Agronegócio

Piscicultura avança em Goiás e reforça papel estratégico no agronegócio

Com crescimento da produção de tilápia no Brasil e apoio técnico local, o estado desponta como polo promissor na aquicultura

Produção de tilápia bate recorde no Brasil

A piscicultura brasileira vive um momento de forte expansão. Em 2024, a produção nacional de tilápia cresceu 14,36% em comparação com o ano anterior, atingindo o recorde de 662.230 toneladas, segundo o Anuário Peixe BR 2025. A espécie, que já representa 68,36% de todo o peixe cultivado no país, consolidou-se como uma das proteínas animais mais consumidas pelo brasileiro.

O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, avalia o cenário como positivo, mas destaca que a instabilidade nos preços ao produtor ao longo do ano exige um esforço conjunto de todos os elos da cadeia produtiva. “É necessário garantir resultados econômicos sustentáveis, da genética à indústria”, pontua.

Goiás acompanha tendência de crescimento

Goiás vem acompanhando o bom momento do setor. Em 2024, a produção de peixes cultivados no estado atingiu 30.730 toneladas, número superior ao de 2023 (29.850 t) e próximo ao de 2022 (30.500 t), indicando recuperação e estabilidade.

A tilápia também lidera a produção goiana, com 23.200 toneladas, seguida por peixes nativos (7.300 t) e outras espécies como carpa, truta e panga. Entre os principais polos produtores estão os municípios de Niquelândia, Inaciolândia, Quirinópolis, Gouvelândia e Luziânia.

Condições favoráveis e desafios em Goiás

De acordo com Paulo Roberto Silveira Filho, presidente da Comissão de Aquicultura da Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), o estado possui características naturais e econômicas que favorecem o desenvolvimento da piscicultura. “Nossa localização estratégica próxima ao Distrito Federal, o clima propício e a forte produção de grãos formam uma base sólida para o setor”, afirma.

Ele destaca ainda que, em 2024, a queda nos preços do milho e do farelo de soja contribuiu para reduzir os custos da atividade. No entanto, Silveira Filho alerta para obstáculos que ainda limitam o avanço, como a falta de isonomia tributária entre estados do Centro-Oeste e as constantes mudanças na legislação, que geram insegurança jurídica, especialmente para pequenos e médios produtores.

Cenário internacional favorece expansão

O otimismo no setor se estende para além das fronteiras nacionais. O Brasil já é referência mundial na produção de tilápia. Em 2024, a produção global da espécie está estimada em cerca de 7 milhões de toneladas. Para 2025, a previsão é de um crescimento adicional de até 5%, elevando a oferta mundial para 7,3 milhões de toneladas, segundo a FAO e outras entidades do setor.

Nesse contexto, Goiás tem a oportunidade de ampliar sua atuação no mercado interno e também conquistar espaço no cenário internacional, desde que invista em infraestrutura, políticas públicas e valorização dos produtores locais.

Senar Goiás impulsiona profissionalização da piscicultura

Um dos principais aliados dos piscicultores goianos tem sido o Senar Goiás. Por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), a entidade oferece suporte técnico contínuo aos produtores de todo o estado. Nesta semana, técnicos de campo participaram de um encontro para alinhamento de estratégias e troca de experiências.

Segundo Dirceu Borges, superintendente do Senar Goiás, a atuação técnica tem gerado resultados expressivos. “A atualização constante de técnicas de manejo tem contribuído para a profissionalização da atividade e o aumento da produtividade. A piscicultura deixou de ser apenas uma atividade de subsistência e passou a ocupar um lugar estratégico no agronegócio goiano”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação

Exportações brasileiras crescem 4,8% em julho e atingem US$ 198 bilhões no acumulado do ano

Crescimento das vendas ocorre para vários destinos, com destaque para EUA, México, Argentina, União Europeia e Japão; importações também avançam

Exportações registram avanço em julho

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6/8) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as exportações brasileiras cresceram 4,8% em valores e 7,2% em volume no mês de julho de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Em julho, o país exportou US$ 32,31 bilhões.

Acumulado do ano soma US$ 198 bilhões em exportações

No acumulado até julho, as exportações brasileiras totalizam US$ 198 bilhões, o que representa crescimento de 0,1% em valores e 2% em volume sobre o mesmo período do ano anterior. A corrente de comércio soma US$ 359 bilhões no ano, com saldo positivo de US$ 37 bilhões.

Crescimento das exportações para principais destinos

O avanço nas exportações ocorreu para diversos mercados importantes, com destaque para o volume embarcado:

  • Estados Unidos: aumento de 5%
  • México: crescimento de 17,2%
  • Argentina: expansão expressiva de 42,4%
  • União Europeia: alta de 7,4%
  • Japão: incremento de 7,3%
Principais produtos e setores em alta

Entre os produtos com maior crescimento mensal estão carne bovina, óleos brutos de petróleo, minérios de cobre e café não torrado. No que diz respeito aos setores, a Indústria de Transformação liderou o avanço em valores, com crescimento de 7,4%, seguida pela Indústria Extrativa (3,6%) e pela Agropecuária (0,3%).

Importações também apresentam crescimento significativo

No mês de julho, as importações brasileiras subiram 8,4% em valores, totalizando US$ 25,2 bilhões. O destaque ficou para:

  • Bens de capital, com aumento de 13,4%
  • Bens intermediários, crescimento de 10,8%
  • Bens de consumo, alta de 5,1%

No acumulado do ano até julho, as importações somam US$ 161 bilhões, com crescimento de 8,3% em valores e 9,7% em volume.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio Exterior

Governo deve anunciar medidas de apoio a empresas alvo das tarifas americanas

Diversificação de mercados; Encontro do PSD e outros destaques

O governador Jorginho Mello (PL) deve anunciar na próxima semana um pacote de medidas em apoio às empresas catarinenses que serão impactadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. O aumento das tarifas afetará setores estratégicos, o que fez com que o governo montasse uma verdadeira força-tarefa com as principais secretarias da sua área econômica. 

A Federação das Indústrias (Fiesc) tem auxiliado na elaboração das propostas, trocando informações com o governo e mantendo contato com a Confederação Nacional da Indústria em busca de dados sobre os impactos. Um escritório de advocacia americano também está prestando informações sobre o cenário. A ideia principal é manter os empregos, pelo menos por um período, para evitar a queda da renda no Estado. As pessoas ouvidas pela coluna deixaram a impressão de que o conceito está pronto; o que falta são os números. 

A força-tarefa é composta por técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda, junto com as secretarias de Indústria, Comércio e Serviços; Planejamento; Agricultura; Articulação Internacional; Badesc, BRDE e a InvestSC. A proposta, que deve ser concluída até amanhã, contempla três frentes principais: 

Apoio financeiro e fiscal – A ideia é dar um alívio imediato para as empresas impactadas pela nova tarifação. Entre as propostas que serão apresentadas ao governador, está a criação de linhas de crédito emergenciais com prazos mais estendidos, carência e taxas reduzidas. A operação ficará por conta do Badesc e do BRDE. Também deve entrar no pacote a ampliação ou reestruturação de programas estaduais já existentes, focando nas empresas exportadoras. 

As empresas, caso os estudos apontem que é possível e Jorginho Mello aprove as propostas, poderão contar com incentivos fiscais temporários e mecanismos de diferimento de tributos. Ou seja, as empresas que compram insumos para exportação ou industrialização deixarão de pagar o ICMS por um período, o que, na opinião das fontes, aliviará o fluxo de caixa. Na prática, não se trata de uma isenção, mas de um retardo no recolhimento do imposto. A antecipação da devolução de crédito de ICMS também está na mesa de discussão. 

Diversificação de mercados

A Secretaria de Articulação Internacional e a InvestSC trabalharão para identificar novos mercados para os produtos catarinenses que ficarão represados por conta do aumento das tarifas dos EUA. “A ideia é promover ações de diplomacia comercial e inteligência de mercado para reorientar parte das exportações atingidas”, relatou uma fonte. 

Para atender às empresas e reduzir os impactos, está sendo feito um mapeamento e diagnóstico técnico para identificar quais serão diretamente impactadas. A ideia é construir um retrato dos prejuízos, permitindo que o pacote seja direcionado com mais precisão às reais necessidades de quem for atingido. 

O que pode atrasar um pouco o anúncio é o fato de que o governo ainda não sabe quais produtos foram excluídos da taxação. A grande preocupação, por exemplo, é com a madeira, que representa um percentual muito grande no volume de exportações. O formato do plano dependerá dos possíveis prejuízos que esse setor, em específico, terá. 

Complementação 

Outro ponto importante é que o Governo do Estado pretende realizar ações que complementem as que serão realizadas pelo Governo Federal. Porém, há uma ideia de que, se não houver um anúncio de Brasília a curto prazo, o plano para Santa Catarina será colocado em prática e revisto quando houver alguma iniciativa federal. 

Balanço da missão 

O senador Esperidião Amin (Progressistas) participou ontem de audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), para apresentar um balanço da missão oficial de senadores aos Estados Unidos, liderada por Nelsinho Trad (PSD). O encontro tratou das tensões comerciais entre os dois países, agravadas pela compra de petróleo russo pelo Brasil.

Segundo Amin, parlamentares democratas e republicanos sinalizaram a aprovação de uma lei, entre agosto e setembro, que poderá punir países que mantêm relações comerciais com a Rússia. O Brasil, que importa óleo diesel e defensivos agrícolas russos, pode ser diretamente afetado. 

Impacto 

De acordo com o senador Esperidião Amin (Progressistas), a possível lei americana que poderá punir com mais taxas países que compram, principalmente, petróleo russo, poderá afetar fortemente Santa Catarina. 

“Isso é muito grave. Óleo diesel é vital para a nossa economia, assim como os defensivos para a competitividade do agro”, alertou Amin. O senador também demonstrou preocupação com as exportações de Santa Catarina, como madeira, pescado, compressores e motores elétricos, que ainda enfrentam barreiras tarifárias. 

Selecionando a imprensa? 

Uma novidade na comunicação do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), como presidente da Fecam. Em agenda hoje, no Oeste, para a chamada “Rota Municipalista”, ele estará em Chapecó para se reunir com os prefeitos dos municípios da região da Amosc, em encontro que terá início às 08h30. Procurada por veículos interessados em uma entrevista com Topázio, a assessoria pediu foto dos jornalistas que farão a entrevista, uma biografia e, pasmem, o posicionamento político. Nem em cobertura presidencial se pede o posicionamento político do jornalista, que é algo irrelevante. Um verdadeiro ataque ao jornalismo livre. 

Encontro do PSD 

O PSD realizará na próxima segunda-feira (11), no Expocentro de Balneário Camboriú, mais um Encontro Estadual do partido. Entre as presenças confirmadas, o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia; o prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues; e o governador do Paraná e pré-candidato à Presidência da República, Ratinho Júnior. O início está marcado para as 19h30 e terá como anfitriã a prefeita Juliana Pavan. Deputados estaduais e federais, além de prefeitos e vereadores, também são esperados. Entre os temas da pauta, estão o bem-estar animal, políticas públicas para as mulheres e o fortalecimento da família. “O PSD está ampliando sua presença e relevância em temas que fazem diferença na vida dos catarinenses”, afirmou o presidente estadual, Eron Giordani. 

Alesc Itinerante 

A forte presença de representantes da sociedade civil, prefeitos, vereadores e entidades foi um dos pontos altos da edição do programa Alesc Itinerante, realizada nesta semana em Mafra. O presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), destacou o envolvimento da população como essencial para o sucesso da iniciativa. “Foram quase 100 vereadores, uma dezena de prefeitos, diversas entidades. Tivemos também o acompanhamento da juventude, com a presença das câmaras mirins”, comentou, mencionando a participação de jovens parlamentares de Mafra, São Bento do Sul e Itaiópolis. Segundo Garcia, o objetivo é justamente aproximar o Legislativo da sociedade. “O que tem de mais importante nessa aproximação é a participação da sociedade, como vimos aqui em Mafra”, concluiu. 

Quinto 

A advogada Giane Bello oficializou sua candidatura ao Quinto Constitucional da OAB, para disputar uma vaga no Tribunal de Justiça. Com quase 30 anos de atuação, Giane destacou o compromisso com a transparência e com o diálogo igualitário entre os profissionais. “Coloco meu nome à disposição com o propósito de servir e bem representar a classe junto ao Poder Judiciário”, afirmou.

A advogada foi diretora da Caixa de Assistência dos Advogados e conselheira estadual, com atuação na reformulação da tabela de honorários e em ações de proteção à advocacia. Após sofrer agressão no exercício da profissão, foi uma das responsáveis pela elaboração do projeto de lei que tramita no Senado e propõe medidas de proteção para advogados.

Fonte: Guararema News

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Comércio Exterior

Tarifaço de 50% dos EUA ameaça um mercado de US$ 3,7 bilhões no Brasil

Os produtos florestais lideram as exportações para os EUA. Desses, cerca de US$ 1,7 bilhão vem dos estados do Sul. Só no Paraná, cerca de 40 mil empregos estão ameaçados

A decisão do presidente Donald Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros impacta diretamente o setor de base florestal, com efeitos severos sobre os estados da Região Sul, em especial o Paraná — maior produtor brasileiro de madeira de pinus.

A nova tarifa entrou em vigor nesta quarta-feira, 6, e incide sobre itens como madeira serrada, painéis, portas, móveis e molduras produzidos de florestas plantadas de pinus e eucalipto. Segundo dados do setor, os produtos florestais lideram as exportações do agronegócio para os Estados Unidos, somando US$ 3,7 bilhões por ano — dos quais cerca de US$ 1,7 bilhão é originado da Região Sul.

“É uma notícia muito ruim. Justamente no que o Paraná é bom, onde se destaca, vamos ser taxados de forma muito forte e veemente”, afirma Fabio Brun, presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas). O executivo também alerta para o risco de fechamento de postos de trabalho e paralisação de operações em larga escala.

“Só no Paraná cerca de 40 mil empregos estão ameaçados”, afirma o presidente.

Dependência crítica do mercado americano

A dependência do setor florestal brasileiro em relação ao mercado americano é evidente. No caso das molduras produzidas no Paraná, 98% das exportações — o equivalente a US$ 102 milhões entre janeiro e junho de 2025 — têm como destino os EUA. O mesmo ocorre com as portas de madeira: 96% da receita (US$ 34 milhões de um total de US$ 35 milhões) vem do país.

Em produtos como compensados de pinus e madeira serrada, a dependência é um pouco menor, mas ainda significativa: 33% das exportações desses itens são destinadas aos Estados Unidos.

Impacto imediato: retração e férias coletivas

Antes mesmo da publicação oficial da medida, empresas do setor já haviam adotado estratégias para conter os impactos: suspenderam os envios aos Estados Unidos, reduziram estoques e implementaram férias coletivas para evitar demissões.

“A exportação para os Estados Unidos representa volumes que não podem ser redirecionados de forma rápida a outro mercado. Buscar novos compradores é um trabalho de médio prazo e, muitas vezes, exige redução de preços”, afirma Brun.

Uma das empresas que adotaram férias coletivas foi a Braspine, empresa do Paraná que fabrica molduras de madeira, que decidiu no começo do mês adotar férias coletivas de 30 dias para 1,5 mil funcionários nas unidades de Jaguariaíva e Telemaco Borba .

“Essa turma de funcionários é toda da operação e será dividida em dois grupos, um deles sai de férias, e depois o outro sai. A ideia é manter as unidades em operação porque temos compromissos com os nossos clientes”, diz a fonte da empresa.

Celulose escapa da tarifa

Alguns produtos importantes para o setor ficaram de fora da nova tarifa. Entre eles, a celulose química (solúvel, soda, sulfato, sulfito), celulose semiquímica e a celulose feita de papel reciclado ou bambu — insumos não produzidos nos EUA e utilizados na fabricação de itens como papel higiênico e guardanapos.

Também escapou o ferro-gusa produzido com carvão vegetal, que integra a cadeia das florestas plantadas e substitui insumos de origem fóssil.

Setor florestal: motor do agro e da economia do Sul

O setor de base florestal é um dos líderes das exportações do agronegócio, como tem forte capilaridade no interior do país, especialmente no Sul. O Paraná concentra metade da produção nacional de pinus e é responsável por 15% dos empregos diretos no setor florestal.

“Estamos falando de uma cadeia produtiva bem diversificada. Além da atividade econômica, essas indústrias mantêm projetos sociais e de saúde. Ou seja, a área social também poderá ser bastante afetada com essa retração”, afirma o presidente da APRE.

Contradição com os compromissos climáticos

A medida é vista com perplexidade pelo setor, especialmente por ocorrer em um momento em que as florestas plantadas ganham destaque global como solução sustentável para o enfrentamento das mudanças climáticas. A madeira proveniente dessas florestas é considerada renovável e menos intensiva em carbono.

“O setor de base florestal plantado é hoje um dos pilares da sustentabilidade global. É difícil entender por que estamos sendo penalizados dessa forma, em um movimento que não tem base técnica, comercial ou regulatória, mas sim política”, critica Brun.

Setor pede por apoio emergencial

Nos próximos dias, a associação deve apresentar ao governo do Paraná uma série de pleitos, incluindo:

  • Liberação de linhas de financiamento subsidiadas via BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) para pagamento da folha de funcionários;
  • Antecipação dos créditos de ICMS para exportadores de madeira;
  • Criação de programas estaduais de incentivo ao uso da madeira.

A expectativa, segundo o CEO da APRE Florestas, é que o governo estadual e o federal atuem com urgência para proteger essa cadeia do agronegócio. “Precisamos garantir empregos, renda e competitividade em meio à crise gerada pela tarifa dos EUA”.

Fonte: Exame

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Agronegócio

Agro teme sanções de Trump ao Brasil por compra de fertilizantes russos e faz alerta ao Itamaraty

O agronegócio brasileiro, já pressionado em diversos setores pela sobretaxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passa a valer nesta quarta-feira (6), teme que a ameaça de uma nova retaliação se concretize em um dos pontos mais frágeis de sua cadeia produtiva: os fertilizantes.

Conforme informações obtidas pela “Folha de S. Paulo”, representantes do agro, tanto de empresas quanto da bancada ruralista no Congresso, fizeram chegar o alerta ao Itamaraty sobre possíveis sanções que o Brasil pode sofrer, a partir da sexta-feira (8), devido às negociações que detém com a Rússia, que hoje é o maior vendedor de fertilizantes ao Brasil.

Como a “Folha” mostrou, o Brasil também está na rota de sanções pela compra de diesel. Mais de 60% desse combustível que foi importado neste ano veio do país de Vladimir Putin.

Confira abaixo um histórico das importações brasileiras de fertilizantes da Rússia a partir de janeiro de 2022.O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Importações Brasileiras de Fertilizantes da Rússia – Jan 2022 a Mai 2025 – TEU

A Frente Parlamentar Agropecuária não comenta o assunto. O clima geral, no entanto, é de apreensão. Dependente crônico da importação deste tipo de insumo, o agronegócio torce para que a pressão internacional que Trump exerce, também sobre a Rússia, não resvale nestas transações bilaterais.

Em 14 de julho de 2025, Trump afirmou que, se não houver um acordo de paz da Rússia com a Ucrânia, os Estados Unidos imporão “tarifas secundárias de 100%” sobre países que continuam comprando exportações russas.

Essas tarifas fariam parte de um ultimato diplomático e envolveriam penalidades indiretas a compradores de petróleo, gás, urânio ou outros bens russos, como fertilizantes. A informação foi confirmada pelo secretário Internacional do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte.

Nesta terça, Trump disse que tomará uma decisão sobre as sanções envolvendo a compra de petróleo após uma reunião com autoridades russas agendada para quarta-feira (6).

Em entrevista coletiva, Trump não confirmou que as tarifas serão de 100%. “Nunca disse uma porcentagem, mas deve ser algo próximo disso”, afirmou o presidente dos EUA.

A tarifa ao Brasil não seria aplicada diretamente sobre os fertilizantes importados pelo país, mas sim sobre outros produtos brasileiros exportados para os EUA, como forma de retaliação indireta ou pressão econômica.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse que o governo brasileiro tem que estar em alerta para o risco de uma retaliação dos Estados Unidos envolver proibições de compras de produtos. Esse é um dos riscos que estão no radar da indústria brasileira.

“A posição dos Estados Unidos que foi dada à Rússia foi que, se ela não resolvesse o problema da guerra, eles iriam abrir retaliações que envolveriam quem compra produtos da Rússia. E nós compramos petróleo e fertilizantes, que são muito sensíveis ao agronegócio”, comentou.

A preocupação do produtor nacional se explica pela profunda dependência da Rússia no fornecimento de fertilizantes. O Brasil é responsável por cerca de 8% do consumo global do produto, ocupando a quarta posição mundial, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos. A soja, o milho e a cana-de-açúcar respondem por mais de 73% desse consumo no país.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mais de 90% dos fertilizantes utilizados são importados, o que torna o setor agrícola vulnerável às oscilações do mercado internacional e impacta diretamente os produtores rurais. A Rússia aparece como o principal país fornecedor, respondendo sozinha por 30% do que é importado, superando potências como China, Canadá e os Estados Unidos.

A cúpula de senadores brasileiros que esteve nos Estados Unidos na semana passada, para tentar sensibilizar o governo sobre o tarifaço, voltou para casa com a informação de que os americanos estão incomodados, na realidade, com o volume de combustível que o Brasil compra dos russos. O produto é o segundo mais importado pelo Brasil, só atrás dos fertilizantes.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que esteve nos EUA e discutiu o tema, foi procurada para comentar o assunto, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

A dependência estrutural dos fertilizantes da Rússia não para de crescer. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) apontam que 2025 caminha para fechar um novo recorde histórico no volume de fertilizantes que o Brasil importa da Rússia.

Apenas no primeiro semestre do ano, o país já adquiriu 5,71 milhões de toneladas, ao custo de US$ 1,98 bilhão. O total anual tende a ultrapassar 12 milhões de toneladas, consolidando o maior volume físico já registrado e repetindo o resultado do ano passado, que chegou a 12,5 milhões de toneladas.

Na última década, a dependência do fertilizante russo se multiplicou. Em 2015, o Brasil importou 3,7 milhões de toneladas daquele país. Em 2017, chegou a 5,6 milhões. Em 2019, antes da pandemia, as importações já ultrapassavam 7 milhões de toneladas.

O primeiro salto expressivo ocorreu em 2021, quando o Brasil atingiu 9,6 milhões de toneladas importadas, impulsionado pela recuperação pós-pandemia do coronavírus. Em 2022, embora o volume tenha recuado para 8,1 milhões de toneladas, a guerra na Ucrânia e o risco de interrupção no fornecimento fizeram o Brasil intensificar suas compras em um mercado pressionado. Em 2023, as importações seguiram altas, com 9,3 milhões de toneladas. O volume físico, no entanto, não parou de se ampliar de lá para cá.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional

China prorroga investigação sobre importação de carne bovina e dá alívio ao setor no Brasil

A China decidiu estender por três meses a investigação sobre a importação de carne bovina que pode resultar na aplicação de medidas de salvaguardas contra o Brasil, maior exportador da proteína para lá, e outros países. A decisão, que seria tomada em agosto, agora será divulgada em novembro.

De acordo com o Ministério do Comércio da China, a prorrogação da investigação devido à “complexidade do caso”. O novo prazo para decisão do governo chinês é 26 de novembro.

O processo foi aberto em dezembro do ano passado a pedido dos pecuaristas e da indústria local, que alegam danos à produção chinesa por conta do aumento das importações da proteína nos últimos cinco anos.

Em meio à tensão comercial com os Estados Unidos, que decidiram taxar as exportações de carne bovina brasileira e outros produtos em 50%, a extensão do prazo da investigação chinesa foi bem recebida por representantes do setor produtivo. Uma liderança disse que a prorrogação tira essa “pressão” sobre o Brasil em um momento complicado.

“O adiamento da decisão vem em boa hora, no contexto atual das exportações de carne bovina. Continuaremos trabalhando para esclarecer a situação da melhor forma possível junto à contraparte chinesa”, afirmou ao Valor o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua.

A investigação chinesa não é focada no Brasil, mas pode resultar na aplicação de tarifas e cotas sobre suas importações de carne bovina caso consiga provar que houve dano ao seu mercado interno pelo aumento do volume importado nos últimos anos. O processo examina os embarques entre 2019 e 2024.

A China consome cerca de 12 milhões de toneladas de carne bovina por ano, das quais 2,5 milhões de toneladas são importadas de diversas origens. O Brasil é o maior fornecedor.

Exportações Brasileiras de Carne Bovina para a China – Jan 2022 a Maio 2025 – TEU

Foram embarcadas 1,3 milhão de toneladas em 2024 (cerca de 10% do consumo geral dos chineses). No primeiro semestre de 2025, os frigoríficos brasileiros venderam 641,1 mil toneladas ao país asiático, alta de 13,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O faturamento dos embarques nos seis primeiros meses deste ano foi de US$ 3,2 bilhões, incremento de 28,2% em relação ao resultado acumulado de janeiro a junho de 2024.

A estratégia brasileira, que apresentou defesa no processo chinês, foi demonstrar que os produtos que o país exporta complementam a indústria chinesa. A maior parte da carne do Brasil segue para processamento nas empresas chinesas. O objetivo da argumentação é mostrar que a carne nacional não tira mercado dos chineses.

Procurada, a Abiec, que representa o setor exportador do Brasil, ainda não se manifestou.

Medida é prevista na OMC
O ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral afirmou que a prorrogação da investigação da China sobre a importação de carne bovina é uma medida prevista no acordo de salvaguardas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, que atua no processo na defesa jurídica dos exportadores do Brasil, já havia indícios de extensão do prazo por conta da complexidade do caso.

“De fato, o processo é muito complexo. Apesar de o Brasil ser responsável por metade das exportações de carne bovina para a China, a investigação envolve outros países importantes, como Estados Unidos, Europa e Argentina. Envolveu uma carga grande de trabalho”, disse. Barral é sócio-fundador da BMJ Consultores Associados.

A investigação, no limite, pode resultar na aplicação de cotas ou tarifas sobre a importação de carne bovina caso a China comprove que houve dano à indústria local devido ao aumento da presença da proteína estrangeira no país.

Uma fonte a par do assunto avaliou que a prorrogação é um “alívio” para o Brasil em momento que o país tenta incluir a carne bovina na lista de exceções do tarifaço dos Estados Unidos. “Se tivesse uma tarifa adicional da China, criaria uma pressão sobre exportações, em dois grandes mercados. A prorrogação mantém o mercado chinês sem qualquer tipo de turbulência”, disse, sob anonimato.

A aplicação de salvaguardas é defendida pelos pecuaristas e a indústria chinesa. O processo interessa diretamente ao Ministério da Agricultura do país, mas há resistências do Ministério do Comércio, que lidera a investigação, disse uma fonte. As negociações entre China e EUA também influencia nisso.

Fonte: Globo Rural

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Mercado Internacional

Apex mapeia estados dos EUA que dependem de produtos brasileiros por maior pressão contra tarifaço

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) está preparando um mapeamento dos estados americanos que dependem de produtos brasileiros. A ideia, segundo o presidente do órgão, Jorge Viana, é sensibilizar os atores locais para agirem contra as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

A sobretaxa de 50% aplicada pelos EUA a produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (6). Ela atinge cerca de 36% dos itens exportados pelo Brasil aos EUA, segundo cálculo do governo brasileiro, incluindo produtos importantes na relação comercial entre os dois países, como máquinas agrícolas, carnes e café.

“Quando você põe uma tarifa para o que entra nos Estados Unidos, você está criando um problema interno. Um estado que tem uma atividade industrial que depende de um produto que vem do Brasil, e agora o produto ficou 50% mais caro, é um problema para eles também”, disse Viana. “É nesse sentido que a gente está trabalhando.”

De acordo com levantamento da Apex, no caso dos minerais críticos, por exemplo, o Brasil exporta para a Flórida cerca de US$ 5,3 milhões e tem 82% de participação na importação deles no setor. Mais especificamente no caso do vanádio, o Brasil tem 100% de participação no mercado da Pensilvânia, em torno de US$ 20 milhões.

No início da semana, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou ver possibilidade de Brasil e Estados Unidos chegarem a um acordo relacionado à mineração nessa nova fase das tratativas entre os dois governos.

Segundo Viana, a agência trabalha em conjunto com seus escritórios nos EUA, com a Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) e com representantes dos setores atingidos pelo tarifaço.

O presidente da Apex considera que uma pressão interna de governos locais pode ajudar no avanço das tratativas. “Os governos locais, seja a Califórnia, vão ter que ir lá na Casa Branca dizendo: ‘Olha, está prejudicando o meu estado”, afirmou.

Como exemplo, ele citou a Embraer -beneficiada na lista inicial de exceções estabelecida pelos EUA, que possui componentes usados na aviação civil. “Ela tem uma base industrial na Flórida. Vai dizer [para as autoridades americanas]: ‘Como é que vai ficar? Vai parar a produção? Vai demitir funcionários?'”, disse.

De acordo com Viana, o Brasil atua em três frentes contra o tarifaço de Trump. Além dos esforços de negociação com os americanos, há uma busca por diversificação de mercado para escoamento dos produtos que vão perder espaço nos EUA.

Em paralelo, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgará um plano de contingência para mitigar os efeitos sobre as empresas exportadoras.

O presidente disse que a Apex também está preparando um plano próprio de socorro às suas empresas parceiras, a exemplo do que ocorreu após as enchentes que atingiram o Rio Grande Sul no ano passado. Segundo ele, a proposta estará conectada ao desenho criado pelo governo federal.

Segundo Haddad, o governo deve editar uma MP (medida provisória) com o plano de contingência, que prevê liberação de crédito e aumento de compras governamentais, entre outras medidas, e deve priorizar os pequenos produtores.

O mel é citado por Viana como um dos setores que precisa de uma política “rápida e urgente”, considerando que 78% do que o Brasil exporta de mel tem os Estados Unidos como destino e que o ramo é formado por pequenos produtores.

“Existe mercado para o mel no Reino Unido, na Bélgica, na própria China, que é o grande produtor de mel do mundo. Nós vamos trabalhar nisso”, acrescentou.

Fonte: Folha de São Paulo

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Exportação

Exportações de livros brasileiros crescem 7% no primeiro semestre de 2025 e já superam todo o ano de 2024

Editoras apoiadas pelo Brazilian Publishers movimentam mais de USD 14 milhões em negócios internacionais em 6 meses

A internacionalização da produção editorial brasileira segue em ritmo de crescimento. No primeiro semestre de 2025, editoras apoiadas pelo Brazilian Publishers — projeto da Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) — movimentaram USD 14.367.900 em negócios nas principais feiras literárias do mundo. O valor representa um crescimento de 7% em relação ao ano todo de 2024, quando foram registrados cerca de USD 13 milhões.

Esse avanço foi impulsionado por resultados expressivos em eventos como a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, que apresentou aumento consistente nas oportunidades de negócios para o setor. Ao longo do semestre, o programa também marcou presença na Feira do Livro de Londres, na Feira Internacional do Livro de Buenos Aires e na Feira Internacional do Livro de Bogotá. Essas participações fortaleceram a presença global das editoras brasileiras e ampliaram sua visibilidade no mercado externo.

Para Sevani Matos, presidente da CBL, os números refletem a consolidação da atuação internacional do setor. “Estamos colhendo os frutos de uma política contínua de incentivo à internacionalização. A presença qualificada das editoras brasileiras nos principais eventos do mundo confirma o valor e a diversidade da nossa produção”, afirma.

Segundo Rayanna Pereira, coordenadora do Brazilian Publishers, o semestre demonstra a força estratégica do programa. “As ações realizadas nas feiras têm impacto direto nas oportunidades comerciais e institucionais. O apoio do Brazilian Publishers tem sido fundamental para ampliar o alcance global dos nossos conteúdos”, destaca.

Próximas ações

No segundo semestre, o Brazilian Publishers dará continuidade à sua agenda internacional com presença confirmada na Feira do Livro de Frankfurt (15 a 19 de outubro), na Alemanha — considerada o maior evento global do setor editorial. A participação brasileira contará com estande próprio e uma programação voltada à promoção de direitos autorais, networking e fortalecimento de parcerias.

Outras ações confirmadas incluem a participação na 15ª Conferência de Editores de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México, entre 29 de novembro e 7 de dezembro.

No Brasil, o programa promoverá uma Jornada Profissional com os editores internacionais finalistas da categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior do 67º Prêmio Jabuti. A iniciativa contará com rodadas de negócios, visitas técnicas e participação na cerimônia de premiação, promovendo a troca entre o mercado nacional e seus parceiros internacionais.

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro. A iniciativa é resultado da parceria entre a CBL e a ApexBrasil, com apoio do MRE, e visa promover o setor de forma coordenada e estratégica no mercado internacional.

Interessados em integrar o programa podem entrar em contato com Ana Claudia Paiva pelo e-mail anaclaudia@cbl.org.br.

Sobre a CBL

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) é uma associação sem fins lucrativos que representa editores, livreiros, distribuidores e demais profissionais do setor. Há 77 anos, atua em diversas frentes sempre com o propósito de promover o acesso ao livro e a democratização da leitura em todo o país, além de divulgar a literatura brasileira no mercado internacional. Desde março de 2020, a CBL é a Agência Nacional do ISBN e, no mesmo período, lançou uma plataforma digital que reúne seus serviços de maneira integrada e dinâmica. Outra atuação forte da entidade está ligada a uma agenda de relacionamento com as mais diversas esferas públicas e governamentais para debater pautas e políticas importantes para o setor. Todas as ações da entidade são pensadas com um olhar estratégico e sensível de quem acredita no poder transformador dos livros para a sociedade.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Fonte: ApexBrasil

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Comércio, Tecnologia

Leapmotor C10 e B10: SUVs elétricos começam a desembarcar no Brasil

Dupla da chinesa parceira da Stellantis chega ao país para a estreia nas próximas semanas

A Leapmotor acelera o passo para entrar no mercado brasileiro. A marca chinesa, que tem joint venture com a Stellantis, iniciou a importação das primeiras unidades de seus veículos elétricos para o país. O início das vendas está previsto para ainda em 2025, com a chegada dos modelos eletrificados C10 e B10, que serão oferecidos por meio de uma rede de concessionárias nas principais cidades brasileiras.

Segundo Fernando Varela, vice-presidente da Leapmotor para a América do Sul, a operação contou com o apoio da Stellantis e marca uma etapa importante do projeto de implantação da marca no Brasil. Recentemente, a empresa anunciou a nomeação dos primeiros concessionários autorizados.

O processo de importação também adotou um sistema chamado “importação sobre águas”. Nesse método, toda a parte burocrática e legal é concluída antes mesmo de o navio atracar no porto de Santos (SP), o que agiliza o desembarque. Neste primeiro lote, foram trazidas diferentes versões do SUV C10, que será lançado junto ao B10 no mercado brasileiro. 

Anteriormente, a Leapmotor havia confirmado que o C10 seria vendido no Brasil em versões elétricas BEV (bateria) e REEV (extensor de alcance), sendo o primeiro desse tipo com comercialização mais ampla em nosso mercado vindo de uma marca chinesa. 

Outra novidade interessante desse comunicado é a chegada do B10, um SUV elétrico menor, com porte de Jeep Compass, que havia sido confirmado para o nosso mercado, mas com lançamento posterior ao do C10. Essa mudança mostra uma aceleração do cronograma da marca chinesa, visto a grande quantidade de lançamentos que estão chegando em nosso mercado de marcas como Omoda e Jaecoo, GAC e Geely. 

Recorde de vendas na China

A chegada ao Brasil ocorre em meio a um momento de forte crescimento da Leapmotor. Em julho de 2025, a empresa registrou seu melhor mês de vendas, com 50.129 unidades entregues globalmente, um aumento de 126% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse resultado, a Leapmotor se consolidou como líder entre as startups chinesas de veículos elétricos.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, a marca superou 220 mil unidades vendidas na China. Já em 2024, o volume total foi de quase 294 mil veículos.

Entre as soluções que serão oferecidas no Brasil, está a motorização REEV (Range Extended Electric Vehicle), que combina tração elétrica com um motor a combustão auxiliar, aumentando a autonomia e reduzindo a dependência de infraestrutura de recarga — uma proposta alinhada às condições atuais do mercado nacional, segundo a Leapmotor. 

Fonte: InsideEVs Global

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria

China reforça parceria com o Brasil e destaca importação do açaí

Em meio ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a China voltou a demonstrar, publicamente, seu interesse em importar produtos brasileiros. O destaque mais recente foi uma postagem feita nesta quarta-feira (7) pela embaixada chinesa no Brasil, que promoveu o açaí como um dos produtos mais populares entre os consumidores chineses e símbolo do comércio entre os dois países.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que destacou a iniciativa como parte da estratégia chinesa de estreitar os laços com o Brasil em um momento de tensões entre Brasília e Washington. Na publicação, feita na plataforma X (antigo Twitter), a embaixada chinesa afirma: “O Brasil é o maior exportador de açaí do mundo. O sabor único e os benefícios à saúde fazem dele um dos produtos mais populares entre os consumidores chineses”. A postagem foi acompanhada por imagens do fruto e emojis de corações.

O gesto é interpretado como um aceno diplomático e comercial diante das recentes medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos, que elevaram tarifas sobre diversas exportações brasileiras, incluindo carne, café e suco de laranja. A atitude de Pequim reforça a disposição da China em ampliar sua presença no mercado brasileiro e fortalecer o fluxo bilateral de comércio.

A sinalização é clara: enquanto os Estados Unidos fecham portas, a China amplia oportunidades. A recente aprovação de 183 empresas brasileiras para exportar café ao mercado chinês, válida por cinco anos, e a promoção de itens como o açaí, fazem parte de um conjunto de iniciativas que visam consolidar o Brasil como fornecedor estratégico em tempos de reconfiguração do comércio global.

Fonte: Brasil247

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