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Colisão no Porto de Santos: Marinha investiga velocidade, comunicação e manobras de navio e balsas

A Marinha do Brasil instaurou inquérito para apurar as causas da colisão entre um navio porta-contêineres e duas balsas no canal do Porto de Santos, no litoral paulista. A investigação será conduzida pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Segundo o Capitão de Mar e Guerra Leandro Gomes Mendes, o procedimento irá analisar elementos testemunhais, periciais e documentais para esclarecer o que provocou o acidente.

O que será apurado no inquérito

O caso está sendo tratado por meio de um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), aberto na terça-feira (17). Entre os principais pontos que serão investigados estão:

  • se o navio e as balsas estavam aptos à navegação;
  • cumprimento das normas nacionais e internacionais;
  • possíveis falhas humanas;
  • velocidade das embarcações no momento da colisão;
  • existência e registro de comunicação via rádio;
  • autorizações e tratativas prévias para as manobras realizadas.

Embora as Normas e Procedimentos das Capitanias dos Portos (NPCP) estabeleçam prioridade para embarcações de maior porte, devido à manobra restrita, o capitão ressaltou que a conclusão depende da análise técnica completa.

Dinâmica do acidente no canal

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (16), quando o navio deixava o canal em direção à área de fundeio por não haver vaga para atracação. Durante a manobra, a embarcação atingiu as balsas FB-15 e FB-14.

A FB-15 rebocava a FB-14, que estava fora de operação, em deslocamento sentido Guarujá. Quatro tripulantes — o comandante e três marinheiros — saltaram ao mar instantes antes do impacto. Não houve feridos.

As balsas estavam sem passageiros ou veículos no momento da colisão.

Resgate mobilizou equipes e populares

Imagens registradas por testemunhas mostram os tripulantes nadando até o cais após pularem na água. Pessoas que estavam em terra auxiliaram no resgate, lançando boias e coletes e ajudando a puxar os marinheiros para a margem.

A Praticagem enviou lanchas de apoio, e todos foram retirados da água em segurança.

Discussão sobre autorização de atracação

Outro ponto que poderá ser analisado é a ausência de espaço para atracação do navio no momento da manobra.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, em caso de terminais privados, cabe à própria operadora verificar a disponibilidade de berço, equipamentos e metragem adequada para receber a embarcação, com margem de segurança.

A APS destacou que sua atuação nesses casos se dá por meio da análise documental no sistema Porto Sem Papel (PSP), que reúne anuências de órgãos como a própria autoridade portuária, Anvisa, Polícia Federal e Capitania dos Portos.

A verificação direta da compatibilidade entre o tamanho do navio e o cais ocorre apenas em estruturas públicas. A DP World, responsável pelo terminal envolvido, não se manifestou sobre o episódio.

Investigação segue sem conclusões antecipadas

De acordo com a Capitania dos Portos, não é possível apontar responsabilidades antes da conclusão do IAFN. O comandante destacou que a prioridade de navegação para navios de grande porte não é suficiente para encerrar a análise.

O relatório final deverá esclarecer as circunstâncias da colisão no Porto de Santos, identificar eventuais falhas e indicar medidas para evitar novos acidentes no maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Codeba aprova licitação de R$ 87,5 milhões para dragagem do canal portuário de Itajaí

A Companhia Docas da Bahia (Codeba) aprovou a abertura de uma licitação para dragagem do canal portuário do rio Itajaí-Açu, com valor estimado em R$ 87,5 milhões e prazo de execução de 12 meses. A decisão foi tomada pelo conselho administrativo da estatal, que atualmente responde pela gestão provisória do Porto de Itajaí.

Contratação será por pregão eletrônico

O processo licitatório será realizado por pregão eletrônico, com critério de julgamento pelo menor preço. A proposta do novo edital surge diante da proximidade do encerramento do contrato vigente, que tem execução até 15 de fevereiro e vigência contratual até março.

Canal mantém profundidades homologadas

Atualmente, as profundidades mínimas do canal portuário estão homologadas pela Marinha do Brasil até 22 de março, sendo 14 metros no canal externo e 13,5 metros nas bacias de evolução e berços de atracação. A manutenção desses parâmetros é considerada essencial para a operação segura do porto.

Serviço é realizado pela Van Oord

A dragagem de manutenção segue sendo executada pela empresa Van Oord, que atua com a draga Njord nas atividades de rotina e utiliza dragas de grande porte por sucção em campanhas específicas de aprofundamento do canal.

Expectativa é de lançamento do edital nesta semana

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, aguardava o lançamento do edital até a última sexta-feira, o que não ocorreu. Com a publicação oficial da autorização da Codeba na mesma data, a expectativa agora é de que o edital de dragagem seja divulgado ao longo desta semana.

Processo avança após mudança de gestão

A licitação vinha sendo solicitada desde meados do ano passado, mas não avançou durante a gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS). Após o encerramento da administração da APS em Itajaí, o tema passou a ser tratado diretamente com a Codeba a partir de dezembro, o que acelerou a análise técnica e a aprovação do processo.

Contrato será temporário até concessão definitiva

A contratação prevista terá caráter temporário, assegurando a continuidade da dragagem enquanto o governo federal conclui o projeto de concessão do canal de acesso portuário. O modelo definitivo está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e deve ser lançado até março.

O futuro edital de concessão terá prazo de 25 anos e prevê investimentos de aproximadamente R$ 311 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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