confirmação foi dada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), na quarta-feira (13/8).

“Aos poucos estamos reabrindo mercados importantes e estratégicos para o Rio Grande do Sul. Isso também mostra a credibilidade que temos junto aos países e a qualificação do trabalho do Serviço Veterinário Oficial gaúcho”, enfatizou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

Parceiro estratégico

Dados da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) mostram que a Arábia Saudita foi responsável por 21% das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul entre janeiro a outubro de 2024, ficando atrás apenas dos Emirados Árabes. Entre abril e janeiro deste ano, a Arábia Saudita era o 2º maior importador do produto brasileiro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O presidente da Asgav, José Eduardo dos Santos, destacou que é uma notícia importante, tendo em vista o potencial de compra da Arábia Saudita. “É mais um passo rumo a normalização do comércio exterior para a avicultura do Rio Grande do Sul. Hoje os países do Oriente Médio importam cerca de 30% do que o Brasil exporta, e automaticamente, o Estado se enquadra nesse número porque somos o 3º maior exportador do Brasil”, afirmou.

Retomada do comércio exterior

Na última semana, em missão ao Rio Grande do Sul, o Chile também havia anunciado a reabertura do mercado avícola. Faltando agora dois importantes países que é são a China e a União Europeia.

“A reabertura da Arábia Saudita é extremamente importante por se tratar de um parceiro comercial fundamental para a avicultura do Rio Grande do Sul e isso simboliza o reconhecimento das garantias que o Estado e que o país têm dado à proteína animal, em especial à avicultura”, destacou o secretário-adjunto da Seapi, Márcio Madalena.

Fonte: Governo do Estado do RS

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Internacional, Mercado Internacional

Peru, Jordânia e Hong Kong voltam a comprar carne de Frango do Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou hoje, 16 de julho de 2025, que Peru, Jordânia e Hong Kong removeram as restrições à carne de frango do Brasil. Com essa decisão, um total de 30 países já retomaram a compra do produto brasileiro.

Além disso, o Kuwait diminuiu as restrições especificamente para a carne de frango originária do Rio Grande do Sul e do município gaúcho de Montenegro. Foi em Montenegro que o Brasil registrou o primeiro e único caso confirmado de gripe aviária em uma granja comercial, em maio deste ano.

Países com Restrições Ativas

Apesar das recentes liberações, alguns mercados importantes ainda mantêm as importações suspensas. China, União Europeia, Canadá, Chile e outros cinco países permanecem com restrições totais. Outras 22 nações adotaram restrições mais limitadas, focando no estado do Rio Grande do Sul, no município de Montenegro ou em outras áreas específicas.

O Brasil se declarou livre da gripe aviária em 18 de junho, após a desinfecção da granja afetada e um período de 28 dias sem o registro de novos casos da doença no país.

O Que É a Gripe Aviária?

A influenza aviária, popularmente conhecida como gripe aviária, é uma doença que afeta principalmente aves, mas também pode ser detectada em mamíferos, incluindo bovinos. A transmissão ocorre pelo contato direto com aves doentes ou por meio de água e materiais contaminados.

É importante notar que a doença raramente afeta seres humanos. As autoridades de saúde orientam a população a se manter informada e a seguir as medidas preventivas recomendadas. O Ministério da Agricultura reforça que carnes e ovos são seguros para consumo, desde que sejam preparados adequadamente.

Fonte: News Rondônia

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Comércio Exterior, Exportação

Ministro Fávaro trata com comissário da UE medidas para retomada das exportações de carne de frango

Em videoconferência, ministro reforça a eficácia do sistema sanitário brasileiro, para União Europeia reconhecer Brasil como país livre da gripe aviária

Nesta quinta-feira (10), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de uma reunião de alto nível por videoconferência com o comissário de Saúde e Bem-Estar Animal da União Europeia (UE), Olivér Várhelyi. O encontro teve como objetivo discutir os próximos passos para a retirada das restrições impostas pelo bloco europeu às exportações de carne de frango brasileira, após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), em maio deste ano.

Ao destacar a importância da reunião, o ministro Fávaro reforçou a eficiência do sistema sanitário brasileiro e afirmou que o país já concluiu todas as medidas exigidas, tendo inclusive recuperado o status de livre da doença junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). “Não se trata de comemorar a crise, mas sim de reconhecer a oportunidade que tivemos de demonstrar a robustez do nosso sistema sanitário. Cumprimos todos os protocolos, controlamos o foco e, conhecendo os regulamentos sanitários brasileiros e europeus e sua equivalência – com as devidas particularidades -, venho solicitar formalmente o reconhecimento, também por parte da União Europeia, do Brasil como país livre da gripe aviária. Essa é a principal solicitação desta reunião”, afirmou Fávaro.

O comissário Olivér Várhelyi agradeceu a transparência do governo brasileiro em relação ao surto e reconheceu a agilidade das autoridades na contenção da doença. “Como você sabe, nossas regras vão além dos parâmetros definidos pela OMSA. Ainda precisamos de informações adicionais sobre seu programa de vigilância. Trata-se de um procedimento técnico e rotineiro, aplicado de forma uniforme tanto a países terceiros quanto aos próprios Estados-membros da União Europeia”, explicou Várhelyi.

Ao final da videoconferência, o ministro Fávaro afirmou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está mobilizado para atender às exigências adicionais da UE com a maior celeridade possível. “Saio satisfeito com os encaminhamentos da reunião e confiante de que, com o envio das informações complementares solicitadas, o Brasil terá seu status sanitário devidamente reconhecido pela União Europeia, permitindo a retomada plena das exportações de carne de frango”, disse o ministro.

Também participaram da reunião o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga; o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira; o diretor do Departamento de Saúde Animal da SDA, Marcelo Mota; a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Mapa, Carla Madeira e o adido agrícola do Brasil em Bruxelas/UE, Glauco Bertoldo.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Importação

África do Sul e Singapura tiram restrições à importação de frango do Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que a África do Sul e Singapura retiraram as restrições de exportação à carne de frango brasileira, após o Brasil se declarar oficialmente livre de gripe aviária em 18 de junho. A notificação formal foi enviada à OMSA.

O Brasil também comunicou todos os países que impuseram restrições à importação de carne de frango brasileira, solicitando a revogação das suspensões com base no novo status sanitário. Desde a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), mais de 40 mercados anunciaram algum tipo de restrição à compra de aves brasileiras.

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

Sem restrição de exportação:
África do Sul, Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Singapura, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã;

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil:
Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste, União Europeia;

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul:
Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia;

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS):
Catar e Jordânia;

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra:
Japão;

Suspensão limitada à zona:
Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão.

O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fonte: CNN Brasil

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