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Brasil tem mais de 10 mil roubos de carga em 2024

Problemas com a malha rodoviária e o elevado índice de roubo nas estradas são os maiores desafios enfrentados pelo transporte de cargas no País. Em 2024, dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que o País registrou, em média, 27 roubos de cargas por dia.

O roubo de cargas no Brasil vem sendo grande fonte de receita para as quadrilhas especializadas. Conforme o relatório de Análise de Roubo de Cargas, os ataques cresceram 24,8% no primeiro semestre de 2025. Dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística indicam que, em 2024, foram contabilizados 10.478 roubos de carga no País, com prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão. As informações são da Agência Brasil.

Investimentos adicionais em segurança e tecnologia, atrasos nas entregas e necessidade de rotas mais longas para evitar áreas de risco comprometem toda a cadeia logística. Essas medidas elevam os custos repassados ao consumidor final e reduzem a competitividade dos produtos brasileiros no mercado. Desde 2023, com a promulgação da Lei 14.599/23, a contratação dos seguros de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C), o de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga (RC-DC) e o de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V) é obrigatória, o que tem impactado a procura pelos produtos de seguros.

Nos primeiros cinco meses deste ano, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a arrecadação do RC-DC cresceu 8,1%, alcançando R$ 570 milhões, enquanto as indenizações subiram 12,4%, totalizando R$ 239 milhões. Já o RCTR-C avançou 1,5%, somando R$ 721 milhões em prêmios, com pagamentos de quase R$ 520 milhões, alta de 5,2%.

O cenário deve ganhar novo impulso com a Portaria Suroc n.º 27/2025, publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 11 de agosto. A norma prevê a suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) para empresas que não comprovarem a contratação dos seguros exigidos.

Para o diretor de Relações Institucionais CNseg, Esteves Colnago, a portaria trará mais eficiência e controle para o exercício do transporte de cargas nas estradas brasileiras. “É de suma importância essa nova normativa da ANTT. Ela traz uma evolução no método de fiscalização, saindo de uma abordagem baseada em documentos físicos para um modelo digital e integrado, o que promete maior eficiência e controle sobre a obrigatoriedade da cobertura de seguros no transporte de cargas, aumentando a segurança para todos os envolvidos na cadeia logística”, afirmou.

A comprovação poderá ser feita de duas formas: pela apresentação do frontispício (folha de rosto) da apólice ou do certificado de seguro à fiscalização da ANTT; ou pela verificação automática, por meio de intercâmbio de dados em tempo real entre a agência e as seguradoras (ou entidade que as represente).

O sistema digital deverá estar plenamente implementado até 10 de março de 2026, prazo definido pelo Artigo 3º da portaria. Até lá, a ANTT disponibilizará às seguradoras um manual técnico para integração via webservice, garantindo o envio automático das informações relativas à contratação dos seguros.

No primeiro semestre de 2025, as cargas fracionadas continuaram sendo as mais visadas por criminosos, representando 43,8% do total de prejuízos com roubo de cargas no país. Apesar da liderança, o segmento registrou uma queda de 14,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. Esses tipos de carga são especialmente vulneráveis durante a noite, quando ocorrem 54,2% dos roubos, e às sextas-feiras, que concentram 32,8% dos casos.

Outro estudo, chamado relatório de “Análise de Roubo de Cargas” da nstech, mostra que a região Sudeste segue como epicentro das perdas nesse tipo de carga, com 71,9% do total de prejuízos, sendo São Paulo responsável por 51,3% e o Rio de Janeiro, por 14,6%. Na segunda posição do ranking de produtos mais visados, os alimentos registraram 33,3% dos prejuízos no semestre — um aumento expressivo em relação aos 22,6% no mesmo período de 2024.

Já os eletrônicos responderam por 10,8%, frente a 9% no ano anterior. O relatório da nstech também detalha os períodos mais perigosos para o transporte de cargas no Brasil. A sexta-feira se destacou como o dia com maior concentração de prejuízos no primeiro semestre de 2025, respondendo por 23,2% do total registrado. 

A maioria das ocorrências ocorreu no período noturno, que concentrou 68,6% dos valores sinistrados apenas nas sextas. Nesse cenário, São Paulo foi o estado mais afetado, responsável por 42,1% dos prejuízos registrados nesse dia da semana. As cargas mais visadas foram as fracionadas, que representaram 62,1% das perdas, seguidas pelos alimentos (35,6%), bebidas (1,8%) e medicamentos (0,5%).

Fonte: Jornal do Comércio

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Portos

“Nossa alfândega é a segunda em movimentação e, em arrecadação, só perde para Santos”

O auditor-fiscal André Bueno Brandão Sette e Camara, delegado da Receita Federal no Porto de Itajaí, conversou com a jornalista Fran Marcon e com o advogado James Winter, especialista em Direito Marítimo e Portuário.

O tarifaço imposto por Trump já impactou a movimentação do complexo portuário de Itajaí?

André: A gente faz esse acompanhamento. Até agora, a Receita tem informação dos intervenientes, dos operadores, de que está afetando. Mas ainda não houve esse reflexo em números. Em contato com os exportadores e importadores, vários produtos já foram retirados da lista de produtos relevantes para os exportadores brasileiros. Na região de Itajaí, a gente exporta bastante carne e pescado, que estariam dentro do tarifaço. Mas, em números, ainda não temos essa consequência.

Quais são os principais gargalos logísticos identificados pela Receita Federal nas operações aduaneiras locais?

André: Eu estive, recentemente, em uma reunião a convite do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí, e um dos tópicos foi justamente a simplificação do trânsito de cargas soltas. Um gargalo que a gente tem é a questão do trânsito e da sua simplificação. Esse assunto também foi tratado numa reunião na Subsecretaria de Aduana, com o coordenador-geral de Aduana e diversos outros delegados. A gente propôs algumas melhorias normativas para esses casos. Eu conversei com o pessoal da Associação Empresarial de Itajaí e, quando chegam esses casos concretos, é como se fosse uma negociação. Eu digo assim: “Você está vindo aqui me pedir uma simplificação do trânsito, então apresenta os seus motivos. Mas eu quero alguma coisa em troca…” O que a gente pede em troca, para facilitar o comércio na Receita, é o controle aduaneiro. Por exemplo, que o recinto melhore as informações que são passadas para a Receita, para que a gente tenha os dados corretos do navio que está chegando, do transporte que está levando a carga. Essa informação correta e antecipada facilita o comércio exterior.

“O contrabando e a pirataria financiam o crime organizado muito mais do que o próprio tráfico de drogas”

Como a Declaração Única de Importação (Duimp) tem contribuído na melhoria do despacho aduaneiro e na otimização dos processos?

André: A Duimp é importantíssima. A gente vai ter uma reunião com a Associação Empresarial para tratar sobre isso, porque muitos operadores, muitos importadores, ainda têm medo da DI, com receio de serem parametrizados no vermelho por estarem registrando a DI. Mas a 9ª Região, que compreende Santa Catarina e Paraná, é a que mais registra a Duimp. Por exemplo, a gente tem o Canal Único. Todos os intervenientes podem fazer a verificação de uma carga parametrizada ao mesmo tempo. O importador vai saber exatamente com quem está a carga dele e quem está fiscalizando. Se a Receita Federal já verificou a mercadoria e tem fotos, por que o Mapa, por exemplo, vai precisar fazer a mesma coisa de novo? Podemos aproveitar as fotos de um ou de outro. [A adoção de um modelo semelhante ao de cargas a granel pode trazer eficiência operacional?] Ainda estamos construindo a melhor forma de colocar isso na legislação. Qual foi a proposta: esses produtos siderúrgicos, às vezes, não dá para descarregar no pátio. A ideia é fazer a entrega antecipada dessa carga — ou seja, ela já sairia direto nos caminhões da empresa e seria verificada, caso necessário, no recinto do importador.

Como é a estrutura da Receita para procedimentos de liberação de passageiros de cruzeiros?

André: A alfândega no Porto de Itajaí, na verdade, tem uma jurisdição muito maior. Ela abrange os portos, os 15 recintos alfandegados no total, incluindo a Portonave, o aeroporto e também o primeiro ponto turístico alfandegado do Brasil, na Barra Sul, em BC. A gente já teve reunião com eles, com os operadores de cruzeiros que vão trazer as linhas para a região. Eles estão fazendo uma ampliação no terminal Tedesco. E como funciona isso: eles fazem a ampliação, apresentam o projeto para a Receita Federal, e é feito o alfandegamento da área. Depois que o projeto é apresentado, a Receita faz a análise e o alfandegamento do local, permitindo a entrada e saída de passageiros e bagagens internacionais.

Itajaí é um protagonista do comércio exterior”

Como está a disponibilidade de fiscais e equipes da Receita para fiscalização e acompanhamento dos processos no complexo portuário? Há melhorias de estrutura, pessoal e tecnologia?

André: A alfândega no Porto de Itajaí realiza o despacho de importação e exportação de toda Santa Catarina e do Paraná. Atualmente, temos 90 servidores. Muitos deles atuam remotamente, como é o caso de alguns que moram em Curitiba, pois trabalham com despacho aduaneiro e, como a atividade é regionalizada, podem estar em outros locais. Isso foi positivo porque conseguimos formar equipes especializadas. Recebemos muitos retornos da comunidade de comércio exterior, relatando que, por exemplo, o processo de habilitação está muito melhor e mais rápido. Por outro lado, há algumas reclamações sobre a perda da proximidade com o fiscal.

Do ponto de vista de integração, como está a relação da Receita com a Anvisa e o Mapa?

André: O primeiro contato que eu tive foi na própria Colfac [Comissão Local de Facilitação do Comércio]. Uma das ações que apresentei foi justamente essa melhor aproximação com os intervenientes e com os órgãos públicos em geral. Já tive reunião com o diretor do foro da Justiça Federal na subseção de Itajaí, e também com a Polícia Federal. A ideia é transformar a Colfac no que ela deve ser. Ela não é uma comissão ou colegiado apenas para responder dúvidas de entes privados, como empresas e despachantes.

Qual a sugestão aos importadores para colaborar e otimizar os processos de nacionalização?

André: Quanto mais informação a gente tiver, quanto melhor for o controle, mais facilitado vai estar o comércio. Minha sugestão é: quem puder, valorize a certificação OEA. É muito importante e a gente dá muita relevância a isso.

“A economia, no geral, perde R$ 460 bilhões com contrafação e pirataria”

Já houve pedido da autoridade portuária para renovação do alfandegamento do porto?

André: A gente já teve algumas reuniões, mas esse pedido ainda não chegou. Existe, na verdade, uma sequência: a Antaq precisa apresentar o parecer dela e, só depois disso, a Receita utiliza esse documento para dar andamento ao processo de alfandegamento. Isso ainda não ocorreu. Nas reuniões que a gente teve, falamos da importância de que esse pedido seja feito o quanto antes, porque o processo de alfandegamento é bem complicado. Não é o mesmo caso da situação anterior, que foi uma troca de titularidade. Agora, pode ser um alfandegamento completamente novo — não apenas uma extensão. Quanto mais rápido esse processo for iniciado, melhor para a segurança dos operadores. Mas, se tudo der certo, ainda dá tempo de resolver essa questão, até pela importância da região. [É um prazo de seis meses, mais ou menos, que demora?] É, normalmente, seis meses. [A gente já está atrasado com o pedido…] Já está atrasado. [Nós estamos num dilema, ver se realmente vai sair uma empresa pública, que estão tentando construir e fazer, ou se vai continuar com a autoridade portuária de Santos. Isso, de repente, pode ser que seja o motivo de não ter feito ainda o pedido, mas independentemente, de forma preventiva, no mínimo, já deveria ter sido feito…] Itajaí, na verdade, não é uma alfândega qualquer dentro das alfândegas. Itajaí é um protagonista do comércio exterior. Nossa alfândega é a segunda maior em movimentação de contêineres e, em arrecadação, só perde para Santos. É muito relevante essa alfândega, e a região como um todo, para o comércio exterior. 

Como a Receita tem atuado preventivamente no combate ao tráfico internacional de drogas?

André: Hoje, em Itajaí, a gente faz o escaneamento de 100% das cargas que saem. Existe uma equipe de repressão portuária que fica em Itajaí, mas é vinculada à superintendência. De 2018 para cá, foram apreendidas mais de 55 toneladas de cocaína nos portos de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Paranaguá. É um trabalho bem relevante. A atuação com os escâneres e das nossas equipes K9, nessa repressão ao tráfico de drogas, é fundamental. Essa mesma equipe também atua no combate ao contrabando. O contrabando e a pirataria financiam o crime organizado muito mais do que o próprio tráfico de drogas. Tem um estudo de 2022 que, se não me engano, é o mais recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que estimou que, em 2022, o crime organizado movimentou R$ 140 bilhões com pirataria. No mesmo período, foram R$ 15 bilhões com o tráfico de drogas. As pessoas acham que o tráfico de drogas é a principal fonte de financiamento do crime organizado, mas a contrafação e a pirataria são muito mais prejudiciais. O Fórum Nacional de Combate à Pirataria fez um estudo no ano passado e mostrou que a economia, no geral, perde R$ 460 bilhões com contrafação e pirataria. Só de arrecadação, a perda é de R$ 150 bilhões. Um dos papéis da Receita é retirar do mercado produtos que são perigosos à saúde ou ao consumidor. Por exemplo, várias apreensões de eletrônicos são de carregadores que não têm certificação do Inmetro e que, às vezes, pegam fogo nas casas. A gente retira esse tipo de produto do mercado e protege também a concorrência de forma geral. A gente recebe muitos questionamentos do tipo: “essas operações tiram o emprego das pessoas.” Mas, na verdade, é o contrário. O fenômeno é conhecido como exportação do desemprego. Quando se permite o comércio de produtos contrabandeados, como no camelô, estamos exportando empregos para outros países, que se essa mercadoria fosse formalizada, se o trabalho fosse formalizado, o emprego estaria aqui no Brasil.

“O crime organizado movimentou R$ 140 bilhões com pirataria. No mesmo período, foram R$ 15 bilhões com o tráfico de drogas”

Delegado, nessas operações que acabam acontecendo na região, com apreensão de roupas, eletrônicos e bebidas, as cargas são destruídas por completo. Por que o que é apreendido não pode ser aproveitado?

André: É um projeto importante que estamos articulando com a prefeitura de Itajaí e também com a Justiça Federal. Quando há contrafação, a mercadoria era, até então, totalmente destruída. Já destruímos toneladas e toneladas de roupas. Existe um projeto estratégico chamado Receita Federal Verde, que promove destinações sustentáveis — e é isso que queremos implementar aqui em Itajaí. Já conversei com o prefeito Robison, e a ideia é fazer uma parceria com a prefeitura, com a Secretaria de Segurança Pública, com o presídio feminino e com as recuperandas do presídio de Itajaí. Vamos trazer essas roupas e, em parceria com elas, será feita a descaracterização. A ideia é também envolver uma instituição, como uma faculdade de moda, para que os alunos deem suporte técnico às recuperandas: como transformar um calçado, adaptar peças para roupas de bebê, por exemplo. Essa transformação vai permitir que essas peças sejam destinadas à sociedade. Dou como exemplo um projeto que aconteceu em junho, em São Paulo, com o primeiro hackathon da Receita Federal. O desafio foi: “O que vocês conseguem fazer com cigarros eletrônicos?” Todos os projetos foram espetaculares. O projeto vencedor transformou cigarros eletrônicos em teclados ativados por sucção para pessoas com tetraplegia ou paralisia cerebral. Normalmente, esse produto custa R$ 4 mil ou 2 mil dólares, e eles conseguiram fazer por R$ 40. Na época da Covid, também tivemos muita apreensão de bebida alcoólica e perfumes falsificados, que foram transformados em álcool em gel e destinados a hospitais. [Haverá algum leilão da Receita de Itajaí este ano e haverá maior divulgação?] Só neste ano a gente já teve uma arrecadação de quase R$ 11 milhões com leilões. Podemos, sim, pensar em uma forma de melhorar a divulgação desses eventos.

Fonte: Diarinho

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Notícias

Mais de 10 mil roubos de carga foram registrados no país em 2024

Prejuízos são estimados em R$ 1,2 bilhão

Problemas com a malha rodoviária e o elevado índice de roubo nas estradas são os maiores desafios enfrentados pelo transporte de cargas no país. Em 2024, dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que o país registrou, em média, 27 roubos de cargas por dia.

O roubo de cargas no Brasil vem sendo grande fonte de receita para as quadrilhas especializadas. De acordo com o relatório de Análise de Roubo de Cargas, os ataques cresceram 24,8% no primeiro semestre de 2025. Dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística indicam que, em 2024, foram contabilizados 10.478 roubos de carga no país, com prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão.

Investimentos adicionais em segurança e tecnologia, atrasos nas entregas e necessidade de rotas mais longas para evitar áreas de risco comprometem toda a cadeia logística. Essas medidas elevam os custos repassados ao consumidor final e reduzem a competitividade dos produtos brasileiros no mercado.

Desde 2023, com a promulgação da Lei 14.599/23, a contratação dos seguros de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C), o de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga (RC-DC) e o de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V) é obrigatória, o que tem impactado a procura pelos produtos de seguros.

Nos primeiros cinco meses deste ano, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a arrecadação do RC-DC cresceu 8,1%, alcançando R$ 570 milhões, enquanto as indenizações subiram 12,4%, totalizando R$ 239 milhões. Já o RCTR-C avançou 1,5%, somando R$ 721 milhões em prêmios, com pagamentos de quase R$ 520 milhões, alta de 5,2%.

Portaria

O cenário deve ganhar novo impulso com a Portaria Suroc nº 27/2025, publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 11 de agosto último. A norma prevê a suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) para empresas que não comprovarem a contratação dos seguros exigidos.

Para o diretor de Relações Institucionais CNseg, Esteves Colnago, a portaria trará maior eficiência e controle para o exercício do transporte de cargas nas estradas brasileiras.

“É de suma importância essa nova normativa da ANTT. Ela traz uma evolução no método de fiscalização, saindo de uma abordagem baseada em documentos físicos para um modelo digital e integrado, o que promete maior eficiência e controle sobre a obrigatoriedade da cobertura de seguros no transporte de cargas, aumentando a segurança para todos os envolvidos na cadeia logística”, afirmou.

A comprovação poderá ser feita de duas formas: pela apresentação do frontispício (folha de rosto) da apólice ou do certificado de seguro à fiscalização da ANTT; ou pela verificação automática, por meio de intercâmbio de dados em tempo real entre a agência e as seguradoras (ou entidade que as represente).

O sistema digital deverá estar plenamente implementado até 10 de março de 2026, prazo definido pelo Artigo 3º da portaria. Até lá, a ANTT disponibilizará às seguradoras um manual técnico para integração via webservice, garantindo o envio automático das informações relativas à contratação dos seguros.

Fonte: Agência Brasil

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Importação

Importações marítimas se recuperam em julho

O fluxo marítimo de contêineres nos Estados Unidos registrou em julho uma recuperação de 18,2% em relação a junho, alcançando 2.621.910 TEUs.

Esse número fica apenas 555 TEUs abaixo do recorde histórico de maio de 2022. O aumento rompe com a desaceleração observada em maio e junho, impulsionado pela alta temporada e por compras antecipadas diante de mudanças tarifárias.

As importações marítimas vindas da China chegaram a 923.075 TEUs — um aumento de 44,4% em relação ao mês anterior e o nível mais alto desde janeiro de 2025. Embora ainda estejam 9,8% abaixo do recorde de julho de 2024, a participação da China atingiu 35,2%, sua maior fatia no ano. Outros países asiáticos também apresentaram crescimento, com destaque para Hong Kong, que teve um aumento de 47,8%. No total, os dez principais países fornecedores cresceram 25,4% em relação ao mês anterior.

Portos respondem à pressão

Apesar do aumento nos volumes, os principais portos dos EUA mantiveram um desempenho estável, com apenas leves aumentos nos tempos de trânsito. Os portos da costa oeste consolidaram sua liderança sobre os da costa leste e do Golfo pelo segundo mês consecutivo, refletindo capacidade para lidar com picos de demanda.

Fatores e perspectivas

A recuperação também está ligada a compras antecipadas para evitar custos extras decorrentes de novos tarifários. Entre os marcos:

  • 1º de agosto: entraram em vigor tarifas recíprocas sobre mais de 60 países;
  • 7 de agosto: tarifas específicas para a Índia e um tarifário universal sobre o cobre;
  • 15 de outubro: vence a trégua tarifária com a China.

Em comparação com julho de 2019, as importações são 19,3% maiores. O acumulado de 2025 já supera em 3,6% o de 2024. O desempenho dos EUA continuará influenciando as tendências na logística global, enquanto o setor ajusta suas estratégias para lidar com incertezas comerciais e possíveis mudanças nos custos.

Fonte: Todo Logistica News

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Portos

Porto de SC tem movimentação de mais de 500 mil contêineres no ano

Resultado supera desempenho do ano passado, no mesmo período

O Porto Itapoá ultrapassou a marca de 500 mil contêineres movimentados no ano, em dados até o final de julho. Somente no mês passado, foram 73 mil unidades, na segunda maior movimentação mensal. O desempenho deste ano supera em 33% o resultado do mesmo período do ano passado, em índice acima da média nacional do setor. Em operação desde 2011, o Porto Itapoá é um terminal de uso privado (TUP). A cidade terá outro TUP, a ser instalado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa, empreendimento em fase de licenciamento.

O resultado de 2025 aponta movimentação acima de 2,3 mil contêineres por dia, em média, pelo Porto Itapoá. No total, foram 501,6 mil contêineres. São em torno de 60 navios operados por mês, levando em conta o resultado de julho – são 17% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado. No mês passado, houve recorde na movimentação dos gates do porto, com mais de 57 mil transações.

Na avaliação do CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, os resultados demonstram a consolidação do terminal em eficiência e inovação. “Temos investido constantemente em infraestrutura e tecnologia, mas, acima de tudo, em pessoas. O desempenho que alcançamos é fruto de um trabalho conjunto de excelência operacional, atenção ao cliente e foco em soluções logísticas inteligentes”, afirmou Arten.

Fonte: NSC Total

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Comércio, Logística

Movimento aéreo internacional de passageiros e cargas em SC cresce acima de 62% no primeiro semestre de 2025

O movimento aéreo internacional de passageiros e cargas segue crescendo em Santa Catarina. O primeiro semestre de 2025 registrou alta de 66,9% nas cargas e 62,3% de passageiros, em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram apurados pela Gerência de Aeroportos, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme informações divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Nos primeiros seis meses de 2025 passaram pelo Aeroporto de Florianópolis 733,3 mil passageiros internacionais, que já correspondem a 82,4% de todo o movimento registrado no ano de 2024. Esta movimentação mantém Santa Catarina com o terceiro maior movimento aéreo internacional do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

“Nossas projeções é de que vamos superar a marca de 1 milhão de passageiros internacionais em 2025. Mas o movimento registrado até agora aumenta as expectativas. Temos confiança de que essa meta será alcançada e ultrapassada antes das nossas previsões, com o incremento de voos para Lima e principais cidades do Mercosul”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

“Os números do movimento internacional registrados em Santa Catarina são extremamente animadores e refletem o trabalho contínuo que o Governo do Estado vem realizando para posicionar Santa Catarina como um destino de relevância global. Um crescimento de mais de 62% no fluxo de passageiros internacionais no primeiro semestre de 2025 demonstra claramente que nossas ações de promoção turística e atração de novas rotas estão surtindo efeito”, acrescenta a secretária de Turismo (Setur), Catiane Seif.

Pelo Aeroporto de Florianópolis também foram movimentadas 3,3 mil toneladas de cargas. Estes números posicionam o aeroporto catarinense como o terceiro que mais cresce na América Latina e o número 1 no Brasil, segundo a concessionária Zurich Airport.

Movimento doméstico

A movimentação doméstica de passageiros nos aeroportos catarinenses no primeiro semestre cresceu 2,4%, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2025 foram registrados 3,5 milhões de passageiros. O maior movimento foi no Aeroporto de Florianópolis com 1,8 milhão de passageiros, seguido por Navegantes com 1,1 milhão de passageiros, Chapecó com 295,1 mil passageiros, Joinville (que teve a maior alta, 12,8%) com 268,9 mil passageiros, Jaguaruna com 47,8 mil passageiros e Correia Pinto com 3,6 mil passageiros.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio, Logística, Portos

Portos do Paraná superam 28 milhões de toneladas movimentadas nos cinco primeiros meses do ano

Os portos paranaenses registraram a movimentação de 28.195.118 toneladas de cargas entre janeiro e maio deste ano. O volume representa um crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 27.197.565 toneladas. Segundo dados do governo federal, divulgados pelo Comex Stat, o valor FOB – que corresponde ao preço do produto no ponto de embarque – ultrapassou US$ 19 bilhões no período.

“O crescimento está diretamente relacionado à variação cambial do mercado internacional e ao cenário geopolítico, que influencia a demanda pelos produtos escoados pelos portos paranaenses”, explicou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

As exportações continuam impulsionadas pelas commodities agrícolas. A soja em grãos lidera a movimentação com 6.326.901 toneladas, seguida pelo farelo de soja, com 3.036.137 toneladas exportadas. China e Países Baixos foram os principais destinos, representando juntos 15% da participação nacional no setor, o que equivale a US$ 3,4 bilhões em valor FOB.

A boa produtividade da safra 2024/2025 contribuiu para os resultados expressivos no acumulado do ano. Apesar de um leve recuo na demanda entre abril e maio, as exportações de soja e farelo foram retomadas com força em junho. A expectativa agora é o início da exportação de duas a três milhões de toneladas de milho no segundo semestre.

Na importação, os fertilizantes lideram o volume movimentado, com 4.357.233 toneladas descarregadas nos portos paranaenses. O valor da operação chega a US$ 1,4 bilhão, o que representa mais de 25% da movimentação nacional de fertilizantes. As cargas têm como principais destinos os estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá. O gráfico foi elaborado a partir de dados do DataLiner:

Movimentação de Contêneres no Porto de Paranaguá | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

A perspectiva para o segundo semestre é mais otimista em comparação a 2024. “O último semestre do ano passado foi desafiador em termos de demanda e volume exportado, especialmente no último trimestre. Em 2025, o cenário se mostra mais favorável”, avaliou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Segundo Vieira, muitos produtores optaram por adiar a comercialização e exportação entre abril e maio. “Já em junho, observamos uma retomada nas vendas, com tendência de escoamento da supersafra de 2025 ao longo dos próximos meses”, completou.

Fonte: Portos do Paraná

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Exportação

Operações investigam irregularidades em cargas de soja e farelo para exportação

Ações contaram com apoio técnico do Mapa e resultaram em mandados de busca, apreensões e uma prisão em flagrante em seis municípios.

Operações coordenadas pela Polícia Federal, com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), investigam possíveis fraudes na comercialização de soja e farelo de soja destinados à exportação.

As ações, realizadas nesta terça-feira (17), visam coibir adulterações nos produtos, com foco em cargas que sairiam do país por meio do Porto de Paranaguá e outros pontos estratégicos.

Cargas de soja e farelo

As operações contaram com o apoio técnico do Programa Vigifronteiras e do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (SIPOV/PR). Equipes do ministério atuaram em ações de fiscalização e apoio a diligências, com foco no cumprimento de mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos.

Foram executadas 15 ordens judiciais nos municípios de Cuiabá (MT), Toledo (PR), São José dos Pinhais (PR), Paranaguá (PR), Pontal do Paraná (PR) e Morretes (PR). Uma prisão em flagrante foi registrada durante a operação.

A atuação do Mapa se insere em um conjunto mais amplo de medidas contra irregularidades no setor. Em abril, 6,8 milhões de quilos de soja e farelo foram apreendidos por suspeita de adulteração.

Já em junho, uma nova fiscalização conjunta no Porto de Paranaguá localizou 39,2 mil quilos de farelo de soja contaminado com areia, serragem e mofo.

As ações reforçam o compromisso do governo federal com a integridade dos produtos agropecuários destinados à exportação, buscando garantir a segurança alimentar, a sanidade vegetal e a credibilidade do Brasil no comércio internacional.

As investigações seguem com análise do material apreendido, e novas medidas poderão ser adotadas com base nos desdobramentos.

Fonte: Agro 2

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Portos

Portos enfrentam congestionamento crescente com 40% dos navios atrasados

Portos ao redor do mundo estão enfrentando um aumento acentuado no congestionamento, com atrasos crescendo até 300% em junho de 2025, segundo dados recentes da Tradlinx.

Principais centros marítimos como Singapura, Cidade do Cabo e Roterdã estão entre os mais afetados, enfrentando longas filas de navios e sérios desafios operacionais.

Os dados revelam que 96% dos principais portos de contêineres estão atualmente lidando com interrupções operacionais, com tempos médios de espera de navios ultrapassando 10 dias em algumas localidades.

Essa é a pior situação de congestionamento portuário global desde a pandemia da COVID-19, com apenas 58,7% dos navios chegando no prazo.

A Tradlinx atribui o agravamento da situação a uma combinação de fatores, incluindo greves trabalhistas, condições climáticas adversas e gargalos persistentes na cadeia de suprimentos.

Em Singapura, por exemplo, o porto tem registrado um acúmulo rápido de navios, levando algumas transportadoras a desviar cargas para outros destinos. Da mesma forma, a Cidade do Cabo sofre com lentidão causada por condições climáticas, enquanto Roterdã enfrenta um acúmulo de embarcações e congestionamento nos pátios.

Os atrasos estão provocando efeitos em cascata nas redes de comércio global, com exportadores enfrentando custos mais altos e maior incerteza. Transportadoras têm ajustado cronogramas, pulado escalas e aplicado sobretaxas, prejudicando ainda mais a confiabilidade da cadeia de suprimentos.

O congestionamento também está afetando cargas a granel e gerais, gerando preocupações sobre impactos mais amplos na gestão de estoques e nos prazos de produção.

Embora alguns portos tenham adotado medidas para aliviar o congestionamento — como ampliar o horário de funcionamento dos portões e usar equipamentos adicionais —, a Tradlinx alerta que a recuperação deve ser gradual, dada a magnitude da interrupção.

Fonte: Port Technology

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