Agronegócio

Bangladesh recebe primeiro embarque de café verde do Brasil e amplia mercado consumidor

O Bangladesh recebeu, na segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), o primeiro embarque de café verde em grãos do Brasil, abrindo caminho para a ampliação do consumo do produto no país asiático.

A chegada da carga foi acompanhada pelo adido agrícola brasileiro em Daca, Silvio Testasecca. A importação foi realizada pela North End Coffee Roasters, empresa que atua com destaque no mercado local, operando 15 cafeterias e mantendo, na capital, um centro integrado de produção, distribuição e treinamento.

Consumo de café verde tende a crescer no país

Atualmente, o café solúvel lidera o consumo no Bangladesh. No entanto, a entrada do café verde brasileiro no mercado local deve estimular a diversificação do consumo e o crescimento do segmento de cafés especiais.

Um dos fatores que favorecem essa projeção é a política tarifária. A taxa aplicada ao café verde importado do Brasil é a mesma praticada para produtos provenientes de Singapura — país que, até o momento, responde por cerca de 70% do café importado pelo Bangladesh.

Setor de cafeterias reúne marcas globais e locais

O mercado de cafeterias no Bangladesh apresenta forte dinamismo, reunindo redes internacionais e marcas regionais consolidadas. Entre os principais nomes estão Gloria Jean’s, Crimson Cup, Barcode Café, Columbus Coffee Shop, Barista, Coffee World e o Café São Paulo, o que reforça o potencial de expansão do consumo de café em grãos no país.

Brasil amplia presença no comércio agropecuário com Bangladesh

Além do avanço no setor cafeeiro, o Brasil mantém posição relevante como fornecedor agrícola do Bangladesh. No último ano, o país asiático importou mais de US$ 2,7 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, complexo soja, cereais, farinhas e preparações à base de milho.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Cargueiro movido a vento leva 600 toneladas de café e cacau do Porto de São Sebastião à Europa

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, recebeu nesta quinta-feira (30) o Anemos, um cargueiro movido a vento que transportará cerca de 600 toneladas de café verde e 12 toneladas de cacau com destino à Europa. A carga, produzida por exportadores de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará, será enviada para diferentes países do continente.

A primeira parada do navio está prevista para Fécamp, na França, onde o café será torrado e distribuído ao mercado europeu. Se as condições climáticas permitirem, a partida do Anemos está programada para este sábado (1º). A travessia até a Europa deve durar aproximadamente três semanas.

Sustentabilidade e retomada histórica das exportações

Esta é a segunda vez que o Anemos atraca em São Sebastião — a primeira ocorreu em dezembro de 2024, quando o porto realizou a primeira exportação de café orgânico brasileiro em uma embarcação movida à força do vento.

As operações simbolizam a retomada histórica das exportações de café pelo terminal, que não movimentava o produto desde a década de 1960. O retorno das atividades ocorreu em setembro de 2024, com o envio de 8 mil toneladas de café verde para a Alemanha.

De acordo com Ernesto Sampaio, presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), a escolha do porto está relacionada ao selo verde do terminal, que certifica práticas ambientalmente sustentáveis.

“Investir em transporte marítimo sustentável é essencial para mostrar que é possível crescer economicamente sem agredir o meio ambiente. O Anemos é um exemplo de inovação que queremos replicar em futuras operações”, afirmou Sampaio.

O navio Anemos: inovação e tecnologia limpa

Construído pela empresa francesa TOWT (TransOceanic Wind Transport) no Vietnã, o Anemos tem 81 metros de comprimento, 12 metros de largura e um mastro de 65 metros. A embarcação opera sem o uso de combustíveis fósseis, utilizando um motor auxiliar apenas em calmarias extremas.

Além disso, toda a energia elétrica a bordo é gerada pelo vento, por meio de geradores eólicos, reforçando o compromisso da nave com a redução de emissões de carbono e a transição energética sustentável no setor marítimo.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CDSS

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook