Comércio

Magda diz que existência de petróleo na Bacia de Pelotas pode alavancar toda região Sul

De acordo com presidente da Petrobras, a estatal tem a obrigação de garantir a segurança energética do Brasil a longo prazo e, por isso, investe em petróleo e gás

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a exploração na Bacia de Pelotas, se for encontrado petróleo e gás na região, poderá alavancar o desenvolvimento econômico da região Sul do Brasil. De acordo com ela, a estatal tem a obrigação de garantir a segurança energética do Brasil a longo prazo e, por isso, investe em petróleo e gás.

“Se nós encontrarmos petróleo e gás que estamos buscando na Bacia de Pelotas, no litoral do Rio Grande do Sul, poderemos alavancar o desenvolvimento econômico de toda a região Sul do país”, disse Magda em cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

De acordo com a presidente da Petrobras, a estatal pretende liderar uma transição energética justa. “Já estamos fazendo isso, adicionando novas energias e deixando nossas operações cada vez mais limpas”, comentou. “Temos obrigação de garantir a segurança energética do Brasil a longo prazo, por isso investimentos em petróleo e gás”, citou.

Magda afirmou que as demandas da Petrobras serão “cada vez menores”, pois a empresa está “muito comprometida” com o Brasil. Porém, segundo ela, não existe uma Petrobras “forte” sem o apoio da sociedade e uma cadeia de suprimentos.

A presidente da estatal avaliou que a retomada das operações o Porto de Itajaí representa o compromisso do governo Lula com o crescimento econômico nacional. Em sua avaliação, a Petrobras tem um papel fundamental no desenvolvimento do Brasil e “olha para cada porto brasileiro”.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional, Negócios

Acordo automotivo Brasil-Argentina é ampliado com tarifa zero para peças

Decreto assinado por Alckmin flexibiliza condições de acesso ao mercado entre os dois países para ônibus, vans e caminhões com até 5 toneladas

O presidente em exercício, ministro Geraldo Alckmin, assinou nesta terça-feira (17) um decreto que amplia o acordo automotivo entre Brasil e Argentina, flexibilizando as condições de acesso ao mercado entre os dois países para ônibus, vans e caminhões com até 5 toneladas. O ato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça.

O decreto também retoma a redução a zero das tarifas de importação de autopeças não produzidas no país. Em contrapartida, as empresas que utilizarem este benefício ficam obrigadas a investir 2% do valor dessas importações em pesquisa, inovação ou programas industriais prioritários para o setor automotivo.

O documento incorpora à legislação brasileira o 46º Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 14. O Protocolo foi firmado entre Brasil e Argentina em 29 de abril deste ano, a partir de negociações que envolveram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Por sua vez, o ACE-14, que traz regras para o comércio automotivo entre os dois países, foi assinado em 1990 e vem sendo sucessivamente aprimorado.

“Além de melhorar as condições de acesso a mercados e desonerar a importação de autopeças não produzidas localmente, o 46º Protocolo Adicional atualiza a classificação dos produtos e aprimora os critérios sobre regras de origem, que determinam se um item é realmente fabricado em um dos dois países”, diz o MDIC em nota.

Aprimoramento

De acordo com Alckmin, essa é uma medida que aprimora o acordo automotivo entre Brasil e Argentina, facilita o comércio, reduz custos e aumenta a competitividade da indústria brasileira.

“O setor automotivo brasileiro ocupa hoje a 8ª posição do ranking mundial na produção de veículos e gera mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. No ano passado, teve crescimento de 14,1% nas vendas”, disse, ressaltando a contribuição do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) para o desenvolvimento do setor.

O Mover, que oferece incentivos de R$ 19,3 bilhões até 2028, alavancou anúncios de investimentos privados de R$ 140 bilhões, segundo o MDIC.

Em nota, a pasta reforçou que os produtos automotivos são os principais bens do fluxo comercial Brasil-Argentina. A corrente de comércio bilateral dessas mercadorias, no ano de 2024, alcançou o patamar de US$ 13,7 bilhões, o que representa 50% do total de US$ 27,4 bilhões comercializados no ano.

Em 2025, a corrente de comércio total entre Brasil e Argentina já alcançou US$ 12,6 bilhões até maio, um crescimento de 26,2% em relação ao mesmo período de 2024.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Negócios

Brasil e Honduras discutem a ampliação do comércio bilateral

Em reunião no MDIC, representantes dos dois países debatem formas de cooperação

Café, frutos do mar, têxteis máquinas e veículos integram a lista de potenciais produtos que podem fortalecer a balança comercial entre Brasil e Honduras. As oportunidades foram discutidas na reunião realizada nesta quarta-feira (18/6) entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o ministro de Promoção de Investimentos de Honduras, Miguel Medina, que está em visita ao Brasil.

Além da pauta comercial, o ministro hondurenho manifestou interesse também em aumentar ações de cooperação com o Brasil. “Temos uma relação comercial já exitosa com o Brasil e queremos ampliar outras formas de parcerias”, disse. Medina solicitou apoio ao MDIC para a concretização de uma missão empresarial brasileira para Honduras, que está sendo organizada para o segundo semestre.

O secretário Márcio Elias Rosa avalia que há interesse significativo das empresas brasileiras em incrementar o comércio e os investimentos com Honduras. Assegurou ainda o interesse do governo brasileiro em impulsionar a agenda comercial. “Queremos prosperar nesta parceria e desenvolver a complementariedade econômica, especialmente em áreas estratégicas como descarbonização e digitalização”, observou.

Em 2024, Honduras foi o 97º com maior fluxo de comércio com o Brasil. As exportações brasileiras para Honduras, no ano passado, somaram US$ 205,4 milhões. Predominam nesta pauta produtos da indústria de transformação (95,1%) e agropecuária (4,6%). Já as importações brasileiras de Honduras, em 2024, chegaram a US$ 23,9 milhões. As compras se devem em 65,9% de produtos variados; 31,8% da indústria de transformação e 2,3% da agropecuária.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Saúde

Brasil declara estar livre de gripe aviária e espera que comércio de frango normalize

O primeiro surto no Brasil atingiu uma granja de matrizes no sul do país no mês passado, desencadeando proibições comerciais que agora podem ser revertidas com a recuperação do status de livre da doença

O Brasil se declarou livre do vírus da gripe aviária nesta quarta-feira (18), após nenhum novo surto da doença ter sido detectado em granjas comerciais de aves desde o primeiro caso, em maio, de acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura.

Em nota, a pasta afirmou que informou oficialmente nesta quarta-feira à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o fim do chamado vazio sanitário, conforme previsto nos protocolos internacionais.

O primeiro surto no Brasil atingiu uma granja de matrizes no sul do país no mês passado, desencadeando proibições comerciais que agora podem ser revertidas com a recuperação do status de livre da doença.

“Seguimos todos os protocolos, contivemos o foco e agora avançamos com responsabilidade para uma retomada gradativa do comércio exterior, mostrando a força do serviço sanitário brasileiro”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em nota.
A recuperação do status do Brasil como livre do vírus da gripe aviária de alta patogenicidade não é automática e precisa ser confirmada pela OMSA, de acordo com as diretrizes do órgão.

O ministério também afirmou estar notificando os países que impuseram restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas, com o objetivo de restabelecer o comércio internacional.

“Chegamos hoje ao fim do vazio sanitário… Isso não apenas fortalece a credibilidade do nosso sistema sanitário, como também representa um passo fundamental para a reabertura de mercados e a normalização das exportações”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Dezenas de importadores colocaram proibições totais ou parciais à carne de frango do Brasil, o maior exportador global de carne de frango. A suspensão dos embargos depende de cada país.

A exportação de carne de frango in natura do Brasil teve uma queda de cerca de 25% em volume pela média diária nas duas primeiras semanas de junho, na comparação com o dado do mesmo mês do ano passado, de acordo com números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicados na última segunda-feira.

A contagem regressiva de 28 dias para a autodeclaração do status de livre da doença começou em 22 de maio, após as autoridades locais informarem que a granja onde o único surto no Brasil foi detectado havia sido totalmente desinfetada.

De acordo com os protocolos comerciais existentes, a China, a União Europeia e outros importadores proibiram as exportações de carne de frango de todo o Brasil após a confirmação do primeiro surto em granja comercial.

Mas alguns países impuseram embargos restritos ao local do foco, o município de Montenegro (RS), como é o caso dos Emirados Árabes Unidos e do Japão.

Mais cedo, o governo do Rio Grande do Sul havia afirmado ter cumprido os protocolos, e que o país já poderia se autodeclarar livre da doença.

Fonte: InfoMoney

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Informação, Internacional

Perimetral Leste: Paraguai conclui obra da aduana; no lado brasileiro, execução chega a 77%

DER mantém entrega da rodovia para novembro deste ano; no Paraguai, ponte sobre Rio Monday será finalizada em 2026.

A obra das aduanas Brasil–Paraguai e Brasil–Argentina, que fazem parte do complexo da rodovia Perimetral Leste, chegaram a 77,31% da execução, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER). 

No lado paraguaio, a aduana — erguida em Presidente Franco — já está pronta e permite a passagem de carros pequenos pela Ponte da Integração, que liga o município a Foz do Iguaçu.

No entanto, a circulação de veículos ainda depende da conclusão das duas aduanas situadas em Foz do Iguaçu.

A aduana Brasil–Paraguai está sendo construída na cabeceira da Ponte da Integração, e a aduana Brasil–Argentina, próximo à Ponte da Fraternidade, ligação entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.

Na aduana perto do Paraguai, em maio, de acordo com informe do DER, estavam sendo feitas as instalações dos acabamentos internos e dos revestimentos metálicos nas fachadas. Também começou a execução de meio-fio e de calçadas no pátio.

Já na aduana da entrada da Argentina, é possível observar a mudança da paisagem com a obra que fica na lateral da ponte. Lá, conforme o DER, o trabalho está voltado para assentamento de revestimentos cerâmicos, aplicação de revestimentos argamassados, execução de divisórias em drywall e instalações elétricas e hidrossanitárias. No pátio, já estão sendo erguidos muros de contenção.

De acordo com a Receita Federal (RF), com a inauguração do prédio, o edifício da atual aduana brasileira será desativado, porém ainda não se sabe o que será feito no espaço.

Uma ponte à espera de duas aduanas

Pronta desde 2023, a Ponte da Integração depende da conclusão das duas aduanas no Brasil e de obras complementares para que o trânsito de caminhões seja liberado.

No lado paraguaio, a aduana situada em Presidente Franco, nas proximidades da cabeceira da ponte, está pronta, e o Terminal de Cargas da Administração Nacional de Portos (ANP), com 96% das obras executadas, segundo a engenheira Laura Arevalo, encarregada do Escritório de Apoio da Ponte da Integração e do Corredor Metropolitano del Este.

As obras no lado paraguaio fazem parte do Corredor Metropolitano del Este, que incluiu, além da aduana, situada a três quilômetros da cabeceira da Ponte da Integração, outras cinco obras complementares.

Entre essas obras, há três rodovias, uma delas começa no quilômetro 17 da PY 02, em Minga Guazú, e segue até a rodovia PY 07, em Los Cedrales.

Outra importante edificação, imprescindível para habilitar a circulação de caminhões pela Ponte da Integração, é a ponte sobre o Rio Monday, cuja execução está em 20% e tem previsão de ser entregue apenas em 2026.

“Para a circulação de turistas estamos à espera da habilitação da Ponte da Integração, porém falta terminar a ponte sobre o Rio Monday para a travessia de caminhões pesados”, esclarece a engenheira.

Segundo o Ministério de Obras Públicas (MOC), do Paraguai, as obras complementares, em ambos os países, seriam concluídas somente no ano que vem.

No Brasil, o DER informou que as obras da Perimetral Leste serão entregues em 30 de novembro deste ano.

Com investimento de aproximadamente R$ 86 milhões até abril deste ano, a Perimetral Leste tem 15 quilômetros. A rodovia ligará a BR-277 à Ponte da Integração Brasil–Paraguai e à Ponte Tancredo Neves.

Fonte: H2Foz

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Rússia espera que Brasil ocupe lacunas de mercado em complemento à China após saída de empresas ocidentais

As empresas brasileiras podem preencher algumas das lacunas nos mercados russos deixadas pela saída de empresas ocidentais e apenas parcialmente ocupadas pelas companhias chinesas, disse nesta quarta-feira o vice-ministro da Economia da Rússia, Vladimir Ilyichev.

A saída abrupta de dezenas de empresas ocidentais da Rússia devido ao conflito na Ucrânia levou à fuga de capitais e à desaceleração econômica. Moscou agora se concentra na produção local e na cooperação com os chamados países “amigos” que não impuseram sanções, particularmente os membros do Brics: Brasil, Índia, China e África do Sul.

Qualquer empresa ocidental que tente retornar para a Rússia enfrenta barreiras, e alguns setores, como o de telecomunicações, parecem estar totalmente fora dos limites.

Empresas locais preencheram alguns nichos deixados pelas companhias ocidentais, enquanto outros setores, particularmente a indústria automobilística, agora são dominados pelos chineses.

Ilyichev, falando no painel Brasil-Rússia no fórum econômico russo em São Petersburgo, sugeriu que empresas brasileiras poderiam estabelecer operações na Rússia para fornecer produtos de engenharia e bens relacionados às indústrias de consumo.

“Acreditamos que as empresas brasileiras podem ocupar alguns dos nichos que ficaram vagos em nosso mercado, após a saída de empresas ocidentais, e que ainda não foram totalmente preenchidos por nossos colegas chineses”, disse Ilyichev.

O comércio bilateral de bens como fertilizantes, derivados de petróleo, alimentos e metais entre a Rússia e o Brasil atingiu o recorde de US$12,4 bilhões em 2024, embora as exportações brasileiras estejam bem abaixo das russas.

Ilyichev disse estar esperançoso com uma cooperação mais ampla, inclusive em termos de energia nuclear.

Em um painel separado, o presidente-executivo da Rostelecom, Mikhail Oseevskiy, disse: “(Empresas) europeias, empresas americanas, desenvolvedores de software e hardware não devem ser autorizados a entrar. A estrada deve ser fechada. Eles saíram, batendo a porta, abandonando tudo: não há confiança.”

Os comentários ecoaram os do presidente-executivo do conglomerado industrial Rostec, uma peça crucial da indústria de defesa da Rússia.

“Os vários parceiros ocidentais que tínhamos antes de 2022 falharam conosco”, disse o chefe da Rostec, Sergei Chemezov, em uma entrevista na semana passada à Razvedchik, uma revista publicada pelo SVR, o serviço de inteligência estrangeira da Rússia.

Fonte: Investing

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Portos, Sustentabilidade

Brasil e Holanda assinam plano para portos sustentáveis

Acordo estabelece capacitações, energia renovável e corredores verdes; país é referência em gestão portuária, como a do Porto de Rotterdam, o maior da Europa

O governo brasileiro e a Holanda formalizaram nesta 4ª feira (18.jun.2025) um novo Plano de Ação para o programa GPP (Green Ports Partnership), voltado ao desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária. O acordo foi assinado durante o evento “Desenvolvimento sustentável e inovação nos portos”, realizado em Brasília e promovido pela Embaixada da Holanda no Brasil.

O plano prevê uma série de iniciativas ao longo dos próximos 15 meses. Entre as ações estão capacitações sobre portos e corredores verdes, a realização de estudos para o planejamento de um corredor verde intermodal no Brasil e visitas técnicas binacionais a terminais estratégicos. No Brasil, os portos de Santos (SP), Pecém (CE), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) receberão as delegações. Na Holanda, as visitas incluem os portos de Rotterdam, Harlingen e Nijmegen.

EXPANSÃO E INVESTIMENTOS

O encontro ocorreu em um momento de expansão do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), os portos do país movimentaram um recorde de 1,32 bilhão de toneladas em 2024. Só o Porto de Santos operou 162,4 milhões de toneladas em 2022 e registrou em janeiro de 2025 o maior volume mensal de contêineres da série histórica: 460,8 mil TEUs (Unidade Equivalente a Vinte Pés, em português).

O crescimento é acompanhado por uma série de projetos para ampliação da capacidade logística nacional. Estão previstos mais de R$ 50 bilhões em investimentos privados no setor até 2026, por meio de novos arrendamentos e concessões.

Destaque para o novo mega terminal de contêineres de Santos, o STS-10(Teccon 10), que poderá aumentar em até 50% a capacidade operacional do porto. A obra faz parte de um pacote de iniciativas que também inclui o túnel subaquático Santos–Guarujá, com o objetivo de transformar o complexo em um hub logístico regional.

MODELO HOLANDÊS

A parceria também traz como referência a experiência holandesa no desenvolvimento portuário. O Porto de Rotterdam, maior da Europa, movimentou 467,4 milhões de toneladas e 15,3 milhões de TEUs em 2022, consolidando-se como um dos principais hubs logísticos globais. O modelo de gestão adotado alia planejamento público, operação privada e integração com as principais cadeias logísticas internacionais, além de estabelecer metas ambientais, como a descarbonização total dos terminais até 2050.

“O programa atua em duas frentes: odesenvolvimento sustentável e inovador dos portos e terminais brasileiros e logística, e segundo, projetos de energia renovável relacionados aos portos, especificamente energia eólica, offshore e nearshore, hidrogênio verde”, disse o embaixador André Driessen.

Driessen destacou que o GPP já reúne 40 instituições brasileiras e neerlandesas, incluindo os portos de Rotterdam, Itajaí, Paranaguá e Rio Grande. O embaixador sinalizou ainda a expectativa de que o Porto de Santos passe a integrar o grupo em breve, ampliando o alcance da parceria.

Fonte: Poder 360

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Internacional, Negócios

Brasil e UE buscam concluir acordo Mercosul‑UE até dezembro

O Brasil e a União Europeia estabeleceram o compromisso de concluir as negociações do aguardado acordo Mercosul‑UE até dezembro deste ano. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante visita oficial a São Paulo, com o objetivo de “enviar um sinal global de estabilidade” em meio à crescente onda protecionista no cenário internacional. 

Costa afirmou que, embora o prazo seja curto, a meta é realizar a assinatura ainda em dezembro, coincidente com a presidência rotativa brasileira no Mercosul. Para viabilizar esse desfecho, destaca-se a viagem do presidente Lula à França, considerada peça-chave para superar resistências de países como a França, que ainda mantém objeções ao acordo. 

Segundo a análise do Poder360, o consenso entre os 27 países-membros da UE só será possível com a superação de oposições sustentadas, especialmente por parte do setor agrícola europeu, que teme impactos relacionados ao desmatamento e à concorrência. 

Principais pontos do acordo: 

– Dimensão econômica e política: Criação de uma zona de livre comércio que abrange mais de 720 milhões de pessoas e representa mais de 20% do PIB mundial, trazendo uma mensagem de fortalecimento do multilateralismo. 

– Processo em andamento: Após o pacto político assinado em dezembro de 2024, está em curso a tradução para os 24 idiomas oficiais da UE, com previsão de envio ao Conselho Europeu ainda em junho ou julho. 

– Desafios ainda existentes: A ratificação plena depende da aprovação nos parlamentos nacionais do Mercosul e na Assembleia Europeia, processo que pode enfrentar atrasos e condicionantes. 

O que isso representa para o Brasil: 

Para o Brasil e os demais países do Mercosul, a conclusão do acordo oferece: 

– Acesso facilitado ao maior mercado consumidor global, com potencial de atrair investimentos e ampliar as exportações;

– Maior estabilidade e previsibilidade no comércio internacional, com redução de barreiras tarifárias e diluição de risco regulatório; 

– Fortalecimento do diálogo político e econômico com a UE, especialmente em temas de sustentabilidade e responsabilidade social. 

Relevância para Feaduaneiros e seus clientes 

A Feaduaneiros atua diretamente nas rotinas aduaneiras, precisamente impactadas por grandes transformações no ambiente de comércio exterior. A ratificação do acordo Mercosul‑UE pode: 

– Aumentar o volume de operações de importação e exportação; 

– Demandar maior expertise em regimes preferenciais, conformidade e certificações técnicas; 

– Trazer novas oportunidades para projetos de compliance, assessoria aduaneira e capacitação das equipes envolvidas. 

Fonte: El País, CNN Brasil, Poder360

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Negócios

Exxon, Chevron e Petrobras vencem licitações de alto valor na Margem Equatorial do Brasil

Petrobras, ExxonMobil e Chevron conquistaram direitos de exploração na Margem Equatorial do Brasil, uma nova fronteira de petróleo offshore com grandes expectativas, apesar de anos de atrasos regulatórios. Dos 47 blocos ofertados na Bacia da Foz do Amazonas, 19 foram vendidos, tornando-a a área mais disputada no mais recente leilão de petróleo do país.

Petrobras e Exxon garantiram juntas 10 blocos, enquanto a Chevron, em parceria com a chinesa CNPC, levou nove — superando a Petrobras em algumas disputas. Isso representa uma forte demonstração de confiança no potencial da bacia, assim como na capacidade do Brasil de eventualmente superar a resistência ambiental.

A Petrobras ainda aguarda aprovação do Ibama para perfurar seu primeiro poço na Foz do Amazonas, localizado a cerca de 540 km da foz do Rio Amazonas. A região é vista como potencial rival do prolífico pré-sal brasileiro.

Analistas apontam que a Exxon pode aproveitar sua experiência operacional na vizinha Guiana, e sua parceria com a Petrobras ajuda a mitigar riscos regulatórios. Já os lances agressivos da Chevron, mesmo sem uma parceira brasileira, reforçam o interesse crescente em replicar o sucesso offshore da Guiana e do Suriname.

O momento do leilão — durante um período de tensões elevadas no Oriente Médio — também ressaltou a atratividade do Brasil como uma fonte de petróleo geopoliticamente mais segura.

A Shell e a Karoon atuaram na Bacia de Santos, embora apenas 11 dos 54 blocos ofertados nessa região tenham sido vendidos. A Shell optou por não participar da Margem Equatorial devido a “múltiplos riscos”, apesar de manter parcerias de exploração com a Petrobras na vizinha Bacia de Pelotas.

A oposição ambiental foi forte, especialmente em antecipação à cúpula climática COP30, que será sediada no Brasil. Críticos expressaram preocupações quanto à proximidade dos blocos com territórios indígenas e áreas de alta biodiversidade, como Fernando de Noronha.

Ainda assim, o governo considerou o leilão um sucesso, arrecadando mais de 989 milhões de reais (US$ 181 milhões) em bônus de assinatura e com previsão de atrair 1,5 bilhão de reais em investimentos para a fase de exploração.

Fonte: Oil Price

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Comércio

Brasil avança e é 58º em competitividade global, mas precisa de mudanças estruturais

Desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento.

O Brasil avançou quatro posições no Ranking Mundial de Competitividade 2025, saindo do 62º para o 58º lugar entre 69 países analisados. Embora este seja o melhor desempenho desde 2021, a análise aponta que a melhora não representa um avanço estrutural e que ainda há muito a ser feito – afinal, o país ainda está entre as nações com desempenho inferior à média.

Os dados da 37ª edição do ranking foram divulgados nesta segunda-feira (16) pelo International Institute for Management Development (IMD) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Eles mostram que o desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento. 

O ranking é liderado por Suíça (1º), Singapura (2º), Hong Kong (3º), Dinamarca (4ª), e Emirados Árabes Unidos (5º). Na sequência, vem Taiwan (6º), Irlanda (7º), Suécia (8º), Qatar (9º) e Países Baixos (10º). 

Abaixo do Brasil (58º) estão Botswana (59º), Peru (60º), Gana (61º), Argentina (62º), Eslováquia (63º) e África do Sul (64º). Fecham o ranking Mongólia (65º), Turquia (66º), Nigéria (67º), Namíbia (68º) e Venezuela (69º).

Brasil avança, mas se mantém atrás

Os dados apontam que o Brasil melhorou em áreas como desempenho econômico e eficiência empresarial, mas ainda encontra dificuldades em exportar serviços, distribuir riqueza (PIB per capita), controlar a inflação, diminuir o custo do capital, melhorar o marco regulatório e qualificar a mão-de-obra, entre outros pontos.

Na análise por setores, o Brasil saiu da 38ª e agora está na 30ª posição no ranking geral de performance econômica. Dentro dos subitens analisados neste setor, o país é o 5º em fluxo de investimento direto estrangeiro, o 7º em crescimento de longo prazo de emprego, e o 11º em formação bruta de capital fixo (crescimento real). O desempenho do país é puxado para baixo em exportações de serviços comerciais, em que ocupa a 67ª posição, seguido por receitas de turismo (66ª) e proporção comércio-PIB (65º).

Nos demais setores, o Brasil também está entre os países com piores desempenhos. Embora tenha saído da 61ª posição, ainda é o 56º em eficiência empresarial, com pontos positivos em total de atividade empreendedora em estágio inicial (8º), salário mínimo (13º), níveis de compensação (14º) e remuneração de gestão (14º). Ainda neste subitem, o país vai mal em dívida corporativa (68º), mão de obra qualificada (68º) e sistema de valores (68º).

Pelo indicador de infraestrutura, o Brasil é o 58º do ranking de competitividade, mesma posição do ano anterior. Puxam o indicador para cima os subitens de energias renováveis (5º), taxa de dependência (13º), custo de telefonia móvel (15º). Mas está na última posição em habilidades linguísticas (69º), educação primária e secundária (68º) e educação em gestão (67º).

Na leitura de Eficiência Governamental, o país é o 68º do ranking, atrás apenas da Venezuela. Na edição anterior, o Brasil ocupava a 65ª posição. Dentro deste subitem, o país está em 5º lugar em subsídios governamentais, 16º em viés de mídia (conversão de notícias em prol do governo) e 21º em renda disponível para consumo. Os pontos fracos do indicador são custo de capital (69º), protecionismo (68º) e finanças públicas (67º).

Custo de capital e dívida

Entre os principais pontos de atenção sobre os dados do Ranking Mundial de Competitividade estão o custo do capital e da dívida corporativa. O Brasil está na lanterninha da dívida corporativa e do crédito, ocupando a 68ª posição nos dois indicadores, o que aponta para a dificuldade em obter recursos para investimentos, expansão e inovação.

Para melhorar e avançar, o Brasil precisaria reduzir a taxa de juros, que está em 14,75%, desburocratizar o acesso ao crédito e fortalecer o mercado de capitais, segundo o relatório.

“O dinheiro está indo embora, o governo está gastando muito, e as empresas estão pagando por seus projetos em uma taxa de financiamento cada vez maior. Isso afugenta nosso potencial de crescimento”, avalia Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da FDC, responsável pela divulgação dos dados no Brasil.

Melhora virá com políticas de longo prazo

Na avaliação de Tadeu, os países mais competitivos são os mais abertos para o avanço tecnológico e o comércio internacional. Já o desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento. 

Ele afirma que a divulgação dos dados em meio às discussões sobre novas tributações, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), aponta que estamos escolhendo caminhos contrários ao necessário, que seria o de simplificar a estrutura brasileira para investimentos.

“O Brasil continua no mesmo patamar de 10 anos atrás, no bloco final da competitividade. [Isso ocorre] Porque a gente insiste em uma agenda que não é de reforma, abertura comercial, investimento direto estrangeiro, simplificação tributária do ambiente de negócios, livre comércio, inovação e tecnologia e, consequentemente, que não é uma agenda de formação de mão-de-obra”, analisa Tadeu.]

Para ele, competitividade não é “agenda de curtíssimo prazo”, e precisa ser vista como estratégia permanente. “Não adianta as lideranças públicas continuarem a insistir na agenda de riqueza por commodities. Precisamos pensar seriamente em plano de estado e em que país queremos para daqui 10 a 15 anos”, afirma.

Fonte: InfoMoney

 

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