Importação

Japão faz auditoria final para liberar importação de carne bovina brasileira

O Japão enviará uma comitiva ao Brasil em novembro para realizar a auditoria final nos frigoríficos nacionais, etapa determinante para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. A negociação, aguardada há mais de 20 anos pelo setor agroindustrial, representa um dos maiores avanços recentes na diplomacia comercial entre os dois países.

Etapa decisiva para o acordo sanitário

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a visita dos técnicos japoneses deve concluir o protocolo sanitário exigido por Tóquio, abrindo caminho para que a liberação oficial das exportações ocorra já em 2025.

Inicialmente, a carne bovina brasileira será exportada pelos estados do SulSanta Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul —, que conquistaram o status de áreas livres de febre aftosa sem vacinação. A expectativa é expandir gradualmente para as demais regiões, após o reconhecimento nacional obtido no fim de maio.

A estratégia busca acelerar o processo de aprovação, evitando que o governo japonês precise repetir auditorias em todo o país, o que atrasaria a entrada do produto brasileiro no mercado.

Rigor sanitário e oportunidades comerciais

Reconhecido por seu rigor sanitário, o Japão é considerado um dos mercados mais exigentes do mundo. Atualmente, cerca de 80% da carne bovina consumida no país é importada dos Estados Unidos e da Austrália.

Com importações anuais que ultrapassam 700 mil toneladas, o mercado japonês é visto como estratégico para o Brasil, que busca diversificar seus destinos de exportação diante do aumento das tarifas norte-americanas.

Expansão das relações comerciais

As tratativas entre os dois países ganharam impulso após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Tóquio, em março deste ano. O avanço nas negociações reforça o papel do Brasil como grande fornecedor global de proteína animal e amplia a presença brasileira nos principais mercados da Ásia.

FONTE: Portal In
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Agronegócio

Fávaro defende integração entre países das Américas para fortalecer o agronegócio

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da cooperação e do diálogo entre os países das Américas como estratégia essencial para o fortalecimento do setor agropecuário. A declaração foi feita durante a abertura da Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, realizada nesta segunda-feira (3), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O evento, organizado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reúne ministros e líderes agropecuários de 34 países membros para discutir temas-chave sobre o futuro da agricultura e da segurança alimentar no continente.

“É com orgulho e entusiasmo que o Brasil sedia novamente este encontro. É uma oportunidade para compartilharmos experiências e construirmos, juntos, caminhos para o futuro da agropecuária nas Américas”, afirmou Fávaro.

Ciência, inovação e sustentabilidade no centro das discussões

A conferência deste ano tem como foco o papel da ciência, da tecnologia e da inovação na transformação produtiva da agropecuária, além de debater a integração regional e global do setor e seu impacto econômico e social.

O controle de pragas e doenças transfronteiriças também é um dos pontos de destaque da pauta, considerado essencial para garantir a sustentabilidade e a segurança alimentar dos países da região.

O diretor-geral do IICA, Manuel Otero, agradeceu ao Brasil pela parceria na realização do evento. “Esses dois dias de deliberações serão decisivos para reforçar o reconhecimento que a agricultura e nossos agricultores merecem”, afirmou.

Cooperação continental pela agricultura

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ressaltou a relevância da agricultura como pilar do desenvolvimento econômico e social brasileiro e como prioridade na política externa. “Esta conferência representa uma oportunidade de aproximar ainda mais os países do continente, promovendo uma cooperação sólida voltada ao desenvolvimento sustentável e à geração de emprego e renda no campo”, disse.

Paralelamente, ocorre a reunião da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), que acontece a cada dois anos e elegerá o novo diretor-geral do IICA para o período de 2026 a 2030.

“O IICA tem sido fundamental para o desenvolvimento agrícola e o bem-estar rural, promovendo segurança alimentar e sustentabilidade em toda a região”, reforçou Fávaro.

Palestrantes e programação da conferência

A conferência segue até 5 de novembro, no Hotel Royal Tulip, em Brasília (DF). A programação inclui palestras e fóruns com especialistas em agropecuária, além da participação de representantes do setor privado e de organizações ligadas ao agronegócio.

Entre os palestrantes confirmados estão Silvia Massruhá, presidente da Embrapa; Rattan Lal, líder da iniciativa Solos Vivos nas Américas e referência mundial em ciências do solo; e Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e enviado especial para a Agricultura na COP30.

Durante o encontro, será eleito o novo diretor-geral do IICA, que assumirá o cargo em janeiro de 2026.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Internacional

Ministro Carlos Fávaro garante avanços históricos para a agropecuária brasileira no Sudeste Asiático

A missão oficial do governo brasileiro à Indonésia e à Malásia, realizada entre 23 e 28 de outubro, trouxe resultados estratégicos para a agropecuária brasileira. Liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a agenda reforçou a presença do Brasil no mercado internacional, com a abertura de seis novos mercados, revisão de protocolos sanitários, retomada de exportações e assinatura de acordos de cooperação técnica e científica.
Desde o início do atual governo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já contabiliza 466 mercados abertos, consolidando o protagonismo brasileiro na diplomacia agropecuária.

“Encerramos mais uma missão governamental com excelentes resultados. Trabalhamos para abrir mercados, fortalecer laços diplomáticos e garantir oportunidades para os produtores brasileiros. Assim seguimos, com o presidente Lula, ampliando a presença do agro do Brasil no mundo”, afirmou Fávaro.

Novos mercados e produtos brasileiros

Na primeira reunião bilateral dedicada ao setor agropecuário, em Kuala Lumpur, o Brasil conseguiu abrir seis novos mercados para exportação de:

  • Pescados extrativos e de cultivo
  • Gergelim
  • Ovo em pó
  • Melões do Ceará e do Rio Grande do Norte
  • Maçãs do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina

Além disso, houve a retomada do comércio de carne de frango com a Malásia, com atualização do protocolo sanitário, que reduziu de 12 para 3 meses o período de suspensão em casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade. A antecipação da auditoria para habilitação de novos frigoríficos de carne suína também foi confirmada, abrindo caminho para novos negócios.

Cooperação científica e tecnológica

O Mapa, junto à Embrapa e ao Instituto de Pesquisa Agrícola da Malásia (MARDI), assinou acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de projetos em biotecnologia e nanotecnologia. O documento ainda prevê intercâmbio técnico nas cadeias de sorgo, soja, milho e coco, reforçando a cooperação científica entre os países.

Avanços na União Europeia e Indonésia

Durante a missão, o Brasil também obteve a retomada do pré-listing para exportações de carne de frango à União Europeia, suspenso desde 2018. Esse mecanismo permite que frigoríficos cumprindo normas europeias exportem sem auditorias individuais, representando avanço significativo para o setor avícola.

“Essa retomada representa uma excelente oportunidade para os criadores e para a agroindústria de frango do Brasil, que seguem demonstrando ao mundo a qualidade e a responsabilidade sanitária da produção nacional”, destacou Fávaro.

Na Indonésia, o país avançou nas negociações para ampliar o mercado de carne bovina, com nova auditoria prevista ainda este ano para habilitação de plantas exportadoras. A Indonésia é o quarto maior mercado agropecuário do mundo, com grande potencial de crescimento nos negócios.

Também foi firmado acordo de cooperação com a autoridade quarentenária da Indonésia, estabelecendo equivalência sanitária, fitossanitária e certificação eletrônica, reforçando a segurança técnica e a confiança mútua entre os países.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Caroline De Vita/Mapa

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Exportação

Brasil retoma exportações de carne de frango e amplia acesso de produtos agropecuários à Malásia

O Brasil oficializou a retomada das exportações de carne de frango para a Malásia e conquistou a abertura de seis novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) durante reunião entre o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar da Malásia, Mohamad Sabu, em Kuala Lumpur.

Parceria reforça presença do agronegócio brasileiro no Sudeste Asiático

O encontro integrou a missão oficial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita a Indonésia e a Malásia entre os dias 23 e 28 de outubro, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e estratégicas do Brasil na região.

Um dos principais resultados da reunião foi a reabertura do mercado malaio para a carne de frango brasileira, suspenso anteriormente devido a medidas sanitárias relacionadas à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Fávaro destacou o avanço nas negociações e a agilidade do processo.

“Chegamos da Indonésia à Malásia e viemos direto para o Ministério da Agricultura malaio, onde tivemos ótimas notícias. Conseguimos antecipar a retomada das exportações de frango brasileiro, que poderia levar 12 meses, para apenas três”, afirmou o ministro.

Malásia amplia importação de produtos agropecuários brasileiros

Além da carne de frango, a reunião resultou na autorização para importação de novos produtos brasileiros, ampliando a presença do agronegócio nacional no mercado malaio. Entre os produtos liberados estão pescados extrativos e de cultivo, gergelim, melão e maçã. O governo malaio também formalizou a abertura do mercado para ovos em pó e antecipou a auditoria de 16 plantas brasileiras de carne suína, etapa necessária para o início das exportações.

“Frango, suínos, frutas, grãos, gergelim e ovos — o Brasil está abrindo portas na Malásia e criando novas oportunidades para nossos produtores. É o agronegócio brasileiro se consolidando como referência em qualidade e segurança alimentar”, destacou Fávaro.

Brasil e Malásia fortalecem comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Malásia alcançou US$ 487,2 milhões em 2024, com US$ 346,4 milhões em exportações brasileiras e US$ 140,9 milhões em importações. O país asiático ocupa atualmente a 23ª posição entre os principais destinos das exportações do Brasil. No setor do agronegócio, as vendas brasileiras somaram US$ 1,26 bilhão, com destaque para açúcar de cana, milho e algodão.

A retomada das exportações e a ampliação de mercados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar global, fortalecendo laços comerciais com o Sudeste Asiático e expandindo a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde em setembro de 2025, com destaque para carnes suína e bovina

O agronegócio brasileiro registrou, em setembro de 2025, o maior valor de exportações para o mês desde o início da série histórica. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o país exportou US$ 14,95 bilhões, alta de 6,1% em relação a setembro de 2024. O setor foi responsável por 49% de todas as exportações brasileiras no período.

O avanço foi impulsionado pelo aumento de 7,4% no volume exportado, mesmo com uma queda média de 1,1% nos preços internacionais. No acumulado de janeiro a setembro, o agronegócio já movimentou US$ 126,6 bilhões, um crescimento de 0,7% sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

Carnes suína e bovina lideram crescimento das exportações

Entre os produtos com melhor desempenho, a carne bovina in natura se destacou com US$ 1,77 bilhão exportado, avanço de 55,6% sobre 2024. Já a carne suína in natura atingiu o recorde histórico de US$ 346,1 milhões, aumento de 28,6% em valor e 78,2% em volume.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de carna bovina a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne Bovina | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

Outro destaque foi o milho, que somou US$ 1,52 bilhão em vendas externas, alta de 23,5%. Produtos como café e pescados também tiveram bom desempenho, com aumentos de 9,3% e 6,1%, respectivamente.

Diversificação da pauta exportadora impulsiona novos recordes

O governo federal tem apostado na diversificação das exportações do agronegócio, com abertura e ampliação de mercados de maior valor agregado. A estratégia inclui promoção comercial, apoio às cadeias produtivas e missões internacionais voltadas para Ásia, Europa e América do Norte.

Em setembro, produtos menos tradicionais também registraram recordes históricos de volume exportado, como sementes de oleaginosas (exceto soja), que cresceram 92,3%, melancias frescas (+65%), feijões (+50,8%) e lácteos (+13,7%). No geral, esses itens somaram alta de 9,2% em setembro e 19,1% no acumulado do ano.

Presença internacional fortalece o agro brasileiro

Para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, os resultados comprovam a resiliência e competitividade do setor. “Mesmo diante de um cenário global desafiador, o desempenho de setembro mostra o acerto da estratégia de abertura e diversificação de mercados. Desde 2023, foram 444 novas oportunidades criadas para produtores e exportadores brasileiros”, afirmou.

Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou o impacto das missões internacionais no desempenho do setor. “A combinação de sanidade, qualidade e competitividade consolida o Brasil como parceiro estratégico na segurança alimentar global. Em 2025, o MAPA realizou mais de 60 missões internacionais, além de feiras e ações de promoção comercial, como a Caravana do Agro Exportador, em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty”, disse.

Exportações geram emprego, renda e fortalecem a economia brasileira

O bom desempenho das exportações do agronegócio tem impacto direto na geração de empregos, no aumento da renda e no fortalecimento das contas externas. Somente em 2025, o setor garantiu superávit comercial de mais de US$ 111 bilhões, reforçando a importância do agro para a economia nacional.

Além de consolidar o país como potência exportadora de alimentos, o avanço das vendas externas estimula investimentos em inovação, sustentabilidade e novas tecnologias, ampliando a presença do Brasil nas principais cadeias globais de alimentos.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio, Exportação, Saúde

Comissão do Senado ouve Carlos Fávaro por medidas contra gripe aviária

Ministério da Agricultura e Pecuária investiga suspeitas da doença em nove municípios brasileiros

A pedido do senador Zeca Marinho (Podemos-PA), a Comissão de Agricultura do Senado vai ouvir nesta terça-feira o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, para que ele apresente o panorama atual da situação da gripe aviária no Brasil.

O parlamentar justifica a necessidade do ministério esclarecer as estratégias de prevenção e controle adotadas para proteger a avicultura nacional.

Até o momento, a pasta investiga suspeitas de gripe aviária em nove municípios brasileiros. Três no Rio Grande do Sul, três em Santa Catarina e outros casos no Ceará, Tocantins e Pará.

Após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária, no município de Montenegro (RS), 63 países já restringiram a compra de carne de aves do Brasil. Mais de 35% de toda a carne de frango produzida no Brasil é destinada ao mercado externo.

Segundo o Mapa, se as novas suspeitas forem descartadas, a expectativa é que o problema seja resolvido em 28 dias, tempo de duração do ciclo do vírus. Assim, o Brasil retomaria o comércio internacional de forma automática.

“Além de apresentar o panorama atual da situação da gripe aviária, essa audiência servirá para que o Senado Federal reafirme seu compromisso em ajudar o país a sair dessa crise, contribuindo naquilo que for possível. Um exemplo disso é o projeto que cria o fundo nacional sanitário para indenizar os produtores afetados”, disse Zeca Marinho.

Fonte: Veja

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